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16/09/16

Strawberry Tart Royale










































Este ano as velas do meu aniversário sopraram-se não em cima de um bolo mas antes sobre uma bela tarte.
Sou fã de tartes, sejam elas de que género forem. Esta em particular, do mais simples que há, acaba por parecer um doce de camadas, onde a fruta se intercala com massa folhada e chantili, de forma perfeita e equilibrada.

Um receita que me agradou assim que a vi no livro Tart It Up, do Eric Lanlard. Encantou de imediato pela beleza e simplicidade, pelo uso de fruta fresca, pela base folhada, que adoro, e pela frescura que emana.
É uma pena que se trate de um antigo clássico quase perdido, actualmente praticamente desaparecida do reportório dos chefs. Dado o seu impacto e qualidade é de lamentar. 
O que não lamento nada foi ter decidido fazê-la. É de facto adorável! 

Ainda não foi desta que me meti a fazer a massa folhada, mesmo que tenha poucas desculpa para não o fazer. Procurei uma massa de compra bem amanteigada para tentar que folhasse bastante e proporcionasse a leveza desejada.
A intensidade da banana flambé combina estupidamente bem com a frescura do clássico morangos-chantili. Foi claro, adorada e devidamente devorada.

Relativamente ao que esta beleza veio ajudar a celebrar, só posso esperar e desejar um ano bom, em véspera de mudança de década, sempre na companhia com o que de mais precioso podemos ter. Acreditando que a boa energia e beleza desta imagem só poderá trazer coisas positivas ao novo ano.
Obrigada, Vida!
  



STRAWBERRY TART ROYALE
(Receita do livro "Tart It Up!", de Eric Lanlard)

Ingredientes
(6-8 doses)

1 placa de massa folhada fresca (de preferência bem amanteigada)
2 colheres (sopa) de manteiga amolecida
2 colheres (sopa) de açúcar mascavado escuro
2 bananas fatiadas, maduras mas firmes
2 colheres (sopa) de licor de banana (usei rum) 
200 ml de natas para bater
1 colher (sobremesa) de pasta ou extracto de baunilha
200 gr de morangos frescos
200 gr de açúcar 
Hortelã para decorar (opcional)

Preparação 

Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Cortar um disco de massa folhada com 20 cm de diâmetro. Colocar sobre um tabuleiro de forno previamente forrado com papel vegetal. Pincelar a massa com manteiga derretida, pica-la com um garfo, colocar outro papel vegetal por cima e levar ao forno cerca de 15 minutos. Retirar o papel de cima e deixar assar por mais 5 minutos, até a massa ficar douradinha.
Numa frigideira anti-aderente derreter a manteiga juntamente com o açúcar mascavado. Acrescentar de seguida a banana e deixar alourar bem de ambos os lados, tendo atenção para que as rodelas não de desfaçam.
Verter o licor ou rum por cima das bananas e deitar fogo para flambear, agitando ligeiramente a frigideira. Retirar as bananas do lume e deixar arrefecer.
Bater as natas com a baunilha e 80-100 gr de açúcar, até ficarem bem firmes. Reservar no frio até usar.
Colocar a massa folhada no prato de servir (com um colherzinha de nata por baixo para que ela não deslize no prato), dispor a banana por cima, espalhar uma camada generosa de natas por cima da banana e distribuir os morangos a gosto. Decorar com hortelã.
Levar o restante açúcar ao lume num tachinho até caramelizar. Retirar do lume e com uma colher lançar fios cuidadosamente sobre os morangos. 

Nota: Percebi depois que comecei a lançar os fios com o caramelo demasiado liquido, pelo que, não consegui o efeito pretendido. Deverá deixar-se prender bem o caramelo para conseguir criar fios finíssimos. 




