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16/12/16

Salame de Côco e Granola










































Salame em tempos de Detox.
É neste delicado contexto, e quase em véspera de Natal, que surge esta versão de um doce tão comum entre nós e tradicionalmente carregado de calorias, daquelas que tanto gostamos.

Numa fase, pré-natalícia, em que me dispus a cumprir 30 dias sem alguns ingredientes específicos, bem familiares ao meu organismo, surgiu a vontade de comer um denso e saboroso rolinho de chocolate. Adaptando, para o efeito, esta receita, já de si mais ligeira em relação às versões tradicionais.

Para quem aprecia sabores intensos esta sugestão não podia ter corrido melhor. Pouco doce e bem envolvente, recheada qb, e com o big bónus de ser saudável, veio preencher aquelas pequenas descompensações que naturalmente surgem num contexto destes.
Não possuindo lácteos, soja, trigo ou açúcar, tendo a cevada de malte a garantir o efeito adoçante, este salame passa para um dos lugares de destaque da lista dos doces saudáveis favoritos. 
  
Mostra-se igualmente perfeito para variar das bolachinhas e dos bombons que tanto gostamos de oferecer na época natalícia, destacando-se como uma interessante e deliciosa alternativa aos doces presentes comestíveis. 
De qualquer das formas experimentem e digam-me vocês! 







































SALAME DE CÔCO E GRANOLA 

Ingredientes
(10-12 fatias)

1 colher (sopa) de cevada de malte
80 gr de manteiga de amêndoa, caseira
3 colheres (sopa) de creme de côco 
60 gr de chocolate negro para culinária (92% de cacau), partido em pedaços pequenos
1 colher (sopa) bem cheia de cacau magro em pó
1/2 colher (sopa) de extracto de baunilha
2 colheres (sopa) de lascas de côco tostadas
60 gr de amendoim torrado
60 gr de noz 
30 gr de sultanas douradas 
100 gr de granola caseira

Preparação

Num recipiente juntar os amendoins, grosseiramente partidos, a noz, as sultanas e as lascas de côco e reservar.
Levar o creme de côco a aquecer juntamente com a manteiga de amêndoa e a cevada de malte, em lume brando, mexendo sempre. Quando começar a ferver, retirar do lume e acrescentar o chocolate, mexendo bem até este derreter completamente. Adicionar o cacau e a baunilha, envolver bem e deixar arrefecer muito ligeiramente.
Misturar os frutos secos e a granola no preparado de chocolate e envolver. Ficará uma pasta algo densa. Transferir para cima de um pedaço de papel vegetal e com as mãos moldar uma forma cilíndrica. Apertar bem o papel em forma de rebuçado a fim de compactar bem o salame.
Levar a refrigerar 3-4 horas ou, idealmente, de um dia para o outro.
Antes de servir, fatiar e retirar o papel.
Conservar no frio.

Nota: Usar creme de côco, não leite de côco. 
Nota_1: Os frutos secos podem facilmente ser substituídos e ajustados ao gosto de cada um.



31/10/16

Bolo Moreno com Recheio de Caramelo de Tâmaras e Abóbora










































A forma como nos deixamos contagiar por festividades de outras culturas que, por influência dos media nos invadem a casa e a vida, reflecte-se cada vez mais na panóplia de "celebrações" que enchem o calendário.  

Nunca liguei nada ao Halloween. Para mim sempre foi uma festividade americana que os filmes nos mostravam. Era, apenas e só, um dia em que os miúdos mascarados repetiam, de porta em porta, "trick ou treat". E sempre foi isso, uma coisa de filmes. 

Por cá nunca teve grande impacto. Até que se começaram a ver abóboras e bruxinhas por todo o lado quando chega a meio de Outubro. Até que a criança começa a falar do halloween e a perguntar se se vai mascarar nesse dia. Até que as abóboras se começaram a dispor na banca do supermercado, com uns autocolantes pretos a quererem desenhar o recorte dos olhos e da boca. 

Ainda não chegamos ao ponto de mascarar o miúdo neste dia, mas para evitar queixas lá o marcamos com um bolinho alusivo ao "evento", carregado de abobrinhas, morceguinhos e bruxinhas. Tudo pela felicidade da criança (e também porque adoro abóbora!).

De aculturação em aculturação lá vamos, dando cada vez mais valor ao que é nosso, mas cedendo aqui e ali a favor de mais uns momentos de festa.

