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12/10/16

Gado Gado










































Esta receita de nome engraçado, que pela sua fonética nos remete automaticamente para outro contexto que não o culinário, é um conhecido prato de origem Indonésia, que me visitou pelo fim do Verão.
É basicamente uma salada simples mas muito bem condimentada. Tem na sua base legumes como a batata e o feijão verde, inclui ovo cozido, e é temperado com um molho intenso de amendoim, idealmente, bem apurado e picante.
Interessante, hã? Pois a mim interessou-me bastante.

Descobri-o através de pesquisas pela net e foi precisamente o seu nome que me despertou a atenção. Verifiquei que existem imensas versões que vão diferindo tanto nos legumes utilizados como no método de confecção do molho. Algumas receitas também incluem tofu, o que achei bastante curioso.
Nesta versão dispensei alguns legumes e suprimi também a proteína vegetal. Ficando-me pelo ovo e pelos vegetais de uso mais comum e que por cá vão havendo caseirinhos.

É efectivamente um prato super simples de executar, inclusive o molho que rapidamente sai prontinho da trituradora. E confesso que este elemento foi o que mais me agradou. Intenso e delicioso, a mostrar que o amendoim é realmente de uma versatilidade incrível.

Enquanto ainda há um restinho de feijão verde toca a experimentar esta salada aparentemente banal mas com um molho realmente surpreendente, que lhe confere toda a alma.







































GADO GADO

Ingredientes
(2 pessoas)

|Molho
1 dente de alho, médio
1 cebola, pequena
1 colher (sopa) de amendoim torrado
2 colheres (sopa) de manteiga de amendoim caseira
1 colher (sobremesa) de açúcar amarelo
1 malagueta pequena (sem pevides)
3-4 colheres (sopa) de óleo de girassol
Sumo de 1/2 limão
Sal marinho tradicional, by Necton

|Salada
2-3 ovos 
3-4 batatas, pequena-média
2 cenouras, médias 
200 gr de feijão verde
100 gr de couve coração
1 pepino
1 tomate
Coentros frescos

Preparação

Começar por preparar o molho colocando a cebola e o alho na trituradora/processador e triturar bem. Adicionar os restantes ingredientes, à excepção do limão, e voltar a triturar até obter um preparado cremoso. É suposto sentir-se pedaços de amendoim. Adicionar sumo de limão a gosto, rectificar o sal, mexer e reservar.
Preparar os legumes, lavando a batata (manter a casca), descascando e palitando a cenoura, cortando a couve, o pepino e o tomate. 
Levar um tacho ao lume com água e sal e colocar a batata a cozer. Passado uns 8-10 minutos juntar a cenoura palitada, o feijão verde, e os ovos. Deixar cozer cerca de 4-5 minutos e retirar do lume.
Descascar os ovos e deixar arrefecer um pouco juntamente com os legumes.
Montar a salada no prato de servir, dispondo os legumes cozidos e os crús a gosto. Espalhar coentros frescos e verter o molho de amendoim por cima. Servir. 





22/07/16

Bolo de Pastinaca, Avelã e Mel










































Temos de admitir que, polémicas à parte, o Sr. Jamie Oliver faz coisas muito boas e bem feitas. Seja na cozinha ou na consciência social. 
Vão surgindo medidas e resoluções a favor da saúde pública, que, tudo indica, a ele se devem. Vão surgindo novos indicadores e padrões alimentares, a fim de combater a obesidade, que em muito tiveram o seu dedinho. Independentemente de tudo o resto que se vai lendo e ouvindo, este chef faz mexer, parece-me, no sentido certo.
Contribuindo ainda enormemente para a nossa felicidade com excelentes receitas! 
   
Estou a falar de saúde à mesa, de alimentação consciente e cuidada, e trago-vos um bolo?! 
É verdade! 
Talvez porque a excepção faça parte de qualquer dieta saudável e regrada. Porque de vez em quando precisamos de dar algo doce ao corpo para que os dias de maior rigor possam ter real significado. Porque só assim faz sentido.

