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08/07/16

Mini Bureks de Cereja e Requeijão








































Se há ano em que as loucuras do clima tiveram enorme influência no decorrer normal dos ciclos e sazonalidades naturais das frutas e legumes, está a ser este. 

Não me recordo da macieira de sonho dos meus pais demorar tanto tempo a carregar. Não tenho memória de um Maio em que as fruteiras não transbordassem de ameixas. E nunca aconteceu a prima não trazer aquela caixinha, que todos os Junhos ansiamos ver chegar, com a bela cereja de Resende. 
2016 mostra-se estranho e bastante anti-natura no que há agricultura diz respeito, não nos permitindo usufruir de alimentos, que tão felizes nos fazem, na sua época habitual. 

Acabei por comprar alguma cereja do Fundão e felizmente apanhei-a boa. Grande, carnuda e doce, ainda deu para nos deliciarmos e serviu para compor e embelezar algumas sobremesas. 

Esta receita acompanha a apresentação da Mercearia Bio. Para quem não conhece é um projecto sediado em Portimão, que surgiu em 2006 e propõe-se responder à crescente vontade de consumidores empenhados num estilo de vida mais saudável, garantindo a contínua disponibilidade e entrega de produtos biológicos por todo o país.

Para acompanhar resolvi fazer um burek doce mas saudável, super simples de executar e que se mostrou delicioso! Gosto de misturar requeijão com doce de frutos e neste formato ficou perfeito, também auxiliado pelas sementes que conferem mais textura.







































MINI BUREKS DE CEREJA E REQUEIJÃO

Ingredientes
(2 mini bureks)

1 requeijão grande (usei de ovelha)
12 cerejas maduras, descaroçadas
1/2 colher (sopa) de sementes de chia
1 colher (sobremesa) de sementes de papoila
2 colheres (sopa) de mel de flor de laranjeira
4 folhas grandes de massa filo
1 lima
Azeite
Amêndoa laminada

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Pincelar com azeite um recipiente rectangular de ir ao forno. Reservar.
Descaroçar as cerejas e partir em metades e/ou quartos. Reservar.
Esmagar o requeijão com um garfo, juntar uma colher de mel e a raspa de lima e misturar bem. De seguida envolver as sementes de chia e as cerejas. Reservar. 
Abrir a massa filo na bancada e colocar as 4 folhas sobrepostas. Cortar ao meio no sentido do comprimento criando dois rectângulos. Pincelar cada folha com azeite e polvilhar com um pouco de sementes de papoila, colocando outra folha por cima. Repetir este processo até acabar a massa filo.
Espalhar o recheio pelas folhas, deixando uma margem de massa livre a toda a volta, e "regar" com o mel restante. 

Enrolar a massa delicadamente até formar um rolo comprido, pressionando as extremidades para evitar que o recheio saia. De seguida começar a enrolar o rolo sobre si mesmo, criando o efeito caracol ou espiral. Aqui é essencial ter algum cuidado pois facilmente a massa "rasga". Depois do caracol feito, transferi-lo para um recipiente de forno - forma ou prato - previamente untado com azeite.
Se existirem pequenos rasgões, usar pedacinhos de massa para os tapar, tipo remendo. Com a cozedura eles agarram à massa do rolo sem problemas. 
Pincelar os bureks com azeite e polvilhar com um pouco de sementes de papoila e amêndoa laminada. 
Espalhar pedaços de cereja à volta e levar ao forno cerca de 20-25 minutos, até a massa estar douradinha e firma. Se começar a queimar proteger com papel de alumínio até estar pronto.
Retirar do forno, deixar arrefecer e servir.

Nota: é um prato que sabe melhor fresco devido à natureza do requeijão. 




06/12/15

Rabanadas com Requeijão e Coulis de Tamarilho




No restrito grupo de doces natalícios que nunca faltam cá em casa nesta quadra que se aproxima, as rabanadas tem lugar de destaque.

Por vezes, na tentativa de reduzir os exageros da mesa de Natal, vai-se suprimindo este ou aquele doce que até não agrada a todos. Mas a presença das rabanadas é sempre garantida. Seja com calda simples de açúcar ou de Vinho do Porto (ou por vezes as duas!), estão sempre lá.
A mim particularmente sabe-se bem comer uma enquanto as estou a fazer, e outra ao pequeno almoço do dia 25, assim fria mesmo. 
Ainda que com tanta oferta as rabanadas acabam sempre por desaparecer.

Esta proposta pretende apresenta-las num contexto distinto, que se enquadra perfeitamente numa sobremesa natalícia, ou num pequeno-almoço especial.
O facto de serem feitas no forno ajuda a aligeirar um pouco o peso da "coisa" e até se comem com mais vontade.

