Mostrar mensagens com a etiqueta amêndoa ralada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amêndoa ralada. Mostrar todas as mensagens

20/10/16

Prinsesstårta (Princess Cake)












































Chegados à 10ª edição do Sweet World, que muito me/nos tem ensinado e estimulado, a opção do tema afasta-se de pressupostos sazonais e vem apostar num aumento do grau de dificuldade, a fim de puxar um pouco mais por nós. Sendo que, é sempre bom relembrar, este é um dos objectivos essenciais do desafio.

Neste contexto hoje apresentamos o Prinsesstårta, Princess Cake ou Bolo Princesa. Um tradicional bolo de origem sueca, de carácter festivo e aspecto curioso, bem elaborado e elegante. 
É um bolo tão querido pelos suecos que originou a promoção do evento Prinsesstårta Week, que decorre anualmente na terceira semana de Setembro.

A primeira referência à receita original remonta a 1948, num livro da autoria de Jenny Åkerström, professora das três filhas do rei Carl. Sendo que as princesas Margaretha, Märtha e Astrid, o tinham como seu favorito. 
Daí o seu nome actual, uma vez que originalmente assumia a denominação de grön tårta (bolo verde), dada a cor da sua superfície em massapão colorido. 
É também frequente encontra-lo noutras cores e variantes, que acabam por corresponder a outras denominações. Quando rosa ou vermelho o bolo chama-se operatårta (opera cake) e quando azul denomina-se de prinstårta (prince cake).

Quando visualizamos o seu interior facilmente percebemos que é estruturado por camadas que se dividem entre massa de bolo, creme e doce. Finalizando com um interessante massapão verde que lhe garante o efeito semicircular. A decoração final passa pelo uso de uma flor em massapão cor de rosa e açúcar em pó.
Segundo apurei diz a tradição que essa rosa seja comida pelo aniversariante, no caso do bolo ser usado para essa celebração, como é habitual.

Ora, para obtermos um verdadeiro Princess Cake necessitamos de seguir este tipo de camadas:
- Bolo (Massa Genoise)
- Doce de Framboesa ou Morango
- Creme Pasteleiro/Custard Cream
- Natas/Chantili
- Massapão

Ainda que existam algumas pequenas variações, achei interessante esta imagem que encontrei na net, onde facilmente de percebe a estruturação do doce, que da base para o topo apresenta a seguinte ordem: bolo; doce; creme pasteleiro; bolo; creme pasteleiro; natas; bolo; massapão.



Estrutura do Bolo (imagem retirada da net)


Há ainda quem utilize calda de açúcar ou rum para humedecer a massa de bolo, mas é puramente opcional. E muito sinceramente não achei que fizesse falta nenhuma dados os elementos húmidos que já o preenchem. 

Depois de várias pesquisas e percepção dos seus componentes, conjuguei várias receitas para chegar a este resultado final. 
Pelo caminho descobri, no cantinho da Ana, muita informação útil e interessante que merece ser partilhada. Como sempre, esta pasteleira de mão cheia que nos costuma dar o prazer da sua participação, executa um excelente exemplar deste bolo sueco, pelo que, aconselho a não deixarem de espreitar.
Da receita da Ana aproveitei a dica de juntar o creme pasteleiro ao chantili, ao contrário da imagem esquemática acima apresentada, e de muitas outras receitas, em que se usam em separado.

Confesso que assim que olhei para o bolo fiquei apreensiva quanto à eventual técnica necessária para conseguir dar-lhe a estrutura e forma necessárias. E, claro, se estaria à altura de o conseguir.
Mas como este nosso desafio passa por isso mesmo, superação, lá agarrei a tårta com a garra possível, face às semanas complicadas que este Outubro me trouxe. E com toda a honestidade não o achei demasiado complexo. 
Sendo um bolo com vários elementos distintos executa-se bem por fases, permitindo maior permeabilidade nos timings.
Depois de fazer o bolo e o creme pasteleiro, avancei para o massapão com uma receita já conhecida e segura, que correu perfeitamente bem.
Chegada à altura da montagem (o único momento que poderia assustar) a coisa flui com naturalidade e deu-se favoravelmente.

