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22/07/16

Bolo de Pastinaca, Avelã e Mel










































Temos de admitir que, polémicas à parte, o Sr. Jamie Oliver faz coisas muito boas e bem feitas. Seja na cozinha ou na consciência social. 
Vão surgindo medidas e resoluções a favor da saúde pública, que, tudo indica, a ele se devem. Vão surgindo novos indicadores e padrões alimentares, a fim de combater a obesidade, que em muito tiveram o seu dedinho. Independentemente de tudo o resto que se vai lendo e ouvindo, este chef faz mexer, parece-me, no sentido certo.
Contribuindo ainda enormemente para a nossa felicidade com excelentes receitas! 
   
Estou a falar de saúde à mesa, de alimentação consciente e cuidada, e trago-vos um bolo?! 
É verdade! 
Talvez porque a excepção faça parte de qualquer dieta saudável e regrada. Porque de vez em quando precisamos de dar algo doce ao corpo para que os dias de maior rigor possam ter real significado. Porque só assim faz sentido.

Se o Jamie é o autor desta receita, quem me a apresentou foi o Célio. E mais tarde a Patrícia, sem saber, relembrou-me que esta maravilha estava na interminável lista de receitas a executar. 
O bolo é lindo, como podem ver nestes dois deliciosos blogs, conta com sabores que adoro e tem a particularidade de incluir como ingrediente central um legume que, até o fazer, nunca havia provado, a Pastinaca (palavra esta que me cria uma estranha dislexia!). 
Trata-se de uma bonita espécie de cenoura branca, também denominada de Cheróvia, pouco comum na nossa agricultura e alimentação, que apaixona os mais curiosos.
Encontrei-a no El Corte Inglês, trouxe-a, guardei-a no frigorífico e fiquei uns dias a pensar se lhe dava um fim doce ou salgado. Quando revi este bolo não resisti e zumba, lá teve de ser.

É um bolo delicioso, ligeiro na textura e intenso no sabor. A conjugação com o queijo creme perfumado com mel torna-o mais especial ainda.
Foi um bolo que apaixonou e por isso só posso agradecer aos três. Muito Obrigada por esta delícia!







































BOLO DE PASTINACA, AVELÃ E MEL
(Receita/Versão do Sweet Gula)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
150 g de açúcar amarelo
80 ml de azeite extra virgem
3 ovos 
30 ml de mel
175 g de farinha sem fermento
1 colher (chá) de fermento
150 gr de pastinaca, ralada
100 gr de avelãs, ligeiramente tostadas

|Cobertura
150 gr de queijo creme
75 gr de açúcar
4-5 gotas de sumo de limão
1/2 colher (sopa) de mel

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular. Reservar.
Picar grosseiramente 75 gr de avelãs e reservar.
Bater os ovos com o açúcar, o azeite e o mel, durante alguns minutos, até obter um creme leve e fôfo.
Adicionar a farinha, o fermento, as avelãs picadas e a pastinaca ralada. Envolver delicadamente no preparado anterior.
Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos, até que o bolo fique cozido e ligeiramente dourado. Fazer o teste do palito, antes de retirar do forno.
Retirar e deixar arrefecer na forma cerca de 10 minutos. Desenformar, colocar sobre uma grelha e deixe arrefecer completamente.
Para a cobertura, bater ligeiramente o queijo creme com o açúcar em pó. Adicionar o mel e algumas gotas de limão e envolver até obter a consistência desejada.
Espalhar a cobertura a gosto sobre o bolo frio e polvilhar com as restantes avelãs picadas. Servir.



13/06/16

Trufas de Avelã e Aveia




Ainda que alguns excessos tenham feito parte dos últimos dias, esta partilha impunha-se há algum tempo. 

Nunca fui grande fazedora de trufas, simplesmente porque não me puxava muito, mas ultimamente tenho adorado explorar algumas combinações para estas bolinhas saudáveis.

Não sendo novidade, uma vez que esta deliciosa imitação de Ferrero já muito se vê, quis tentar a minha versão e acredito que tenham sido das mais deliciosas que já fiz. 
A especial junção de avelã e cacau tem a capacidade de nos fazer rasgar largos sorrisos.
A aveia não agrada a todos mas confere mais corpo e textura à massa, além de incrementar o aspecto nutritivo.

Porque muitas vezes o que comemos fora das refeições principais acaba por ser o que nos "desiquilibra" mais, estas bolinhas super fáceis de fazer e com alta capacidade de se conservarem em excelente estado por imenso tempo, são perfeitas para ter sempre guardadas, garantindo snacks mais saudáveis. Uma peça de fruta, duas trufas, e está o lanche feito.