Martinha, só por este recheio delicioso o bolinho já merece figurar na tua bela mesa de Outubro. Segue já!

A intensidade deste bolo vem reforçar a ideia, cada vez mais presente em mim, de como é fácil e acessível executar doces onde o açúcar não precisa de entrar. 
Neste caso, específico não entraram o açúcar, os lácteos ou o gluten, e o resultado não podia ter agradado mais. A textura é densa, o sabor delicioso e a conjugação dos vários elementos harmoniosa.
Para um Halloween mais saudável fica esta leve e doce sugestão, cuja componente estética encantou de forma tão inesperada quanto (nada) assustadora.
  








































BOLO MORENO COM RECHEIO DE CARAMELO DE TÂMARAS E ABÓBORA 

Ingredientes
(8-10 doses)

|Massa
3 ovos grandes
150 gr de tâmaras medjool (sem caroço)
2 colheres (sopa) de sultanas douradas
2 maçãs grandes, descascadas
80 ml de óleo de girassol (ou óleo de côco)
50 ml de bebida de sabor a amêndoa
100 gr de farinha de arroz
100 gr de farinha de noz (noz moída)
3 colheres (sopa) de cacau crú
1 colher (sobremesa) de fermento
1 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de gengibre
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal fino

|Recheio
180 gr de abóbora butternut, cortada em cubinhos (peso sem casca)
1 pau de cabela
3 casquinhas de laranja
5 tâmaras medjool (sem caroço)
50 ml de água
Pinhão e noz ligeiramente tostados

|Cobertura
80 gr de chocolate negro (70% de cacau)
100ml de leite de côco
Lascas de côco torradas

Preparação

Começar por preparar o recheio que pode ser feito com antecedência.
Cozer a abóbora em água com um pau de canela e as casquinhas de laranja. Quando estiver cozida, retirar da água e deixar escorrer bem. Retirar o pau de canela e a laranja e reduzir a puré. Reservar.
Numa trituradora ou liquidificador colocar as tâmaras e a água e triturar bem até obter um creme o mais e uniforme possível. Acrescentar o puré (bem escorrido) e levar a lume num tachinho até caramelizar um pouco. Colocar num recipiente hermético e reservar no frio até usar. 
Para o bolo, pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga duas formas de 18cm de diâmetro e forrar o fundo com papel também untado. Reservar.
Hidratar as tâmaras em águas morna durante 30 minutos.
Num recipiente juntar os secos - farinha de arroz, farinha de noz, cacau, fermento, especiarias e sal.
Escorrer bem as tâmaras e colocar na trituradora juntamente com as sultanas, as maçãs raspadas e o óleo. Triturar bem e passar o creme para um recipiente maior.
Bater os ovos e juntar a bebida de amêndoa.
Ir juntando ao creme das tâmaras, aos poucos (1/3 de cada vez) e de forma alternada, os ovos e a mistura de secos. Envolvendo bem até acabar.
Verter metade do preparado em cada forma e levar ao forno cerca de 25-30 minutos, até a massa estar firme.
Retirar do forno deixar arrefecer 10 minutos e desenformar.
Para a cobertura levar o leite de côco a aquecer, quase até ferver, e verte-lo sobre o chocolate partido em pedaços pequenos. Deixar repousar 1 minuto e mexer bem até o chocolate estar totalmente derretido e envolvido no leite de côco.
Para montar o bolo, colocar um dos discos no prato de servir, distribuir uma boa camada de caramelo de tâmaras e abóbora por cima, espalhar as nozes e o pinhão por cima e colocar o segundo disco. Distribuir a cobertura de chocolate por cima e decorar com lascas de côco.
Decorar com motivos alusivos à festividade (ou não) e servir.



07/10/16

Creme de Arroz e Cacau com Crocante de Abóbora










































Sabemos que o Outono chegou em força não só pela mudança de temperatura ou pelas cores que começam a surgir nas árvores, no solo ou no céu, pelos ingredientes e aromas que nos rodeiam por esta altura ou pela enorme e deliciosa vontade de vestir mais quentinho. 
Eu, particularmente, sei que o Outono está aí quando as minhas crises de sinusite despertam e me mostram que está na horinha de me precaver.  
E desta estação que tanto gosto só prescindia mesmo desta chata e incomodativa maleita que todos os anos me consegue deitar abaixo com ridícula facilidade. Curiosamente, apenas no vasto período em que estive grávida e a amamentar não fui afectada por episódios destes.

