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20/11/16

Saint Lucia Saffron Buns (Lussekatter)










































Dezembro transporta-nos para um universo único. Remete-nos para um sem número de recordações. Provoca-nos emoções de carácter muito diverso. Frequentemente faz-nos rir e chorar.
Porque é o último mês do ano. Porque nos mostra que novos dias e resoluções se aproximam. E porque é o mês do Natal. Aquela festa especial, a mais especial de todas, com a qual é cada vez mais comum estabelecer-se uma relação pouco consensual e cheia de bipolaridades. Uma relação que, quer se queira quer não, vai sofrendo mutações ao longo da vida.

O que não muda é a intensidade deste mês. Neste últimos 31 dias do ano é costume pararmos pouco e corrermos muito entre presentes, jantares e afazeres. E quase mecanicamente irmos pensando e preparando as iguarias natalícias.
Numa onda de "respira fundo" o Sweet World, na sua 11º Edição, vem apresentar e sugerir uns bolinhos que prometem obrigar a abrandar, descomprimir e usufruir.

E se estiverem a estranhar o facto deste mês o tema estar a ser lançado aqui e não no cantinho da Lia, devemos dizer que dificuldades técnicas (daquelas que também nos fazem respirar bem fundo) assim o obrigaram. O essencial é estarmos aqui uns para os outros, e na próxima edição tudo retomará a normalidade.  

A fôfa e bela iguaria deste mês, os Saint Lucia Saffron Buns ou Lussekatter chegam-nos da Suécia e marcam o dia 13 de Dezembro. Dia que abre oficialmente a temporada de Natal por terras escandinavas.
Feitos para celebrar o Santo Padroeiro da Luz, numas das celebrações mais importantes do país, onde uma impressionante e mágica procissão decorre, este evento pretende marcar o regresso de dias mais leves e iluminados ao escuro Inverno escandinavo, sendo que estes bolinhos são consumidos durante toda a época do Natal.






































Diz a história que Lucia foi dos primeiros mártires cristãos, morto pelos romanos devido às suas crenças religiosas.
Na procissão que marca este dia, as crianças vestem-se a rigor, com traje branco, uma fita vermelha e "luz no cabelo", à semelhança de Lúcia. Essa luz é representada por uma coroa de velas elétricas sobre uma coroa de flores. Todos os intervenientes levam uma ou mais velas, numa celebração que conjuga tradições cristãs e pagãs.
Todos os anos existem concursos para ver quem representará o papel de Lucia nas procissões e festividades. Todos querem personificar esta figura mítica que tem o importante papel de trazer luz aos invernos suecos. 

Reza a história que a forma de "S" dos bolinhos representa um gato enrolado e as duas cerejas os seus olhos. Daí o nome Lussekatter, ou Gato de Lucia.
As origens deste doce levantam muitas dúvidas e a sua relação com Saint Lucia não é clara.    
Além desta forma de apresentação mais comum existem outros exemplos muito interessantes de desenhar o bolinho. 


Imagem retirada da net


É um doce de massa leveda muito simples de executar.
Vão a levedar em duas fases, e no forno surpreenderam-me pelo que ainda cresceram.
O seu sabor é bem suave e ameno, destacando-se o toque das especiarias. A massa é leve e fôfa, ainda que fiquem secos rapidamente. Por isso, são óptimos ainda morninhos. 
Sendo já sabido que este tipo de massa não é realmente onde me movo melhor, fiquei muito feliz com os resultados e bem surpreendida quando os provei. 
Mostram-se uma alternativa bem interessante aos habituais e mais comuns pães doces, pelo toque exótico que os caracteriza, além de serem visualmente encantadores.  

Se aceitarem o convite e nos quiserem acompanhar neste desafio, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 27 de Dezembro para nos apresentarem o vossos Saint Lucia Saffron Buns, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • No dia 20 de Dezembro será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 11ª edição será publicado aqui no blog no dia 31 de Dezembro.