A junção do requeijão envolvido no coulis de tamarilho atiram-nas para outra dimensão, onde se permanece em estado de encantamento a devorar estas soberbas estrelas de natal. 










































RABANADAS COM REQUEIJÃO E COULIS DE TAMARILHO

​Ingredientes 
(4 pessoas)

4-5 fatias de pão de forma​
150 ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
Raspa de limão
Pau de canela
2 ovos, médios
8 tamarilhos
1 requeijão (usei Saloio)
Amêndoa laminada, tostada
Açúcar em pó para polvilhar.

Preparação

Preparar o coulis com antecedência, juntando a polpa dos tamarilhos com uma colher de sopa de açúcar amarelo. Deixar repousar umas horas, ou de um dia para o outro, triturar com a varinha mágica e passar no coador. Reservar no frio.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Levar ao lume num tachinho, o leite, 2 colheres de açúcar amarelo, o pau de canela e raspa de limão. Deixar aquecer bem, quase até ferver, retirar do lume e deixar arrefecer.
Bater bem os ovos. Reservar.
Aparar as fatias do pão de forma e corta-las na diagonal, em 4 triângulos cada. Mergulhar cada fatia no leite e de seguida passar no ovo batido até que fique toda coberta. Coloca-las no tabuleiro de forno, revestido com papel vegetal, polvilhar com açúcar o mascavado e levar ao forno até estarem firmes e bem douradinhas.
Dispor as rabanadas, numa taça ou prato a gosto, desfazer grosseiramente o requeijão e colocar por cima, regar com coulis de tamarilho e salpicar com amêndoa laminada tostada. Polvilhar com açúcar em pó e servir.

Bom Natal!





19/11/15

Creme de Abóbora com Requeijão




Se andar muito repetitiva por favor avisem! 
Ou então, aproveitem e repitam-se também. Pois nunca é demais insistir na combinação de requeijão com abóbora.

Este creme apareceu-me à frente enquanto revia algumas revistas Saberes & Sabores. Sendo perfeito para estes dias em que o frio já se começa a instalar, só descansei depois de o fazer.

É perfeitamente aveludado, com um toque único fornecido pelo requeijão. Muito simples ao nível dos legumes usados e do modo de confeção, é excelente para aquecer o estômago por estes dias. Por cá agradou imenso até ao mais pequeno (o que, felizmente, também não é difícil).

Apenas lhe acrescentei um pouco de mangericão e lhe incrementei textura, com uma mãozinha de sementes de abóbora e amêndoa laminada, tostadas.

E assim é este creme, de encher o olho e o coração!



 
CREME DE ABÓBORA COM REQUEIJÃO
(Adaptada da Receita de "Creme de Abóbora com Hortelã e Requeijão", da revista Saberes & Sabores, Vaqueiro)

Ingredientes
(4 pessoas)

400 gr de abóbora 
2 curgetes, grande
1 alho francês, grande
2 dentes de alho
1,5 L de água
Azeite
Mangericão fresco
Pimenta
Sal
150 gr de requeijão
Pimentão doce fumado
Sementes de abóbora
Amêndoa laminada

Preparação 

Preparar os legumes, lavando as curgetes e cortando em cubos pequenos, assim como a abóbora. Cortar o alho francês em rodelas. 
Numa panela juntar todos os legumes, assim como os dentes de alho, adicionar um fio de azeite. Tapar e levar a estufar sobre lume brando durante cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. Temperar com sal e pimenta e regar com a água a ferver. 
Juntar 2 folhinhas de mangericão fresco e deixar cozinhar até os legumes estarem macios. Acrescentar o requeijão em bocados e triturar tudo com a varinha mágica até ficar bem cremoso. 
Colocar o creme nas tigelas ou pratos de servir, decorar com sementes de abóbora, amêndoa laminada, um pedacinho de requeijão e uma folhinha de mangericão. Polvilhar com uma pitadinha de pimentão doce fumado e servir.





06/11/15

Gelado de Requeijão com Doce de Abóbora e um Livro Nosso




Um livro que reúne no seu título os termos "viagens" e "receitas" só pode ser excelente. Se essas duas palavrinhas tão especiais se remetem ao que de mais essencial existe nesse nosso cantinho que é Portugal, então aí só pode ser perfeito.
 
Quando o Nelson, autor do site Nelson Carvalheiro Travel & Food, um espaço de sonhos e sabores, que sempre objetivou dar a conhecer o que de melhor o nosso país nos oferece - a sua genuína e riquíssima gastronomia - nos apresentou o seu mais recente livro, confesso que não esperava uma abordagem tão profundamente envolvida nas origens da nossa cozinha, no sentido de se desprender de qualquer tentativa de polimento ou toques de styiling.
 