20/08/16

Trifle












































Ainda estamos praticamente a meio de Agosto, sensivelmente a um mês do fim do Verão. Ainda muito calor virá (ou talvez não), mas o que é certo no meio de tanta incerteza é a vontade de fechar a primeira época quente do Sweet World com um doce que reflicta a cara e o espírito desta estação. 
Um doce que traga a frescura e a leveza que se procura nesta altura do ano, sabendo que, seguramente, dentro de pouco tempo dará lugar à busca e exploração de novos sabores, aromas e ambientes. 
Basicamente um doce de colher com fruta da estação, na forma de um bom Trifle, verdadeiro e original, pareceu-nos perfeito para responder a este propósito, sendo este o tema da 8ª edição do desafio.

O Trifle é uma sobremesa típica inglesa, que embeleza as mesas britânicas há mais de quatro séculos. Peça central da sua cultura gastronómica, a primeira referência conhecida a este doce data de 1585, e está presente no livro The Good Huswifes Jewell de Thomas Dawson, escritor inglês autor de temáticas relacionadas com a culinária e a manutenção do lar.

É um facto que dá forma ao doce de camadas mais famoso e, provavelmente, reproduzido de sempre. Contudo, o que normalmente acontece (e por mim falo) é fazermos uma bonita sobremesa com uma camada de bolo, uma camada de creme e uma camada de fruta, adicionando eventualmente algumas crocâncias, mais coisa menos coisa, e chamarmos de Trifle, quando na realidade é apenas uma espécie de. 







































As variações são tantas e tão diversas que só depois de bastante pesquisa e com a ajuda preciosa da Lia, que já teve a sorte e prazer de poder provar verdadeiros Trifles, se chegou à versão considerada mais próxima possível da original.
Confesso que alguns pormenores me surpreenderam bastante. Simplesmente nunca tinha visto ou feito o doce desta forma. Destaco o uso da gelatina que realmente desconhecia, e que não sendo usada em todos os trifles, se apresenta associada à origem do doce, pelo que, faz todo o sentido respeitar.

Resumidamente, para executarmos um verdadeiro Trifle, devemos pegar numa taça ou copo alto, idealmente de vidro, e começar a dispor as camadas no fundo do recipiente pela seguinte ordem:
- Pão de Ló embebido em licor ou vinho madeira
- Morangos ou mistura de Frutos Vermelhos
- Gelatina de Morango
- Creme Custard (uma espécie de leite creme mas mais abaunilhado)
- Chantili/Natas batidas
- Sprinkles (formigos colocridos) e Amêndoa laminada (opcional)  

Relembrando os principais objectivos do Sweet World, nesta edição, principalmente, vamos ser o mais fiéis possível ao original. Bem sei como é fácil extravasar, mas neste caso, se o fizermos, dificilmente teremos o doce original e passamos a ter apenas um qualquer doce de camadas.
Neste tema, naturalmente, que o desafio não passa pela dificuldade, mas antes pelo prazer do conhecimento e pelo gosto de saber que é assim que um dos mais famosos doces do mundo dever ser executado e saboreado.
E desta experiência obtenho o resultado de um bonito, elegante e expressivo doce que, confesso, superou imenso as minhas expectativas. A mistura de todas as camadas, de sabores, texturas e densidades tão distintas, resulta efectivamente impecavelmente bem. 
É fresco, é vibrante, é delicioso. Uma lufada de ar fresco, que com certeza por cá será repetido várias vezes.

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução deste belo doce, basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Setembro para nos apresentarem o vosso Trifle, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Setembro, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 8ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Setembro.







































TRIFLE

Ingredientes
(8-10 doses)

1/2 pão de ló (esta receita)
3 colheres (sopa) de sherry (usei ginginha)
350 gr de morangos frescos ou mistura de frutos vermelhos
500 ml de gelatina de morango (1 saqueta de preparado de gelatina)
500 ml de creme custard*
350 ml de natas para bater + 1.5 colher (sopa) de açúcar em pó
Sprinkles (formigos coloridos) e amêndoa laminada torrada para decorar

*Creme Custard
600 ml de leite
1 vagem de baunilha
1 pitada de sal
90 gr de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de amido de milho
4 gemas

