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11/05/16

Pudim de Brioche e Frutos Vermelhos com Curd de Laranja




Já começa a ser familiar para quem por cá passa que os pudins de pão são realmente um paixão. E não só de pão desde que comecei a explorar versões com brioche, dado que é uma massa que gosto muito e faz com que se tenha de adoçar menos o preparado. O que acaba por ser uma clara mais-valia. 

Lembro-me que a primeira vez que fiz um pudim de pão era bem miúda e foi pelo Natal. O Avô Serra adorava e era dos poucos doces que a minha mãe fazia. No entanto não era reproduzido muitas vezes.
Ainda que se distancie consideravelmente destas versões mais inteiras e texturadas, considerando que era passado e ficava bem uniforme, já na altura lhe achei piada.

Contudo, em formatos mais personalizados e recheados acho que ganham outra vida e muito mais interesse. Não será por acaso que algumas culturas tem na sua doçaria tradicional este doce, com as devidas adaptações e apropriações, naturalmente. 
No México temos a Capirotada, no Egipto o Umm Ali, na Grã-Bertanha e em algumas zonas da América vários e fantásticos Bread Puddings, demonstrando o potencial e versatilidade deste alimento-base de qualquer civilização. Muitas vezes em resultado do aproveitamento de restos de pão seco.  

Nesta proposta fiz isso mesmo, aproveitei uns pãezinhos de brioche que já estavam passados e dificilmente seriam consumidos no seu estado natural, e dei forma a esta bonita sobremesa, cheia de vida, textura, muita cor e sabor.
Os sabores dos ingredientes do preparado que humedece o pão dão o tom base à sobremesa, e os frutos vermelhos criam os apontamentos mais vibrantes. 
O toque do curd de laranja que também estava no frigorífico a pedir para ser usado enriqueceu ainda mais o doce.

Admiro a simplicidade e versatilidade desta sobremesa com raízes tão fortes como díspares, sendo, seguramente, um campo que não deixarei de desbravar.
Podemos usar fruta natural, compotas, frutos secos, especiarias, licores, chocolate. O que mais e bem nos apetecer. O resultado? Esse é sempre rico e único.

Ainda que o morango surja aqui bem integrado e mesclado nos outros ingredientes, tem um papel essencial, e com esta proposta respondo ao convite da Marta, para fazer parte da sua linda mesa de Maio, onde este vermelhinho e delicioso fruto é rei. 







































PUDIM DE BRIOCHE E FRUTOS VERMELHOS COM CURD DE LARANJA

Ingredientes
(4-6 doses)

|Pudim
3-4 pãezinhos de brioche
Manteiga qb
3 ovos
3 colheres sopa de mel de flor de laranjeira
100 ml de bebida com sabor a baunilha
50 ml de creme de soja
1 pitada de gengibre
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
8-10 morangos
6-8 framboesas
Amêndoa laminada

|Curd de laranja (adaptada daqui)  
20 ml de limão
80 ml de sumo de laranja
3 ovos 
120 gr de açúcar 
50 gr de manteiga à temperatura ambiente

Preparação

Começar por fazer o curd (com pelo menos 1/2 dia de antecedência)
Levar ao lume, em banho maria, os ovos bem misturados com o açúcar e os sumos de laranja e limão. Mexer sempre para não ganhar grumos, até engrossar. Demora cerca de 8-10 minutos. 

Retirar do lume e incorporar a manteiga em pedaços. Mexer até a manteiga estar bem derretida e envolvida no creme.
Colocar em frascos esterilizados, fechar bem e deixar arrefecer com a tampa virada para baixo. Refrigerar. Dura cerca de 15 dias no frigorífico.
Pré-aquecer o forno a 190ºC.
Untar com manteiga um recipiente cerâmico de ir ao forno. Reservar.
Cortar os pãezinhos em fatias e colocar no forno para que tostem um pouco. Retirar do forno e barrar com manteiga de um dos lados.
Juntar várias fatias para voltar a formar um pão e colocar dentro da forma, encaixando uns nos outros.
Cortar os morangos às fatias finas e coloca-las entre as fatias de pão. Espalhar framboesas pelo pão.
Bater os ovos e juntar o mel, a bebida com sabor a baunilha, o creme de soja e uma pitada de gengibre e bater bem.
Verter o liquido no recipiente já com o brioche e deixar absorver cerca de 2 horas. (Este deixei durante toda a noite e resultou bem). 
Polvilhar com amêndoa laminada e levar ao forno, cerca de 30 minutos, até o liquido ter desaparecido e a massa estar bem firme e cozida. Se o pão começar a tostar demasiado proteger com papel de alumínio.
Retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 15-20 minutos, polvilhar com açúcar em pó, decorar com framboesas, morangos e hortelã.
Servir morno acompanhado com curd de laranja.










































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28/04/16

Bolo de Laranja com Nutella




Quando falamos de massas de bolo, além do sabor, que naturalmente é um critério essencial, a textura é um requisito que considero igualmente importante. 
Muitos bolos de camadas pecam por ser algo secos, duros até, demasiado resistentes ao corte, que muita vezes são salvos apenas pelos cremes que o acompanham. 
Como também não sou fã de caldas, tem sido uma luta encontrar uma massa que realmente me convença sem nenhum tipo de "mas".

