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03/08/16

Segredo do Peter (Bolo de Côco e Mel)










































Gostava de saber explicar de onde vem o nome deste bolo, mas não sei. Imagino que seja uma receita criada pelo Peter, um bom rapaz, que agradava a toda a gente, e que durante muito tempo foi o seu segredo.
Algumas divagações depois, sei apenas que o encontrei há uns valentes anos numa revista "Saberes e Sabores" da Vaqueiro, e fiz durante algum tempo. Porque leva côco e mel, agradava imenso ao homem grande da casa.
Entretanto ficou esquecida. Por estes dias em que chegou um carregamento de mel caseiro cá a casa, com o brinde de um belo e fresco favo, lembrei-me desta receita e resolvi procura-la, repetir e partilhar.

É um bolo muito simples, doce e intenso, conforme facilmente se constata pelos ingredientes que leva. Não leva farinha, é baixo e húmido, e realça bem os seus sabores principais, que se mesclam e respeitam na perfeição. 

Não é propriamente um bolo fresco de Verão, mas antes um bolo intemporal, sem estação, que para apreciadores destes aromas e texturas, vai bem em qualquer altura.

Deliciem-se!







































SEGREDO DO PETER (Bolo de Côco e Mel)
(Adaptada desta receita)

Ingredientes
(10-12 fatias)

4 ovos, grandes
150 gr de açúcar (a receita original indica 250 gr)
100 gr de Vaqueiro para bolos (ou outra margarina a gosto)
2 colheres (sopa) de mel
100 gr de côco ralado

Preparação

Pré-aquecer o forno a 220ºC. 
Untar uma forma redonda com manteiga (usei de 20cm de diâmetro), forrar o fundo com um círculo de papel vegetal e voltar a untar. Reservar.
Separar as gemas das claras e bater as gemas com metade do açúcar durante uns minutos, até resultar num prepara fôfo e esbranquiçado.
Adicionar a manteiga amolecida e o mel, e bater um pouco mais até estar tudo bem incorporado.
Bater as claras em castelo e adicionar aos poucos o restante açúcar, até criar um merengue bem firme e espesso. Delicadamente juntar as claras ao preparado anterior, envolvendo com uma espátula.
Acrescentar o côco e envolver bem, sem bater.
Verter o preparado na forma e levar ao forno cerca de 15 minutos. Reduzir a temperatura do forno para 180ºC e deixar estar mais 8-10 minutos, até o bolo estar bem dourado e firme.
Retirar do forno, deixar arrefecer sobre uma grelha e desenformar. Retirar o papel vegetal do fundo do bolo, polvilhar com côco ralado e servir.
Fresquinho fica ainda melhor.

Nota: Reduzi um pouco o tempo de cozedura pois o meu forno normalmente assa mais rápido.




22/07/16

Bolo de Pastinaca, Avelã e Mel










































Temos de admitir que, polémicas à parte, o Sr. Jamie Oliver faz coisas muito boas e bem feitas. Seja na cozinha ou na consciência social. 
Vão surgindo medidas e resoluções a favor da saúde pública, que, tudo indica, a ele se devem. Vão surgindo novos indicadores e padrões alimentares, a fim de combater a obesidade, que em muito tiveram o seu dedinho. Independentemente de tudo o resto que se vai lendo e ouvindo, este chef faz mexer, parece-me, no sentido certo.
Contribuindo ainda enormemente para a nossa felicidade com excelentes receitas! 
   
Estou a falar de saúde à mesa, de alimentação consciente e cuidada, e trago-vos um bolo?! 
É verdade! 
Talvez porque a excepção faça parte de qualquer dieta saudável e regrada. Porque de vez em quando precisamos de dar algo doce ao corpo para que os dias de maior rigor possam ter real significado. Porque só assim faz sentido.

Se o Jamie é o autor desta receita, quem me a apresentou foi o Célio. E mais tarde a Patrícia, sem saber, relembrou-me que esta maravilha estava na interminável lista de receitas a executar. 
O bolo é lindo, como podem ver nestes dois deliciosos blogs, conta com sabores que adoro e tem a particularidade de incluir como ingrediente central um legume que, até o fazer, nunca havia provado, a Pastinaca (palavra esta que me cria uma estranha dislexia!). 
Trata-se de uma bonita espécie de cenoura branca, também denominada de Cheróvia, pouco comum na nossa agricultura e alimentação, que apaixona os mais curiosos.
Encontrei-a no El Corte Inglês, trouxe-a, guardei-a no frigorífico e fiquei uns dias a pensar se lhe dava um fim doce ou salgado. Quando revi este bolo não resisti e zumba, lá teve de ser.

