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20/06/16

Black Florest Cake










































A cereja, bem fresca, carnuda e vermelhinha, aos pares ou sozinha, traz o tema para a 6ª edição do projecto Sweet WorldMas não vem só. Vem antes na melhor das companhias. 
Quando se pensa em doces de mundo famosos e se fala neste fruto tão bonito e amado, o que nos ocorre de imediato? O Black Florest Cake, ou Bolo Floresta Negra, obviamente. 
Um dos mais famosos bolos de chocolate do mundo, de origem alemã (ainda que existam alguns rumores que possa ter vindo da Suiça) e de seu verdadeiro nome Schwarzwälder Kirschtorte, que significa "bolo de cereja floresta negra"mostra-se perfeito para celebrar um dos grandes frutos desta época, resgatando o chocolate que já vai fazendo falta no desafio.

Nesta perfeita conjugação encontramos um bolo de massa de cacau que deverá ser envolvido em Kirschwasser, um licor de cereja negra, estruturado em camadas, recheado com chantili e cerejas, coberto igualmente com chantili e decorado com raspas de chocolate e cerejas.
Ainda que em alguns países a apropriação desta iguaria faça com que não inclua o kirsch, na Alemanha só é comercializado com o seu nome original se incluir esta bebida alcoólica. É portanto um elemento essencial à manutenção da natureza original do doce. Diz a tradição que o licor se assuma perfeitamente e o seu toque espirituoso se faça sentir devidamente quando saboreamos o bolo. Não se mostra, de todo, uma sobremesa indicada para crianças.

Lê-se que a inspiração para o seu nome veio das misteriosas florestas do sudoeste alemão, assim como também se lê que os seus ingredientes surgiram inspirados pelas cores e formas dos trajes tradicionais das mulheres solteiras.
O que é certo é que independentemente das suas fontes de inspiração, o chocolate, o chantili, o licor e as cerejas, originam uma formula quase mágica que faz sucesso em todo o mundo, materializando um dos bolos mais conceituados de sempre.
Ainda que sem confirmação oficial acredita-se que esta iguaria tenha sido inventada em 1915 pelas mãos do pasteleiro Josef Keller. 






































Não sendo o tema mais inovador no contexto deste nosso desafio, na medida em que, mesmo quem nunca o fez seguramente já ouvir falar dele, não deixa de ser com toda certeza igualmente desafiante, se o encararmos e quisermos executar de forma fiel à sua essência. E só respeitando alguns pontos chaves se mostra possível executa-lo e prova-lo sabendo que é suposto parecer e saber daquela exacta maneira. Aqui reside o objectivo central do desafio.

É efectivamente um bolo fácil de executar, sem grandes truques ou segredos. A massa deverá ficar fôfa, bem parecida com pão de ló de chocolate, que será depois humedecida pelo licor. O recheio e cobertura são em chantili com as cerejas a dar aquele toque especial. As raspas de chocolate conferem o duplo efeito, crocante e decorativo, que tão bem finaliza a composição.
Confesso que adoro vê-los naked mas neste caso a cobertura foi total como manda a tradição. Apenas fugi ao preenchimento das laterais do bolo com raspa de chocolate, como originalmente deve ser.
Verificando em mais do que uma fonte que apenas a camada inferior de recheio levava cereja, ainda que a maioria das versões a inclua em todas as camadas, optei por fazer desta forma.

Não é nem é suposto ser um bolo muito doce, mas antes, uma iguaria de sabores intensos e forte personalidade, com o aroma do licor em grande destaque, com bastante frescura conferida pelas natas e um toque frutado ácido que só as cerejas podem garantir.
É, peremptoriamente, um bolo para adultos que não se importam de ficar ligeiramente tontos depois de alimentarem a alma com duas ou três fatias desta maravilha (dizem os alemães). 
Para animar os serões de Verão que estão aí à porta, quem se atreve? 

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução do clássico Floresta Negra, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 20 de Julho para nos apresentarem o vosso Black Florest Cake, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Julho, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 6ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Julho.