E num rápido regresso à normalidade sai um grande Viva ao Verão, cuja pré-época claramente já começou!






































TRUFAS DE AVELÃ E AVEIA
(12 trufas)

Ingredientes

1 chávena (chá) de avelãs, sem casca
2 colheres (sopa) de sementes de girassol
2 colheres (sopa) de aveia
8-10 tâmaras, sem caroço
2 colheres (sopa) de cacau crú em pó
2 colheres (sopa) de pasta de avelã 
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 pitadinha de gengibre
Chocolate em pó (opcional)

Preparação

Começar por demolhar as tâmaras em água morna durante 30 minutos. 
Entretanto levar as avelãs ao forno pré-aquecido a 170ºC, cerca de 12-15 minutos, até se ver a pele a soltar. Retirar do forno, coloca-las num pano de cozinha e esfregar bem para que se solte toda a pele possível. Deixar arrefecer.
Colocar as avelãs na trituradora ou processador, juntar a aveia e triturar até começarem a ficar bem desfeitas. Acrescentar os restantes ingredientes e voltar a triturar até estar tudo bem envolvido. Fica um preparado algo solto e "esmigalhado".
Retirar da trituradora e com as mãos, pressionando bem a massa, moldar pequenas trufas.
Passar em chocolate em pó ou comer assim simples.
Conservar no frio cerca de 3-4 semanas.




16/03/16

Mini-Pavlovas de Chocolate com Mascarpone de Tangerina e Avelã




O que representa o Dia do Pai?
Talvez algo que não devesse necessitar de um dia específico para ser celebrado. Talvez um sentimento, uma atenção, uma relação que diariamente devesse ser alimentada e cimentada. Talvez a celebração de vínculos tão naturais e basilares que nem fizessem sentido ser festejados. 

Nunca valorizei particularmente este dia, e a minha relação com o mesmo não mudou desde que perdi o meu pai. O que contou sempre foram todos os dias. E agora todos os dias continuam a contar e a valer pelas lembranças fortes e sensação de presença que não desaparece. Ainda que falte o som da voz, o bocejar único ou o arrastar da perna.

Passei, no entanto, a ver o dia 19 de Março pela perspectiva do meu filho, sendo impossível passar ao lado das imposições escolares e sociais que este dia trás. Porque há sempre um desenho, uma prendinha, uma actividade, mostra-se obrigatório vive-lo com o empenho necessário.

E para quem festeja o Dia do Pai fica esta sugestão. Que é para todos os pais, que como o meu, se deliciariam com uma pavlova destas, sóbria mas bem intensa e vibrante.







































MINI-PAVLOVAS DE CHOCOLATE COM MASCARPONE DE TANGERINA E AVELÃ

Ingredientes
(4 unidades)

|Pavlovas
4 claras, grandes
100 gr de açúcar
100 gr de açúcar em pó
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de vinagre branco
1 colher (sopa) de cacau em pó

|Creme de Mascarpone e Tangerina
200 gr de queijo mascarpone
80 gr de açúcar em pó
3 colheres (sopa) de natas
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha 
2-3 colheres (sopa) de doce tangerina, caseiro
1 pitada de canela

|Ganache de Chocolate
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ou creme de soja para culinária

Avelãs, grosseiramente partidas e tostadas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 120ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, desenhar 4 círculos de cerca de 12-14 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar o açúcar em pó com o cacau e reservar. Bater as claras em castelo até começarem a espumar. Ir juntando aos poucos o açúcar branco e continuar a bater. Acrescentar o açúcar em pó com o cacau, o amido e o vinagre e bater mais um pouco até estar tudo bem envolvido.
Por cima dos círculos desenhados no papel vegetal verter um pouco de merengue e dar-lhe a forma pretendida, alisando as laterais com uma espátula. Levar ao forno e passado cerca de 15 minutos reduzir a temperatura para 100ºC. Deixar no forno, sem abrir a porta, cerca de 1 hora. Desligar o forno e deixar que as pavlovas arrefeçam completamente lá dentro.  
Para o ganache: levar as natas ao lume quase até ferverem e verter sobre o chocolate partido em pedaços pequenos. Deixar repousar 2 minutos e mexer bem até o chocolate se dissolver completamente nas natas e resultar num preparado macio e homogéneo. 
Para o creme de mascarpone: bater o mascarpone com o açúcar até se encontrar macio, acrescentar a baunilha e as natas e bater um pouco mais. Adicionar o doce de tangerina e envolver "por alto", sem mexer demasiado, de forma a permanecerem à vista pedaços de doce. Reservar até usar.
Montagem: sobre cada mini-pavlova colocar um pedaço de creme de mascarpone e tangerina, a gosto, verter um pouco de ganache de chocolate por cima e salpicar com avelã.

