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07/10/16

Creme de Arroz e Cacau com Crocante de Abóbora










































Sabemos que o Outono chegou em força não só pela mudança de temperatura ou pelas cores que começam a surgir nas árvores, no solo ou no céu, pelos ingredientes e aromas que nos rodeiam por esta altura ou pela enorme e deliciosa vontade de vestir mais quentinho. 
Eu, particularmente, sei que o Outono está aí quando as minhas crises de sinusite despertam e me mostram que está na horinha de me precaver.  
E desta estação que tanto gosto só prescindia mesmo desta chata e incomodativa maleita que todos os anos me consegue deitar abaixo com ridícula facilidade. Curiosamente, apenas no vasto período em que estive grávida e a amamentar não fui afectada por episódios destes.

Incomparavelmente mais agradável é este doce que hoje chega. Inspirado num outro que fiz em tempos, de origem marroquina, e com as devidas adaptações para os sabores e cores da estação.
É um creme bem ligeiro e saudável. Sem açúcar, sem gluten, sem lácteos e sem ovos, tem na textura e sabor bem aromático as suas principais características. A farinha de arroz confere uma leveza agradável e a canela juntamente com o gengibre e a laranja criam aquela envolvência já tão bem conhecida.  

Para a rubrica do "Inspirar & Nutrir" deste mês com o tema "Doces de Colher", pareceu-me uma excelente opção. Sazonal, nutritiva, saciante e cheia de sabor. 
Resolvi adicionar um efeito crocante que abrilhanta e claramente enriquece o doce. A abóbora bem cortadinha e envolvida nos frutos secos e sementes facultam um resultado super interessante. Assim tipo uma granola rápida e mais húmida.

Aproveito e estendo esta proposta à mesa de Outubro da Marta. Porque tem abóbora e porque vale tanto a pena mergulharmos numa tacinha destas sem nenhum tipo de culpa.


Bom Apetite e Bom Outono!









































CREME DE ARROZ E CACAU COM CROCANTE DE ABÓBORA
(Inspirado nesta receita)

Ingredientes 
(5-6 tacinhas)

|Creme
80 gr de farinha de arroz
60 gr de farinha de amêndoa (amêndoas moídas)
600 ml de bebida com sabor a amêndoa
2 colher (sopa) de cacau crú
1/2 colher (sopa) de farinha de alfarroba
50 gr de mel
1 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de gengibre
3 casquinhas de laranja

|Crocante

1 colher (sobremesa) de azeite
2 colheres (sopa) de caju natural, grosseiramente partido
2 colheres (sopa) de amêndoa laminada (com casca)
150 gr de abóbora hokaido, descascada e cortada em cubos pequeninos (1x1cm)
1 colher (sopa) de sementes de abóbora
1 colher (chá) de sementes de sésamo
1/2 colher (sopa) de mel
1 boa pitada de canela

Preparação

Para o crocante: juntar a abóbora, os frutos secos e as sementes e misturar no mel com a canela. Envolver muito bem com as mãos. Numa boa frigideira anti-aderente colocar o azeite e deixar aquecer bem. De seguida acrescentar o preparado dos frutos secos e deixar saltear mexendo sempre, cerca de 4-5 minutos, até ficarem bem dourados e crocantes.
Para o creme: colocar a farinha de arroz, a amêndoa moída e a casca de laranja num tachinho, e aos poucos ir adicionando a bebida de amêndoa, mexendo até dissolver bem. Levar a lume médio até ferver. Colocar no mínimo e mexer continuamente. Acrescentar a farinha de alfarroba e o cacau (previamente peneirados), o mel e as especiarias, mexendo sempre, com o lume no mínimo. Deixar cozinhar até engrossar, cerca de 2 minutos.
Passar o creme por um coador/passador, para suprimir possíveis grumos e retirar as cascas de laranja. Colocar em tacinhas/copinhos, deixar arrefecer e levar ao frio.
Antes de servir distribuir o crocante de abóbora por cima a gosto. 


Nota: Para uma opção Vegan, usar tâmaras como alternativa ao mel.
Colocar as tâmaras descaroçadas (8-10 normais ou 5-6 medjool) de molho em água morna durante cerca de 30-40 minutos Escorre-las e levar a triturar até obter um creme o mais uniforme possível. Usar em substituição do mel.