Vamos lá e Guten Appetit!







































BLACK FLOREST CAKE (Bolo Floresta Negra)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa (adaptada daqui)
5 ovos médios
100 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
40 gr de cacau
100 gr de farinha (sem fermento)
1 colher (café) de fermento
25 gr de amido de milho
1 pitadinha de canela

|Recheio, Cobertura e Decoração
200-250 gr de cerejas frescas
75 ml de Kirsch (usei Ginginha)
600 ml de natas para bater (colocar no congelador 10 minutos antes de bater)
150 gr de açúcar em pó
120 gr de chocolate para culinária (70% cacau)

Preparação

Começar por descaroçar as cerejas (reservando algumas inteiras para a decoração), envolve-las no licor e deixa-las a macerar durante a noite.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar duas forma de 20 cm de diâmetro com manteiga, forrar o fundo com um disco de papel vegetal e voltar a untar. Reservar.
Levar os ovos a bater com o açúcar e o extracto de baunilha cerca de 5 minutos até a massa fica esbranquiçada e bem fôfa.
Peneirar os secos - farinha, amido de milho, cacau, fermento e canela - para um recipiente.
Aos poucos ir juntando ao preparado anterior, envolvendo delicadamente até terminar.
Verter metade do preparado em cada forma e levar ao lume cerca de 20-25 minutos até a massa estar cozida e firme. Retirar do lume, deixar arrefecer e desenformar. (não é suposto crescer muito).
Quando a massa estiver fria cortar em dois discos iguais, fazendo quatro elementos de massa.
Bater as natas até estarem bem firmes e adicionar de seguido o açúcar em pó batendo um pouco mais.
Para as lascas de chocolate, partir o chocolate em pedaços pequenos e levar a derreter em banho maria. Quando estiver perfeitamente liquido, espalhar sobre uma folha de papel vegetal e com a ajuda de uma espátula espalha-lo bem, enrolando de seguida a folha, formando um canudo. Levar ao frio e quando estiver completamente duro abrir a folha. O chocolate vai-se partindo em pedaços de várias formas e tamanhos. Usar a gosto. 

Montagem: colocar o primeiro disco de massa no prato de servir, pincelar generosamente com o licor de cerejas, barrar com uma boa generosa de chantili e espalhar as cerejas maceradas por cima. Colocar o segundo disco,voltar a pincelar bem com licor e espalhar chantili. Repetir até ao último disco de bolo. Para terminar barrar o bolo todo - laterais e topo - com chantili. Decorar a gosto com lascas e/ou raspas de chocolate e cerejas.
Conservar no frio e servir fresco.

Nota: pesquisei e analisei várias receitas, chegando a esta versão ligeiramente simplificada, mas conservando os ingredientes essenciais e pontos chaves do doce original.
Nota_1: achei a massa um pouco seca e senti que devia ter usado mais licor para a humedecer. Por um lado melhorava a sua textura, por outro conferia-lhe o sabor à bebida que é suposto ser bem pronunciado. Portanto, não tenham medo de encharcar bem a massa.
Nota_2: considerando o papel do chantili neste bolo é essencial que as natas estejam mesmo firmes antes de aplicar. Não esquecer de as colocar no congelador 10 minutos antes de bater e usar uma marca que não falhe (para este efeito, por aqui é sempre Agros).



28/04/16

Bolo de Laranja com Nutella




Quando falamos de massas de bolo, além do sabor, que naturalmente é um critério essencial, a textura é um requisito que considero igualmente importante. 
Muitos bolos de camadas pecam por ser algo secos, duros até, demasiado resistentes ao corte, que muita vezes são salvos apenas pelos cremes que o acompanham. 
Como também não sou fã de caldas, tem sido uma luta encontrar uma massa que realmente me convença sem nenhum tipo de "mas".

Pois esta massa, que deriva da uma base que conheci num Workshop destas talentosas meninas, mostra-se tudo que preciso e adoro no corpo de um bolo. É deliciosa, versátil, fôfa e húmida, sem se tornar demasiado densa ou frágil. Podemos facilmente combinar sabores a gosto, conjugar diferentes texturas, e passado três dias ainda não secou e continua excelente.

Faltam-me experimentar algumas variantes que sei que resultarão, mas sempre que quero um bolo delicioso e bem fofinho não penso muito e adapto apenas aromas e cremes de recheio e cobertura.
Confesso que tive de reduzir bastante a quantidade de açúcar em relação à receita original, porque não aprecio massas demasiado doces. De resto, a lógica é sempre a mesma e o resultado também, excelente.