Se o Jamie é o autor desta receita, quem me a apresentou foi o Célio. E mais tarde a Patrícia, sem saber, relembrou-me que esta maravilha estava na interminável lista de receitas a executar. 
O bolo é lindo, como podem ver nestes dois deliciosos blogs, conta com sabores que adoro e tem a particularidade de incluir como ingrediente central um legume que, até o fazer, nunca havia provado, a Pastinaca (palavra esta que me cria uma estranha dislexia!). 
Trata-se de uma bonita espécie de cenoura branca, também denominada de Cheróvia, pouco comum na nossa agricultura e alimentação, que apaixona os mais curiosos.
Encontrei-a no El Corte Inglês, trouxe-a, guardei-a no frigorífico e fiquei uns dias a pensar se lhe dava um fim doce ou salgado. Quando revi este bolo não resisti e zumba, lá teve de ser.

É um bolo delicioso, ligeiro na textura e intenso no sabor. A conjugação com o queijo creme perfumado com mel torna-o mais especial ainda.
Foi um bolo que apaixonou e por isso só posso agradecer aos três. Muito Obrigada por esta delícia!







































BOLO DE PASTINACA, AVELÃ E MEL
(Receita/Versão do Sweet Gula)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
150 g de açúcar amarelo
80 ml de azeite extra virgem
3 ovos 
30 ml de mel
175 g de farinha sem fermento
1 colher (chá) de fermento
150 gr de pastinaca, ralada
100 gr de avelãs, ligeiramente tostadas

|Cobertura
150 gr de queijo creme
75 gr de açúcar
4-5 gotas de sumo de limão
1/2 colher (sopa) de mel

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular. Reservar.
Picar grosseiramente 75 gr de avelãs e reservar.
Bater os ovos com o açúcar, o azeite e o mel, durante alguns minutos, até obter um creme leve e fôfo.
Adicionar a farinha, o fermento, as avelãs picadas e a pastinaca ralada. Envolver delicadamente no preparado anterior.
Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos, até que o bolo fique cozido e ligeiramente dourado. Fazer o teste do palito, antes de retirar do forno.
Retirar e deixar arrefecer na forma cerca de 10 minutos. Desenformar, colocar sobre uma grelha e deixe arrefecer completamente.
Para a cobertura, bater ligeiramente o queijo creme com o açúcar em pó. Adicionar o mel e algumas gotas de limão e envolver até obter a consistência desejada.
Espalhar a cobertura a gosto sobre o bolo frio e polvilhar com as restantes avelãs picadas. Servir.



22/06/16

Sunomono (com salmão)








































Da Ásia sei que é o maior continente de todos, o mais culturalmente diverso e, eventualmente, distinto da nossa "velha" europa. Sei do clima e de alguns traços da sua gastronomia, sei dos animais que o habitam (coisa que o meu filho me tem ensinado de uma forma constante e super apaixonada) e sei da vontade enorme que tenho de um dia poder conhecer um pouco de si.

O que sei também foi da sorte que tive em provar o meu primeiro Sunomono num dos melhores locais (senão o melhor) de comida japonesa do Porto. 
Sem saber que me ia apaixonar por esta salada japonesa de pepino, num dia de temporal que nos levou ao SHIKO, saímos de lá totalmente rendidas ao que o Chef Ruy Leão tão apaixonadamente propõe. 
A Ana estava no Porto e como é já obrigatório lá vamos nós comer bem. Todas encharcadinhas chegamos ao pequeno espaço. Tranquilo e super acolhedor, permitiu que rapidamente nos recompuséssemos e começássemos o melhor repasto de sempre quando falamos em cozinha japonesa.

Reproduzo aqui uma versão que resulta da mescla de várias que pesquisei, longe de saber se está próxima da original. 
Ainda que a curiosidade em aprender a fazer Sunomono à séria seja gigante, não era essa dúvida que me ia impedir de tentar. Claro que não ficou igual mas ficou bem bom e perfeito na companhia do salmão. 
Não inclui saque ou kombu, como vi em alguns sítios, e usei pepino normal. Se encontrarem pepino japonês é esse que devem usar.

