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05/01/16

Bolo de Claras com Buttercream de Rum e Praliné de Cajú




Antes demais, Excelente Ano! 
Que o vazio do copo de 2015, se mostre o cheio de 2016. Que as realizações não sejam travadas por estagnadas intenções e se transformem em muita e boa felicidade. 

E para iniciar um prometedor ano, este foi o bolo novo escolhido para o receber.
Um bolo em si muito simples, excelente para usar as claras excedentes destes dias de festa, que se torna encantador pelo tipo de cobertura que leva e jogo de texturas que oferece.
É essencialmente leve, muito saboroso e marcante.

Tinha visto recentemente uma receita de "Coroa de Frankfurt" (clara e inconscientemente ando numa fase alemã!), e aquele praliné de caju ficou-me retido na memória.
Queria uma receita de claras mais ligeira, uma vez que a minha antiguinha é demasiado amanteigada. Ao encontrar esta cujo interior me agradou, fiz os ajustes que entendi e resolvi mesclar as coisas. 

O toque do rum faz toda a diferença num buttercream bem puro da receita da coroa. O efeito deliciosamente crocante do praliné remata na perfeição o conjunto.

É uma receita com vários iténs mas super simples de executar, podendo fazer-se algumas partes antecipadamente. Algo que faço sempre com o praliné e o creme de caramelo, já um habitué por cá.

Acho essencial mostrar o interior dos bolos mas neste caso, e lamentavelmente, foi mesmo impossível fazê-lo.
Não se assustem com o tamanho da receita e não deixem de testar pois, garantidamente, vale a pena.

E Bem Vindo 2016!








































BOLO DE CLARAS COM BUTTERCREAM DE RUM E PRALINÉ DE CAJÚ

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
6 claras
180 gr de açúcar
80 gr de manteiga
2 colheres (sopa) de óleo de girassol
150 ml de buttermilk (misturar 140 ml de leite + 1 colher de sopa de sumo de limão e aguardar uns minutos)
280 gr de farinha
Raspa de uma lima
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sobremesa) de bicabornato de sódio
1 pitada de sal

|Creme de caramelo
1/2 chávena (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de água
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 chaváne (chá) de natas

1 colher (café) de extracto de baunilha

|Creme de recheio e cobertura
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar em pó
1 gema
2 colheres (sopa) de rum

|Praliné 
100 gr de cajú tostado
150 gr de açúcar

|Decoração
Bolachas waflle com recheio de caramelo
Mirtilos

Preparação

Para o creme de caramelo: num tachinho levar a lume brando/médio o açúcar com a água, até este dissolver. Aumentar o lume e deixar cozinhar até começar a ganhar cor de caramelo claro, sem deixar que escureça demasiado. Acrescentar a manteiga e deixar que derreta completamente. 
Retirar do lume e adicionar as natas e a baunilha. Vai borbulhar bastante mas acalmará em segundos. Mexer, deixar que arrefeça, transferir para um recipiente e guardar.
Para o praliné: colocar o açúcar num tachinho e levar a lume brando até o açúcar derreter completamente e ficar em caramelo. Espalhar os cajús sobre a pedra da bancada e verter o caramelo por cima até que os cubra. Deixar arrefecer completamente, retirar da pedra e triturar grosseiramente num almofariz ou na máquina. Reservar. 
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de bolo inglês e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Polvilhar com farinha e reservar.
Bater as claras em castelo com uma pitada de sal, até estarem bem firmes. Reservar.
Bater o açúcar com a manteiga até obter um preparado fôfo e homogéneo. Adicionar a farinha intercalando com o buttermilk e bater um pouco mais. Acrescentar a raspa de lima e o óleo. 
Adicionar delicadamente as claras à massa, em várias vezes, com uma espátula.
Quando bem envolvido verter na forma e levar ao forno cerca de 30-35 minutos. 
Retirar do forno, deixar arrefecer e desenformar.
Para a cobertura: bater bem a manteiga com o açúcar e a gema. Quando o preparado estiver suave e uniforme acrescentar o rum e envolver um pouco mais. Reservar no frio até à hora de usar.
Para a montagem: cortar o bolo ao meio no sentido longitudinal, barrar a parte inferior com creme, espalhar um pouco de praliné por cima e verter um pouco de creme de caramelo. Colocar a parte superior e barrar as laterais e o topo com o creme de manteiga. Poderá reforçar a cobertura ou deixa-la mais fina, como fiz.
De seguida espalhar o creme de caramelo por cima, deixando verter sobre as laterais em alguns pontos. Espalhar o praliné a gosto.
Decorar com bolacha waffle e mirtilos.
Servir.