Este bolo resultou do mais aromático que há, com uma combinação de sabores de derreter! É bem simples de executar e sucesso garantido em qualquer festinha ou ocasião. 

Fica a sugestão para surpreenderem mães gulosas neste próximo Domingo. 
Feliz Dia da Mãe!

  







































BOLO DE LARANJA COM NUTELLA

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
4 ovos, médios
250 gr de açúcar
180 ml de leite
180 ml de óleo (usei girassol)
1 colher (sopa) de extracto de baunilha
Rapas de 2 laranjas
Raspa de 1/2 limão
300 gr de farinha 
1 colher (chá) de fermento

|Recheio
100 gr de queijo mascarpone
60 gr de açúcar em pó
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 pitada de canela

|Cobertura
150 gr de Nutella
80 ml de natas batidas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga duas formas de 20 cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Reservar. 
Bater os ovos com o açúcar cerca de 5 minutos, até ficar um preparado fôfo. 
Juntar o óleo e envolver. Acrescentar a raspa de laranja e limão e a baunilha. Ir adicionando o leite e a farinha misturada com o fermento, aos poucos. Batendo apenas até estar bem envolvida. 
Verter metade da massa em cada forma e levar ao forno cerca de 30 minutos até a massa estar cozida e o palito sair limpo quando feito o teste.
Deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar.
Para o recheio, que pode ser feito com antecedência, basta bater o mascarpone até ficar macio, adicionando de seguida o açúcar, a canela e o extracto de baunilha, e bater até se obter um creme bem homogéneo. Reservar no frio até usar.
Para a cobertura, bater a nutella até ficar cremosa e adicionar as natas previamente batidas e montadas. Envolver bem e reservar no frio até usar.
Quando o bolo estiver completamente frio, colocar um disco no prato de servir, barrar generosamente com o creme de mascarpone, colocar o segundo disco por cima e cobrir todo o bolo com o creme de nutella.
Decorar a gosto e servir.





08/04/16

Sponge Cake com Morango e Curd de Tamarilho




Este é um dos mais conhecidos clássicos britânicos que povoa alguns dos meus livros mas que ainda não tinha chegado ao meu forno. 
Basicamente é o equivalente ao nosso pão de ló, que facilmente se traduz para bolo esponja, mas acrescenta gordura na sua composição.

Tinha experimentado fazer curd de tamarilho, já que é um fruto que abunda por cá no inverno, e entendi que combinava muito bem com um bolinho de massa seca, as suas natas e morangos. Sendo estes dois últimos ingredientes uma companhia muito frequente dos Sponge Cakes, principalmente na versão Victoria, usando fruto vermelho em compota.

Não é difícil de perceber porque sempre fui adiando experimentar este clássico. Olhava para a textura da massa e achava-a... pois... bem seca!
Avessa que sou a esta sensação quando saboreio um bolo, ainda não me tinha atrevido. Posto isto, o curd de tamarilho deu-me a confiança necessária para concluir que bem acompanhado até é um bolo para ser interessante.

Lá fiz e o resultado está à vista! Ainda que ache a massa, por si só, efectivamente seca, foi um bolinho que soube bem e vale pela interacção que cria com o recheio. 
Gostei e apreciei. É um bolo bem simples com resultados muito bonitos e elegantes.

Primavera é para ti. Decide-te por favor!!!







































SPONGE CAKE COM MORANGO E CURD DE TAMARILHO
(Adaptado da receita Classic Sponge Cake, do livro "Delia's Cakes", de Delia Smith)

Ingredientes
(8-10 fatias)

|Massa 
2 ovos, grandes
115 gr de açúcar
115 gr de manteiga amolecida
115 gr de farinha
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de extracto de baunilha

|Curd de Tamarilho
80 ml de sumo de tamarilho
30 ml de sumo de limão
3 ovos
 
100 g de açúcar
 
50 g de manteiga à temperatura ambiente


|Recheio
200 ml de natas
80 gr de açúcar em pó + para decorar
10-12 morangos grandes

