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02/06/16

Tostas de Queijo Fresco, Morango e Kiwi




Esta receita surgiu num almoço muito rápido e apressado, mas respeitosamente empenhado em contribuir para o Maio da Marta, que se mostrou do mais vibrante e encantador que há.
Não sendo possível concluir o post a tempo da participação, garanto que, se foram verdadeiros fãs de morangos, vão querer passar por lá e conhecer as maravilhas vermelhinhas que lhe encheram a mesa.

Curiosamente estas tostinhas vieram antecipar a onda de calor que resolveu visitar-nos no inicio do mês de Junho, e souberam divinalmente bem devorar.

A proposta é simples e do mais rápido que há a executar. Propõe sabores super frescos que encaixam como uma luva na próxima estação que dá sinais de querer chegar. E esta mescla de ingredientes resulta especialmente bem.
Mostra-se também perfeita para usar mais um fruto que é muito pouco consumido por cá. De uma forma geral ninguém aprecia o desgraçado do kiwi. Tooooda a gente sabe o bem que faz mas ninguém lhe é muito chegado.
Pois desta forma vai tão mas tão bem que não se estranha, bem pelo contrário.







































TOSTAS DE QUEIJO FRESCO, MORANGO E KIWI

Ingredientes
(2 pessoas)

6-8 tostas ou crackers 
1 mão cheia de rúcula
2 queijos frescos
4 morangos grandes, cortados em pedaços
1-2 kiwi, maduros mas firmes, descascados e cortados em pedaços
1/2 lima
Pimentão doce fumado
Pimenta preta
Flor de Sal, by Necton

Preparação

Começar por desfazer grosseiramente o queijo fresco para um recipiente e temperar com flor de sal, uma pitada de pimentão doce, um pouco de pimenta, um pouco de sumo de lima. Envolver delicadamente a fruta no queijo. Reservar.
Dispor as tostas no prato/travessa de servir e colocar rúcula sobre cada uma. Distribuir de seguida o preparado do queijo com as frutas por cima.
Polvilhar com um pouco de pimentão doce e servir bem fresco.




07/08/15

Polvo à Açoriana com Tarte de Batata Picante




Alimentando o blog e aprendendo. Será a frase que melhor define este post.

Quando vi o convite da Elisabete à participação no Desafio Açoriano, no seu blog "Cozinha sem Segredos", logo me interessei e comecei a pesquisar, a pesquisar, a pesquisar. Rapidamente conclui que pouco ou nada conhecia da gastronomia açoriana, para além do cozido das furnas, das cracas e dos bolos lêvedos.

Assim que as receitas com polvo foram aparecendo, foram-me ficando na cabeça. Adoro polvo mas muito raramente o faço guisado, conforme a tradição açoriano indica, então cozinhado em vinho muito menos. 
Vi e revi várias possibilidades a explorar mas o polvo não "desgrudava". Estava claro que a estrela tinha de ser este delicioso molusculo, e lá foi.

Não conseguindo encontrar polvo açoriano por cá, o ingrediente típico usado foi um queijo da ilha, picante e delicioso, da Açorilhas, que coroou a tarte de batata, que serve de base ao polvinho guisado.
A tradição está na forma de confecção do polvo, para o ajustei e adaptei as receitas originais que usei com base. O produto típico usado é o queijo da ilha. A inovação está na forma como a batata é apresentada e a relação que cria com o polvo.

Se a minha vontade de conhecer esta benção da natureza, na forma de várias ilhas de dimensões e carácteres distintos, já era gigante, conseguiu agora aumentar ainda mais um bocadinho. 

Este prato representa a minha abertura ao conhecimento da gastronomia açoriana e ainda uma estreia no blog, uma vez que é o primeiro prato de polvo por aqui.
É uma proposta intensa e absolutamente deliciosa, que espero, represente dignamente um pouquinho do que este arquipélago tão especial e abençoado nos pode oferecer.








































POLVO À AÇORIANA COM TARTE DE BATATA PICANTE

Ingredientes
(4 pessoas)

1 polvo médio, limpo
2 cebolas, médias
3 dentes de alho
2 folhas de louro
Pimenta preta
Pimenta cayena
Pimentão doce
1 molhinho de salsa
1 dl de vinho branco
1 dl de vinho tinto
3 colheres (sopa) de vinho do porto
800 gr-1 Kg de batata média
200 ml de créme fraiche
200 ml de natas
100-120 gr de queijo da ilha com pimenta da terra - Açorilhas

Preparação

|Polvo
Depois do polvo estar limpo, corta-lo em pedaços médios, nunca esquecendo que pode reduzir. Reservar.
Picar a cebola, esmagar dois dentes de alho, e levar a refogar em azeite juntamente com as folhas de louro partidas. Passado 3-4 minutos, quando a cebola tiver amolecido juntar o polvo e uma pitada bem generosa de pimentão doce e deixar saltear uns 4-5 minutos até corar ligeiramente e libertar o seu líquido. Remover o líquido para um recipiente e deixar o polvo saltear bem.
Voltar a acrescentar a água do polvo, juntamente o vinho branco, o vinho do porto, a pimenta preta e uma pitada moderada de pimenta de cayena, uma pitada ligeira de sal e a salsa. Ir adicionando o vinho tinto durante a cozedura.
Deixar apurar bem e cozinhar até o molho ter reduzido e o polvo se encontrar tenro. Rectificar temperos e retirar do lume. Reservar.

