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03/02/16

Creme de Batata Doce Assada com Pesto de Rúcula




Este creme cimenta definitivamente a minha relação com a batata doce. 
Desde que comecei a assa-la que me comecei igualmente a apaixonar, já que sempre foi um tubérculo que me causou alguma estranheza.
Inicialmente usava-a apenas em doces e aos poucos fui-me rendendo ao seu sabor e textura.

O sabor doce do creme contrasta na perfeição com a ligeira agressividade da rúcula, aqui transformada em pesto. Tudo bem misturado resultou numa bela sinfonia.

Nada melhor para animar estes dias mais escuros do que um quentinho e saboroso creme, feito em dia de chuva, mas com evidentes toques de Primavera. 

Acompanham-me?







































CREME DE BATATA DOCE ASSADA COM PESTO DE RÚCULA

Ingredientes
(4-6 doses)

|Creme
3 batatas doces de polpa laranja, médias
2 dentes de alho, médios
1 cebola, média
1/2 talo de alho francês
1 curgete, média
1,2 L de caldo de legumes (ou água)
1 colheres (sopa) de parmesão ralado
Sal
Pimentão doce fumado

|Pesto
80 gr de rúcula
5 folhas de mangericão fresco
1 dente de alho, médio
80 gr de avelã tostada
50 gr de queijo parmesão
Azeite
Sal
Sumo de limão

Croutons de alho e ervas e pinhões tostados para decorar/acompanhar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Embrulhar a batata doce (com pele) em papel de alumínio e levar ao forno, cerca de 30-35 minutos, ou até a polpa da batata estar mole e perfeitamente assada.
Enquanto a batata doce assa, faz-se o pesto. Colocar na trituradora ou processador, o alho, a rúcula, a avelã e o parmesão e triturar bem até o fruto seco estar bem moído e se obter uma pasta homogénea. De seguida acrescentar um pouco de sumo de limão, uma pitadinha de sal e ir adicionando azeite a gosto, até se conseguir a fluidez pretendida. Rectificar temperos e conservar em recipiente hermético.
Retirar a batata doce do forno, abri-la ao meio no sentido do comprimento e retirar a polpa com uma colher. Rejeitar a pele. 
Levar ao lume num tachinho, um fio de azeite, os alhos laminados, a cebola picada e o alho francês em rodelas. Deixar amolecer ligeiramente e acrescentar a curgete descascada e em pedaços pequenos. De seguida adicionar o caldo de legumes, uma boa pitada de sal e outra de pimentão doce, e deixar cozinhar cerca de 15-20 minutos até se verificar que os legumes estão cozidos. Acrescentar a polpa de batata e o parmesão e deixar cozinhar mais 2-3 minutos.
De seguida triturar tudo muito bem até obter um creme homogéneo. Se tiver demasiado espesso acrescentar mais caldo de legumes ou água.
Servir o creme com um pouco de pesto, croutons e pinhões tostados.






20/01/16

Burek de Boas Vindas




Foi a talentosa Isidora Popovic que me deu a conhecer o Burek, um prato que é tradição em alguns países de leste, no seu livro "Iguarias da Popina".
A partir daí já fiz alguns. Gosto da sua versatilidade, do efeito visual conseguido e claro, do facto de termos um bom recheio embrulhadinho em massa filo, que adoro.
Não é difícil de moldar a "coisa", mas é importante alguma contenção na quantidade de recheio colocada, pois a fragilidade da massa, humedecida pelo recheio, faz com que rasgue facilmente ao ser enrolada.

Este burek foi a "embalagem" perfeita para aproveitar o perú assado que sobrou do almoço da passagem de ano. Já que a minha mãe o assa de forma divinal, bastou tritura-lo e junta-lo aos ingredientes de ligação necessários, sem necessidade de acrescentar grandes temperos, e rechear a massa. 
Neste caso não adicionei legumes para agradar a todos, mas uns bons espinafres ficariam perfeitos ali no meio.

