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20/09/16

Bread Pudding de Banana, Mirtilos e Ricota













































Setembro é sem dúvida Aquele mês. O meu mês especial e um mês especial para muita gente.
O mês 9 do calendário trás das melhores energias do ano. E o bem que isso nos faz é inegável. A energia do recomeço, da transição, do renascer, das novas fases. Um mês que nos coloca a um passinho do fim do ano, e ainda assim nos dá a "pica" necessária para levar o resto dos dias na melhor das ondas.

As crianças começam ou voltam à escola. Os adultos regressam ao trabalho, mudam de pouso e fazem resoluções novas, ou retomam as resoluções adiadas desde Janeiro. Independentemente do carácter que cada um de nós resolve imprimir a Setembro, independentemente do que ele nos leva a decidir e resolver, este mês é único na sua capacidade de nos criar a sensação de boas novas. Só isso já o faz único.  

Por aqui Setembro tem vários motivos, bons e menos bons, para ser marcante. E este ano volta a ser recebido com um doce que adoro explorar. Pelo seu potencial e possibilidade de combinar uma imensidão de conjugações. Desde o ingrediente base, que vai do pão, ao croissant, passando pelo brioche ou bico de pato, até aos recheios e aromas, cujas opções simplesmente não acabam.  
Neste caso o efeito adoçante é fornecido pelo mel, pela maçã e pela própria banana, tornando-o mais ligeiro e saudável, sendo que o leite de côco lhe fornece um toque bem especial.

Este tipo de doce é muito melhor comido quente ou morno. Frio perde muito da sua essência e graça. 
Posto isto, já sabem... Uma boa caneca de café ou um cházinho a gosto e umas confortáveis fatias deste excelente bread pudding, e estamos preparados para deixar que o Outono se aproxime. Devagarinho, de preferência. 











































BREAD PUDDING DE BANANA, MIRTILOS E RICOTA 

Ingredientes
(4 doses)

4-5 fatias de pão de forma, aparadas
2 ovos, grandes
2 colheres (sopa) de mel
100 gr de ricota
100 ml de leite de côco
1 maçã pequena, descascada e ralada
2 bananas, maduras mas firmes
1 colher (café) canela
1/2 colher (café) de gengibre
1 pitada de sal
12-15 mirtilos
Manteiga derretida qb
1 colher (sopa) de amendoim picado
1 colher (sopa) de açúcar demerara

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Untar com manteiga um recipiente de ir ao forno. Cortar o pão em pedaços pequenos e espalhar no recipiente. Reservar.
Bater os ovos com o mel e o ricota até obter um preparado cremoso e homogéneo. Acrescentar o leite de côco, a maça ralada, as especiarias, o sal  e uma banana grosseiramente esmagada e envolver. 
Verter o preparado sobre o pão e deixar repousar cerca de 30 minutos, para que o pão absorva bem o líquido.
De seguida cortar a banana restante, sobre o seu comprimento, em 4 partes. Dispor sobre o preparado do pão.
Pincelar a banana com manteiga derretida, distribuir os mirtilos pela massa, e polvilhar com o amendoim e com o açúcar demerara.
Levar ao forno cerca de 20-25 minutos, até o pudim estar firme e douradinho.
Retirar do forno e servir morno.  



16/08/16

Summer Pudding










































Todos temos aqueles tipo de prato que nos agrada particularmente e aqueles ingredientes ou conjugações que nos enchem as medidas. Então nos doces é curioso ver como algumas pessoas são a cara de algumas sobremesas.
Existem os que só pedem doces de chocolate. Os da fruta. Os dos pudins e texturas mais cremosas. Os dos gelados e semi-frios. Os que só toleram bombas calóricas hiper doces e não se ficam com nada menos que isso. E os malucos por frutos secos! 

Eu (além de muitos dos que referi em cima) adoro doces com pão, ou bread puddings, como são mais vulgarmente denominados. Ainda que muitas vezes se distanciem da textura do pudim, este é o nome oficial destes doces. Por cá temos o tradicional Pudim de Pão e pouco mais. Por outras paragens temos uma panóplia incrível e bem estimulante de bread puddings. Exista vontade de explorar.

Quando se estruturou o tema para esta edição do Sweet World fiquei imediatamente em pulgas! Além de não conhecer este doce e de o achar encantador, só pensava como seria extraordinário.
As expectativas mantiveram-se algum tempo pois a disponibilidade para o fazer não surgia. Dada a qualidade do doce não lamento nadinha a espera. Adorei saboreá-lo e não desiludiu nem um pouco.
O sabor vibrante e envolvente dos frutos vermelhos, a tingir e absorver o pão que se torna cremoso e delicado, criam algo que, para o meu paladar, se mostrou altamente delicioso e viciante. Servido com creme fraiche então atinge o ponto de equilíbrio perfeito.