Preparação

Começar por preparar o curd que deve ser feito com antecedência. Levar ao lume, em banho maria, os ovos bem misturados com o açúcar, o sumo de tamarilho e o sumo limão. Mexer sempre para não ganhar grumos, até engrossar. Pode demorar cerca de 8-10 minutos. 
Retirar do lume e incorporar a manteiga cortada em pedaços pequenos. Mexer até a manteiga estar bem derretida e envolvida no creme.
Colocar num frasco esterilizado, fechar bem e deixar arrefecer com a tampa virada para baixo. Refrigerar. Dura cerca de 15 dias no frigorífico.
De seguida bater as natas do recheio até ficarem firmes e adicionar o açúcar. Bater um pouco mais e colocar no frio até usar.
Para o bolo: pré-aquecer o forno a 170ºC.
Untar com manteiga e forrar o fundo com papel vegetal, também untado, de duas formas redondas de 18 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar a farinha e o fermento para um recipiente, permitindo que arejem bastante. Juntar os restantes ingredientes e com a batedeira misturar tudo até a massa ficar cremosa e homogénea (evitar bater demasiado).
Distribuir o preparado em igual quantidade pelas formas, e levar ao forno cerca de 25 minutos. Fazer o teste do palito, e se sair seco retirar do forno.
Passados 30 segundos passar a faca delicadamente pela lateral para soltar a massa da forma. De seguida retirar das formas e coloca-los sobre uma grelha de arrefecimento, com o fundo virado para cima. 
Se os bolos formarem altos acentuados no topo, aparar pelo menos um, que será o disco da base.
Montagem:
Espalhar as natas generosamente sobre o disco inferior, dispor os morangos e de seguida espalhar o curd a gosto.
Colocar o segundo disco por cima, polvilhar com bastante açúcar em pó e decorar com morangos.
Servir.

Nota: para um melhor resultado do recheio, colocar a embalagem das natas 15 minutos no congelador antes de bater.



16/03/16

Mini-Pavlovas de Chocolate com Mascarpone de Tangerina e Avelã




O que representa o Dia do Pai?
Talvez algo que não devesse necessitar de um dia específico para ser celebrado. Talvez um sentimento, uma atenção, uma relação que diariamente devesse ser alimentada e cimentada. Talvez a celebração de vínculos tão naturais e basilares que nem fizessem sentido ser festejados. 

Nunca valorizei particularmente este dia, e a minha relação com o mesmo não mudou desde que perdi o meu pai. O que contou sempre foram todos os dias. E agora todos os dias continuam a contar e a valer pelas lembranças fortes e sensação de presença que não desaparece. Ainda que falte o som da voz, o bocejar único ou o arrastar da perna.

Passei, no entanto, a ver o dia 19 de Março pela perspectiva do meu filho, sendo impossível passar ao lado das imposições escolares e sociais que este dia trás. Porque há sempre um desenho, uma prendinha, uma actividade, mostra-se obrigatório vive-lo com o empenho necessário.

E para quem festeja o Dia do Pai fica esta sugestão. Que é para todos os pais, que como o meu, se deliciariam com uma pavlova destas, sóbria mas bem intensa e vibrante.







































MINI-PAVLOVAS DE CHOCOLATE COM MASCARPONE DE TANGERINA E AVELÃ

Ingredientes
(4 unidades)

|Pavlovas
4 claras, grandes
100 gr de açúcar
100 gr de açúcar em pó
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de vinagre branco
1 colher (sopa) de cacau em pó

|Creme de Mascarpone e Tangerina
200 gr de queijo mascarpone
80 gr de açúcar em pó
3 colheres (sopa) de natas
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha 
2-3 colheres (sopa) de doce tangerina, caseiro
1 pitada de canela

|Ganache de Chocolate
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ou creme de soja para culinária