Preparação

Preparar o creme custard com antecedência. Abrir a vagem de baunilha raspar as sementes e juntar num tachinho com o leite, o açúcar, o sal, a manteiga e o amido de milho. Mexer bem e levar a lume brando mexendo sempre. Quando começar a ferver retirar do lume. Colocar um pouco do preparado lentamente sobre as gemas, mexendo sempre. De seguida juntar as gemas ao preparado que está no tacho. Levar novamente a lume brando, mexendo sempre durante 2-3 minutos, até engrossar. Retirar do lume, proteger com película aderente junto ao creme e deixar arrefecer completamente.
Preparar a gelatina de acordo com as indicações da embalagem e deixar arrefecer e prender ligeiramente, mantendo, no entanto, alguma fluidez. 
Bater as natas bem firmes com o açúcar e conservar no frio até usar.
Lavar e cortar os morangos em quartos. 
Montagem: numa taça ou copo largo grande de vidro começar por colocar fatias ou pedaços de pão de ló, de forma a preencher bem o fundo. Salpicar com o licor de ginga, e de seguida distribuir os morangos cortados em pedaços. Verter a gelatina por cima dos morangos e levar ao frio, cerca de 2-3 horas, até a gelatina estar totalmente sólida.
De seguida verter a camada de creme custard (não usei a totalidade, reservei 100-150ml), espalhar nova camada de morangos laminados (opcional), e finalizar com as natas batidas, que poderão ser aplicadas com saco de pasteleiro, se se mostrar mais fácil.
Polvilhar abundantemente com sprinkles e amêndoa laminada torrada.
Conservar no frio e servir bem fresco.




12/08/16

Mousse de Morango, Ricota e Lima










































Se há combinação que considero perfeita e utilizo muito na época do calor é a de morango com lima. Ambos os frutos são ácidos e bem distintos no seu sabor, mas juntos intensificam-se e resultam sublimemente bem.

Esta mousse surgiu depois de ter decidido tentar aligeirar uma outra mousse, essa de chocolate e ricota, uma receita italiana deliciosa, mais concretamente da Toscana, que qualquer dia será publicada.
Mudei-lhe os sabores e o ingrediente adoçante, uma vez que a original leva uma aromática calda de açúcar, e acabei por introduzir a gelatina para ajudar a prender, dada a ausência de chocolate nesta adaptação.
No fundo estourei com a estrutura da receita que serviu de inspiração, mas acabei por chegar a esta que agradou imenso.

Não tem açúcar, não tem ovos, mas tem lácteos. Muito lácteos.
É difícil desvincular-me de um grupo alimentar que tanto me diz. Que sempre me disse muito. Não é pelo leite, mas tudo que envolve iogurte e queijo mexe comigo. 
Quando penso em executar algo mais ligeiro e saudável, suprimo imediatamente o açúcar e as gorduras evidentes, mas os ovos e os lácteos não saem assim com tanta facilidade. 

Prefiro as mousses assim, leves e pouco doces. Chegada a esta versão bem aromática, ligeira e fresca, cheguei ali próximo do céu, e bem mais preparadinha para parar, desligar e aproveitar as férias que estão quase quase a bater à porta.

Fica o desejo de Boas Férias em muito boa companhia! 







































MOUSSE DE MORANGO, RICOTA E LIMA

Ingredientes
(7-8 doses)

300 gr de morangos frescos
8-10 tâmaras sem caroço (ou 5-6 tâmaras medjool)
1 lima
300 ml de gelatina de morango
150 gr de queijo ricota
200 ml de natas para bater (colocar 10 minutos no congelador antes de bater)
1 colher (café) de extracto de baunilha
Frutos vermelhos e hortelã para decorar