Foi um prato de boas vindas ao novo ano, quando ainda estávamos todos por casa, em modo mini-férias e em campanha de mentalização do regresso à realidade. 
Que 2016 goste muito de burek e nos traga paz, tranquilidade e saúde. Pois o resto arranja-se.
Feliz Ano! 






































BUREK DE BOAS VINDAS

Ingredientes
(6-8 doses)

12 folhas de massa filo, grandes
Azeite
300 gr de carne de perú assada (coxa), limpa de ossos e peles
1 cebola, grande
1 dente de alho, médio
Pimentão doce fumado
Pimenta preta
2 ovos médios, batidos
2 iogurtes gregos, naturais
4 queijos frescos, pequenos
80 gr de queijo feta
1 colher (sopa) de salsa fresca
1/2 colher (sopa) de tomilho fresco
2 colheres (sopa) de pinhões tostados
Sementes de sésamo preto

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Começar por picar a cebola e esmagar o alho e leva-los a refogar numa frigideira com um fio ligeiro de azeite, até que amoleçam sem escurecerem. Acrescentar de seguida a carne, grosseiramente picada, e envolver bem. Temperar com o pimentão doce e a pimenta e deixar cozinhar 3 a 4 minutos, o suficiente para que a carne se envolva bem nos novos ingredientes.
Misturar os ovos batidos, com o iogurte, os queijos frescos esmagados e o queijo feta desfeito. Envolver tudo muito bem, acrescentar a salsa e o tomilho bem picados e os pinhões.
Adicionar a carne a este preparado e envolver tudo. Reservar.  
Abrir a massa filo na bancada e colocar três folhas seguidas, lado a lado, sobrepondo-se cerca de 2 cm. A ideia é conseguir uma folha bem comprida. Pincelar as folhas com azeite e colocar novas folhas por cima. Repetir este processo até ter 4 camadas de folhas.
Espalhar o recheio pelas folhas, deixando uma margem de massa livre a toda a volta.
Começar a enrolar numa das pontas, muito delicadamente até obter um rolo comprido. De seguida começar a enrolar o rolo sobre si mesmo, criando o efeito caracol ou espiral. Aqui é essencial ter muito cuidado pois facilmente a massa "rasga". Ter atenção de pressionar a massa nas pontas do rolo, para conter o recheio e não permitir que comece a sair.
Depois do caracol feito, transferi-lo para um recipiente de forno - forma ou prato - previamente untado com azeite.
Se existirem pequenos rasgões, usar pedacinhos de massa para os tapar, tipo remendo. Com a cozedura eles agarram à massa do rolo sem problemas. 
Pincelar o burek com azeite e polvilhar com as sementes de sésamo.
Levar ao forno cerca de 30-35 minutos, até a massa estar douradinha. Se começar a queimar demasiado proteger com papel de alumínio.
Retirar do forno e servir quente acompanhado de uma boa salada.

Nota: se quiserem incrementar um pouco mais, sugiro a inclusão de espinafres, bem laminados, a juntar ao refogado inicial. Além de ficar mais bonito com um toque verdinho, fica certamente delicioso.








13/10/15

Feijoada de Legumes com Coentros e Pinhões




A proposta de hoje combina dois aspetos essenciais à nossa feliz existência. Enquadram-se naqueles parâmetros que normalmente estabelecemos como principais e fundamentais na nossa vida.
Falo da saúde e do prazer. A saúde, que se quer sempre boa, a melhor possível, pois sem ela nada feito. E o prazer que nos preenche a alma e sem ele nada fazia sentido.
 
"E tanta conversa para chegar a uma feijoada?", pensarão. A realidade é que este prato surge porque o meu organismo sempre acusou carência de ferro e, nas fases em que preciso de andar mais atenta a esse aspecto, tento insistir em pratos que me forneçam os nutrientes em falta, mas que em simultâneo me deem prazer, tanto a executar como a saborear.
Como cada vez mais aprecio consumir alimentos de origem vegetal em detrimento dos de origem animal, já há uns anos que a couve galega, o espinafre, o agrião ou as várias leguminosas se sobrepuseram à carne vermelha mal passada (que continuo a adorar mas cada vez consumo menos) ou ao fígado e demais miúdos, por exemplo.
É sabido que para potenciar a absorção de ferro presente nos legumes se deve consumir alimentos ricos em Vitamina C, em simultâneo. Portanto depois desta bela tijela o ideal é acabar a refeição com uns kiwis docinhos, ou mesmo acompanha-la com um sumo de laranja.
Assim como é aconselhável inibir o consumo de produtos ricos em cálcio, pois dificultam a absorção deste mineral.

Como em quase tudo, o ideal é mesmo o equilíbrio que deve ser encontrado sempre. Posto isto, concluo que o melhor é agarrar numa taça destas, cheia de saúdinha da boa e muito sabor, e nem pensar muito mais. 
 