Incomparavelmente mais agradável é este doce que hoje chega. Inspirado num outro que fiz em tempos, de origem marroquina, e com as devidas adaptações para os sabores e cores da estação.
É um creme bem ligeiro e saudável. Sem açúcar, sem gluten, sem lácteos e sem ovos, tem na textura e sabor bem aromático as suas principais características. A farinha de arroz confere uma leveza agradável e a canela juntamente com o gengibre e a laranja criam aquela envolvência já tão bem conhecida.  

Para a rubrica do "Inspirar & Nutrir" deste mês com o tema "Doces de Colher", pareceu-me uma excelente opção. Sazonal, nutritiva, saciante e cheia de sabor. 
Resolvi adicionar um efeito crocante que abrilhanta e claramente enriquece o doce. A abóbora bem cortadinha e envolvida nos frutos secos e sementes facultam um resultado super interessante. Assim tipo uma granola rápida e mais húmida.

Aproveito e estendo esta proposta à mesa de Outubro da Marta. Porque tem abóbora e porque vale tanto a pena mergulharmos numa tacinha destas sem nenhum tipo de culpa.


Bom Apetite e Bom Outono!









































CREME DE ARROZ E CACAU COM CROCANTE DE ABÓBORA
(Inspirado nesta receita)

Ingredientes 
(5-6 tacinhas)

|Creme
80 gr de farinha de arroz
60 gr de farinha de amêndoa (amêndoas moídas)
600 ml de bebida com sabor a amêndoa
2 colher (sopa) de cacau crú
1/2 colher (sopa) de farinha de alfarroba
50 gr de mel
1 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de gengibre
3 casquinhas de laranja

|Crocante

1 colher (sobremesa) de azeite
2 colheres (sopa) de caju natural, grosseiramente partido
2 colheres (sopa) de amêndoa laminada (com casca)
150 gr de abóbora hokaido, descascada e cortada em cubos pequeninos (1x1cm)
1 colher (sopa) de sementes de abóbora
1 colher (chá) de sementes de sésamo
1/2 colher (sopa) de mel
1 boa pitada de canela

Preparação

Para o crocante: juntar a abóbora, os frutos secos e as sementes e misturar no mel com a canela. Envolver muito bem com as mãos. Numa boa frigideira anti-aderente colocar o azeite e deixar aquecer bem. De seguida acrescentar o preparado dos frutos secos e deixar saltear mexendo sempre, cerca de 4-5 minutos, até ficarem bem dourados e crocantes.
Para o creme: colocar a farinha de arroz, a amêndoa moída e a casca de laranja num tachinho, e aos poucos ir adicionando a bebida de amêndoa, mexendo até dissolver bem. Levar a lume médio até ferver. Colocar no mínimo e mexer continuamente. Acrescentar a farinha de alfarroba e o cacau (previamente peneirados), o mel e as especiarias, mexendo sempre, com o lume no mínimo. Deixar cozinhar até engrossar, cerca de 2 minutos.
Passar o creme por um coador/passador, para suprimir possíveis grumos e retirar as cascas de laranja. Colocar em tacinhas/copinhos, deixar arrefecer e levar ao frio.
Antes de servir distribuir o crocante de abóbora por cima a gosto. 


Nota: Para uma opção Vegan, usar tâmaras como alternativa ao mel.
Colocar as tâmaras descaroçadas (8-10 normais ou 5-6 medjool) de molho em água morna durante cerca de 30-40 minutos Escorre-las e levar a triturar até obter um creme o mais uniforme possível. Usar em substituição do mel.




09/09/16

Cookies de Abacate, Amêndoa e Cacau










































As bolachas nunca foram o meu forte. Sempre fui muito mais de massas de bolos e bolinhos, tartes, trufas e afins.  
Além de apreciar poucos tipos de bolachas, confesso que também não me dá particular prazer fazê-las. Adoro cozinhar e acho que estas curiosidades que não se explicam. Tenho duas ou três receitas base que sei que funcionam e raramente fujo disso. Por vezes aparece uma receita que me chama mesmo a atenção e lá vou eu para a cozinha, saber se dominarei aquela massa ou se é ela que me vai dominar a mim.