Preparação

Começar por bater as natas bem firmes. Juntar a baunilha, envolver e conservar no frio até usar.
Hidratar as tâmaras, deixando-as de molho em água morna cerca de 30 minutos.
Entretanto preparar um pacote de gelatina de morango, conforme indicações de embalagem (serão precisos 300 ml, pelo que, um pacote ainda sobra). Deixar arrefecer um pouco.
Retirar as tâmaras da águas, escorrer bem e coloca-las numa trituradora/processador, e triturar até estarem bem desfeitas num preparado o mais uniforme possível.
Lavar e retirar os pés aos morangos e adiciona-los às tâmaras, juntamente com a raspa da lima inteira e sumo de metade da lima. Triturar muito bem e adicionar de seguida a gelatina já morna e o ricota. Triturar até o preparado estar uniforme.
De seguida, passar a mousse para um recipiente largo e ir envolvendo delicadamente as natas batidas. Envolver bem e levar ao frio 3-4 horas, ou idealmente de um dia para o outro.
Servir bem fresca acompanhada de frutos vermelhos a gosto.




01/07/16

Gelado de Mousse de Abacate com Morango








































O ano passado os gelados caseiros praticamente me passaram ao lado. Fiz apenas alguns básicos de fruta e iogurte para o miúdo mas, por falta de disponibilidade, não consegui ir muito mais além disso.

Não querendo este ano repetir o descuido, uma vez que adoro gelados e fazê-los em casa é especialmente bom e feliz, abro o mês de Julho da rubrica "Inspirar & Nutrir", do site de Nutrição Feminina da Dra. Carla Fernandes, com uma proposta de Gelados Saudáveis.

Gosto da possibilidade de podermos escolher mais do que um sabor e transpus essa opção para a proposta que se segue.
Sabendo que os ingredientes saudáveis, a ausência de açúcares, lácteos, gorduras processadas e gluten são pontos mais do que assentes quando pensamos estas receitas, optei por conjugar um sabor clássico que adoro, o morango, com um creme que costumo fazer em formato "doce de colher" (podem ver aqui), usando na maioria das vezes a banana, para chegar a este resultado duo. Substituí por abacate pois acrescenta saúde extra à "coisa" e confere maior leveza ao preparado.

O contraste de sabores e texturas é o que mais sobressai quando os saboreamos. A mousse de abacate é mais densa, intensa e cremosa, ao passo que a parte de morango apresenta a doçura ácida e sabor algo estridente próprios deste fruto. A granola vem conferir alguma textura ao conjunto.

São gelados bem simples de executar, garantindo algum equilíbrio ao nosso corpo e balança, numa época em que só apetecem destas coisinhas frescas.







































GELADO DE MOUSSE DE ABACATE COM MORANGO 

Ingredientes
(5-6 gelados)

|Mousse de abacate
4-5 tâmaras medjool jumbo
1 abacate, descascado e cortado em pedaços
2 colheres (sopa) de cacau
1,5 colher (sopa) de pasta de avelã
1 pitada de sal
Sumo de lima

|Morango
8 morangos grandes, maduros e congelados 
1 colher (sopa) de mel (convém estar bem líquido)
2 colheres (sopa) de creme de côco
Sumo e raspa de lima

Granola (opcional)

Preparação

Começar por demolhar as tâmaras (sem caroço) em água morna por 30-45 minutos.
Retira-las da água, escorrer bem e leva-las a triturar num processador até se encontrarem bem desfeitas, num creme o mais homogéneo possível.
Acrescentar os restantes ingredientes e triturar muito bem até ficar o mais cremoso e uniforme possível. 
Levar os morangos a triturar muito bem (pode demorar uns minutos se for num processador mais básico como o meu). Quando estiverem bem cremosos acrescentar os restantes ingredientes e triturar um pouco mais.
Começar por colocar mousse de abacate em metade da forma de gelado, salpicar com granola, e encher o restante com gelado de morango. Repetir o procedimento em todos os gelados. 
Colocar um pauzinho em cada um deles e levar ao congelador 5-6 horas ou idealmente de um dia para o outro.

Nota: o seu aspecto algo rústico deve-se ao facto do meu creme ter ficado um pouco espesso demais, pelo que, as quantidades da receita já estão ajustadas para o tornar ligeiramente mais fluído.