 
FEIJOADA DE LEGUMES COM COENTROS E PINHÕES

Ingredientes
(3-4 pessoas)

2 dentes de alho
1 cebola
1 alho francês
1 curgete média
200 gr de abóbora
100 gr de espinafre 
300 gr (1 lata grande) de feijão preto cozido
60 gr (1 molhinho) de coentros frescos
2 folhas de louro
Azeite
Sal 
1/2 copo de caldo de legumes ou água
1 colher (café) de sementes de cominhos
1 boa pitada de pimenta
1 boa pitada de açafrão
1/2 colher (café) de gengibre 
3 colheres (sopa) de pinhões tostados
Croutons ou pão duro para tostar

Preparação

Começar por preparar os legumes. Picar a cebola, cortar o alho francês em rodelas, cortar a curgete (mantendo a pele) e a abóbora em cubos pequenos e o espinafre em tiras finas. Reservar.
Numa frigideira antiaderente levar um fio de azeite a aquecer. Acrescentar a cebola, o alho francês e as folhas de louro partidas ao meio. Deixar começar a libertar sucos e acrescentar o alho esmagado e as sementes de cominhos, mexendo sempre.
Quando a cebola e o alho francês estiverem ligeiramente amolecidos, cerca de 3-4 minutos, acrescentar a curgete, a abóbora e os coentros (reservando um pouco para picar no fim). Temperar com sal, pimenta, gengibre, açafrão e cominhos e deixar refogar 2-3 minutos.  
Adicionar de seguida o feijão e o caldo de legumes ou água. Acrescentar os espinafres e deixar cozinhar até os legumes estarem devidamente cozidos sem que de desfaçam demais. Se necessário acrescentar mais um pouco de caldo de legumes ou água.
Voltar a retificar temperos e retirar do lume.
Servir com croutons, pinhões tostados e coentros grosseiramente picados.

Nota: Em alternativa aos coentros temos a salsa, muito rica em ferro, e que reúne maior unanimidade de gostos.





01/10/15

Bolo de Marmelo, Pinhão e Especiarias



 
Cada estação, um encanto especial e único.

Gosto do sol e do calor. Gosto da praia, da roupinha fresca e arejada, dos dias compridos e super iluminados, de usufruir mais do dia, de puder fazer mais coisas e estar muito com quem gostamos. 
Adoro o Verão. Mas desde miúda que tenho uma relação mais próxima e afetuosa com as estações frias e molhadas. Lembro-me de, na escola, gostar muito mais dos dias cinzentos e chuvosos, de andar com várias camadas de roupa, enfiar golas altas e cachecóis por cima, por as botas e chapinhar nas poças de água até não poder mais (ou até ficar com a pele toda enrugadinha!).

Hoje, o encanto pelas estações frias reflete-se também e bastante na comida. Adoro os ingredientes que o Outono nos dá.
As suas cores, que só por acaso são as minhas, os seus aromas e texturas intensas, dão-me um entusiasmo único!

O desafio deste mês do "Dia Um... Na Cozinha" propõe-nos algo que simplesmente faz parte de quase todas as semanas dos meus Outonos dos últimos anos: fazer bolinhos bem quentes, dourados e intensos para acompanhar com um bom chá.
Para esta proposta usei um fruto da época que só havia testado nesta Tarte Tatin. O Marmelo. Sendo um fruto muito presente na nossa cultura gastronómica na forma da típica Marmelada, confesso que, não me sendo muito familiar, gostei bastante de o conhecer melhor.

O aspecto final, afastando-se um pouco do que esperava em termos de exterior, superou os parâmetros da intensidade, sabor, cor e textura, fazendo-se assim merecedor de participar no desfile desta edição.
É um bolinho bem forte e marcante, cheio de aromas, denso e texturado, tanto ao nível da massa como da cobertura. 
Tem ainda a vantagem, pelos ingredientes que leva, de não necessitar de muito açúcar e ser favorecido por este tom quente e outonal que adoro.
O toque final do caramelo de canela surge como opcional, e brinde para os mais gulosos, pois embora fique excelente, pode perfeitamente ser suprimido.
 