Nota: Esta alteração da data limite para participação, relativamente às edições anteriores, é de carácter excepcional, e prende-se com o facto de estarmos na época do Natal, e assim terem a possibilidade de integrarem este doce na vossa mesa de festa, se assim o desejarem.







































SAINT LUCIA SAFFRON BUNS (LUSSEKATTER)
(Receita do livro Scandilicious Baking, de Signe Johansen

Ingredientes
(15-16 unidades)

350 ml de leite
1 colher (café) de açafrão em pó (a receita original indica fio de açafrão)
15 gr de fermento fresco ou 7 gr de fermento seco (usei seco)
50 gr de manteiga
350 gr de farinha de trigo ou espelta (normal)
150 gr de farinha de trigo ou espelta (integral)
1 colher (sobremesa) de cardamomo em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal fino
1 ovo médio + para pincelar
30-32 cerejas secas (usei arandos)

Preparação

Levar o leite a aquecer juntamente com o açafrão.
Deixar arrefecer o leite até ficar bem morno e diluir o fermento.
Derreter a manteiga, deixar arrefecer ligeiramente e juntar ao leite.
Polvilhar as farinhas, o açúcar, o cardamomo e o sal para um recipiente largo. Misturar ao leite e acrescentar o ovo, mexendo sempre até obter uma massa uniforme e pegajosa. 
Transferir a massa para uma superfície enfarinhada a amassar durante cerca de 5 minutos até ficar macia e elástica.
Colocar a massa novamente no recipiente e tapar com um pano. Deixar a repousa numa zona sem correntes de ar, cerca de 1h-1h.30m, até duplicar de tamanho.
Voltar a colocar a massa no balcão, molda-la um pouco em forma de rolo e cortar em partes iguais (a olho, ou pesando cada pedaço para uma maior precisão). Esta receita deu-me para 16 pedaços/bolinhos.
Moldar os pedaços em forma de rolinho comprido e dar a forma de "S", começando por enrolar as duas extremidades até se encontrarem no centro.
Dispor cada bolinho no tabuleiro de ir ao forno, sobre papel vegetal, e com algum espaço entre eles, e voltar a tapar com um pano ou com película aderente ligeiramente untada com óleo. Deixar repousar em local ameno e sem correntes de ar, cerca de 20-30 minutos, para voltarem a levedar e crescer.
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Quando os bolinhos tiverem crescido, colocar uma ou duas cerejas secas na dobra do "S", pressionando ligeiramente sobre a massa para que não saltem ao assar. De seguida pincelar levemente com ovo batido e colocar no forno, cerca de 15-18 minutos.
Assim que os bolinhos estiverem firmes, douradinhos, e soarem a oco ao toque, retirar do forno.




29/09/16

Crumble de Outono










































O que faz um bom prato? 
O seu sabor, intensidade, textura, cor. Todos os atributos que lhe conferem alma. Às vezes mais ligeira, quase ténue, outras vezes cheia de força e bem vibrante. E outras vezes há que basta apenas fome para fazer um bom prato. Ele até podia não ser nada por aí além, mas naquele momento esfomeado soube magnificamente.

Pois este crumble foi feito e saboreado calmamente e com a fome na medida certa. É básico no seu conceito e execução mas cheio de atributos que enchem a alma.
É muito bom porque está carregado de contrastes deliciosos, de sabores, texturas e densidades. Porque é um saudável dos que adoro, que só dá vontade de repetir e repetir. E porque é altamente nutritivo mas simultaneamente ligeiro e cheio de aromas fantásticos.

É um crumble salgado que reflecte Outono por todo o lado e exalta as cores desta estação. Foi seguramente dos pratos mais viciantes que comi recentemente e não serão poucas as vezes que o repetirei.
A quem quiser entrar no espírito deste envolvente Outono, asseguro que não sairá o mesmo. Mas antes, muito mais feliz.

Bom Outono! Ameno. Cromática e aromaticamente perfeito. Só cheio do melhor.







































CRUMBLE DE OUTONO

Ingredientes
(3-4 pessoas)

150 gr de abóbora (usei hokkaido)
2 dentes de alho, médios
1 talo de alho francês
6 cogumelos paris, médios
1/2 curgete, média
Azeite 
Sementes de cominhos
Sal marinho tradicional, by Necton
Pimenta preta
Pimentão doce fumado
Açafrão
Mistura de especiarias "couscous da bahia" (Jumbo)
Coentros frescos
1,5 chávena (chá) de broa de milho
1/2 chávena (chá) de nozes
2 colheres (sopa) de flocos de aveia
100 gr de queijo feta
Mistura de sementes (abóbora, linhaça e girassol)