É um bolo delicioso, ligeiro na textura e intenso no sabor. A conjugação com o queijo creme perfumado com mel torna-o mais especial ainda.
Foi um bolo que apaixonou e por isso só posso agradecer aos três. Muito Obrigada por esta delícia!







































BOLO DE PASTINACA, AVELÃ E MEL
(Receita/Versão do Sweet Gula)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
150 g de açúcar amarelo
80 ml de azeite extra virgem
3 ovos 
30 ml de mel
175 g de farinha sem fermento
1 colher (chá) de fermento
150 gr de pastinaca, ralada
100 gr de avelãs, ligeiramente tostadas

|Cobertura
150 gr de queijo creme
75 gr de açúcar
4-5 gotas de sumo de limão
1/2 colher (sopa) de mel

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular. Reservar.
Picar grosseiramente 75 gr de avelãs e reservar.
Bater os ovos com o açúcar, o azeite e o mel, durante alguns minutos, até obter um creme leve e fôfo.
Adicionar a farinha, o fermento, as avelãs picadas e a pastinaca ralada. Envolver delicadamente no preparado anterior.
Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos, até que o bolo fique cozido e ligeiramente dourado. Fazer o teste do palito, antes de retirar do forno.
Retirar e deixar arrefecer na forma cerca de 10 minutos. Desenformar, colocar sobre uma grelha e deixe arrefecer completamente.
Para a cobertura, bater ligeiramente o queijo creme com o açúcar em pó. Adicionar o mel e algumas gotas de limão e envolver até obter a consistência desejada.
Espalhar a cobertura a gosto sobre o bolo frio e polvilhar com as restantes avelãs picadas. Servir.



12/07/16

French Toast de Camembert, Mirtilo e Nectarina em calda








































A nectarina está no grupo dos meus frutos de eleição. Quando era miúda, por aqui, apenas tinhamos pêssegos, e recordo que adorava o seu sabor mas tinha de os esfregar muito bem até perderem aquele pelinho para os conseguir comer como gostava.

A partir do momento que conheci os belos pêssegos carecas, mais tarde chamados de nectarina, acho que quase nunca mais toquei num pêssego peludo! 
Não são iguais. Na realidade, o pêssego é mais sumarento e, normalmente, mais doce que a necatrina. É também menos firme e mais bonito na cor da polpa. O que não aprecio mesmo é o pêlo, e confesso que adoro a firmeza da nectarina. 

Quando vi o tema do mês de Julho da Marta, comecei logo a pensar em algumas propostas com pêssego/nectarina e admito que esta não estava no topo da lista. Simplesmente, num vipe, apeteceu fazê-la para sobremesa, ainda que seja um prato habitualmente consumido ao pequeno-almoço. 
Basicamente é uma versão bem incrementada da nossa rabanada. Neste caso é recheada e vai ao forno.

Sou declaradamente fã de sobremesas com pão e neste contexto, em que o queijo é parte essencial, melhor ainda.
O contraste da intensidade do camembert com a doçura da nectarina em calda, ao que ainda acrescenta aquele toque mais ácido do mirtilo, criou aqui uma proposta divinalmente boa. 
Tenho pena que o iogurte tenha impossibilidade uma boa visualização do interior das tostas, que estava francamente delicioso. 