Prontíssimo para dar a saborear a intensidade do Outono.
 






































BOLO DE MARMELO, PINHÃO E ESPECIARIAS
 
Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
4 ovos, médios
85 gr de açúcar amarelo
1 iogurte grego natural açucarado
60 ml de óleo
20 ml de azeite
100 gr de farinha
1 colher (sopa) bem cheia de farinha de alfarroba
1 colher (sobremesa) de fermento
1 pitadinha de sal
5 especiarias (misturar 1/2 colher de café de cada uma das seguintes especiarias: canela, gengibre, noz moscada e cravinho + pitada ligeira de pimenta cayena)
1 marmelo médio
1 colher (sopa) de mel
1 colher (sopa) de água
3 colheres (sopa) de pinhão
4 damascos, secos

|Crumble/Cobertura
3 colheres (sopa) de açúcar mascavado
1 colher (sobremesa) de farinha de alfarroba
2,5 colheres (sopa) de farinha
1,5 colher (sopa) de manteiga, fria em pedaços pequenos
1 boa pitada de canela
Amêndoa laminada
Pinhões
 
|Caramelo de Canela (opcional)
3/4 de chávena (chá) de açucar
1/4 de chávena (chá) de água
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sobremesa) de canela
1/2 chávena (chá) de natas

Preparação
 
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma redonda de fundo amovível (usei de 20 cm) e revesti-la a papel vegetal também untado. Reservar.
Descascar e cortar o marmelo em pedaços pequenos. Num tachinho, levar ao lume o marmelo, a água e o mel. Deixar cozinhar até os líquidos desaparecerem e o fruto amolecer bem. Retirar do lume, triturar em puré e deixar arrefecer.
Levar a triturar os pinhões com o damasco até ficar uma pasta relativamente homogénea. Reservar.
Preparar o crumble, misturando o açúcar, as farinhas, a manteiga e a canela, e envolver muito bem com as pontas dos dedos até obter um preparado areado grosso. Reservar.
Começar o bolo, batendo os ovos com o açúcar, durante cerca de 5 minutos, até obter um preparado fôfo.
Adicionar o iogurte, o óleo e o azeite e bater um pouco mais.
Peneirar as farinhas, as especiarias, o sal e o fermento para um recipiente e acrescentar à massa, envolvendo delicadamente com uma espátula, sem bater. Por fim acrescentar o puré de marmelo, e a pasta de pinhão com damasco. Envolver bem no preparado, sem bater.
Verter a massa na forma, espalhar o crumble de cobertura por cima e distribuir um pouco de amêndoa laminada, uniformemente.
Levar ao forno cerca de 40-45 minutos.
Enquanto o bolo coze, prepara o caramelo de canela, levando ao lume (brando)num tachinho, o açucar com a água, até este se dissolver. Aumentar o lume e deixar cozinhar até começar a ganhar cor de caramelo claro, sem deixar que escureça demasiado. Acrescentar a manteiga e deixar que derreta completamente. 
Retirar do lume e adicionar as natas e a canela. Vai borbulhar bastante mas acalmará em segundos. 
Mexer bem, deixar que arrefeça e transferir para um recipiente. Reservar.
Verificar a cozedura do bolo com um palito e retirar do forno.
Deixar arrefecer cerca de 20 minutos e desenformar cuidadosamente. Colocar sobre uma grelha de arrefecimento o restante tempo.
Quando o bolo estiver completamente frio, espalhar um pouco de pinhões e de caramelo de canela, a gosto.
Servir.
 
 
 
 




 

08/05/15

Involtinis de Beringela




Mais um petisco proposto pelo Jamie, sem nada a apontar. A não ser que é, efectivamente, de chorar por mais.

Numa das últimas revistas dele que comprei vinham estes involtinis, que não significa mais do que "rolos" em italiano, e podem ser feitos com vários tipos de ingredientes. 
A curiosidade surgiu pelo recheio que levam. Uma pasta de manjericão, tomate seco e anchovas, à qual se juntam o presunto e a mozarella fresca. Tudo enrolado em fatias grelhadas de beringela. Não soa mal nunca!

O único apontamento prende-se apenas com a facilidade com que se pode tornar demasiado salgado. Fica o conselho de não abusar nas anchovas e escolher um presunto pouco salgado.

Ajudam a atenuar a inconstância do tempo e trazem a frescura e o cheirinho bom do Verão. 




 


INVOLTINIS DE BERINGELA
(Receita da revista "Jamie - Cozinha do Mundo") 

Ingredientes
(6-7 unidades)  

1 beringela grande
3 colheres (sopa) de azeite
4 tomates secos
50 gr de pinhões tostados
15 gr de folhas de mangericão fresco
2 filetes de anchovas em óleo
8 fatias de presunto
1 bola grande de queijo mazarella fresco

Preparação

Fatiar as beringelas ao comprido, em tiras de cerca de 5mm de espessura. Pincela-las com azeite.
Aquecer uma frigideira sobre lume forte e grelhar as tiras de beringela durante 3 minutos de cada lado, até ficarem marcadas e tenras.
Triturar o tomate seco com o mangericão, os pinhões, as anchovas e 1,5 colher de sopa de azeite até obter uma pasta. Temperar com pimenta preta e voltar a triturar.
Colocar uma fatia de presunto sobre cada tira de beringela e barrar com a pasta de tomate. Colocar de seguida um pedaço de mozarella e uma folha de mangericão sobre uma ponta da fatia de beringela, enrolar e prender com um palito.
Servir.