Preparação

Descascar a abóbora, corta-la em pedaços pequenos e levar a cozer em água temperada com sal. Quando estiver macia, retirar da água e reservar.
Num processador/triturador colocar as nozes, a aveia e um dente de alho e triturar bem. De seguida acrescentar a broa, os coentros e uma pitada de sal e pimenta. Triturar novamente até obter um crumble relativamente fino. Por fim adicionar o queijo feta e um fio ligeiro de azeite, e triturar mais um pouco só até envolver. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Numa wok ou frigideira anti-aderente levar um fio de azeite ao lume e acrescentar um dente de alho esmagado, o alho francês laminado e as sementes de cominhos. Deixar cozinhar um pouco apenas para amaciar e acrescentar a abóbora, a curgete (com pele) e os cogumelos, adicionando uma pitada de sal, pimenta, pimentão doce, o açafrão e a mistura de especiarias. Deixar cozinhar uns 5-6 minutos até a abóbora ficar mais cremosa. Rectificar temperos, acrescentar um pouco de coentros frescos e retirar do lume.
Pincelar com azeite um recipiente de ir ao forno e espalhar os legumes na base. Por cima distribuir o crumble seguido da mistura de sementes. 
Levar ao forno cerca de 18-20 minutos, até ganhar cor e os legumes borbulharem um pouco. 
Retirar do forno e comer quentinho.





13/10/15

Feijoada de Legumes com Coentros e Pinhões




A proposta de hoje combina dois aspetos essenciais à nossa feliz existência. Enquadram-se naqueles parâmetros que normalmente estabelecemos como principais e fundamentais na nossa vida.
Falo da saúde e do prazer. A saúde, que se quer sempre boa, a melhor possível, pois sem ela nada feito. E o prazer que nos preenche a alma e sem ele nada fazia sentido.
 
"E tanta conversa para chegar a uma feijoada?", pensarão. A realidade é que este prato surge porque o meu organismo sempre acusou carência de ferro e, nas fases em que preciso de andar mais atenta a esse aspecto, tento insistir em pratos que me forneçam os nutrientes em falta, mas que em simultâneo me deem prazer, tanto a executar como a saborear.
Como cada vez mais aprecio consumir alimentos de origem vegetal em detrimento dos de origem animal, já há uns anos que a couve galega, o espinafre, o agrião ou as várias leguminosas se sobrepuseram à carne vermelha mal passada (que continuo a adorar mas cada vez consumo menos) ou ao fígado e demais miúdos, por exemplo.
É sabido que para potenciar a absorção de ferro presente nos legumes se deve consumir alimentos ricos em Vitamina C, em simultâneo. Portanto depois desta bela tijela o ideal é acabar a refeição com uns kiwis docinhos, ou mesmo acompanha-la com um sumo de laranja.
Assim como é aconselhável inibir o consumo de produtos ricos em cálcio, pois dificultam a absorção deste mineral.

Como em quase tudo, o ideal é mesmo o equilíbrio que deve ser encontrado sempre. Posto isto, concluo que o melhor é agarrar numa taça destas, cheia de saúdinha da boa e muito sabor, e nem pensar muito mais. 
 













 
FEIJOADA DE LEGUMES COM COENTROS E PINHÕES

Ingredientes
(3-4 pessoas)

2 dentes de alho
1 cebola
1 alho francês
1 curgete média
200 gr de abóbora
100 gr de espinafre 
300 gr (1 lata grande) de feijão preto cozido
60 gr (1 molhinho) de coentros frescos
2 folhas de louro
Azeite
Sal 
1/2 copo de caldo de legumes ou água
1 colher (café) de sementes de cominhos
1 boa pitada de pimenta
1 boa pitada de açafrão
1/2 colher (café) de gengibre 
3 colheres (sopa) de pinhões tostados
Croutons ou pão duro para tostar