Para esta receita específica, pensada no âmbito da parceira com a Carla, para a rubrica "Inspirar & Nutrir", fiz alguma pesquisa. Já tinha visto várias opções de bolachas mais saudáveis com poucos ingredientes que aparentemente funcionavam bem em termos de consistência de massa, que é sempre a minha principal preocupação nestes casos.
Ora, dentro dos parâmetros necessário lá fui juntando os alimentos e sabores que me agradam, a fim de promoverem um resultado bom em termo de sabor e textura.

O abacate, ingrediente que continua a ser alvo de habituação por cá, funciona muito bem com o cacau. Posto isto, resolvi juntar a amêndoa que adoro, acrescentar os restantes componentes capazes de criar uma massa funcional, e juntar tudo na esperança que resultasse. 
Pois resultou! Numas cookies bem intensas visualmente e muito interessantes em termos de sabor. Com a vantagem de darem saúde e forma a lanches do bem, que as nossas crianças terão todo o prazer em levar na lancheira neste regresso às aulas. Facílimas de fazer e saudáveis? Excelente!

Feliz regresso, meninos!





COOKIES DE ABACATE, AMÊNDOA E CACAU

Ingredientes
(7-8 cookies)

1 abacate, médio e maduro
1,5 colher (sopa) de mel
1 ovo, médio
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1 colher (sopa) de farinha de côco
2 colheres (sopa) de cacau magro em pó
1 colher (café) de canela
1 pitada de gengibre
1 pitada de sal marinho
2 colheres (sopa) de pepitas de chocolate ou chocolate em barra picado (70% de cacau)

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal. Reservar.
Retirar a casca e o caroço ao abacate e coloca-lo numa trituradora ou processador. Juntar o mel e triturar muito bem até obter um preparado o mais cremoso possível.
Acrescentar os restantes ingredientes, à excepção das pepitas de chocolate, e triturar mais um pouco até estar tudo envolvido. Retirar para um recipiente e envolver o chocolate.
Com uma colher de sopa verter pedaços de massa ligeiramente espaçadas entre si, formando as cookies. A massa fica ligeiramente fluída mas "segura-se" bem. Colocar um pouco mais de chocolate por cima de cada bolacha, e levar ao forno cerca de 10-12 minutos até a massa estar cozida mas ainda pouco resistente ao toque, isto é, ao pressionar a massa com o dedo esta deve ceder um pouco.
Retirar do forno, deixar arrefecer completamente e conservar em recipiente hermético.

Nota: Não é suposto as cookies ficarem duras ou crocantes;
Nota_1: São melhores completamente frias.





01/07/16

Gelado de Mousse de Abacate com Morango








































O ano passado os gelados caseiros praticamente me passaram ao lado. Fiz apenas alguns básicos de fruta e iogurte para o miúdo mas, por falta de disponibilidade, não consegui ir muito mais além disso.

Não querendo este ano repetir o descuido, uma vez que adoro gelados e fazê-los em casa é especialmente bom e feliz, abro o mês de Julho da rubrica "Inspirar & Nutrir", do site de Nutrição Feminina da Dra. Carla Fernandes, com uma proposta de Gelados Saudáveis.

Gosto da possibilidade de podermos escolher mais do que um sabor e transpus essa opção para a proposta que se segue.
Sabendo que os ingredientes saudáveis, a ausência de açúcares, lácteos, gorduras processadas e gluten são pontos mais do que assentes quando pensamos estas receitas, optei por conjugar um sabor clássico que adoro, o morango, com um creme que costumo fazer em formato "doce de colher" (podem ver aqui), usando na maioria das vezes a banana, para chegar a este resultado duo. Substituí por abacate pois acrescenta saúde extra à "coisa" e confere maior leveza ao preparado.

O contraste de sabores e texturas é o que mais sobressai quando os saboreamos. A mousse de abacate é mais densa, intensa e cremosa, ao passo que a parte de morango apresenta a doçura ácida e sabor algo estridente próprios deste fruto. A granola vem conferir alguma textura ao conjunto.