19/06/16

Fraisier










































Por mais que me esforce não consigo ficar indiferente perante a dificuldade que tenho em conseguir dar resposta a todas as solicitações do dia a dia. Ainda que o blog deva existir para nossa felicidade, momentos de descontração e enriquecimento pessoal, e na minha opinião só assim faça sentido, há alturas em que a corrida contra o tempo não nos permite cumprir a agenda que havíamos estruturado.

Este Junho foi particularmente complicado em termos de disponibilidade para o blog. O aniversário do filho, que com o passar dos anos se vai multiplicando em festas e festinhas, a entrada de maior volume de trabalho, uns dias de férias para juntar à festa, e o facto de não conseguir encontrar morangos decentes e capazes de um bom resultado, fizeram com que a minha participação nesta 5ª edição do nosso Sweet World se arrastasse quase até à data limite. Algo que, assumo, não me agrada nada.

Posto isto, depois de conseguir (à segunda tentativa) um bom resultado razoável, consigo materializar mais um doce do mundo que nunca havia feito ou provado.
O Frasier, clássico francês, aqui apresentado pela Lia, mostrou-se uma excelente surpresa. É um doce que irradia beleza, elegância e frescura, com as suas distintas camadas a conferir um jogo de texturas que dá um prazer incrível saborear.
O morango é de facto um fruto muito especial. Além de lindo, garante uma expressividade única e um sabor irresistível a qualquer doce.

Para este resultado conjuguei três fontes. A massa e o creme são adaptados daqui, a calda usada é daqui e o massapão daqui
Aparentemente tudo estava óptimo. Massa, creme, massapão, montagem. Contudo, na hora de o cortar verifico que o mousseline cede imenso, fazendo a fatia desmoronar um pouco. Não ficou firme e consistente como era suposto, eventualmente, por lhe ter retirado 100gr de manteiga, já que esteve no frio mais de 12 horas.
De aspecto e sabor resultou muito bem, pelo que, a experiência valeu imenso a pena.

Sempre achei este bolo muito elegante e finalmente posso comprovar que é também muito bom. 
Mais uma proposta que o querido Sweet World me dá a conhecer, e que será seguramente para repetir sempre que os bons moranguinhos nos queiram visitar.






































FRAISIER

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Creme Mousseline 
400 ml de leite
170 gr de açúcar
1 vagem de baunilha
2 ovos + 1 gema
60 gr de amido de milho
100 gr de manteiga (à temperatura ambiente)
300 gr de morangos

|Massa Genoise 
3 ovos (separados)
100 gr de açúcar
1 colher (sopa) de açúcar baunilhado 
100 gr de farinha (sem fermento)

|Calda
75 ml de sumo de limão
75 gr de açúcar

|Massapão 
100 gr de açúcar em pó
100 gr de amêndoa ralada
15 gr de clara de ovo
1 gota de corante vermelho 

Preparação

Começar por preparar o creme mousseline com antecedência. Abrir a vagem de baunilha e retirar as sementes com o bico da faca. Junta-las ao leite, acrescentar o açúcar e levar ao lume até levantar fervura. Retirar do lume e deixar em infusão.
Bater os ovos com a gema e o açúcar até obter um preparado fôfo. De seguida acrescentar o amido de milho, previamente peneirado. Batendo sempre, adicionar um pouco do leite quente. De seguida adicionar o restante leite e levar o preparado ao lume mexendo sempre de forma enérgica até engrossar (se começar a prender muito rapidamente e parecer que está a ganhar grumos, basta continuar a mexer sempre energicamente até ficar cremoso). Retirar do lume, colocar num recipiente e de imediato proteger com película aderente mesmo colada ao creme. Deixar arrefecer completamente. 
Quando estiver à temperatura ambiente levar de novo à batedeira adicionando uma colher (sopa) de manteiga de cada vez, batendo sempre até o creme ficar bem macio e suave. Reservar no frio.