26/03/16

Mazanec (Pão de Páscoa da Boémia)




Para os que, como eu, não apreciam os tradicionais folares do Norte, este Pão de Páscoa de outras culturas mostra-se uma excelente alternativa.
É um doce típico da República Checa, representativo desta festividade e aproxima-se muito, na sua execução, de um bolo.
Realmente muito simples e rápido de fazer, é leve e delicioso, funcionando lindamente simples e ainda melhor barrado com manteiga.

Já terei passado por esta receita algumas vezes sem que nunca me tivesse chamado a atenção. Mas quantas vezes somos surpreendidos por algo que surge, sem esperarmos, no momento certo? 
Adoro a forma como vou redescobrindo os livros que fui reunindo desde a adolescência, e que sempre fui visitando sem poder imaginar, no entanto, que mais tarde fariam ainda mais sentido.






































Por estes dias procurava algo ligeiro, no sentido de me aproximar mais da origem desta festa, em que a exuberância dos doces é algo contida e sóbria. Não gostando da textura extra seca dos folares que conheço (exceptuando o de Olhão que é aquela maravilha) queria uma espécie de bola ou pão doce. Assim que visualizei esta receita sorri. Era mesmo isto!
Ao pesquisar melhor sobre, apercebi-me que se trata do Mazanec, um Bolo/Pão doce, com frutos secos no seu interior, que costuma ser cozido no Sábado de Aleluia. 

Para quem pretende um doce de Páscoa quase expresso, sem abdicar do carácter inerente aos doces mais típicos desta celebração, tem aqui uma excelente opção.




MAZANEC (PÃO DA PÁSCOA DA BOÉMIA)
(Receita adaptada do livro "Bolos de Festa", da colecção "Os Melhores Doces do Mundo", Activa)

Ingredientes

2 ovos + 1 gema pequena para pincelar
80 gr de manteiga, ligeiramente amolecida
100 gr de açúcar amarelo
480 gr de farinha com fermento
1 chávena (chá) de leite
Raspa de 1 limão
50 gr de uva passa
50 gr de sultanas
60 gr de amêndoa sem pele e tostada (usei laminada) + 1 colher (sopa) para polvilhar
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Bater os 2 ovos com o açúcar e a manteiga. Acrescentar a farinha e o leite, aos poucos e alternadamente. 
Adicionar a raspa de limão e de seguida os frutos, envolvendo-os bem na massa. Passar a massa para o tabuleiro, com as mãos ou com a ajuda de uma espátula moldar a forma de um pão (a massa fica bastante pegajosa e difícil de trabalhar, mas neste caso também não é importante).
Pincelar com a gema batida, espalhar um pouco de amêndoa laminada por cima, e levar ao forno cerca de 35-40 minutos, até estar douradinho e bem firme.
Retirar do forno, deixar amornar, polvilhar com açúcar em pó se pretender, e comer.

Nota: os ingredientes devem estar à temperatura ambiente.
Nota_1: em relação à receita original substitui o açúcar branco por amarelo e reduzi 25 gr à sua quantidade, substitui metade da quantidade de passas por sultanas e retirei o cidrão cristalizado.



20/03/16

Simnel Cake




Hot Cross Buns vs Simnel Cake


A palavra desafiante assumiu-se desde logo como um dos principais adjectivos do Sweet WorldO termo superação como um objectivo essencial do conceito. A sazonalidade um critério que pode ou não determinar os temas a escolher.

Esta 3ª edição surge bem perto da Páscoa, o que nos trouxe uma responsabilidade acrescida pela questão "qual o tema mais interessante e aliciante para este mês?"
Ora bem! Na impossibilidade absoluta de nos decidirmos entre duas propostas de natureza bem distintas, mas tematicamente ideais para a época, em boa hora resolvemos avançar com uma dupla possibilidade.

Assim sendo, a Lia vem propor uns belos Hot Cross Buns e eu trago-vos um elegante Bolo Simnel
A "bola" passa assim para o vosso lado e espero que seja recebida com toda a animação e entusiasmo com que vos convidamos a celebrar a Páscoa, duplamente doce. Podem participar com uma ou outra proposta, ou com as duas! Haja vontade de continuarmos a conhecer novas abordagens e técnicas associadas aos mais curiosos doces do mundo. 