O Princess Cake mostra-se um bolo muito interessante, com um assumido contraste de texturas e sabores, promovido pelas distintas naturezas das camadas e, se assim quisermos e controlarmos, não demasiado doce.
Foi mais uma surpresa bem agradável que realmente só o Sweet World me podia dar o prazer de ter.
Se se mostrava um bolo que à primeira vista acharia algo artificial (sugestão claramente dada pela sua camada verde), depois de executado e provado, passou a ser um bolo super qualificado para ocupar um espaço em qualquer mesa de festa cá em casa. 
Um nórdico aprovadissimo!

Se aceitam este desafio basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Novembro para nos apresentarem o vosso Prinsesstårta, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Novembro, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • O round up desta 10ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Novembro.







































PRINSESSTÅRTA (PRINCESS CAKE)

Ingredientes
(8-10 pessoas)

|Bolo/Massa Genoise (adaptada do blog Be Nice, Make a Cake)
4 ovos + 2 gemas
200 gr de açúcar
220 gr de farinha sem fermento
1 colher (sobremesa) de fermento 

|Creme Pasteleiro (adaptada da receita do Chef Luis Francisco)
350 ml + 50 ml de leite
100 gr de açúcar
6 gemas
1/2 colher (sopa) de extracto de baunilha (ou 1 vagem)
30 gr de amido de milho
20 gr de farinha de trigo
2 folhas de gelatina
200 ml de natas para bater
1 colher (sopa) de açúcar em pó
1/2 colher (sopa) de sumo de limão

3 colheres (sopa) de doce de framboesa

|Massapão 
100 gr de açúcar em pó + algum para polvilhar
100 gr de açúcar granulado "normal"
1 ovo grande, ligeiramente batido
200 gr de amêndoa ralada
2 gotas de corante verde (gel)
1 gota de corante rosa (gel)

|Decoração
1 flor em massapão rosa
Açúcar em pó

Preparação 

Começar pelo creme de pasteleiro. Levar ao lume o leite com as sementes de baunilha ou o extracto até ferver. Retirar do lume.
Hidratar as folhas de gelatina, cobrindo-as de água fria durante 7-8 minutos.
À parte bater ligeiramente as gemas com o açúcar e, mexendo sempre, verter muito lentamente o leite sobre as gemas.
Diluir a farinha e o amido de milho no restante leite e acrescentar ao preparado anterior.
Levar novamente ao lume brando, mexendo sempre, até que engrosse.
Nesta altura retirar do lume, escorrer bem a gelatina e adicionar ao creme, assegurando que diluem completamente. Mexer bem e reservar protegendo com película aderente junto ao creme.
Bater as natas até estarem bem firmes e juntar o açúcar e o sumo de limão. Bater um pouco mais e acrescentar ao creme de pasteleiro, já frio. Batendo lentamente até estar tudo bem envolvido num creme uniforme. Conservar no frio até usar (deverá estar no frio o tempo suficiente para que fique bem firme).

Para o bolo, pré-aquecer o forno a 190ºC. Untar com manteiga e forrar com papel vegetal o fundo de duas formas redondas de 20 cm de diâmetro. Polvilhar com farinha e Reservar.
Bater o açúcar com os ovos e as gemas até triplicar o volume e a massa estar fôfa e esbranquiçada.
De seguida adicionar a farinha peneirada juntamente com o fermento, sem bater, apenas envolvendo com a vara de arames.
Distribuir o preparado pelas formas em quantidades iguais e levar ao forno cerca de 25 minutos até a superfície estar firme e a massa seca ao teste do palito.
Deixar arrefecer e desenformar. Cortar um dos bolos em 2 discos iguais e no outro cortar um disco o mais fino possível (o restante deste bolo não usei). Reservar.

Para o massapão, peneirar o açúcar em pó juntamente com o açúcar "normal". Juntar ao ovo e mexer um pouco. Colocar a mistura sobre um recipiente com água a ferver e mexer durante 10 minutos, até a mistura ficar macia e mais espessa.
De seguida retirar do calor e colocar o recipiente em água fria, até cerca de 5 cm de altura.
Nesta altura acrescentar a amêndoa ralada (peneirei antes) e depois desta estar envolvida, retirar cerca de 70-80 gr e adicionar o corante verde ao restante. Mexer bem até o tom da massa estar homogéneo, e numa superfície polvilhada com açúcar em pó, amassar até formar uma pasta firme e uniforme.
Ao massapão reservado juntar uma gota de corante rosa e amassar bem. Moldar uma flor/rosa a gosto. Conservar no frio.
Quando for para usar, colocar a massa numa superfície ligeiramente polvilhada com açúcar em pó, com o rolo pressionar, virando sempre em quartos de volta, de modo a criar a forma redonda pretendida. Quando estiver no tamanho certo usar. Se a massa estiver demasiado pegajosa e difícil de trabalhar, levar ao frigorífico 30-40 minutos e esticar de seguida (seguindo estas quantidades sobraram-me cerca de 100gr depois de cobrir o bolo)