Estes doces primos, o pêssego e a nectarina, são frutos de Verão dos mais apreciados, cheios de boas propriedades e grande versatilidade, prestando-se a alguma diversidade de pratos. 
Sabe tão bem simplesmente agarra-los e comê-los à dentada, como devidamente envolvidos num bom docinho.
São ingredientes que transpiram Verão e acredito nos tragam excelentes recordações.







































FRENCH TOAST DE CAMEMBERT, MIRTILO E NECTARINA EM CALDA

Ingredientes
(2 tostas)

4 fatias de pão de brioche
6-8 fatias de queijo camembert
15-20 mirtilos
1 ovo, grande
1/2 chávena (chá) de bebida de sabor a baunilha
1/2 colher (sopa) de mel
1 pitadinha de noz moscada
1 pitadinha de canela
Manteiga qb
Açúcar demerara qb
8-10 pedaços de nectarina em calda* 
1 iogurte grego (espesso)

Preparação

*Para fazer as nectarinas em calda adaptei esta receita:
Levar ao lume 1 chávena (chá) de água com 1/2 chávena de açúcar, um pau de canela e 3 bagas de cardamomo. Deixar ferver até o açúcar diluir totalmente e juntar 3 nectarinas grandes cortadas em quartos. Deixar cozinhar cerca de 5 minutos e retirar as nectarinas para um recipiente hermético. Deixar a calda ao lume até reduzir para metade da quantidade e engrossar. Retirar do lume, deixar arrefecer e juntar às nectarinas. Fechar o recipiente e conservar.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Colocar uma folha de papel vegetal sobre um tabuleiro de forno. Reservar.
Bater o ovo e juntar a bebida de sabor a baunilha, o mel, a canela e a noz moscada e mexer bem. Colocar num prato com alguma profundidade e reservar.
Para as french toasts, colocar o camembert sobre duas das fatias de brioche. Por cima do queijo espalhar 5 a 6 mirtilos em cada fatia, e colocar por cima a segunda fatia, formando assim a sanduiche. Embeber uma sanduiche no preparado do ovo e deixar estar 2-3 minutos. Vira-la e fazer o mesmo com a outra parte, de forma a que ambos os lados absorvam bem o liquido. Repetir com a segunda tosta.
Colocar as tostas, cuidadosamente, no tabuleiro e polvilhar generosamente com açúcar demerara. Levar ao forno cerca de 12-15 minutos, até o brioche estar douradinho e o queijo derretido no interior. Um minuto antes de retirar do forno colocar uma pequena noz de manteiga por cima de cada tosta e deixar derreter. 
Retirar do forno e colocar no prato de servir. Quando estiver mais morno, colocar uma colherada de iogurte grego por cima e dispor nectarina em calda a gosto. Servir com mais mirtilos.



08/07/16

Mini Bureks de Cereja e Requeijão








































Se há ano em que as loucuras do clima tiveram enorme influência no decorrer normal dos ciclos e sazonalidades naturais das frutas e legumes, está a ser este. 

Não me recordo da macieira de sonho dos meus pais demorar tanto tempo a carregar. Não tenho memória de um Maio em que as fruteiras não transbordassem de ameixas. E nunca aconteceu a prima não trazer aquela caixinha, que todos os Junhos ansiamos ver chegar, com a bela cereja de Resende. 
2016 mostra-se estranho e bastante anti-natura no que há agricultura diz respeito, não nos permitindo usufruir de alimentos, que tão felizes nos fazem, na sua época habitual. 

Acabei por comprar alguma cereja do Fundão e felizmente apanhei-a boa. Grande, carnuda e doce, ainda deu para nos deliciarmos e serviu para compor e embelezar algumas sobremesas. 

Esta receita acompanha a apresentação da Mercearia Bio. Para quem não conhece é um projecto sediado em Portimão, que surgiu em 2006 e propõe-se responder à crescente vontade de consumidores empenhados num estilo de vida mais saudável, garantindo a contínua disponibilidade e entrega de produtos biológicos por todo o país.

Para acompanhar resolvi fazer um burek doce mas saudável, super simples de executar e que se mostrou delicioso! Gosto de misturar requeijão com doce de frutos e neste formato ficou perfeito, também auxiliado pelas sementes que conferem mais textura.







































MINI BUREKS DE CEREJA E REQUEIJÃO

Ingredientes
(2 mini bureks)

1 requeijão grande (usei de ovelha)
12 cerejas maduras, descaroçadas
1/2 colher (sopa) de sementes de chia
1 colher (sobremesa) de sementes de papoila
2 colheres (sopa) de mel de flor de laranjeira
4 folhas grandes de massa filo
1 lima
Azeite
Amêndoa laminada