Já é Verão, e com opções tão deliciosamente simples, frescas e exóticas pudemos fácil e rapidamente trazer um cheirinho da Ásia aos nossos dias.
Para terminar, um sério pedido: se alguém souber como se faz o Verdadeiro Sunomono que me diga, por favor. Seria uma miúda tãaaao feliz!  








































SUNOMONO (com salmão)

Ingredientes
(2 pessoas)

1 posta ou filete de salmão fresco, grande
1 pepino, grande e firme
1/2 colher (sopa) de sal marinho tradicional
5 colheres (sopa) de vinagre de arroz
2 colheres (sopa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de sementes de sésamo tostadas

Preparação

Misturar o vinagre de arroz com o açúcar, mexendo até que este se dissolva bem. Reservar no frio.
Com um descascador laminar o pepino no seu comprimento (originalmente laminam-se às rodelas). Dispor as fatias bem finas num escorredor, tempera-las com o sal e envolver bem. Deixar repousar cerca de 30 minutos para que libertem o máximo de água. Passado este tempo espremer bem o pepino e envolve-lo no molho de vinagre. 
Limpar o salmão de pele e espinhas, no caso de as ter, e corta-lo em cubinhos de cerca de 2x2cm.
Adicionar o salão ao pepino, salpicar generosamente com sementes de sésamo e servir.



06/12/15

Rabanadas com Requeijão e Coulis de Tamarilho




No restrito grupo de doces natalícios que nunca faltam cá em casa nesta quadra que se aproxima, as rabanadas tem lugar de destaque.

Por vezes, na tentativa de reduzir os exageros da mesa de Natal, vai-se suprimindo este ou aquele doce que até não agrada a todos. Mas a presença das rabanadas é sempre garantida. Seja com calda simples de açúcar ou de Vinho do Porto (ou por vezes as duas!), estão sempre lá.
A mim particularmente sabe-se bem comer uma enquanto as estou a fazer, e outra ao pequeno almoço do dia 25, assim fria mesmo. 
Ainda que com tanta oferta as rabanadas acabam sempre por desaparecer.

Esta proposta pretende apresenta-las num contexto distinto, que se enquadra perfeitamente numa sobremesa natalícia, ou num pequeno-almoço especial.
O facto de serem feitas no forno ajuda a aligeirar um pouco o peso da "coisa" e até se comem com mais vontade.

A junção do requeijão envolvido no coulis de tamarilho atiram-nas para outra dimensão, onde se permanece em estado de encantamento a devorar estas soberbas estrelas de natal. 










































RABANADAS COM REQUEIJÃO E COULIS DE TAMARILHO

​Ingredientes 
(4 pessoas)

4-5 fatias de pão de forma​
150 ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
Raspa de limão
Pau de canela
2 ovos, médios
8 tamarilhos
1 requeijão (usei Saloio)
Amêndoa laminada, tostada
Açúcar em pó para polvilhar.

Preparação

Preparar o coulis com antecedência, juntando a polpa dos tamarilhos com uma colher de sopa de açúcar amarelo. Deixar repousar umas horas, ou de um dia para o outro, triturar com a varinha mágica e passar no coador. Reservar no frio.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Levar ao lume num tachinho, o leite, 2 colheres de açúcar amarelo, o pau de canela e raspa de limão. Deixar aquecer bem, quase até ferver, retirar do lume e deixar arrefecer.
Bater bem os ovos. Reservar.
Aparar as fatias do pão de forma e corta-las na diagonal, em 4 triângulos cada. Mergulhar cada fatia no leite e de seguida passar no ovo batido até que fique toda coberta. Coloca-las no tabuleiro de forno, revestido com papel vegetal, polvilhar com açúcar o mascavado e levar ao forno até estarem firmes e bem douradinhas.
Dispor as rabanadas, numa taça ou prato a gosto, desfazer grosseiramente o requeijão e colocar por cima, regar com coulis de tamarilho e salpicar com amêndoa laminada tostada. Polvilhar com açúcar em pó e servir.

Bom Natal!