Contextualizando este bolinho, importa começar por contar que as referências à sua existência remontam à época medieval. A origem do termo "Simnel" é bastante dúbia, entendendo-se que é alusivo ao uso da melhor e mais fina farinha, já que deriva do latim "simila" que significa "fine flour". É um bolo festivo da época da Páscoa, também usado nas comemorações do Dia da Mãe. Bastante durável no tempo e resistente a grandes viagens. 






































É um bolo repleto de frutos secos, logo, intenso, aromatizado pelas especiarias e pela raspa dos citrinos, e com a característica mais particular de ter uma fatia de massapão a rechear e outra a cobrir. Esta última ligeiramente tostada. 
O massapão que leva como recheio pode ser feito de duas formas (ou três com esta que acabei por adaptar): a rodela inteira colocada ao centro que coze juntamente com a massa, ou pedacinhos de massapão misturados com os frutos secos e igualmente espalhados na massa. Neste caso, optei por não fundir a rodela central mas sim rechear o bolo com ele a frio. 
Possui ainda 11 ou 12 bolinhas de massapão na cobertura, que representam os 11 apóstolos e Jesus Cristo, ou apenas os 11 apóstolos. Excluindo sempre Judas.
Não sendo um bolo de difícil execução, apresenta alguma técnica e pormenores menos usuais nos bolos comuns. Espantou-me, por exemplo, o tempo de cozedura (que foi impossível cumprir) e o uso de papel vegetal com "chaminé" no topo da forma, simplesmente porque nunca tinha feito um bolo que o requeresse.
O massapão, esse é super simples de fazer e não deve assustar ninguém.
Como imaginava, assemelha-se ao típico bolo de natal inglês, mas mais seco. É bastante doce, e por isso mesmo, estranhamente viciante! Não é o meu tipo de bolo mas a verdade é que me soube imensamente bem e repeti mais vezes do que devia. A ligação da textura do massapão com a massa funciona particularmente bem. 
Assumo (mesmo correndo o risco de ser agredida virtualmente pela minha querida parceira) que não ficou exactamente como queria. Aspirava um resultado mais uniforme e menos seco do massapão, apesar de estar delicioso, assim como uma massa mais húmida e densa.
As alterações que fiz passaram por substituir as cerejas em calda por arandos secos e suprimir a laranja/limão cristalizados. Retirei também o brandy do massapão.

Personificando o Simnel Cake, posso dizer que o vejo como um bolo cheio de personalidade e força, facultada pela sua densidade e intensidade de aromas, mas simultaneamente, bastante elegância e distinção. Atributos que sinto serem da responsabilidade do massapão, que lhe confere uma sobriedade muito interessante. 
Existem um sem número de receitas deste bolo com algumas variações interessantes. Tentando não o desvirtuar demasiado, desafiamos-vos e experimentarem e dizer-nos de vossa justiça. 

Se aceitam o desafio basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Abril para nos apresentarem o vosso Simnel Cake, deixando aqui neste post o link da vossa participação, ou no blog da Lia os Hot Cross Buns;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Abril, será publicado aqui no blog o tema da próxima edição;
  • roud up desta 3ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Abril.

Boa Páscoa!







































SIMNEL CAKE
(Receita do livro Delia´s Cakes, de Delia Smith)

Ingredientes

|Massapão
90 gr de açúcar em pó + algum para polvilhar
90 gr de açúcar
1 ovo grande, ligeiramente batido
Extracto de amêndoa, algumas gotas a gosto
1 colher (chá) de brandy (não usei)
175 gr de amêndoa ralada

|Massa do Bolo
225 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
1 colher (sobremesa) de mistura de especiarias (usei canela, gengibre e noz moscada)
175 gr de manteiga amolecida
175 gr de açúcar mascavado claro
3 ovos, grandes
3 colheres (sopa) de leite
120 gr de uvas passa
120 gr de sultanas
70 gr de arandos
80 gr de amêndoa inteira, tostada e sem pele
Raspa de laranja e limão 

Preparação

Começar pelo massapão. Peneirar o açúcar em pó juntamente com o açúcar "normal". Juntar ao ovo e mexer um pouco. Colocar a mistura sobre um recipiente com água a ferver e mexer durante 10 minutos, até a mistura ficar macia e mais espessa.
De seguida retirar do calor e colocar o recipiente em água fria, até cerca de 5 cm de altura.
Acrescentar o extracto de amêndoa e mexer sempre até o preparado esfriar completamente.
Nesta altura acrescentar a amêndoa ralada (peneirei antes) e, numa superfície polvilhada com açúcar em pó, amassar até formar uma pasta firme e uniforme.
Retirar a quantidade necessária e, igualmente sobre uma superfície ligeiramente polvilhada com açúcar em pó, com o rolo pressionar, virando sempre em quartos de volta, de modo a criar a forma redonda pretendida. Quando estiver no tamanho certo usar. Para este bolo são necessários dois círculos.