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Pincelar com azeite um recipiente rectangular de ir ao forno. Reservar.
Descaroçar as cerejas e partir em metades e/ou quartos. Reservar.
Esmagar o requeijão com um garfo, juntar uma colher de mel e a raspa de lima e misturar bem. De seguida envolver as sementes de chia e as cerejas. Reservar. 
Abrir a massa filo na bancada e colocar as 4 folhas sobrepostas. Cortar ao meio no sentido do comprimento criando dois rectângulos. Pincelar cada folha com azeite e polvilhar com um pouco de sementes de papoila, colocando outra folha por cima. Repetir este processo até acabar a massa filo.
Espalhar o recheio pelas folhas, deixando uma margem de massa livre a toda a volta, e "regar" com o mel restante. 

Enrolar a massa delicadamente até formar um rolo comprido, pressionando as extremidades para evitar que o recheio saia. De seguida começar a enrolar o rolo sobre si mesmo, criando o efeito caracol ou espiral. Aqui é essencial ter algum cuidado pois facilmente a massa "rasga". Depois do caracol feito, transferi-lo para um recipiente de forno - forma ou prato - previamente untado com azeite.
Se existirem pequenos rasgões, usar pedacinhos de massa para os tapar, tipo remendo. Com a cozedura eles agarram à massa do rolo sem problemas. 
Pincelar os bureks com azeite e polvilhar com um pouco de sementes de papoila e amêndoa laminada. 
Espalhar pedaços de cereja à volta e levar ao forno cerca de 20-25 minutos, até a massa estar douradinha e firma. Se começar a queimar proteger com papel de alumínio até estar pronto.
Retirar do forno, deixar arrefecer e servir.

Nota: é um prato que sabe melhor fresco devido à natureza do requeijão. 




01/07/16

Gelado de Mousse de Abacate com Morango








































O ano passado os gelados caseiros praticamente me passaram ao lado. Fiz apenas alguns básicos de fruta e iogurte para o miúdo mas, por falta de disponibilidade, não consegui ir muito mais além disso.

Não querendo este ano repetir o descuido, uma vez que adoro gelados e fazê-los em casa é especialmente bom e feliz, abro o mês de Julho da rubrica "Inspirar & Nutrir", do site de Nutrição Feminina da Dra. Carla Fernandes, com uma proposta de Gelados Saudáveis.

Gosto da possibilidade de podermos escolher mais do que um sabor e transpus essa opção para a proposta que se segue.
Sabendo que os ingredientes saudáveis, a ausência de açúcares, lácteos, gorduras processadas e gluten são pontos mais do que assentes quando pensamos estas receitas, optei por conjugar um sabor clássico que adoro, o morango, com um creme que costumo fazer em formato "doce de colher" (podem ver aqui), usando na maioria das vezes a banana, para chegar a este resultado duo. Substituí por abacate pois acrescenta saúde extra à "coisa" e confere maior leveza ao preparado.

O contraste de sabores e texturas é o que mais sobressai quando os saboreamos. A mousse de abacate é mais densa, intensa e cremosa, ao passo que a parte de morango apresenta a doçura ácida e sabor algo estridente próprios deste fruto. A granola vem conferir alguma textura ao conjunto.

São gelados bem simples de executar, garantindo algum equilíbrio ao nosso corpo e balança, numa época em que só apetecem destas coisinhas frescas.







































GELADO DE MOUSSE DE ABACATE COM MORANGO 

Ingredientes
(5-6 gelados)

|Mousse de abacate
4-5 tâmaras medjool jumbo
1 abacate, descascado e cortado em pedaços
2 colheres (sopa) de cacau
1,5 colher (sopa) de pasta de avelã
1 pitada de sal
Sumo de lima

|Morango
8 morangos grandes, maduros e congelados 
1 colher (sopa) de mel (convém estar bem líquido)
2 colheres (sopa) de creme de côco
Sumo e raspa de lima

Granola (opcional)

Preparação

Começar por demolhar as tâmaras (sem caroço) em água morna por 30-45 minutos.
Retira-las da água, escorrer bem e leva-las a triturar num processador até se encontrarem bem desfeitas, num creme o mais homogéneo possível.
Acrescentar os restantes ingredientes e triturar muito bem até ficar o mais cremoso e uniforme possível. 
Levar os morangos a triturar muito bem (pode demorar uns minutos se for num processador mais básico como o meu). Quando estiverem bem cremosos acrescentar os restantes ingredientes e triturar um pouco mais.
Começar por colocar mousse de abacate em metade da forma de gelado, salpicar com granola, e encher o restante com gelado de morango. Repetir o procedimento em todos os gelados. 
Colocar um pauzinho em cada um deles e levar ao congelador 5-6 horas ou idealmente de um dia para o outro.