Montagem:
No prato de servir colocar um dos discos mais altos, barrar com o chantili e distribuir o doce de framboesa por cima. Colocar o outro disco igual por cima.
De seguida distribuir o creme pasteleiro dando a forma semi circular que o bolo apresenta.
Pegar no disco fininho de massa de bolo e moldar ao creme, pressionando ligeiramente e reforçando a forma semi circular.
Por fim cobrir com a folha de massapão verde, já bem esticada, ajustando delicadamente ao bolo. Cortar os excessos com uma faca afiada ou cortador de pizza e garantir que a massa fica perfeitamente ajustada aos elementos interiores.
Levar ao frio umas horas, ou idealmente, de um dia para o outro.
Na hora de servir polvilhar com açúcar em pó e decorar com a flor em massapão.

Nota: entendo que os pontos cruciais para o sucesso deste bolo passam simplesmente por fazer um creme de pasteleiro bem consistente, e por deixar o bolo bastantes horas no frio para firmar bem. 
Não o consegui deixar de um dia para o outro e isso reflectiu-se na firmeza do creme.  
Todos os restantes passos são super acessíveis.

De qualquer das formas aqui fica uma útil ajudinha:
https://www.youtube.com/watch?v=jcySM0cMYv8




19/06/16

Fraisier










































Por mais que me esforce não consigo ficar indiferente perante a dificuldade que tenho em conseguir dar resposta a todas as solicitações do dia a dia. Ainda que o blog deva existir para nossa felicidade, momentos de descontração e enriquecimento pessoal, e na minha opinião só assim faça sentido, há alturas em que a corrida contra o tempo não nos permite cumprir a agenda que havíamos estruturado.

Este Junho foi particularmente complicado em termos de disponibilidade para o blog. O aniversário do filho, que com o passar dos anos se vai multiplicando em festas e festinhas, a entrada de maior volume de trabalho, uns dias de férias para juntar à festa, e o facto de não conseguir encontrar morangos decentes e capazes de um bom resultado, fizeram com que a minha participação nesta 5ª edição do nosso Sweet World se arrastasse quase até à data limite. Algo que, assumo, não me agrada nada.

Posto isto, depois de conseguir (à segunda tentativa) um bom resultado razoável, consigo materializar mais um doce do mundo que nunca havia feito ou provado.
O Frasier, clássico francês, aqui apresentado pela Lia, mostrou-se uma excelente surpresa. É um doce que irradia beleza, elegância e frescura, com as suas distintas camadas a conferir um jogo de texturas que dá um prazer incrível saborear.
O morango é de facto um fruto muito especial. Além de lindo, garante uma expressividade única e um sabor irresistível a qualquer doce.

Para este resultado conjuguei três fontes. A massa e o creme são adaptados daqui, a calda usada é daqui e o massapão daqui. 
Aparentemente tudo estava óptimo. Massa, creme, massapão, montagem. Contudo, na hora de o cortar verifico que o mousseline cede imenso, fazendo a fatia desmoronar um pouco. Não ficou firme e consistente como era suposto, eventualmente, por lhe ter retirado 100gr de manteiga, já que esteve no frio mais de 12 horas.
De aspecto e sabor resultou muito bem, pelo que, a experiência valeu imenso a pena.

Sempre achei este bolo muito elegante e finalmente posso comprovar que é também muito bom. 
Mais uma proposta que o querido Sweet World me dá a conhecer, e que será seguramente para repetir sempre que os bons moranguinhos nos queiram visitar.






