08/01/15

Trifle de Inverno




Noutro dia perguntava o que costuma apetecer comer, neste complexo período pós-festas, em que o nosso organismo se encontra num misto de vontade e cansaço. Vontade de continuar a comer o que ainda paira nas nossas mesas e frigoríficos, e cansaço por continuar a ingerir tanta coisa que sabemos dever consumir de forma mais moderada e controlada. Quantas vezes o coitado começa a gritar por comida mais ligeira e saudável?

Nestas alturas apetecem-me essencialmente duas coisas: sopa e/ou gelado. Esqueci-me de referir a fruta, talvez por que essa esteja sempre presente, acompanhando as "estragações" todas. Mas está sempre ali.

Este trifle dá forma aquela sobremesa que cai que nem uma luva nesta altura do ano. Se por um lado aproveita o restinho de pão de ló que sobrou, por outro conjuga-o com iogurte e frutinha fresca e bem anti-oxidante. 

Não só faz bem, como sabe pela vida! 
Bem fresco e cítrico, é um docinho fantástico e ultra-fácil de fazer.
 


TRIFLE DE INVERNO (Iogurte, Laranja e Tamarilho)

Ingredientes
(2 taças)

1/4 de pão de ló seco
2 iogurtes gregos naturais 
2 laranjas médias
8-10 tamarilhos maduros
2 colheres (sopa) de açucar amarelo
2 colheres (sopa) de granola caseira

Preparação

Começar por abrir os tamarilhos ao meio e retirar o interior para um recipiente. Juntar uma colher de açúcar amarelo, mexer e deixar a macerar cerca de 10 minutos. Reservar.
Descascar as laranjas, partir em pedaços e juntar o restante açucar amarelo.
Com a varinha mágica triturar o preparado de tamarilho. De seguida passar por um coador e rejeitar as pevides. Reservar.
No fundo de cada taça ou copo colocar uma camada de pedaços de pão de ló, regar com duas colheres de sopa de molho de tamarilho, colocar um iogurte por cima, de seguida dispor pedaços de laranja e finalizar com uma colher de sopa de molho de tamarilho.
Levar ao frio e, antes de servir, salpicar com granola. 


 

29/12/14

Bolachas de Natal




O meu gosto por fazer bolachas tem vindo a crescer. As experiências vão-se sucedendo e saindo cada vez menos desastrosas, o que não deixa de ser animador e estimulante para testar mais e melhor.

Neste caso pretendia umas bolachinhas com carácter natalício e utilizei/adaptei duas receitas das Iguarias da Popina que já andavam marcadas há algum tempo.

As cobertas com chocolate branco foram mais fiéis à receita original, ao passo que as de gengibre, originalmente simples, foram brindadas com uma cobertura de chocolate negro e praliné que lhe conferiram um toque bem diferente e especial.

Trago este duo delicioso para a edição de Natal do grupo "Vamos fazer Bolachas", promovido pela Manuela do blog "Cravo e canela - Uma Cozinha no Brasil", que deram forma a simpáticos presentes natalícios.

Bom Natal!









BOLACHAS DE CACAU COM COBERTURA DE CHOCOLATE BRANCO E FRUTOS SECOS

Ingredientes
(Aproxim. 15 bolachas)

150 gr de farinha sem fermento
1 colher (chá) de fermento
15 gr de cacau em pó
50 gr de açucar amarelo
65 gr de manteiga, fresca cortada em cubinhos
45 gr de mel líquido (usei geleia de agave)
1 colher (café) de canela
1 colher (chá) de água

|Decoração
100 gr de chocolate branco, partido em pedaços pequenos
30 gr de amêndoa picada
30 gr de pistáchio ou amendoim
30 gr de mirtilos ou arando secos
30 gr de nozes picadas  

Preparação

Pré-aquecer o forno a 170º.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal, ligeiramente untado com manteiga. Reservar.
Colocar a farinha, o fermento, o cacau, o açucar, a manteiga e o mel num processador/triturador e pressionar até obter migalhas. Adicionar a água e misturar bem até obter uma bola de massa macia e bem ligada.
Passar a massa para uma superfície ligeiramente enfarinhada e estender com o rolo da massa até ficar com uma espessura de cerca de 5mm. Recortar com o corta-massas da forma escolhida e dispor no tabuleiro.
Levar ao forno cerca de 20-25 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de decorar.
Para decorar, levar a derreter o chocolate branco em banho maria ou no micro-ondas. Mexer bem até estar totalmente derretido.
Com um pincel de cozinha, espalhar o chocolate sobre a superfície das bolachas e de seguida espalhar os frutos secos a gosto.
Deixar arrefecer e secar completamente e servir.
Guardar numa caixa hermética por cerca de 2 semanas. 