Avelãs, grosseiramente partidas e tostadas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 120ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, desenhar 4 círculos de cerca de 12-14 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar o açúcar em pó com o cacau e reservar. Bater as claras em castelo até começarem a espumar. Ir juntando aos poucos o açúcar branco e continuar a bater. Acrescentar o açúcar em pó com o cacau, o amido e o vinagre e bater mais um pouco até estar tudo bem envolvido.
Por cima dos círculos desenhados no papel vegetal verter um pouco de merengue e dar-lhe a forma pretendida, alisando as laterais com uma espátula. Levar ao forno e passado cerca de 15 minutos reduzir a temperatura para 100ºC. Deixar no forno, sem abrir a porta, cerca de 1 hora. Desligar o forno e deixar que as pavlovas arrefeçam completamente lá dentro.  
Para o ganache: levar as natas ao lume quase até ferverem e verter sobre o chocolate partido em pedaços pequenos. Deixar repousar 2 minutos e mexer bem até o chocolate se dissolver completamente nas natas e resultar num preparado macio e homogéneo. 
Para o creme de mascarpone: bater o mascarpone com o açúcar até se encontrar macio, acrescentar a baunilha e as natas e bater um pouco mais. Adicionar o doce de tangerina e envolver "por alto", sem mexer demasiado, de forma a permanecerem à vista pedaços de doce. Reservar até usar.
Montagem: sobre cada mini-pavlova colocar um pedaço de creme de mascarpone e tangerina, a gosto, verter um pouco de ganache de chocolate por cima e salpicar com avelã.

Nota: A base destas pavlovas foi adaptada das receitas da formação de "Merengues e Roll Cakes Decorados", com a Patrícia e a Vânia do Com Amor & Carinho.





12/02/16

Pudins de Café e Chocolate




Esta é mais uma. Daquelas propostas que vemos, imediatamente nos apaixonam, cheias de entusiasmo marcamos para fazer e passado vários meses finalmente lá consumamos o acto.
Adorava ter todo o tempo desejado para experimentar todas as receitas que me fascinam por esta blogosfera fora, nos livros, revistas, pintrest... Mas simplesmente não é possível.

Uns simples copinhos, preenchidos com um creme fruto de uma daquelas combinação de sabores infalível, que me cativou pela sua incrível intensidade, apresentados em tempos pela Suzana no seu delicioso blog que sempre me ensina tanto, o Gourmets Amadores, ficaram muito bem guardados para reproduzir.
A receita é simples e executa-se muito bem. Por uma questão de logística optei por reduzir a quantidade para metade, e, na impossibilidade de encontrar o Cubania, já que foi uma edição limitada da Nespresso, tive de recorrer ao Kazaar, da mesma marca, sendo o que mais se aproxima em termos de intensidade.
Ainda que não tenha conseguido atingir a densidade e ar arrebatador do pudim original, o seu sabor delicioso e bem intenso obrigam à sua partilha. Conquistaram fãs por aqui! 

Já que S. Valentim nos visita nos próximos dias, achei esta proposta perfeita para adoçar o serão. Até porque se não houver com quem partilhar, de muito bom grado se saboreia a solo.

Feliz Dia dos Namorados!







































PUDINS DE CAFÉ E CHOCOLATE

Ingredientes
(3-4 copinhos/taças pequenas)

100 ml de natas
100 ml de café forte (usei 2 cápsulas de Kazaar, Nespresso)
40 gr de açúcar mascavado claro
40 gr de chocolate para culinária (70% de cacau), picado
20 gr de cacau em pó
1 gema
1/2 colher (sopa) de amido de milho
Framboesas/Morangos e iogurte grego ou natas para acompanhar (opcional)

Preparação

Levar as natas a aquecer.
Num recipiente grande juntar a gema ao amido de milho e mexer bem até formar uma pasta. Aos poucos acrescentar as natas quentes e mexer bem. Levar a mistura a lume brando mexendo sempre até engrossar, durante cerca de 2-3 minutos.
Retirar do lume e juntar o chocolate, envolvendo bem até que este derreta completamente.
Juntar o açúcar ao café acabado de fazer e mexer até que esteja totalmente dissolvido.
Acrescentar o café ao pudim e envolver bem até obter um creme homogéneo.
Distribuir o pudim por copinhos e deixar arrefecer completamente.
Levar ao frigorífico pelo menos 2 horas antes de servir.
Para dar um toque especial, decorar com iogurte ou natas e frutos vermelhos, e servir.









05/01/16

Bolo de Claras com Buttercream de Rum e Praliné de Cajú




Antes demais, Excelente Ano! 
Que o vazio do copo de 2015, se mostre o cheio de 2016. Que as realizações não sejam travadas por estagnadas intenções e se transformem em muita e boa felicidade. 