Preparação

Começar por preparar os legumes. Picar a cebola, cortar o alho francês em rodelas, cortar a curgete (mantendo a pele) e a abóbora em cubos pequenos e o espinafre em tiras finas. Reservar.
Numa frigideira antiaderente levar um fio de azeite a aquecer. Acrescentar a cebola, o alho francês e as folhas de louro partidas ao meio. Deixar começar a libertar sucos e acrescentar o alho esmagado e as sementes de cominhos, mexendo sempre.
Quando a cebola e o alho francês estiverem ligeiramente amolecidos, cerca de 3-4 minutos, acrescentar a curgete, a abóbora e os coentros (reservando um pouco para picar no fim). Temperar com sal, pimenta, gengibre, açafrão e cominhos e deixar refogar 2-3 minutos.  
Adicionar de seguida o feijão e o caldo de legumes ou água. Acrescentar os espinafres e deixar cozinhar até os legumes estarem devidamente cozidos sem que de desfaçam demais. Se necessário acrescentar mais um pouco de caldo de legumes ou água.
Voltar a retificar temperos e retirar do lume.
Servir com croutons, pinhões tostados e coentros grosseiramente picados.

Nota: Em alternativa aos coentros temos a salsa, muito rica em ferro, e que reúne maior unanimidade de gostos.





17/04/15

Koftas de Perú e Acelgas com Chutney de Coentros e Salada de Mizuna, Beterraba Assada e Feta




Esta receita deu forma à minha participação na 2ª fase do Passatempo Teka Blog 2015.
Depois da recepção do cabaz de produtos frescos e biológicos, enviado pela Belong, escolhemos pelo menos 3 itens e desenvolvemos uma proposta, interessante, original, deliciosa. O que nos desafiasse e conjugasse da forma que nos fizesse mais sentido os elementos seleccionados.

Bom, surgiu-me a ideia das koftas, pois é um petisco do mundo, uma forma descontraída de apresentar um prato de carne, sempre cheio de aromas e sabores que aprendi a adorar, e que se come da forma mais simples possível, à mão.
As koftas, também denominadas de kaftas, representam um prato típico do médio oriente, fazendo parte das culturas turca, síria ou egípcia, originalmente feitas com carne de borrego, que começou por ser comida de rua, espalhou-se entretando por todo o mundo, recebendo novas formas e sabores.

Combinei a carne de perú com as acelgas e acompanhei com um chutney de coentros, adaptado de uma receita de origem indiana, que se mostrou o melhor deste prato, na minha opinião. 
O sabor é intenso mas simultaneamente leve, picantezinho e altamente viciante. Para apreciadores de coentros, naturalmente. É o rei da festa!

É uma proposta, bonita e saudável, que encaixa perfeitamente nos dias de Verão que se aproximam. Se possível acompanhada com vários chutneys ou molhos diferentes. Uma delícia!

Foi um prazer participar neste desafio e partilhar o palco com outras propostas tão interessantes. Obrigada Teka Portugal por esta oportunidade.








































KOFTAS DE PERÚ E ACELGAS COM CHUTNEY DE COENTROS E SALADA DE MIZUNA, BETERRABA ASSADA E FETA

Ingredientes
(3-4 pessoas)

|Koftas
400 gr de peito de perú, limpo
2 fatias finas de presunto
1/2 molhinho de salsa fresca
1 cebola grande
3 dentes de alho
Azeite
1 colher (sobremesa) de coentros em pó
2 colheres (sobemesa) de cominhos em pó
1 colher (sobremesa) de açafrão
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1 boa pitada de pimenta de cayena
Sal
3 folhas de acelgas, grandes
1 colher (sopa) de pão ralado
Palitos de madeira para churrasco

|Chutney
100 gr de coentros frescos
50 gr de hortelã fresca
1 colher (sopa) de côco ralado
2 dentes de alho
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1,5 colher (sopa) de cajú moído
1,5 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
1 malagueta seca (pequena e sem pevides)
Sumo de 1 lima
100 gr de iogurte grego natural
Sal
 
|Salada
100 gr de mizuna
1 beringela branca e vermelha
1 courgette mini
1 beterraba pequena
50 gr de queijo feta
1 colher (sopa) de pinhões tostados
Azeite
Vinagre balsâmico
Hortelã picada
Coentros picados
Sal
Preparação