Nota: Em relação à receita original apenas ajustei quantidades.



 

17/04/15

Koftas de Perú e Acelgas com Chutney de Coentros e Salada de Mizuna, Beterraba Assada e Feta




Esta receita deu forma à minha participação na 2ª fase do Passatempo Teka Blog 2015.
Depois da recepção do cabaz de produtos frescos e biológicos, enviado pela Belong, escolhemos pelo menos 3 itens e desenvolvemos uma proposta, interessante, original, deliciosa. O que nos desafiasse e conjugasse da forma que nos fizesse mais sentido os elementos seleccionados.

Bom, surgiu-me a ideia das koftas, pois é um petisco do mundo, uma forma descontraída de apresentar um prato de carne, sempre cheio de aromas e sabores que aprendi a adorar, e que se come da forma mais simples possível, à mão.
As koftas, também denominadas de kaftas, representam um prato típico do médio oriente, fazendo parte das culturas turca, síria ou egípcia, originalmente feitas com carne de borrego, que começou por ser comida de rua, espalhou-se entretando por todo o mundo, recebendo novas formas e sabores.

Combinei a carne de perú com as acelgas e acompanhei com um chutney de coentros, adaptado de uma receita de origem indiana, que se mostrou o melhor deste prato, na minha opinião. 
O sabor é intenso mas simultaneamente leve, picantezinho e altamente viciante. Para apreciadores de coentros, naturalmente. É o rei da festa!

É uma proposta, bonita e saudável, que encaixa perfeitamente nos dias de Verão que se aproximam. Se possível acompanhada com vários chutneys ou molhos diferentes. Uma delícia!

Foi um prazer participar neste desafio e partilhar o palco com outras propostas tão interessantes. Obrigada Teka Portugal por esta oportunidade.








































KOFTAS DE PERÚ E ACELGAS COM CHUTNEY DE COENTROS E SALADA DE MIZUNA, BETERRABA ASSADA E FETA

Ingredientes
(3-4 pessoas)

|Koftas
400 gr de peito de perú, limpo
2 fatias finas de presunto
1/2 molhinho de salsa fresca
1 cebola grande
3 dentes de alho
Azeite
1 colher (sobremesa) de coentros em pó
2 colheres (sobemesa) de cominhos em pó
1 colher (sobremesa) de açafrão
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1 boa pitada de pimenta de cayena
Sal
3 folhas de acelgas, grandes
1 colher (sopa) de pão ralado
Palitos de madeira para churrasco

|Chutney
100 gr de coentros frescos
50 gr de hortelã fresca
1 colher (sopa) de côco ralado
2 dentes de alho
1 colher (café) de gengibre fresco ralado
1,5 colher (sopa) de cajú moído
1,5 colher (sopa) de açúcar mascavado claro
1 malagueta seca (pequena e sem pevides)
Sumo de 1 lima
100 gr de iogurte grego natural
Sal
 
|Salada
100 gr de mizuna
1 beringela branca e vermelha
1 courgette mini
1 beterraba pequena
50 gr de queijo feta
1 colher (sopa) de pinhões tostados
Azeite
Vinagre balsâmico
Hortelã picada
Coentros picados
Sal
Preparação