FRAISIER

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Creme Mousseline 
400 ml de leite
170 gr de açúcar
1 vagem de baunilha
2 ovos + 1 gema
60 gr de amido de milho
100 gr de manteiga (à temperatura ambiente)
300 gr de morangos

|Massa Genoise 
3 ovos (separados)
100 gr de açúcar
1 colher (sopa) de açúcar baunilhado 
100 gr de farinha (sem fermento)

|Calda
75 ml de sumo de limão
75 gr de açúcar

|Massapão 
100 gr de açúcar em pó
100 gr de amêndoa ralada
15 gr de clara de ovo
1 gota de corante vermelho 

Preparação

Começar por preparar o creme mousseline com antecedência. Abrir a vagem de baunilha e retirar as sementes com o bico da faca. Junta-las ao leite, acrescentar o açúcar e levar ao lume até levantar fervura. Retirar do lume e deixar em infusão.
Bater os ovos com a gema e o açúcar até obter um preparado fôfo. De seguida acrescentar o amido de milho, previamente peneirado. Batendo sempre, adicionar um pouco do leite quente. De seguida adicionar o restante leite e levar o preparado ao lume mexendo sempre de forma enérgica até engrossar (se começar a prender muito rapidamente e parecer que está a ganhar grumos, basta continuar a mexer sempre energicamente até ficar cremoso). Retirar do lume, colocar num recipiente e de imediato proteger com película aderente mesmo colada ao creme. Deixar arrefecer completamente. 
Quando estiver à temperatura ambiente levar de novo à batedeira adicionando uma colher (sopa) de manteiga de cada vez, batendo sempre até o creme ficar bem macio e suave. Reservar no frio.

Para o bolo, pré-aquecer o forno a 180ºC, untar com manteiga duas formas de 20cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Reservar.
Bater as gemas com o açúcar cerca de 5 minutos até obter um preparado bem fôfo. Bater as claras em castelo e envolver delicadamente nas gemas. De seguida envolver a farinha delicadamente. Verter metade da massa em cada forma e levar ao forno cerca de 20-25 minutos até a estar cozida. 
Retirar do forno, deixar arrefecer 10 minutos e desenformar.
Quando estiverem completamente frios cortar cada disco com o aro de 18cm e reservar.

Para a calda colocar o sumo de limão e o açúcar num tachinho e levar ao lume até levantar fervura e o açúcar estar totalmente dissolvido. Retirar do lume e reservar.

Para o massapão juntar os três ingredientes e bater bem até estarem perfeitamente envolvidos. Se a massa se mostrar demasiado pegajosa para trabalhar, polvilhar com um pouco mais de açúcar em pó e levar ao frigorífico. Na hora de usar, esticar com o rolo até formar um círculo e com o aro de 18 cm cortar na medida pretendida. Reservar.

Montagem: Colocar o aro no prato de servir. Dispor dentro do aro um disco de massa, pincelar com um pouco de calda, dispor os morangos cortados ao meio, na vertical, bem junto do aro. Espalhar os restantes morangos, cortados em pedaços pequenos, pela massa. De seguida verter o creme mousseline, tendo atenção para que cubra bem os morangos e o espaço entre eles. Colocar o segundo disco da massa por cima e voltar a pincelar com um pouco de calda. Finalizar com o disco de massapão. Levar ao frio de um dia para o outro.
Para servir, passar o bico da faca com cuidado pelo aro de forma a soltar a massa, e retirar o aro delicadamente. Decorar a gosto com morangos, outros frutos vermelhos e hortelã, ou outra decoração a gosto.

Nota: optei por fazer o bolo maior e cortar posteriormente com o aro, de forma a garantir que a massa ficasse bem justa ao aro e não corresse o risco de "mingar", o que poderia dificultar bastante a montagem.




03/06/16

Blondie de Feijão Branco e Cenoura












































Os bolos saudáveis tem marcado forte presença por cá. As experiências vão surgindo em reação à conjugação de alguns factores e como resposta a necessidades várias.

Este mês coincidiu com a vontade da Carla em explorarmos e apresentarmos uma proposta de bolo sem açucares, sem gluten e sem lácteos, para rubrica semanal Inspirar & Nutrir, do seu site Nutrição Feminina.

Como alternativa aos doces tradicionais, podemos explorar versões consideravelmente mais benéficas para o corpo, sem comprometer o sabor.
Em relação à textura, o facto de ser um blondie (que para os mais distraídos é uma espécie de "brownie loiro") recebe a densidade do feijão na perfeição. Naturalmente que com os ingredientes usados obtemos uma massa densa mas simultaneamente leve. O feijão confere alguma densidade mas a cenoura e o côco dão leveza e muita frescura, juntamente com a lima.
Nesta versão continua presente o intuito de conferir bastante aporte proteico ao produto final, para o que recorri ao feijão branco, depois de ter ficado bastante indecisa entre este e o grão de bico. Concluo que correu muito bem assim.