Preparar o chutney com antecedência, juntando todos os ingredientes e triturar muito bem até obter uma consistência cremosa. Rectificar temperos e, se necessário, juntar mais sumo de lima se estiver demasiado pastoso. Guardar no frigorífico até servir. 
Pré-aquecer o forno a 190º. Descascar a beterraba, cortar em gomos, colocar num recipiente de ir ao forno, polvilhar com uma pitada de sal grosso, regar com um fio ligeiro de azeite e levar ao forno a assar, durante cerca de 12-15 minutos. Quando assadas retirar do forno e reservar.
Para as koftas, picar muito bem a carne de perú juntamente com o presunto, a salsa e uma pitada de sal. Reservar.
Cortar a acelga em tiras fininhas e reservar.
Numa frigideira antiaderente levar a aquecer um fio generoso de azeite, juntar a cebola bem picada e os dentes de alho esmagados. Deixar cozinhar 1-2 minutos e acrescentar todas as especiarias - coentros, cominhos, açafrão, gengibre e pimenta. Temperar com sal, mexer, deixar cozinhar mais 2 minutos até a cebola estar amoleciada e acrescentar a acelga, cozinhando cerca de 2-3 minutos até esta amolecer. Rectificar temperos e retirar do lume. Deixar arrefecer ligeiramente e juntar à carne picada. Adicionar o pão ralado e envolver tudo muito bem com as mãos.
À volta de cada palito de madeira moldar, com as mãos, um pedaço de carne até obter uma forma cilindrica, do género de um croquete comprido, comprimindo bem a carne em redor do palito.
Pincelar um recipiente com óleo, acondicionar lá as koftas, tapar com película aderente e levar ao frigorífico durante 30-45 minutos.
Entretanto preparar a salada, começando pelo molho. Juntar um fio bem generoso de azeite, o vinagre balsâmico, o sal e a hortelã e os coentros, ambos picadinhos. Mexer bem e reservar.
Lavar e arranjar a mizuna, dispô-la na saladeira, juntar as courgettes fatiadas bem finas, a beterraba e o queijo feta e temperar com o molho.
Mexer bem e espalhar os pinhões por cima.
Colocar um grelhador ao lume, pincelar com azeite, e quando bem quente levar as koftas a grelhar, virando-as para que cozinhem uniformemente.
Empratamento: dispor duas folhas de beterrada sobre uma tábua de madeira e dispor as koftas por cima. 
Servir acompanhadas do chutney e da salada.



10/04/15

Strudel de Quinoa, Espinafres e Cogumelos




 
Destes novos alimentos que tem chegado aos nossos pratos e imposto como super, a quinoa foi a que mais estranhei na primeira abordagem. Achei-a algo adstringente, com uma textura estranha, pouco macia, e demasiado insípida.

Ainda só a experimentei em grão, e depois de a usar de diferentes formas e conjugar com vários outros ingredientes, começou a ser-me mais agradável.
Gosto sempre mais quando bem envolvida noutros sabores, e acho que funciona particularmente bem em pastéis. 
 
As suas vantagens são mais do que reconhecidas, actuando ao nível da sensação de saciedade, pela fibra que possui, funcionamento do intestino,  humor ou recuperação muscular. É também muito rica em proteínas, vitaminas do complexo B, zinco e cálcio. É ainda isenta de glutén.

A versatilidade é outra das suas caraterísticas, apresentando um corpo/consistência que resulta muito bem em pastéis/hamburgeres, saladas, tartes, bolachas ou granolas, por exemplo.

Aqui numa versão bem ligeira, resulta lindamente e apresenta-se cheia de sabor.







































STRUDEL DE QUINOA, ESPINAFRES E COGUMELOS

Ingredientes
(3-4 pessoas)

3 placas de massa filo
Azeite
Tomilho seco
3 dentes de alho
2 folhas de louro
Manteiga
1 chávena (chá) de quinoa mista
2 chávenas (chá) de água
150 gr de espinafres
100 gr de cogumelos paris
Salsa fresca
Sal
Pimenta
Açafrão
Sementes de sésamo preto e branco