Nota: A base destas pavlovas foi adaptada das receitas da formação de "Merengues e Roll Cakes Decorados", com a Patrícia e a Vânia do Com Amor & Carinho.





03/02/16

Creme de Batata Doce Assada com Pesto de Rúcula




Este creme cimenta definitivamente a minha relação com a batata doce. 
Desde que comecei a assa-la que me comecei igualmente a apaixonar, já que sempre foi um tubérculo que me causou alguma estranheza.
Inicialmente usava-a apenas em doces e aos poucos fui-me rendendo ao seu sabor e textura.

O sabor doce do creme contrasta na perfeição com a ligeira agressividade da rúcula, aqui transformada em pesto. Tudo bem misturado resultou numa bela sinfonia.

Nada melhor para animar estes dias mais escuros do que um quentinho e saboroso creme, feito em dia de chuva, mas com evidentes toques de Primavera. 

Acompanham-me?







































CREME DE BATATA DOCE ASSADA COM PESTO DE RÚCULA

Ingredientes
(4-6 doses)

|Creme
3 batatas doces de polpa laranja, médias
2 dentes de alho, médios
1 cebola, média
1/2 talo de alho francês
1 curgete, média
1,2 L de caldo de legumes (ou água)
1 colheres (sopa) de parmesão ralado
Sal
Pimentão doce fumado

|Pesto
80 gr de rúcula
5 folhas de mangericão fresco
1 dente de alho, médio
80 gr de avelã tostada
50 gr de queijo parmesão
Azeite
Sal
Sumo de limão

Croutons de alho e ervas e pinhões tostados para decorar/acompanhar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Embrulhar a batata doce (com pele) em papel de alumínio e levar ao forno, cerca de 30-35 minutos, ou até a polpa da batata estar mole e perfeitamente assada.
Enquanto a batata doce assa, faz-se o pesto. Colocar na trituradora ou processador, o alho, a rúcula, a avelã e o parmesão e triturar bem até o fruto seco estar bem moído e se obter uma pasta homogénea. De seguida acrescentar um pouco de sumo de limão, uma pitadinha de sal e ir adicionando azeite a gosto, até se conseguir a fluidez pretendida. Rectificar temperos e conservar em recipiente hermético.
Retirar a batata doce do forno, abri-la ao meio no sentido do comprimento e retirar a polpa com uma colher. Rejeitar a pele. 
Levar ao lume num tachinho, um fio de azeite, os alhos laminados, a cebola picada e o alho francês em rodelas. Deixar amolecer ligeiramente e acrescentar a curgete descascada e em pedaços pequenos. De seguida adicionar o caldo de legumes, uma boa pitada de sal e outra de pimentão doce, e deixar cozinhar cerca de 15-20 minutos até se verificar que os legumes estão cozidos. Acrescentar a polpa de batata e o parmesão e deixar cozinhar mais 2-3 minutos.
De seguida triturar tudo muito bem até obter um creme homogéneo. Se tiver demasiado espesso acrescentar mais caldo de legumes ou água.
Servir o creme com um pouco de pesto, croutons e pinhões tostados.






13/04/15

Bolachas Sem Glúten (Pistáchios / Avelã e Alfarroba)




Confesso que fiquei um pouco mais a par da questão do glúten desde que tenho o blog. Sempre ouvi falar de doença celíaca mas conhecia apenas o básico. Um celíaco é intolerante ao gluten. Ok! Mas o que é o gluten?

O glúten é uma proteína presente na semente dos cereais de utilização mais comum na alimentação tradicional, como o trigo, o centeio, a cevada ou a aveia. Logo, está presente em bens essenciais como o pão e em todos os alimentos que na sua composição incluam estes cereais.

Actualmente existe também um crescimento do número de pessoas que, não tendo de suprimir o glúten da sua alimentação por motivos de saúde, optam por faze-lo por sentirem que o seu organismo funciona melhor dessa forma.

Posto isto, participo no desafio "Vamos fazer Bolachas" deste mês,  promovido pelo blog da Manuela, que apresenta o tema "Bolachas sem Gluten", com as minha primeira experência do género.