Nota: o seu aspecto algo rústico deve-se ao facto do meu creme ter ficado um pouco espesso demais, pelo que, as quantidades da receita já estão ajustadas para o tornar ligeiramente mais fluído.




23/05/16

Brownie de Feijão Preto




Fui desafiada pelas meninas com quem há 3 anos partilho horas duras, suadas, normalmente sujas e por vezes bem difíceis (mesmo quando os treinos são fraquiiiinhos!), a pensar em receitas saudáveis e potenciadoras de melhores resultados nos treinos (isso!). Propostas fit, ricas em proteína e fornecedoras de energia... Quereriam elas dizer.
Eu digo que o que nos apetece mesmo é um docinho guiltyfree depois de um bom treininho. Se nos ajuda a ter ou repor energias é, neste caso e neste grupo, um bocadinho indiferente. E ainda bem.

As trufas energéticas são algo que habitualmente faço, mas tinha em mente experimentar brownie de feijão preto, pelo facto deste ingrediente ser uma excelente fonte de proteína vegetal.
Lá pesquisei algumas opções existentes e adaptei para o que me pareceu melhor se equilibrar entre o saudável e o agradável. O resultado foi a junção desta receita com esta.

A textura natural do brownie, já de si densa, não deveria tornar-se demasiado farinhenta e excessivamente pastosa. Lá comecei então a experimentar e há 2ª tentativa a coisa saiu bem ao gosto.
Usei feijão de lata mas não imaginava que a marca fosse um aspecto que influenciasse tanto, interferindo no sabor e textura da massa. O da Compal foi o que, dada a sua neutralidade de sabor, melhor se adequou a esta solução doce, conferindo um excelente resultado.
Não tem açúcar nem farinha e apenas usei amendoim salgado frito em mel para dar um pequeno toque crocante.

Preparar este bolo é realmente do mais simples que pode haver. Toca a meter tudo na trituradora e já está! Forno, e 20-25 minutos depois está feito. 
A sua densidade é compacta mas algo frágil. Vai bem à mão mas com um garfinho é perfeito.

As minhas companheiras de luta provaram e aprovaram, logo, acho que podem confiar que é realmente uma fit-maravilha!







































BROWNIE DE FEIJÃO PRETO

Ingredientes
(10-12 doses)

400 gr de feijão preto cozido (1 lata pequena)
2 ovos
3 colheres (sopa) de mel (boa qualidade)
2 colheres (sopa) bem cheias de cacau crú em pó
2 colheres (sopa) de óleo de côco
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de gengibre em pó
1 pitada de sal
1 colher (sobremesa) de fermento
1/2 chávena de amendoim salgado frito em mel, grosseiramente triturado
2 colheres (sopa) de pepitas de chocolate 70% cacau (opcional) 

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma quadrada (20x20cm) e forrar com papel vegetal também ligeiramente untado.
Retirar o feijão da lata, passar por água e deixar a escorrer bem.
Colocar o feijão na trituradora e processar até estar bem desfeito. Acrescentar os ovos, o mel, o cacau, a amêndoa ralada, o óleo de côco derretido, o extracto de baunilha, o sal, a canela e o gengibre e triturar até estar tudo perfeitamente envolvido num preparado homogéneo. É suposto ficar ligeiramente liquido.
Acrescentar o fermento e envolver rapidamente na massa.
Verter o preparado na forma, distribuir o amendoim por cima e levar ao forno cerca de 20-25 minutos.
Verificar com um palito se a massa está cozida e retirar do forno.
Deixar arrefecer, retirar o papel vegetal delicadamente, cortar em quadrados e servir.

Nota: a massa é densa mas delicada, pelo que é aconselhável algum cuidado a manuseá-la.
Nota_1: para uma opção vegan substituir os ovos por "ovos" de linhaça, a executar de acordo com a indicação da receita original.