Para o bolo, pré-aquecer o forno a 150ºC. Untar com manteiga e forrar com papel vegetal o fundo de um forma redonda de aro amovível (usei de 20 cm). Reservar.
Peneirar bem alto a farinha, o fermento e a mistura de especiarias para um recipiente, de forma a arejarem bastante. De seguida acrescentar a manteiga, o açúcar e os ovos e bater cerca de 1 minuto, até a mistura ficar macia e cremosa. Acrescentar o leite e mexer.
Delicadamente misturar na massa os frutos e a raspa dos citrinos e envolver.
Verter o preparado na forma e alisar a superfície com as costas de uma colher. Pegar noutra folha de papel vegetal, fazer um pequeno buraco ao centro, de cerca de 2-3 cm de diâmetro, e colocar sobre a forma, no topo, sem tocar na massa. 
Levar ao forno cerca de 1.30 hora, até a massa ao centro se encontrar firme. (não consegui aplicar o tempo de 2.40 hora da receita original)
Retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 15 minutos, desenformar e deixar arrefecer sobre uma grelha de arrefecimento.
Estender o massapão e cortar dois círculos, um com 20 cm de diâmetro.
Cortar o bolo em 2 partes. Pincelar a fatia inferior do bolo com doce aquecido e colocar o círculo de 20 cm sobre a fatia, voltar a pincelar ligeiramente o massapão e cobrir com a segunda fatia. Pincelar a superfície com doce e colocar o 2º círculo o por cima. Com os dedos criar o efeito ondulado na massa. (se se pretender dar o efeito ondulado típico e presente em muitas receitas, o círculo superior deverá ficar um pouco maior, neste caso, com cerca de 22 cm de diâmetro).
Fazer 12 bolinhas de massapão e distribuir de forma equidistante, próximo do limite exterior da superfície do bolo. Para finalizar queimar as bolinhas e o massapão, a gosto, com o maçarico.  

Nota: se acharem o massapão demasiado mole quando o passarem para a bancada de trabalho, basta aguadar 15-20 minutos que endurece o suficiente para se trabalhar. 
Nota_1: as minhas bolinhas agarraram bem sem nenhum tipo de "cola", mas algumas receitas recomendam o uso de gema de ovo batida para as colar.
Nota_2: em várias receitas que encontrei o tempo de cozedura era sempre elevadissimo. No meu caso foi impossível cumprir. Aconselho a que quando sentirem o bolo bem firme e a massa seca ao teste do palito, o retirem do forno.





Fonte:



04/03/16

Trufa Pops




Para que os miúdos possam abusar um pouco mais nas festinhas, sem que a absorção de quantidades industriais de açúcar seja uma preocupação para os pais, esta proposta vem tirar partido das chamadas trufas energéticas/saudáveis, adaptando-as à realidade infantil.

Fazendo alguns twists ao nível do aspecto e acessórios, conjugando sabores ligeiros e texturas que tenham boa aceitação ao palato dos mais pequenos, surgem umas bolinhas que, à semelhança dos Cake Pops, os impele à prova. Daí o nome de Trufa Pops, que, não possuindo açucares mas garantindo o devido aporte energético e nutritivo, se mostram ideais para adoçar e animar os dias dos miúdos.    

Estas deliciosas bolinhas dão forma à rubrica semanal Inspirar & Nutrir, do site de nutrição da Dra. Carla Fernandes, e apesar de poderem encaixar num ambiente mais infantil, farão, igual e seguramente, as delícias de qualquer adulto.

Porque os ares primaveris já se começam a sentir e porque fazê-las é do mais fácil que há, aconselho vivamente a experiência. Por cá fizeram sucesso! 







































TRUFA POPS (Cenoura, Côco e Amêndoa)

Ingredientes
(7-8 trufas)

2 cenoura médias 
2 colheres (sopa) de côco ralado + 1 para polvilhar
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
2 colheres (sopa) de manteiga/pasta de amêndoa, caseira
6 tâmaras, sem caroço e previamente demolhadas durante 30 minutos
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre
1 colher (sopa) de grué de cacau
50 gr de chocolate de culinária (70%) de cacau