São gelados bem simples de executar, garantindo algum equilíbrio ao nosso corpo e balança, numa época em que só apetecem destas coisinhas frescas.







































GELADO DE MOUSSE DE ABACATE COM MORANGO 

Ingredientes
(5-6 gelados)

|Mousse de abacate
4-5 tâmaras medjool jumbo
1 abacate, descascado e cortado em pedaços
2 colheres (sopa) de cacau
1,5 colher (sopa) de pasta de avelã
1 pitada de sal
Sumo de lima

|Morango
8 morangos grandes, maduros e congelados 
1 colher (sopa) de mel (convém estar bem líquido)
2 colheres (sopa) de creme de côco
Sumo e raspa de lima

Granola (opcional)

Preparação

Começar por demolhar as tâmaras (sem caroço) em água morna por 30-45 minutos.
Retira-las da água, escorrer bem e leva-las a triturar num processador até se encontrarem bem desfeitas, num creme o mais homogéneo possível.
Acrescentar os restantes ingredientes e triturar muito bem até ficar o mais cremoso e uniforme possível. 
Levar os morangos a triturar muito bem (pode demorar uns minutos se for num processador mais básico como o meu). Quando estiverem bem cremosos acrescentar os restantes ingredientes e triturar um pouco mais.
Começar por colocar mousse de abacate em metade da forma de gelado, salpicar com granola, e encher o restante com gelado de morango. Repetir o procedimento em todos os gelados. 
Colocar um pauzinho em cada um deles e levar ao congelador 5-6 horas ou idealmente de um dia para o outro.

Nota: o seu aspecto algo rústico deve-se ao facto do meu creme ter ficado um pouco espesso demais, pelo que, as quantidades da receita já estão ajustadas para o tornar ligeiramente mais fluído.




20/06/16

Black Florest Cake










































A cereja, bem fresca, carnuda e vermelhinha, aos pares ou sozinha, traz o tema para a 6ª edição do projecto Sweet WorldMas não vem só. Vem antes na melhor das companhias. 
Quando se pensa em doces de mundo famosos e se fala neste fruto tão bonito e amado, o que nos ocorre de imediato? O Black Florest Cake, ou Bolo Floresta Negra, obviamente. 
Um dos mais famosos bolos de chocolate do mundo, de origem alemã (ainda que existam alguns rumores que possa ter vindo da Suiça) e de seu verdadeiro nome Schwarzwälder Kirschtorte, que significa "bolo de cereja floresta negra"mostra-se perfeito para celebrar um dos grandes frutos desta época, resgatando o chocolate que já vai fazendo falta no desafio.

Nesta perfeita conjugação encontramos um bolo de massa de cacau que deverá ser envolvido em Kirschwasser, um licor de cereja negra, estruturado em camadas, recheado com chantili e cerejas, coberto igualmente com chantili e decorado com raspas de chocolate e cerejas.
Ainda que em alguns países a apropriação desta iguaria faça com que não inclua o kirsch, na Alemanha só é comercializado com o seu nome original se incluir esta bebida alcoólica. É portanto um elemento essencial à manutenção da natureza original do doce. Diz a tradição que o licor se assuma perfeitamente e o seu toque espirituoso se faça sentir devidamente quando saboreamos o bolo. Não se mostra, de todo, uma sobremesa indicada para crianças.

Lê-se que a inspiração para o seu nome veio das misteriosas florestas do sudoeste alemão, assim como também se lê que os seus ingredientes surgiram inspirados pelas cores e formas dos trajes tradicionais das mulheres solteiras.
O que é certo é que independentemente das suas fontes de inspiração, o chocolate, o chantili, o licor e as cerejas, originam uma formula quase mágica que faz sucesso em todo o mundo, materializando um dos bolos mais conceituados de sempre.
Ainda que sem confirmação oficial acredita-se que esta iguaria tenha sido inventada em 1915 pelas mãos do pasteleiro Josef Keller. 






































Não sendo o tema mais inovador no contexto deste nosso desafio, na medida em que, mesmo quem nunca o fez seguramente já ouvir falar dele, não deixa de ser com toda certeza igualmente desafiante, se o encararmos e quisermos executar de forma fiel à sua essência. E só respeitando alguns pontos chaves se mostra possível executa-lo e prova-lo sabendo que é suposto parecer e saber daquela exacta maneira. Aqui reside o objectivo central do desafio.