E para iniciar um prometedor ano, este foi o bolo novo escolhido para o receber.
Um bolo em si muito simples, excelente para usar as claras excedentes destes dias de festa, que se torna encantador pelo tipo de cobertura que leva e jogo de texturas que oferece.
É essencialmente leve, muito saboroso e marcante.

Tinha visto recentemente uma receita de "Coroa de Frankfurt" (clara e inconscientemente ando numa fase alemã!), e aquele praliné de caju ficou-me retido na memória.
Queria uma receita de claras mais ligeira, uma vez que a minha antiguinha é demasiado amanteigada. Ao encontrar esta cujo interior me agradou, fiz os ajustes que entendi e resolvi mesclar as coisas. 

O toque do rum faz toda a diferença num buttercream bem puro da receita da coroa. O efeito deliciosamente crocante do praliné remata na perfeição o conjunto.

É uma receita com vários iténs mas super simples de executar, podendo fazer-se algumas partes antecipadamente. Algo que faço sempre com o praliné e o creme de caramelo, já um habitué por cá.

Acho essencial mostrar o interior dos bolos mas neste caso, e lamentavelmente, foi mesmo impossível fazê-lo.
Não se assustem com o tamanho da receita e não deixem de testar pois, garantidamente, vale a pena.

E Bem Vindo 2016!








































BOLO DE CLARAS COM BUTTERCREAM DE RUM E PRALINÉ DE CAJÚ

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
6 claras
180 gr de açúcar
80 gr de manteiga
2 colheres (sopa) de óleo de girassol
150 ml de buttermilk (misturar 140 ml de leite + 1 colher de sopa de sumo de limão e aguardar uns minutos)
280 gr de farinha
Raspa de uma lima
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sobremesa) de bicabornato de sódio
1 pitada de sal

|Creme de caramelo
1/2 chávena (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de água
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 chaváne (chá) de natas

1 colher (café) de extracto de baunilha

|Creme de recheio e cobertura
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar em pó
1 gema
2 colheres (sopa) de rum

|Praliné 
100 gr de cajú tostado
150 gr de açúcar

|Decoração
Bolachas waflle com recheio de caramelo
Mirtilos

Preparação

Para o creme de caramelo: num tachinho levar a lume brando/médio o açúcar com a água, até este dissolver. Aumentar o lume e deixar cozinhar até começar a ganhar cor de caramelo claro, sem deixar que escureça demasiado. Acrescentar a manteiga e deixar que derreta completamente. 
Retirar do lume e adicionar as natas e a baunilha. Vai borbulhar bastante mas acalmará em segundos. Mexer, deixar que arrefeça, transferir para um recipiente e guardar.
Para o praliné: colocar o açúcar num tachinho e levar a lume brando até o açúcar derreter completamente e ficar em caramelo. Espalhar os cajús sobre a pedra da bancada e verter o caramelo por cima até que os cubra. Deixar arrefecer completamente, retirar da pedra e triturar grosseiramente num almofariz ou na máquina. Reservar. 
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de bolo inglês e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Polvilhar com farinha e reservar.
Bater as claras em castelo com uma pitada de sal, até estarem bem firmes. Reservar.
Bater o açúcar com a manteiga até obter um preparado fôfo e homogéneo. Adicionar a farinha intercalando com o buttermilk e bater um pouco mais. Acrescentar a raspa de lima e o óleo. 
Adicionar delicadamente as claras à massa, em várias vezes, com uma espátula.
Quando bem envolvido verter na forma e levar ao forno cerca de 30-35 minutos. 
Retirar do forno, deixar arrefecer e desenformar.
Para a cobertura: bater bem a manteiga com o açúcar e a gema. Quando o preparado estiver suave e uniforme acrescentar o rum e envolver um pouco mais. Reservar no frio até à hora de usar.
Para a montagem: cortar o bolo ao meio no sentido longitudinal, barrar a parte inferior com creme, espalhar um pouco de praliné por cima e verter um pouco de creme de caramelo. Colocar a parte superior e barrar as laterais e o topo com o creme de manteiga. Poderá reforçar a cobertura ou deixa-la mais fina, como fiz.
De seguida espalhar o creme de caramelo por cima, deixando verter sobre as laterais em alguns pontos. Espalhar o praliné a gosto.
Decorar com bolacha waffle e mirtilos.
Servir.