Preparação

Descascar, ralar e espremer bem a cenoura para que perca o máximo de liquido possível.
Num triturador/processador colocar todos os ingredientes, à excepção do grué de cacau e do chocolate, e triturar até se encontrarem perfeitamente envolvidos e formarem uma pasta algo densa. Se a pasta estiver demasiado fina, acrescentar mais uma colher de côco ralado.
Com as mãos formar bolinhas um pouco maiores que brigadeiros.
Misturar uma colher de sopa de côco ralado com o grué de cacau e passar as trufas na mistura até estarem bem preenchidas. Levar ao frigorífico cerca de 30 minutos.
Entretanto derreter o chocolate em banho maria e quando estiver perfeitamente liquido usar para decorar as trufas a gosto, mergulhando-as parcialmente no chocolate ou "pintando-as" com ele.
Esperar um pauzinho em cada uma e colocar na base/prato de servir.
Conservar no frio.





11/12/15

Tronco de Natal de Cenoura e Queijo Creme




O Tronco de Natal nunca foi um doce que preenchesse a nossa mesa. Volta e meia é feito mas não é peça obrigatória desta época.

Este ano quis criar uma alternativa um pouco menos tradicional, com um tipo de massa algo cheese e declaradamente mais húmida e leve, mas que, essencialmente, não fosse apenas mais um bolo.

Não sendo a primeira vez que faço esta massa de cenoura, como podem ver aqui, desta vez acabou por assumir uma textura mais densa, talvez pela absorção da humidade do próprio queijo creme. Contudo, nem por isso ficou presa ou menos deliciosa. 

O resultado é o que está à vista. Acredito que desperte a atenção dos mais curiosos, agradando claramente aos apaixonados por estas mesclas. 
É uma proposta leve e fresca, que faz justiça à clássica conjugação de ingredientes que adoro - cenoura e chocolate.

Nada como experimentar e tornar o Natal ainda mais bonito.







































TRONCO DE NATAL DE CENOURA E QUEIJO CREME

Ingredientes 
(10-12 fatias) 

|Massa de cenoura
3 ovos, grandes, batidos
1 chávena (chá) de açúcar mascavado claro
1,5 chávena (chá) de puré de cenoura 
3/4 chávena (chá) de óleo de girassol
1 chávena (chá) de farinha de trigo
1 chávena (chá) de farinha de aveia
1 colher (chá) de fermento
1 colher (café) de canela
1 colher (café) de bicabornato de sódio

|Massa de queijo creme
120 gr de queijo creme (usei Philadelphia)
75 gr de açúcar em pó
1 ovo, médio
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 colher (sobremesa) de amido de milho
Raspa de lima

|Cobertura/Ganache
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ligeiras
1/2 colher (café) de canela

|Decoração
Amêndoa sem pele, tostada
Folhas de hortelã fresca
Açúcar em pó

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Neste caso usei forma de silicone, de meio cano, mas no caso de ser tradicional, untar com manteiga e enfarinhar. Reservar.
Num recipiente colocar os ovos, o açúcar mascavado, o puré de cenoura e o óleo e mexer bem com uma colher ou batedor de varas (não precisa de batedeira).
Misturar os secos - farinhas, fermento, canela e bicabornato - e peneirar sobre a mistura anterior, aos poucos, em 3 vezes. Envolver bem com uma colher ou espátula.
Entretanto bater o queijo creme com o açúcar em pó até ficar um preparado cremoso e homogéneo. Acrescentar o ovo, o extracto de baunilha, a raspa de lima e o amido de milho, e bater um pouco mais até estar tudo perfeitamente envolvido.
Verter cerca de metade da mistura de cenoura na forma e de seguida o queijo creme. Verter a restante massa de cenoura. Passar um garfo na massa, de forma ligeira, em movimento de onda, apenas para envolver um pouco as massas. 
Levar ao forno cerca de 35-40 minutos.
Retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar.
Preparar o ganache, triturando ou partindo o chocolate em pedaços pequenos. Colocar numa taça, juntamente com a canela, e verter por cima as natas previamente bem aquecidas (sem ferver). Deixar repousar dois minutos e mexer energicamente até o chocolate estar perfeitamente derretido e o creme suave, mas algo espesso. Deixar arrefecer um pouco se estiver demasiado liquido (este creme deve ser aplicado com alguma consistência).
Cobrir abundantemente o bolo com o creme de chocolate. Desenhar com os dedos ranhuras largas no chocolate de modo a criar um efeito texturado.
Decorar a gosto com as amêndoas e a hortelã. Servir.