Para o bolo, pré-aquecer o forno a 180ºC, untar com manteiga duas formas de 20cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Reservar.
Bater as gemas com o açúcar cerca de 5 minutos até obter um preparado bem fôfo. Bater as claras em castelo e envolver delicadamente nas gemas. De seguida envolver a farinha delicadamente. Verter metade da massa em cada forma e levar ao forno cerca de 20-25 minutos até a estar cozida. 
Retirar do forno, deixar arrefecer 10 minutos e desenformar.
Quando estiverem completamente frios cortar cada disco com o aro de 18cm e reservar.

Para a calda colocar o sumo de limão e o açúcar num tachinho e levar ao lume até levantar fervura e o açúcar estar totalmente dissolvido. Retirar do lume e reservar.

Para o massapão juntar os três ingredientes e bater bem até estarem perfeitamente envolvidos. Se a massa se mostrar demasiado pegajosa para trabalhar, polvilhar com um pouco mais de açúcar em pó e levar ao frigorífico. Na hora de usar, esticar com o rolo até formar um círculo e com o aro de 18 cm cortar na medida pretendida. Reservar.

Montagem: Colocar o aro no prato de servir. Dispor dentro do aro um disco de massa, pincelar com um pouco de calda, dispor os morangos cortados ao meio, na vertical, bem junto do aro. Espalhar os restantes morangos, cortados em pedaços pequenos, pela massa. De seguida verter o creme mousseline, tendo atenção para que cubra bem os morangos e o espaço entre eles. Colocar o segundo disco da massa por cima e voltar a pincelar com um pouco de calda. Finalizar com o disco de massapão. Levar ao frio de um dia para o outro.
Para servir, passar o bico da faca com cuidado pelo aro de forma a soltar a massa, e retirar o aro delicadamente. Decorar a gosto com morangos, outros frutos vermelhos e hortelã, ou outra decoração a gosto.

Nota: optei por fazer o bolo maior e cortar posteriormente com o aro, de forma a garantir que a massa ficasse bem justa ao aro e não corresse o risco de "mingar", o que poderia dificultar bastante a montagem.




02/06/16

Tostas de Queijo Fresco, Morango e Kiwi




Esta receita surgiu num almoço muito rápido e apressado, mas respeitosamente empenhado em contribuir para o Maio da Marta, que se mostrou do mais vibrante e encantador que há.
Não sendo possível concluir o post a tempo da participação, garanto que, se foram verdadeiros fãs de morangos, vão querer passar por lá e conhecer as maravilhas vermelhinhas que lhe encheram a mesa.

Curiosamente estas tostinhas vieram antecipar a onda de calor que resolveu visitar-nos no inicio do mês de Junho, e souberam divinalmente bem devorar.

A proposta é simples e do mais rápido que há a executar. Propõe sabores super frescos que encaixam como uma luva na próxima estação que dá sinais de querer chegar. E esta mescla de ingredientes resulta especialmente bem.
Mostra-se também perfeita para usar mais um fruto que é muito pouco consumido por cá. De uma forma geral ninguém aprecia o desgraçado do kiwi. Tooooda a gente sabe o bem que faz mas ninguém lhe é muito chegado.
Pois desta forma vai tão mas tão bem que não se estranha, bem pelo contrário.







































TOSTAS DE QUEIJO FRESCO, MORANGO E KIWI

Ingredientes
(2 pessoas)

6-8 tostas ou crackers 
1 mão cheia de rúcula
2 queijos frescos
4 morangos grandes, cortados em pedaços
1-2 kiwi, maduros mas firmes, descascados e cortados em pedaços
1/2 lima
Pimentão doce fumado
Pimenta preta
Flor de Sal, by Necton

Preparação

Começar por desfazer grosseiramente o queijo fresco para um recipiente e temperar com flor de sal, uma pitada de pimentão doce, um pouco de pimenta, um pouco de sumo de lima. Envolver delicadamente a fruta no queijo. Reservar.
Dispor as tostas no prato/travessa de servir e colocar rúcula sobre cada uma. Distribuir de seguida o preparado do queijo com as frutas por cima.
Polvilhar com um pouco de pimentão doce e servir bem fresco.