As 60 receitas do livro conseguem refletir a autenticidade de um país onde as pessoas se relacionam com a comida de um modo invariavelmente único, dependente até, que ultrapassa em muito questões de mera necessidade fisiológica.  
Por cá, a unanimidade e entusiasmo sentidos quando se fala de comida, contrasta brutalmente com tantos outros aspetos em que o negativismo e a cultura do "bota abaixo" imperam.
Nunca ouvi um português (ou não português) dizer que se aqui se come mal. Na comida nunca fomos nem seremos displicentes ou desapaixonados.
Na comida somos os maiores, gostamos de comer e comemos bem. Sentimos falta da nossa comida quando estamos fora, fazemos centenas de quilómetros para ir àquele cozido, marcamos as férias de forma a apanhar aquele festival de peixe e marisco e organizamos os fins de semana de modo a não perder as rotas e tasquinhas por aqui e por ali.
A comida, se não é tudo para nós, é, com toda a certeza, muito.  


 
Sendo do norte com raízes familiares no interior, desde cedo a comida me marcou para a vida. Na família abundavam os animais de criação e consumo doméstico. Extensos e recheados quintais, galinhas, coelhos e porcos sempre existiram até à minha adolescência. Assim como também sempre houveram presuntos, moiras e salpicões pendurados na chaminé do fogão a lenha. Ainda hoje existe a nossa "cozinha a lenha".
Era daquelas que perguntava constantemente "o que vamos comer?", e que tantas vezes ouvia (ainda ouço) "só pensas em comida!!!". 
Talvez pelas minhas origens, as receitas do livro que mais me surpreenderam foram várias em que o peixe era rei, sendo cozinhado e apresentado em formatos onde o respeito pela matéria prima é sentido e crucial.
Gostei que receitas que desconhecia completamente se equilibrassem com outras tão familiares e geradoras de excelentes recordações.
  
"Viagens pelas Receitas de Portugal" não é de todo um mero livro de receitas, é muito mais uma bela resenha histórico-gastronómica sobre as nossas iguarias mais enraizadas e marcantes, onde o vernáculo é senhor. Porque conhecer as origens de um prato típico, saber a história por trás do mesmo, as técnicas primordialmente usadas, aprender a cozinha-lo e ter o prazer de o saborear com o maior respeito pela sua essência, é viajar pela nossa cozinha da forma mais fiel possível.  
 
A consciência de que tantos novos sabores me são ainda desconhecidos levam-me a testar ingredientes e combinações que, muitas vezes, tanto se afastam dos nossos.  Mas saber que toda esta paixão e curiosidade tem como base os aromas, texturas ou mesclas que um dia me ofereceram, e que em mim se entranharam, devolvem-me à nossa gastronomia. Sempre!

Esta receita de hoje reflete isso mesmo. Das sobremesas mais simples e deliciosas que conheço faz parte o Requeijão com Doce de Abóbora, iguaria nascida no coração da Serra da Estrela. 
Seria impensável não materializar esta proposta do livro, numa roupagem mais elaborada, fresquinha e elegante.
Mostra-se o gelado perfeito para acompanhar este livro tão nosso, que além de me encantar conseguiu cumprir os seus dois grandes objetivos: dar-me fome e dar-me uma enorme vontade de meter roda à estrada por este Portugal fora. 
Muito Obrigada, Nelson!  


 
 
GELADO DE REQUEIJÃO COM DOCE DE ABÓBORA
(Receita do livro "Viagens pelas Receitas de Portugal", de Nelson Carvalheiro) 
 
Ingredientes

|Gelado 
400 gr de requeijão
250 ml de natas
120-150 ml de água (o suficiente para cobrir o açúcar)
100 gr de açúcar
3 claras de ovo

|Doce de abóbora
1 kg de abóbora (usei bolina)
100 ml de água 
350 gr de açúcar 
1 pau de canela
3 casquinhas de laranja
 
Preparação

Para o doce: descascar a abóbora e corta-la em cubinhos pequenos. Coloca-la num tacho e juntar o pau de canela, a casca da laranja, o açúcar e acrescentar a água.
Levar a cozinhar em lume brando por cerca de 40-45 minutos, mexendo suavemente de vez em quando, até o doce ganhar ponto e ficar ligeiramente espesso. Ter atenção para não deixar pegar.