Eu, que me confesso apaixonada por bolos densos, admito que a frescura desta massa me convenceu por completo. É intensa e altamente aromática. Calhando ser perfeita para um fim de treino onde que o calor já se começa a fazer sentir. 

As provadoras oficiais destas opções são sempre as mesmas e, mais uma vez, aprovaram estes quadradinhos-maravilha, cuja simplicidade de execução não permite desculpas para não experimentar.







































BLONDIE DE FEIJÃO BRANCO E CENOURA

Ingredientes
(10-12 doses)

300 gr de feijão branco cozido
1 cenoura, média, crua e ralada finamente
2 ovos
6-7 tâmaras medjool jumbo
3 colheres (sopa) de côco ralado
2 colheres (sopa) de óleo de côco
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1 colher (café) de extracto de limão (opcional)
Raspa de 1 lima
1 pitada de sal
1 colher (sobremesa) de fermento
1/2 chávena de amêndoa palitada 
1/2 colher (sopa) de sementes de sésamo
 
Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma quadrada (20x20cm) e forrar com papel vegetal também ligeiramente untado.

Colocar as tâmaras, sem caroço, em água morna cerca de 30 minutos. Passado este tempo, escorre-las bem e leva-las a triturar até ficarem desfeitas num preparado uniforme. 
Retirar o feijão da lata, passar por água e deixar a escorrer bem.
Colocar o feijão na trituradora e processar até estar bem desfeito. Acrescentar os ovos, o côco, a amêndoa ralada, a cenoura ralada, o óleo de côco derretido, o extracto de limão, a raspa de lima, e o sal e triturar até estar tudo perfeitamente envolvido num preparado homogéneo. É suposto ficar ligeiramente líquido.
Acrescentar o fermento e envolver rapidamente na massa.
Verter o preparado na forma, distribuir a amêndoa laminada e as sementes de sésamo por cima e levar ao forno cerca de 20-25 minutos.
Verificar com um palito se a massa está cozida e retirar do forno.
Deixar arrefecer, retirar o papel vegetal delicadamente, cortar em quadrados e servir.

Nota: a massa é densa mas delicada, pelo que é aconselhável algum cuidado a manuseá-la.
Nota_1: para uma opção vegan substituir os ovos por "ovos" de linhaça. Podem ver aqui como fazer.








23/05/16

Brownie de Feijão Preto




Fui desafiada pelas meninas com quem há 3 anos partilho horas duras, suadas, normalmente sujas e por vezes bem difíceis (mesmo quando os treinos são fraquiiiinhos!), a pensar em receitas saudáveis e potenciadoras de melhores resultados nos treinos (isso!). Propostas fit, ricas em proteína e fornecedoras de energia... Quereriam elas dizer.
Eu digo que o que nos apetece mesmo é um docinho guiltyfree depois de um bom treininho. Se nos ajuda a ter ou repor energias é, neste caso e neste grupo, um bocadinho indiferente. E ainda bem.

As trufas energéticas são algo que habitualmente faço, mas tinha em mente experimentar brownie de feijão preto, pelo facto deste ingrediente ser uma excelente fonte de proteína vegetal.
Lá pesquisei algumas opções existentes e adaptei para o que me pareceu melhor se equilibrar entre o saudável e o agradável. O resultado foi a junção desta receita com esta.

A textura natural do brownie, já de si densa, não deveria tornar-se demasiado farinhenta e excessivamente pastosa. Lá comecei então a experimentar e há 2ª tentativa a coisa saiu bem ao gosto.
Usei feijão de lata mas não imaginava que a marca fosse um aspecto que influenciasse tanto, interferindo no sabor e textura da massa. O da Compal foi o que, dada a sua neutralidade de sabor, melhor se adequou a esta solução doce, conferindo um excelente resultado.
Não tem açúcar nem farinha e apenas usei amendoim salgado frito em mel para dar um pequeno toque crocante.

Preparar este bolo é realmente do mais simples que pode haver. Toca a meter tudo na trituradora e já está! Forno, e 20-25 minutos depois está feito. 
A sua densidade é compacta mas algo frágil. Vai bem à mão mas com um garfinho é perfeito.