Preparação 

Levar a cozer a quinoa com o dobro do seu peso em água, temperada com sal, um dente de alho, um fio ligeiro de azeite e uma folha de louro partida.
Depois de cozida, mexer com um garfo para soltar bem os grãos e reservar.  
Preparar os legumes cortando os espinafres em tirinhas finas e laminar os cogumelos. Reservar.
Numa frigideira antiaderente colocar um pouco de manteiga e dois dentes de alho esmagados e deixar alourar um pouco. Acrescentar de seguida os espinafres e os cogumelos, temperar com sal, pimenta, açafrão e salsa picada e deixar cozinhar até os legumes amolecerem ligeiramente. Rejeitar o líquido que se vai criar, juntar a quinoa, um pouco mais de salsa picada e envolver bem nos legumes. Reservar.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Abrir as folhas de massa filo. Pincelar uma com azeite, polvilhar com tomilho seco, colocar outra folha por cima e repetir o procedimento com as 3 folhas.
Voltar a retirar o líquido dos legumes, pressionando-os um pouco e espalhar o recheio sobre a massa filo.
Enrolar a massa num rolo, dobrar as pontas de forma ao recheio não sair. Pincelar o topo do rolo com azeite e polvilhar com semetes de sésamo.
Levar ao forno cerca de 20-25 minutos. Se começar a tostar demasiado proteger com papel de alúmínio. A massa filo é muito frágil.
Retirar do forno e servir. 





20/01/15

Chiken Korma na Cabaça


 

Não sendo muito dada a comida demasiado picante, já aprecio bastante, porém, comida cheia de sabor e aromas diferentes.

Com isto do blog comecei a conhecer muito mais ervas aromáticas, especiarias, pastas de temperos, molhos e afins, e a comida indiana é do mais fértil que há em termos de utilização de especiarias e aromas riquissimos. 
Mesmo que nem sempre tenha a possibilidade de comprar os condimentos em bruto e moer na hora, cada vez são mais imprescindiveis nesta cozinha.

A chiken korma é um prato indiano muito simples de executar, e que não tem obrigatoriamente de se tornar demasiado forte ou pesado, mantento à mesmo um sabor delicioso e bem rico.

Neste caso resolvi servi-la na cabaça, incluindo a polpa da mesmo no prato, o que ajudou a intensificar o seu sabor doce e aumentar a densidade do molho. 
Fica a sugestão de uma forma diferente de confecionar e servir um simples e delicioso frango.








































CHIKEN KORMA NA CABAÇA

Ingredientes

(4 pessoas)

3 peitos de frango médios, sem osso
1 cebola grande picada
3 dentes de alho esmagados
Azeite
1 colher (sobremesa) de coentros em pó
1 pitada de pimenta preta
1 colher (sopa) de gengibre fresco raspado
1,5 colher (chá) de açafrão
1/2 colher (sopa) de garam massala
2 folhas de louro 
1/2 colher (sopa) de farinha
120ml de leite de côco
80-100ml de água
3 colheres (sopa) de iogurte grego natural
1 cabaça
1/2 lima
Coentros frescos
Amêndoa palitada tostada
Arroz branco

Preparação

Cortar os peitos de frango em cubos de tamanho médio, temperar com sal e deixar repousar uns 20-30 minutos.
Abrir a cabaça ao meio, no sentido do comprimento, e retirar a polpa do interior, sem ferir a casca. Cortar a polpa em cubinhos pequenos e reservar.
Numa frigideira anti-aderente levar um fio generoso de azeite a aquecer. Quando quente, adicionar a cebola, o alho e o gengibre. Deixar cozinhar cerca de 8-10 minutos, até a cebola amolecer e adicionar de seguida as especiarias e o louro partido. Deixar cozinhar cerca de 4-5 minutos, mexendo de vez em quando.
Introduzir o frango e os cubos de cabaça, temperar com sal e pimenta e deixar alourar. De seguida acrescentar a farinha, o leite de côco, a água e o iogurte. Mexer, rectificar temperos e deixar cozinhar mais 8-10 minutos, com o lume brando e sem deixar pegar.
Entretanto levar a cabaça ao forno, pré-aquecido a 200º, durante 10 minutos. 
Por fim, juntar ao frango, o sumo de lima e uma colher de sopa de coentros frescos picados, envolver bem e retirar do lume.
Colocar o preparado dentro da cabaça, polvilhar com a amêndoa laminada tostada e coentros frescos pouco picados.
Servir quentinho acompanhado de arroz branco seco.

Nota: resolvi suprimir o côco ralado, mas fica a sugestão de polvilhar também com este ingrediente antes de servir.