Retirar do lume e rejeitar o pau de canela e as cascas de laranja. Passar a varinha mágica sem desfazer tudo completamente.
Distribuir o doce por recipientes herméticos, previamente esterilizados.
Para o gelado, levar a água com o açúcar ao lume cerca de um minuto, apenas até o açúcar ficar totalmente dissolvido.
Começar a bater as claras em castelo e ir juntando em fio a calda de açúcar até ficarem firmes.
Misturar o requeijão com as natas e ir acrescentando às claras, batendo na velocidade mínima.
Forrar uma forma de bolo inglês com película aderente e verter o preparado. Levar ao congelador.
Retirar do congelador cerca de 5 minutos antes de servir, desenformar e acompanhar com doce de abóbora, decorado com amêndoa laminada ligeiramente tostada.







































Para conhecer melhor o livro, aqui.

Imagem: Google
 

26/03/15

Mini-Tartes de Amêndoa e Azeite com Doce de Tomate e Crumble de Requeijão




Por aqui não se precisa da páscoa para devorar amêndoas. Não das de açucar, que até gosto pouco, mas a verdadeira amêndoa.
É, sem dúvida, um dos meus ingredientes favoritos. Adoro o seu sabor, textura, versatilidade e propriedades.

Quando vi o Passatempo Chefe de Família da Hotpoitn/24Kitchen, em que 4 blogs seleccionados dispunham de 2 ingredientes, que teriam de fazer parte de uma receita original, a combinação azeite-tomate foi a que me reteve de imediato. A partir daí concorri pelo blog da Lúcia, o Barriguinhas. E só posso agradecer a escolha destas pequenas delícias para avançar no desafio.

É uma junção deliciosa e quase natural quando se pensa em pratos salgados, mas o que me ocorreu e apeteceu logo foi um pratinho doce em que conseguisse funcionar igualmente bem.
Surgem assim estas mini-tartes, que apresentam uma massa húmida, mas nada densa, super leve e delicada e repleta de sabor. Posso garantir que foi das melhores massas e combinação de sabores que daqui sairam nos últimos tempos.

Indiscutivelmente perfeitas para qualquer altura, podem ser uma opção bem interessante para a mesa da Páscoa que se aproxima.








































MINI-TARTES DE AMÊNDOA E AZEITE COM DOCE DE TOMATE E "CRUMBLE" DE REQUEIJÃO

Ingredientes 
(4 unidades)

|Massa
2 ovos + 1 gema
100 gr de açucar
3 colheres (sopa) de azeite
3 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1,5 colher (sopa) de amido de milho
Raspa de lima
1 pitada de gengibre
1 pitada de canela

|Doce de tomate
500 rg de tomate maduro 
200 gr de açucar amarelo
1 pau de canela
1 pitada de sal
5 sementes de cardamomo
Casca de lima

|"Crumble"
1/2 requeijão
2 colheres (sopa) de amêndoa laminada torrada
Raspa de lima

Preparação

O doce deve ser preparado com antecedência. Começar por retirar a pele e as grainhas ao tomate, corta-lo em pedaços e leva-lo ao lume num tachinho, juntamente com o açucar, o pau de canela, a casca de lima e as sementes de cardamomo, durante cerca de 15 minutos. 
Quando começar a engrossar, criando ponto de estrada, retirar do lume, rejeitar as cascas de lima, o pau de canela e o cardamomo e passar com a varinha mágica. 
Colocar em recipientes herméticos, previamente esterilizados e reservar.

Pré-aquecer o forno a 170ºC.
Untar forminhas de mini-tartes com manteiga e polvilhar com farinha. Reservar.
Bater os ovos com a açucar durante 5 minutos, até obter um preparado fôfo.
Adicionar o azeite, a raspa de lima, a amêndoa ralada e o amido de milho e envolver, sem bater.
Verter o preparado nas formas quase até encher e levar ao forno cerca de 15-20 minutos, até a massa estar firme e douradinha. Verificar a cozedura com um palito e retirar do forno.
Deixar arrefecer 10 minutos, desenformar e colocar sobre uma grelha de arrefecimento. Reservar.

Para o "crumble", desfazer grosseiramente o requeijão, juntar um pouco de raspa de lima e misturar com a amêndoa.

Montagem: Sobre a base/bolo distribuir um pouco de doce de tomate até preencher toda a superfície e terminar polvilhando com um pouco de crumble. 



 

10/03/15

Creme de Chia e Tamarilho com Requeijão




Para quem ainda não decidiu experimentar e continua a perguntar a que sabe a Chia.
Bom, estas sementinhas não tem sabor, mas proporcionam uma textura gelatinosa (quando hidratadas), super leve e agradável. E fazem tudo de bom ao nosso organismo, segundo dizem.