As minhas companheiras de luta provaram e aprovaram, logo, acho que podem confiar que é realmente uma fit-maravilha!







































BROWNIE DE FEIJÃO PRETO

Ingredientes
(10-12 doses)

400 gr de feijão preto cozido (1 lata pequena)
2 ovos
3 colheres (sopa) de mel (boa qualidade)
2 colheres (sopa) bem cheias de cacau crú em pó
2 colheres (sopa) de óleo de côco
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de gengibre em pó
1 pitada de sal
1 colher (sobremesa) de fermento
1/2 chávena de amendoim salgado frito em mel, grosseiramente triturado
2 colheres (sopa) de pepitas de chocolate 70% cacau (opcional) 

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma quadrada (20x20cm) e forrar com papel vegetal também ligeiramente untado.
Retirar o feijão da lata, passar por água e deixar a escorrer bem.
Colocar o feijão na trituradora e processar até estar bem desfeito. Acrescentar os ovos, o mel, o cacau, a amêndoa ralada, o óleo de côco derretido, o extracto de baunilha, o sal, a canela e o gengibre e triturar até estar tudo perfeitamente envolvido num preparado homogéneo. É suposto ficar ligeiramente liquido.
Acrescentar o fermento e envolver rapidamente na massa.
Verter o preparado na forma, distribuir o amendoim por cima e levar ao forno cerca de 20-25 minutos.
Verificar com um palito se a massa está cozida e retirar do forno.
Deixar arrefecer, retirar o papel vegetal delicadamente, cortar em quadrados e servir.

Nota: a massa é densa mas delicada, pelo que é aconselhável algum cuidado a manuseá-la.
Nota_1: para uma opção vegan substituir os ovos por "ovos" de linhaça, a executar de acordo com a indicação da receita original. 




15/01/16

Bundt Cake de Tangerina e Pistáchio




A tangerina, juntamente com a lima, é dos citrinos cujo delicioso e fresco aroma mais me agradam.
Felizmente tenho a sorte de, sempre que é a sua época, receber baldes e sacas de tangerina diretamente das árvores dos meus pais.
Curiosamente agora temos uma nova espécie, que é um cruzamento entre tangerina e limão. Resultado, eventualmente, da proximidade entre as árvores de fruto, ou enxertos ainda feitos pelo meu pai, vão nascendo uns interessantes elementos híbridos.

Este ano estão particularmente sumarentas. Cheias de caroços também. Talvez por isso tem dado sumos deliciosos que o pequeno adora.

Este bolo foi daqueles que surgiu num domingo como outro qualquer. Sem grande planeamento ou preparativo, e igualmente desapareceu, com pouco tempo para acomodações.
É um bolo simples, com uma textura soltinha, perfeita, e um sabor divinal, com aromas e texturas que me dizem muito. Curiosamente, até quem não aprecia o sabor da raspa cítrica na massa, o devorou sem queixas. Como tal, foi para a lista de receitas a não esquecer.

Perfeito para tirar partido da fruta da época e deixar um fantástico cheirinho pela casa em domingos de chuva. Perfeito também para voltar às minhas formas de Bundt que, sinceramente, me deixam saudade.
Bom lanche e bom Inverno! 








































BUNDT CAKE DE TANGERINA E PISTÁCHIO

Ingredientes
(10-12 fatias)

4 ovos, médios
120 gr de açúcar amarelo
1 colher (sopa) bem cheia de mel
100 ml de óleo de girassol
3 colheres (sopa) de côco ralado
3 colheres (sopa) de amêndoa ralada
80 gr de pistáchio, tostado e grosseiramente triturado
2 tangerinas médias, sumo e raspa
150 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
1 pitada de sal
Açúcar em pó para polvilhar (opcional)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma de bundt. Reservar.
Bater os ovos com o açúcar e o mel durante cerca de 5 minutos. Acrescentar o óleo, o sumo e a raspa de tangerina e bater mais um pouco. Peneirar a farinha com o fermento e juntar o côco, amêndoa e sal. Juntar à massa e bater levemente, com a batedeira no mínimo, só até ficar envolvido.
Acrescentar o pistáchio e envolver apenas.
Verter o preparado na forma e levar ao forno cerca de 30-35 minutos.
Verificar a cozedura com um palito e retirar do forno.
Deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar.
Polvilhar com açúcar em pó e servir.