28/09/15

Pudim de Brioche com Doce de Maçã e Chocolate




Posso, actualmente e com toda a segurança, acrescentar este itém à minha lista de "comida de conforto". Os pudins de pão ou brioche, já assumem esse papel com grande distinção.
Não porque me remetam para boas e longínquas memórias ou me tragam algum tipo de recordações especiais, mas antes porque me conseguem preencher pequenos (às vezes um pouco maiores) vazios que nos surgem nos dias. Qualquer problema parece enfraquecer depois de uma fatia morna disto.

Quanto mais experimento e envolvo texturas e sabores, mais apaixonada fico por este tipo de doce, tão simples mas sempre único e especial. 

Neste caso, os frutos da macieira de sonho dos meus pais precisavam de começar a ser dignificados. As maçãs são excelentes e muitas vezes comidas ao natural ou assadas. Mas dada a sua quantidade, o doce de maçã com canela é sempre uma excelente opção para as aproveitar da melhor forma.

Este Setembro precisou imensamente de uma coisa destas. Que longe de ter o condão de resolver problemas, teve a capacidade de, à sua maneira, acalmar dúvidas, apaziguar inquietudes e repor sorrisos que, com calma, voltam.

Porque a vida continua. Dia após dia. Sempre.







































PUDIM DE BRIOCHE COM DOCE DE MAÇA E CHOCOLATE

Ingredientes
(6-8 doses) 

|Doce de Maçã
2 Kg de maçã
600 gr de açúcar
2 paus de canela
Sumo de lima

|Pudim
8-10 fatias de brioche
Manteiga
4 ovos, médios
150 ml de natas ligeiras
75 ml de leite
1 colher (sobremesa) de extrato de baunilha
2 colheres (sopa) de geleia de agave (pode ser substituído por açúcar normal)
1 boa pitada de canela
1 pitada de gengibre
1 pitada de sal
100 gr de chocolate para culinária (70% de cacau) 
1 colher (sopa) de açúcar + 1 colher (sobremesa) de canela para polvilhar
2 colheres (sopa) de cajú ao natural, tostado
Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

Para o doce de maçã, levar ao lume as maçãs descascadas e partidas em pedaços pequenos, juntamente com o açucar, os paus de canela e um pouco de sumo de lima. Colocar o lume no mínimo e deixar cozinhar até a maçã estar perfeitamente cozida e amolecida. Se necessário juntar duas ou três colheres de sopa de água. Quando pronto, colocar em frascos herméticos previamente esterilizados, fechar e vira-los ao contrário até arrefecer. Guardar em local fresco e seco.

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Aparar as fatias de brioche e levar a tostar no forno, barrando de seguida com um pouco de manteiga de um dos lados. Deixar arrefecer um pouco, e do outro lado barrar generosamente com doce de maçã, formando de seguida uma sanduiche com outra fatia de brioche. Cortar cada sanduiche em 4 triângulos (não é importante que fiquem muito perfeitos) e reservar.
Picar ou cortar o chocolate em pedaços pequenos e irregulares (não picar demasiado o chocolate, pois é bom senti-lo) e reservar.
Juntar os ovos batidos com o leite, a geleia de agave, a baunilha, a canela, o gengibre e o sal e envolver bem.
Untar um recipiente de ir ao forno com manteiga e dispor as fatias de brioche de forma a ficarem bem encaixadas umas nas outras. Verter o preparado por cima e espalhar de seguida o chocolate de forma bem distribuida por entre as fatias de brioche.
Deixar repousar cerca de 10-15 minutos. 
Misturar as duas colheres de açúcar com a canela e polvilhar o pudim. Levar de seguida ao forno cerca de 20-25 minutos até o creme estar firme. Se o brioche começar a tostar demasiado, proteger com papel de alumínio.
Retirar do forno, polvilhar com cajú triturado grosseiramente e açúcar em pó.
Servir morno.


17/04/15

Koftas de Perú e Acelgas com Chutney de Coentros e Salada de Mizuna, Beterraba Assada e Feta




Esta receita deu forma à minha participação na 2ª fase do Passatempo Teka Blog 2015.
Depois da recepção do cabaz de produtos frescos e biológicos, enviado pela Belong, escolhemos pelo menos 3 itens e desenvolvemos uma proposta, interessante, original, deliciosa. O que nos desafiasse e conjugasse da forma que nos fizesse mais sentido os elementos seleccionados.

Bom, surgiu-me a ideia das koftas, pois é um petisco do mundo, uma forma descontraída de apresentar um prato de carne, sempre cheio de aromas e sabores que aprendi a adorar, e que se come da forma mais simples possível, à mão.
As koftas, também denominadas de kaftas, representam um prato típico do médio oriente, fazendo parte das culturas turca, síria ou egípcia, originalmente feitas com carne de borrego, que começou por ser comida de rua, espalhou-se entretando por todo o mundo, recebendo novas formas e sabores.