Para estes dois mini-puddings usei a receita da Lia, reestruturando apenas as quantidades. O pão não absorveu totalmente os sucos e o efeito obtido foi de uns pudins ligeiramente marmoreados. Efeito que adorei, confesso. 
   
É interessante ver como esta receita é simples de executar, originando, contudo, um resultado tão lindo e apaixonante. Sócia, não podias ter escolhido melhor.

A cara do Verão chega a uns dias de, finalmente, partirmos de férias.
Boas para todos!







































SUMMER PUDDING

Ingredientes
(2 mini-puddings)

5-6 fatias de pão de forma (branco), aparadas
60 gr de açúcar demerara
250 gr de framboesas
85 gr de amoras
100 gr de mirtilos
Creme fraiche para acompanhar
Frutos vermelhos para decorar

Preparação

Colocar num tachinho os frutos vermelhos juntamente com o açúcar. Levar ao lume até os sucos libertarem e começar a borbulhar. Deixar cozinhar em lume brando 4-5 minutos e retirar do lume. Deixar arrefecer no tacho.
Preparar duas mini formas (de queque ou similar) com cerca de 7 cm de diâmetro. Untar ligeiramente com manteiga e revestir com película aderente.
Cortar dois círculos de pão à medida da base das formas e forrar o fundo. Cortar em pequenos triângulos tiras de pão, da altura da forma, e forrar as paredes das formas. Ajustar bem o pão e verificar que não ficam espaços abertos, a fim de sustentar bem o recheio.
Rechear com o preparado dos frutos vermelhos até encher. Tapar com um circulo de pão e pressionar ligeiramente. Reservar algum sumo para a finalização. Tapar com película aderente e colocar um prato por cima com algum peso. Como estes pudins são pequenos apenas usei frascos vazios para criar pressão.
Deixar no frigorífico de um dia para o outro.
Desenformar com cuidado, retirar a película aderente e colocar nos pratos de servir. Verter por cima o restante sumo dos frutos, decorar com frutos vermelhos a gosto e servir fresco acompanhado com creme fraiche.





  


06/12/15

Rabanadas com Requeijão e Coulis de Tamarilho




No restrito grupo de doces natalícios que nunca faltam cá em casa nesta quadra que se aproxima, as rabanadas tem lugar de destaque.

Por vezes, na tentativa de reduzir os exageros da mesa de Natal, vai-se suprimindo este ou aquele doce que até não agrada a todos. Mas a presença das rabanadas é sempre garantida. Seja com calda simples de açúcar ou de Vinho do Porto (ou por vezes as duas!), estão sempre lá.
A mim particularmente sabe-se bem comer uma enquanto as estou a fazer, e outra ao pequeno almoço do dia 25, assim fria mesmo. 
Ainda que com tanta oferta as rabanadas acabam sempre por desaparecer.

Esta proposta pretende apresenta-las num contexto distinto, que se enquadra perfeitamente numa sobremesa natalícia, ou num pequeno-almoço especial.
O facto de serem feitas no forno ajuda a aligeirar um pouco o peso da "coisa" e até se comem com mais vontade.

A junção do requeijão envolvido no coulis de tamarilho atiram-nas para outra dimensão, onde se permanece em estado de encantamento a devorar estas soberbas estrelas de natal. 










































RABANADAS COM REQUEIJÃO E COULIS DE TAMARILHO

​Ingredientes 
(4 pessoas)

4-5 fatias de pão de forma​
150 ml de leite
3 colheres (sopa) de açúcar amarelo
1 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
Raspa de limão
Pau de canela
2 ovos, médios
8 tamarilhos
1 requeijão (usei Saloio)
Amêndoa laminada, tostada
Açúcar em pó para polvilhar.

Preparação

Preparar o coulis com antecedência, juntando a polpa dos tamarilhos com uma colher de sopa de açúcar amarelo. Deixar repousar umas horas, ou de um dia para o outro, triturar com a varinha mágica e passar no coador. Reservar no frio.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Levar ao lume num tachinho, o leite, 2 colheres de açúcar amarelo, o pau de canela e raspa de limão. Deixar aquecer bem, quase até ferver, retirar do lume e deixar arrefecer.
Bater bem os ovos. Reservar.
Aparar as fatias do pão de forma e corta-las na diagonal, em 4 triângulos cada. Mergulhar cada fatia no leite e de seguida passar no ovo batido até que fique toda coberta. Coloca-las no tabuleiro de forno, revestido com papel vegetal, polvilhar com açúcar o mascavado e levar ao forno até estarem firmes e bem douradinhas.
Dispor as rabanadas, numa taça ou prato a gosto, desfazer grosseiramente o requeijão e colocar por cima, regar com coulis de tamarilho e salpicar com amêndoa laminada tostada. Polvilhar com açúcar em pó e servir.

Bom Natal!