É efectivamente um bolo fácil de executar, sem grandes truques ou segredos. A massa deverá ficar fôfa, bem parecida com pão de ló de chocolate, que será depois humedecida pelo licor. O recheio e cobertura são em chantili com as cerejas a dar aquele toque especial. As raspas de chocolate conferem o duplo efeito, crocante e decorativo, que tão bem finaliza a composição.
Confesso que adoro vê-los naked mas neste caso a cobertura foi total como manda a tradição. Apenas fugi ao preenchimento das laterais do bolo com raspa de chocolate, como originalmente deve ser.
Verificando em mais do que uma fonte que apenas a camada inferior de recheio levava cereja, ainda que a maioria das versões a inclua em todas as camadas, optei por fazer desta forma.

Não é nem é suposto ser um bolo muito doce, mas antes, uma iguaria de sabores intensos e forte personalidade, com o aroma do licor em grande destaque, com bastante frescura conferida pelas natas e um toque frutado ácido que só as cerejas podem garantir.
É, peremptoriamente, um bolo para adultos que não se importam de ficar ligeiramente tontos depois de alimentarem a alma com duas ou três fatias desta maravilha (dizem os alemães). 
Para animar os serões de Verão que estão aí à porta, quem se atreve? 

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução do clássico Floresta Negra, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 20 de Julho para nos apresentarem o vosso Black Florest Cake, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Julho, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 6ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Julho.

Vamos lá e Guten Appetit!







































BLACK FLOREST CAKE (Bolo Floresta Negra)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa (adaptada daqui)
5 ovos médios
100 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
40 gr de cacau
100 gr de farinha (sem fermento)
1 colher (café) de fermento
25 gr de amido de milho
1 pitadinha de canela

|Recheio, Cobertura e Decoração
200-250 gr de cerejas frescas
75 ml de Kirsch (usei Ginginha)
600 ml de natas para bater (colocar no congelador 10 minutos antes de bater)
150 gr de açúcar em pó
120 gr de chocolate para culinária (70% cacau)

Preparação

Começar por descaroçar as cerejas (reservando algumas inteiras para a decoração), envolve-las no licor e deixa-las a macerar durante a noite.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar duas forma de 20 cm de diâmetro com manteiga, forrar o fundo com um disco de papel vegetal e voltar a untar. Reservar.
Levar os ovos a bater com o açúcar e o extracto de baunilha cerca de 5 minutos até a massa fica esbranquiçada e bem fôfa.
Peneirar os secos - farinha, amido de milho, cacau, fermento e canela - para um recipiente.
Aos poucos ir juntando ao preparado anterior, envolvendo delicadamente até terminar.
Verter metade do preparado em cada forma e levar ao lume cerca de 20-25 minutos até a massa estar cozida e firme. Retirar do lume, deixar arrefecer e desenformar. (não é suposto crescer muito).
Quando a massa estiver fria cortar em dois discos iguais, fazendo quatro elementos de massa.
Bater as natas até estarem bem firmes e adicionar de seguido o açúcar em pó batendo um pouco mais.
Para as lascas de chocolate, partir o chocolate em pedaços pequenos e levar a derreter em banho maria. Quando estiver perfeitamente liquido, espalhar sobre uma folha de papel vegetal e com a ajuda de uma espátula espalha-lo bem, enrolando de seguida a folha, formando um canudo. Levar ao frio e quando estiver completamente duro abrir a folha. O chocolate vai-se partindo em pedaços de várias formas e tamanhos. Usar a gosto. 

Montagem: colocar o primeiro disco de massa no prato de servir, pincelar generosamente com o licor de cerejas, barrar com uma boa generosa de chantili e espalhar as cerejas maceradas por cima. Colocar o segundo disco,voltar a pincelar bem com licor e espalhar chantili. Repetir até ao último disco de bolo. Para terminar barrar o bolo todo - laterais e topo - com chantili. Decorar a gosto com lascas e/ou raspas de chocolate e cerejas.
Conservar no frio e servir fresco.

Nota: pesquisei e analisei várias receitas, chegando a esta versão ligeiramente simplificada, mas conservando os ingredientes essenciais e pontos chaves do doce original.
Nota_1: achei a massa um pouco seca e senti que devia ter usado mais licor para a humedecer. Por um lado melhorava a sua textura, por outro conferia-lhe o sabor à bebida que é suposto ser bem pronunciado. Portanto, não tenham medo de encharcar bem a massa.
Nota_2: considerando o papel do chantili neste bolo é essencial que as natas estejam mesmo firmes antes de aplicar. Não esquecer de as colocar no congelador 10 minutos antes de bater e usar uma marca que não falhe (para este efeito, por aqui é sempre Agros).