Usei a receita de Bolachas de Pistáchio do livro "Flagrante Delícia", e fiz uma segunda versão com outros sabores.
Em termos de sabor gostei imenso do resultado, apesar da receita original me ter deixado algumas dúvidas durante a execução.
Em termos de aspecto ficaram assim, bem sui generis, e com uma textura mais próxima de bolinhos.







































BOLACHAS DE PISTÁCHIO (Sem Glúten)
(Receita do livro "Flagrante Delícia", de Leonor Sousa Bastos)

Ingredientes
(10 bolachas)

1 clara
50 gr de açucar em pó
50 gr de pistachios picados
2 colheres (chá) de amido de milho

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºc.
Untar com manteiga e polvilhar com farinha forminhas metálicas de queques.
Juntar a clara com o açúcar e bater. Acrescentar o pistáchio e o amido de milho, batendo sempre.
Verter nas forminhas, não ultrapassando 5mm de altura, e levar ao forno durante 10 minutos. Retirar do forno e desenformar com cuidado.
Deixar arrefecer e comer.


BOLACHAS DE AVELÃ E ALFARROBA (Sem Glúten)

Ingredientes

1 ovo
50 gr de açucar mascavado
50 gr de avelãs picadas
2 colheres (chá) de amido de milho
1 colher (sopa) de farinha de alfarroba

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºc.
Untar com manteiga e polvilhar com farinha forminhas metálicas de queques ou mini-tartes.
Juntar o ovo com o açúcar e bater. Acrescentar as avelãs, o amido de milho e a alfarroba e bater um pouco mais a baixa velocidade.
Verter nas forminhas e levar ao forno durante 10 minutos. Retirar do forno e desenformar com cuidado.
Deixar arrefecer e comer.




































Fonte:

http://www.wook.pt/ficha/flagrante-delicia/a/id/5424287?a_aid=54775e8533ab4


04/02/15

Pesto de Bróculos com Batata e Calamares Salteados




Calamares são Espanha!
Aquela zona no norte de Espanha, em que neva e existe uma pequenina e desconhecida estância que calhamos de descobrir por acidente.
Desde essa altura que Calamares e Batatas Aioli me lembram essas mini férias inesquecíveis, onde, de forma inesperada, esfomeada e deliciada, bebemos e comemos melhor e com mais vontade do que nunca. Isto em Espanha.

Enquanto não volto a pegar na prancha de snowboard, alimento-me com um prato que me atira para os dias em que me apaixonei pelas pistas nevadas.

Obrigada aos que fizeram parte desses momentos, e muito obrigada Green Kitchen Stories por este fantástico Pesto de Bróculos.  





PESTO DE BRÓCULOS COM BATATA E CALAMARES SALTEADOS

Ingredientes
(3-4 pessoas)

500 gr de calamares congelados
4 batatas grandes
Azeite
3 dentes de alho
1 malagueta
2 folhas de louro
Tomilho
Sal

|Pesto (aproxim. 2 chávenas)
(adaptado daqui)
1 bróculo grande
1 molhinho de mangericão fresco
Sumo de 1/2 limão
1/2 cháv. de avelãs, tostadas e sem pele
1 colher (sopa) de pinhões tostados
2 dentes de alho

1/2 cháv. de azeite
2 colheres (sopa) de água
Sal
Pimenta
2 colheres (sopa) de pecorino ou parmesão ralado

Preparação

Começar por preparar o pesto, colocando todos os ingredientes num misturador/triturador e pulsar durante 1 minuto.
Provar e, se estiver muito seco, acrescentar mais um pouco de azeite  ou água. Rectificar temperos, se necessário. Reservar.

Levar ao lume as batatas a cozer, com casca, em água temperada com sal, um dente de alho esmagado e uma folha de louro.  
Quando estiverem cozidas mas ainda firmes, retirar da água, retirar a pele e cortar em pedaços pequenos.
Numa frigideira anti-aderente levar ao lume um fio generoso de azeite e 2 dentes de alho palitados e a malagueta.
Quando o azeite estiver quente juntar os calamares, bem enxugados.
Deixar saltear 3-4 minutos, e quando já estiverem com alguma cor, acrescentar as batatas. Deixar saltear cerca de 5 minutos, agitando a frigideira, ou mexendo com muito cuidado, de vez em quando.
Adicionar 4 a 5 colheres de sopa de pesto, envolver delicadamente e deixar cozinhar durante 1-2 minutos.
Polvilhar com queijo e servir.
Acompanhar com uma salada de tomate.

Nota: Este pesto ficou propositadamente com uma textura mais pastosa e densa. Para um pesto mais fluído juntar um pouco mais de azeite.