Combinei a carne de perú com as acelgas e acompanhei com um chutney de coentros, adaptado de uma receita de origem indiana, que se mostrou o melhor deste prato, na minha opinião. 
O sabor é intenso mas simultaneamente leve, picantezinho e altamente viciante. Para apreciadores de coentros, naturalmente. É o rei da festa!

É uma proposta, bonita e saudável, que encaixa perfeitamente nos dias de Verão que se aproximam. Se possível acompanhada com vários chutneys ou molhos diferentes. Uma delícia!

Foi um prazer participar neste desafio e partilhar o palco com outras propostas tão interessantes. Obrigada Teka Portugal por esta oportunidade.








































KOFTAS DE PERÚ E ACELGAS COM CHUTNEY DE COENTROS E SALADA DE MIZUNA, BETERRABA ASSADA E FETA

Ingredientes
(3-4 pessoas)

|Koftas
400 gr de peito de perú, limpo
2 fatias finas de presunto
1/2 molhinho de salsa fresca
1 cebola grande
3 dentes de alho
Azeite
1 colher (sobremesa) de coentros em pó
2 colheres (sobemesa) de cominhos em pó
1 colher (sobremesa) de açafrão
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1 boa pitada de pimenta de cayena
Sal
3 folhas de acelgas, grandes
1 colher (sopa) de pão ralado
Palitos de madeira para churrasco

|Chutney
100 gr de coentros frescos
50 gr de hortelã fresca
1 colher (sopa) de côco ralado
2 dentes de alho
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1,5 colher (sopa) de cajú moído
1,5 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
1 malagueta seca (pequena e sem pevides)
Sumo de 1 lima
100 gr de iogurte grego natural
Sal
 
|Salada
100 gr de mizuna
1 beringela branca e vermelha
1 courgette mini
1 beterraba pequena
50 gr de queijo feta
1 colher (sopa) de pinhões tostados
Azeite
Vinagre balsâmico
Hortelã picada
Coentros picados
Sal
Preparação

Preparar o chutney com antecedência, juntando todos os ingredientes e triturar muito bem até obter uma consistência cremosa. Rectificar temperos e, se necessário, juntar mais sumo de lima se estiver demasiado pastoso. Guardar no frigorífico até servir. 
Pré-aquecer o forno a 190º. Descascar a beterraba, cortar em gomos, colocar num recipiente de ir ao forno, polvilhar com uma pitada de sal grosso, regar com um fio ligeiro de azeite e levar ao forno a assar, durante cerca de 12-15 minutos. Quando assadas retirar do forno e reservar.
Para as koftas, picar muito bem a carne de perú juntamente com o presunto, a salsa e uma pitada de sal. Reservar.
Cortar a acelga em tiras fininhas e reservar.
Numa frigideira antiaderente levar a aquecer um fio generoso de azeite, juntar a cebola bem picada e os dentes de alho esmagados. Deixar cozinhar 1-2 minutos e acrescentar todas as especiarias - coentros, cominhos, açafrão, gengibre e pimenta. Temperar com sal, mexer, deixar cozinhar mais 2 minutos até a cebola estar amoleciada e acrescentar a acelga, cozinhando cerca de 2-3 minutos até esta amolecer. Rectificar temperos e retirar do lume. Deixar arrefecer ligeiramente e juntar à carne picada. Adicionar o pão ralado e envolver tudo muito bem com as mãos.
À volta de cada palito de madeira moldar, com as mãos, um pedaço de carne até obter uma forma cilindrica, do género de um croquete comprido, comprimindo bem a carne em redor do palito.
Pincelar um recipiente com óleo, acondicionar lá as koftas, tapar com película aderente e levar ao frigorífico durante 30-45 minutos.
Entretanto preparar a salada, começando pelo molho. Juntar um fio bem generoso de azeite, o vinagre balsâmico, o sal e a hortelã e os coentros, ambos picadinhos. Mexer bem e reservar.
Lavar e arranjar a mizuna, dispô-la na saladeira, juntar as courgettes fatiadas bem finas, a beterraba e o queijo feta e temperar com o molho.
Mexer bem e espalhar os pinhões por cima.
Colocar um grelhador ao lume, pincelar com azeite, e quando bem quente levar as koftas a grelhar, virando-as para que cozinhem uniformemente.
Empratamento: dispor duas folhas de beterrada sobre uma tábua de madeira e dispor as koftas por cima. 
Servir acompanhadas do chutney e da salada.