|Tarte de batata
Pré-aquecer o forno a 160ºC.
Untar com manteiga uma travessa de ir ao forno.
Descascar as batatas e corta-la finamente, com uma mandolina ou com o próprio descascador de legumes.
Esmagar um dente de alho.
Colocar a batata na travessa e temperar com sal fino, pimenta preta e o alho esmagado, envolvendo tudo muito bem com as mãos.
Levar as natas e o créme fraiche a lume brando, temperado com uma pitada de sal e outra de pimenta, e deixar aquece sem que ferva.
Verter este preparado sobre as batatas e levar ao forno coberto com papel de alumínio, cerca de 45 minutos.
Passado este tempo retirar o papel de alumínio e deixar cozinhar mais 20 minutos.
Retirar do forno, deixar repousar 5 minutos e colocar uma dose no prato de servir.
Com o descascador de legumes cortar fatias finas de queijo e dispor por cima da tarte de batatas até preencher toda a superfície. 
Dispor o polvo cuidadosamente por cima da tarte, polvilhar com salsa fresca picada e servir acompanhado com pão tostado.






































Fontes:

http://www.portugal.gastronomias.com/acores003.html
http://www.cozinhatradicional.com/polvo-guisado-a-moda-do-faial-acores/
http://www.cozinhatradicional.com/polvo-guisado-a-moda-de-s-miguel-acores/
   

20/01/15

Chiken Korma na Cabaça


 

Não sendo muito dada a comida demasiado picante, já aprecio bastante, porém, comida cheia de sabor e aromas diferentes.

Com isto do blog comecei a conhecer muito mais ervas aromáticas, especiarias, pastas de temperos, molhos e afins, e a comida indiana é do mais fértil que há em termos de utilização de especiarias e aromas riquissimos. 
Mesmo que nem sempre tenha a possibilidade de comprar os condimentos em bruto e moer na hora, cada vez são mais imprescindiveis nesta cozinha.

A chiken korma é um prato indiano muito simples de executar, e que não tem obrigatoriamente de se tornar demasiado forte ou pesado, mantento à mesmo um sabor delicioso e bem rico.

Neste caso resolvi servi-la na cabaça, incluindo a polpa da mesmo no prato, o que ajudou a intensificar o seu sabor doce e aumentar a densidade do molho. 
Fica a sugestão de uma forma diferente de confecionar e servir um simples e delicioso frango.








































CHIKEN KORMA NA CABAÇA

Ingredientes

(4 pessoas)

3 peitos de frango médios, sem osso
1 cebola grande picada
3 dentes de alho esmagados
Azeite
1 colher (sobremesa) de coentros em pó
1 pitada de pimenta preta
1 colher (sopa) de gengibre fresco raspado
1,5 colher (chá) de açafrão
1/2 colher (sopa) de garam massala
2 folhas de louro 
1/2 colher (sopa) de farinha
120ml de leite de côco
80-100ml de água
3 colheres (sopa) de iogurte grego natural
1 cabaça
1/2 lima
Coentros frescos
Amêndoa palitada tostada
Arroz branco

Preparação

Cortar os peitos de frango em cubos de tamanho médio, temperar com sal e deixar repousar uns 20-30 minutos.
Abrir a cabaça ao meio, no sentido do comprimento, e retirar a polpa do interior, sem ferir a casca. Cortar a polpa em cubinhos pequenos e reservar.
Numa frigideira anti-aderente levar um fio generoso de azeite a aquecer. Quando quente, adicionar a cebola, o alho e o gengibre. Deixar cozinhar cerca de 8-10 minutos, até a cebola amolecer e adicionar de seguida as especiarias e o louro partido. Deixar cozinhar cerca de 4-5 minutos, mexendo de vez em quando.
Introduzir o frango e os cubos de cabaça, temperar com sal e pimenta e deixar alourar. De seguida acrescentar a farinha, o leite de côco, a água e o iogurte. Mexer, rectificar temperos e deixar cozinhar mais 8-10 minutos, com o lume brando e sem deixar pegar.
Entretanto levar a cabaça ao forno, pré-aquecido a 200º, durante 10 minutos. 
Por fim, juntar ao frango, o sumo de lima e uma colher de sopa de coentros frescos picados, envolver bem e retirar do lume.
Colocar o preparado dentro da cabaça, polvilhar com a amêndoa laminada tostada e coentros frescos pouco picados.
Servir quentinho acompanhado de arroz branco seco.

Nota: resolvi suprimir o côco ralado, mas fica a sugestão de polvilhar também com este ingrediente antes de servir.