 
 
BOLACHAS DE GENGIBRE COM COBERTURA DE CHOCOLATE E PRALINÉ DE AMÊNDOA

Ingredientes
(Aproxim. 15 bolachas)

175 gr de farinha sem fermento
1 colher (chá) de fermento
15 gr de cacau em pó
50 gr de açucar amarelo
40 gr de manteiga, fresca cortada em cubinhos
50 gr de mel líquido (usei geleia de agave)
1,5 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de água

|Decoração
100 gr de chocolate negro, partido em pedaços pequenos 
70 gr de praliné de amêndoa (receita aqui)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 170º.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal, ligeiramente untado com manteiga. Reservar.
Colocar a farinha, o fermento, o gengibre, o açucar, a manteiga e o mel num processador/triturador e pressionar até obter migalhas. Adicionar a água e misturar bem até obter uma bola de massa macia e bem ligada.
Passar a massa para uma superfície ligeiramente enfarinhada e estender com o rolo da massa até ficar com uma espessura de cerca de 5mm. Recortar com o corta-massas da forma escolhida e dispor no tabuleiro.
Levar ao forno cerca de 20-25 minutos. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de decorar.
Para decorar, levar a derreter o chocolate em banho maria ou no micro-ondas. Mexer bem até estar totalmente derretido.
Com um pincel de cozinha, espalhar o chocolate sobre a superfície das bolachas e de seguida espalhar o praliné por cima a gosto.
Deixar arrefecer e secar completamente e servir.
Guardar numa caixa hermética cerca de 2 semanas. 








































Receitas adaptadas de:

 

22/12/14

Pudins de Aletria de Café e Especiarias com Praliné de Amêndoa




Mudar a forma e apresentação de pratos que sempre vimos de um determinado modo, e usar ingredientes em novos contextos, é algo que tenho adorado fazer.

A aletria, que costuma ser apresentada em prato ou travessa, espalmadinha, normalmente aromatizada com limão e polvilhada com canela, surge assim em forma de pudim, enriquecido com o aroma do café e das especiarias e embelezado com um belo praliné.

É uma forma diferente e super elegante de servir este doce tão tradicional e obrigatório na mesa de natal. 

Fica a proposta de uma aletria renovada e o desejo de umas excelentes festas!








































PUDINS DE ALETRIA DE CAFÉ E ESPECIARIAS COM PRALINÉ DE AMÊNDOA

Ingredientes

350 ml de leite
150 ml de água
6-8 col. sopa de açucar amarelo
3-4 cascas de lima
200 gr de aletria
1 café forte (chávena normal de café)
1 col. sobremesa de amido de milho
1 col. café de canela
1/2 col. café noz moscada
1/2 col. café de açafrão
3-4 col. sopa de praliné de amêndoa 
 
Preparação

Levar ao lume num tachinho a água, o leite, o açúcar e as cascas de lima até ferver.
Juntar a aletria, bem partida previamente, e mexer bem.
Deixar cozer em lume brando cerca de 6-7 minutos.
Entretando diluir muito bem o amido de milho no café. Acrescentar a canela, a noz moscada e o açafrão e mexer bem até estarem bem diluidos.
Acrescentar lentamente o café com as especiarias na aletria, mexendo sempre.
Deixar cozer mais 1-2 minutos e retirar do lume.
Em forminhas para queques, preferencialmente de silicone, colocar um pouco de praliné de amêndoa até tapar o fundo. Verter aletria por cima até encher.
Alisar a superfície e deixar arrefecer completamente até ficar bem firme.
Desenformar, se necessário polvilhar com mais praliné e servir.