Quando bem conjugadas com outros ingredientes, podem dar resultados destes. Bonitos, apetecíveis, deliciosos e ainda por cima, saudáveis. 
O que falta para experimentarem Chia?

Neste caso, o tamarilho confere esta bela cor e a ligação ao requeijão aproxima estes frasquinhos de um dos meus doces favoritos.

Sem categorias. Para comer quando apetecer. 







































CREME DE CHIA E TAMARILHO COM REQUEIJÃO

Ingredientes
(2-3 frascos médios)

6 tamarilhos
1 colher (sopa) geleia de agave
2 colheres (sopa) de bebida com sabor a aveia
3 colheres (sopa) de chia
1 requeijão magro
1 maçã
Granola e sementes de sésamo preto para polvilhar

Preparação

Começar por abrir os tamarilhos ao meio e tirar a polpa para um recipiente. Juntar a geleia de agave e triturar com a varinha.
Passar por uma rede/coador para retirar as pevides e rejeita-las.
Juntar o sumo de tamarilho à bebida de aveia e mexer bem. Acrescentar as sementes de chia, mexer e guardar no frigorífico durante umas horas ou, idealmente, de um dia para o outro. As sementes vão hidratar e dilatar, formando um creme gelatinoso. Para uma textura mais presa, tipo pudim, colocar mais uma colher de sementes de chia.
Antes de servir, colocar por cima do creme pedaços de requeijão, grosseiramente desfeito, e pedaços de maça, granola e sementes de sésamo preto.
Comer bem fresquinho.







































Outras sugestões com Chia:

http://bastacheio.blogspot.pt/2014/11/comer-creme-de-diospiro-e-chia-com.html

http://bastacheio.blogspot.pt/2014/08/comer-batido-anti-ox.html

14/12/14

Bundt de Requeijão, Tangerina e Gengibre




Os alimentos que o Outono nos dá são para mim os mais intensos. 
Seja pela sua cor, forma, aroma ou sabor, sinto-os sempre como fortes presenças, seja nas prateleiras, nas cozinhas ou nos pratos, já cozinhados. É uma estação fértil em cores e sabores que muito aprecio.

Adoro citrinos, mas é curioso como uso o limão e a lima durante todo o ano, e já a laranja e a tangerina, por exemplo, consumo muito mais na sua própria época. Talvez pela sorte de as ter caseiras, não sei. 

Para esta edição da Bundtmania, em que a Lia e a Mena nos apresentam a proposta de um "Bundt Outonal com Frutas e Especiarias", optei por explorar a tangerina, pois nunca o tinha feito em bolo.

Juntei-a ao requeijão, um ingrediente que dá forma a um dos bolos que mais faço e gosto de saborear nesta altura, e enriquecia-a com o quentinho toque do gengibre.

A relação funcionou realmente bem em termos de sabor, apesar da textura ter ficado um pouco "presa" para meu gosto. Achei o aspecto adorável, mesmo que pouco perfeito.

Numa desenfreada corrida contra o tempo, num domingo em que este bolo foi, definitivamente, peça central e alvo de peripécias várias, cá fica a minha participação.
Meninas, espero que gostem!


 

BUNDT DE REQUEIJÃO, TANGERINA E GENGIBRE

Ingredientes
(12 fatias)

4 ovos
100 gr de açucar amarelo
80 gr de manteiga amolecida
1 requeijão (200 gr)  
200 gr de farinha   
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) rasa de gengibre em pó
4 tangerinas médias
3 colheres (sopa) de açucar amarelo 

Preparação 

Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar uma forma de bundt com manteiga e forrar, apenas o fundo da forma, com papel vegetal também untado.
Cortar uma tangerina, com casca, em fatias. Salpicar o papel com 1 colher de sopa de açucar amarelo e dispor os gomos de tangerina por cima. Salpicar novamente com um pouco mais de açucar e reservar.
Separar as gemas das claras. Bater as claras em castelo e reservar.
Bater o restante açucar com a manteiga. Juntar as gemas e bater um pouco mais.
Adicionar o requeijão previamente passado por uma rede ou coador, a raspa de uma tangerina e o sumo de três tangerinas e misturar bem.
Juntar ao preparado os secos já peneirados - farinha, fermento e gengibre - e misturar bem.
Por fim envolver as claras na massa, muito delicadamente com uma espátula, em 3 ou 4 vezes.
Colocar a massa na forma e levar ao forno cerca de 30-35 minutos.
Verificar com o palito se está cozido e retirar do forno.
Deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar. 
Remover o papel vegetal com cuidado e servir.