Preparar o chutney com antecedência, juntando todos os ingredientes e triturar muito bem até obter uma consistência cremosa. Rectificar temperos e, se necessário, juntar mais sumo de lima se estiver demasiado pastoso. Guardar no frigorífico até servir. 
Pré-aquecer o forno a 190º. Descascar a beterraba, cortar em gomos, colocar num recipiente de ir ao forno, polvilhar com uma pitada de sal grosso, regar com um fio ligeiro de azeite e levar ao forno a assar, durante cerca de 12-15 minutos. Quando assadas retirar do forno e reservar.
Para as koftas, picar muito bem a carne de perú juntamente com o presunto, a salsa e uma pitada de sal. Reservar.
Cortar a acelga em tiras fininhas e reservar.
Numa frigideira antiaderente levar a aquecer um fio generoso de azeite, juntar a cebola bem picada e os dentes de alho esmagados. Deixar cozinhar 1-2 minutos e acrescentar todas as especiarias - coentros, cominhos, açafrão, gengibre e pimenta. Temperar com sal, mexer, deixar cozinhar mais 2 minutos até a cebola estar amoleciada e acrescentar a acelga, cozinhando cerca de 2-3 minutos até esta amolecer. Rectificar temperos e retirar do lume. Deixar arrefecer ligeiramente e juntar à carne picada. Adicionar o pão ralado e envolver tudo muito bem com as mãos.
À volta de cada palito de madeira moldar, com as mãos, um pedaço de carne até obter uma forma cilindrica, do género de um croquete comprido, comprimindo bem a carne em redor do palito.
Pincelar um recipiente com óleo, acondicionar lá as koftas, tapar com película aderente e levar ao frigorífico durante 30-45 minutos.
Entretanto preparar a salada, começando pelo molho. Juntar um fio bem generoso de azeite, o vinagre balsâmico, o sal e a hortelã e os coentros, ambos picadinhos. Mexer bem e reservar.
Lavar e arranjar a mizuna, dispô-la na saladeira, juntar as courgettes fatiadas bem finas, a beterraba e o queijo feta e temperar com o molho.
Mexer bem e espalhar os pinhões por cima.
Colocar um grelhador ao lume, pincelar com azeite, e quando bem quente levar as koftas a grelhar, virando-as para que cozinhem uniformemente.
Empratamento: dispor duas folhas de beterrada sobre uma tábua de madeira e dispor as koftas por cima. 
Servir acompanhadas do chutney e da salada.



04/02/15

Pesto de Bróculos com Batata e Calamares Salteados




Calamares são Espanha!
Aquela zona no norte de Espanha, em que neva e existe uma pequenina e desconhecida estância que calhamos de descobrir por acidente.
Desde essa altura que Calamares e Batatas Aioli me lembram essas mini férias inesquecíveis, onde, de forma inesperada, esfomeada e deliciada, bebemos e comemos melhor e com mais vontade do que nunca. Isto em Espanha.

Enquanto não volto a pegar na prancha de snowboard, alimento-me com um prato que me atira para os dias em que me apaixonei pelas pistas nevadas.

Obrigada aos que fizeram parte desses momentos, e muito obrigada Green Kitchen Stories por este fantástico Pesto de Bróculos.  





PESTO DE BRÓCULOS COM BATATA E CALAMARES SALTEADOS

Ingredientes
(3-4 pessoas)

500 gr de calamares congelados
4 batatas grandes
Azeite
3 dentes de alho
1 malagueta
2 folhas de louro
Tomilho
Sal

|Pesto (aproxim. 2 chávenas)
(adaptado daqui)
1 bróculo grande
1 molhinho de mangericão fresco
Sumo de 1/2 limão
1/2 cháv. de avelãs, tostadas e sem pele
1 colher (sopa) de pinhões tostados
2 dentes de alho

1/2 cháv. de azeite
2 colheres (sopa) de água
Sal
Pimenta
2 colheres (sopa) de pecorino ou parmesão ralado

Preparação

Começar por preparar o pesto, colocando todos os ingredientes num misturador/triturador e pulsar durante 1 minuto.
Provar e, se estiver muito seco, acrescentar mais um pouco de azeite  ou água. Rectificar temperos, se necessário. Reservar.

Levar ao lume as batatas a cozer, com casca, em água temperada com sal, um dente de alho esmagado e uma folha de louro.  
Quando estiverem cozidas mas ainda firmes, retirar da água, retirar a pele e cortar em pedaços pequenos.
Numa frigideira anti-aderente levar ao lume um fio generoso de azeite e 2 dentes de alho palitados e a malagueta.
Quando o azeite estiver quente juntar os calamares, bem enxugados.
Deixar saltear 3-4 minutos, e quando já estiverem com alguma cor, acrescentar as batatas. Deixar saltear cerca de 5 minutos, agitando a frigideira, ou mexendo com muito cuidado, de vez em quando.
Adicionar 4 a 5 colheres de sopa de pesto, envolver delicadamente e deixar cozinhar durante 1-2 minutos.
Polvilhar com queijo e servir.
Acompanhar com uma salada de tomate.

Nota: Este pesto ficou propositadamente com uma textura mais pastosa e densa. Para um pesto mais fluído juntar um pouco mais de azeite.