Pois esta massa, que deriva da uma base que conheci num Workshop destas talentosas meninas, mostra-se tudo que preciso e adoro no corpo de um bolo. É deliciosa, versátil, fôfa e húmida, sem se tornar demasiado densa ou frágil. Podemos facilmente combinar sabores a gosto, conjugar diferentes texturas, e passado três dias ainda não secou e continua excelente.

Faltam-me experimentar algumas variantes que sei que resultarão, mas sempre que quero um bolo delicioso e bem fofinho não penso muito e adapto apenas aromas e cremes de recheio e cobertura.
Confesso que tive de reduzir bastante a quantidade de açúcar em relação à receita original, porque não aprecio massas demasiado doces. De resto, a lógica é sempre a mesma e o resultado também, excelente.

Este bolo resultou do mais aromático que há, com uma combinação de sabores de derreter! É bem simples de executar e sucesso garantido em qualquer festinha ou ocasião. 

Fica a sugestão para surpreenderem mães gulosas neste próximo Domingo. 
Feliz Dia da Mãe!

  







































BOLO DE LARANJA COM NUTELLA

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
4 ovos, médios
250 gr de açúcar
180 ml de leite
180 ml de óleo (usei girassol)
1 colher (sopa) de extracto de baunilha
Rapas de 2 laranjas
Raspa de 1/2 limão
300 gr de farinha 
1 colher (chá) de fermento

|Recheio
100 gr de queijo mascarpone
60 gr de açúcar em pó
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 pitada de canela

|Cobertura
150 gr de Nutella
80 ml de natas batidas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga duas formas de 20 cm de diâmetro e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Reservar. 
Bater os ovos com o açúcar cerca de 5 minutos, até ficar um preparado fôfo. 
Juntar o óleo e envolver. Acrescentar a raspa de laranja e limão e a baunilha. Ir adicionando o leite e a farinha misturada com o fermento, aos poucos. Batendo apenas até estar bem envolvida. 
Verter metade da massa em cada forma e levar ao forno cerca de 30 minutos até a massa estar cozida e o palito sair limpo quando feito o teste.
Deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar.
Para o recheio, que pode ser feito com antecedência, basta bater o mascarpone até ficar macio, adicionando de seguida o açúcar, a canela e o extracto de baunilha, e bater até se obter um creme bem homogéneo. Reservar no frio até usar.
Para a cobertura, bater a nutella até ficar cremosa e adicionar as natas previamente batidas e montadas. Envolver bem e reservar no frio até usar.
Quando o bolo estiver completamente frio, colocar um disco no prato de servir, barrar generosamente com o creme de mascarpone, colocar o segundo disco por cima e cobrir todo o bolo com o creme de nutella.
Decorar a gosto e servir.





16/04/16

Hot Cross Buns









































Ainda que admita que sou muito pouco dada a sovar massas e esperar 7 horas e meia por levedações e afins. Ainda que assuma sem constrangimentos que tenho na minha máquina do pão uma grande amiga, a quem recorro frequentemente. E ainda que receie sempre a textura deste tipo de bolo lêvedo, nunca deixaria passar a 3ª edição do nosso Sweet World sem fazer o desafio proposto pela minha companheira de doces brincadeiras, a querida Lia. Uns jeitosos Hot Cross Buns.

É um tipo de bolinho que se afasta do que normalmente gosto de fazer e do que considero que puxa por mim. Mas se o desafio não é mesmo contrariar algumas destas preguiças e limitações, então qual é?
Desta feita, lá encaixei na agenda um tempinho para me dedicar a estes meninos, pois desta vez tinha de fazer tudo à séria. Com as mãos. Bem envolvido, bem amassado, bem levedado.

Relativamente ao enquadramento histórico dos Buns, que são um doce cheio de misticismo e carácter religioso, ligados à época da Páscoa, podem ler a óptima resenha que a Lia fez aqui.

Tenho de admitir que, depois de um ou outro susto e dúvidas que me assolaram durante o processo de execução, acabei por gostar imenso do resultado. Tanto visualmente como ao nível do sabor. A massa é leve, pouco doce e super aromática. Não se torna seca e, com esta receita em particular que leva maçã na massa, mais ligeira se mostra. Contudo, são melhores fresquinhos e fofinhos, comidos no próprio dia. No dia seguinte gostei mais torradinhos.

Fizeram as delícias dos homens da casa e fizeram-me feliz a mim, por ver que se quisermos conseguimos facilmente encarar desafios que normalmente nos afugentam, e vergar com sucesso umas simples e queridas bolinhas cruzadas, por exemplo.

Não vos desejo Boa Páscoa porque além de já não fazer sentido, estes buns combinam maravilhosamente com um qualquer lanchinho de fim de semana, com um qualquer pequeno almoço de dia de trabalho, ou, melhor ainda, com uma qualquer lancheira de escola. 
E é vê-los sorrir. 







































HOT CROSS BUNS
(Adaptada da receita Hot Cross Buns, do livro "How to Bake", do Paul Hollywood)

Ingredientes
(10 buns)

|Massa
500 gr de farinha (sem fermento)
10 gr de sal
75 gr de açúcar
10 gr de fermento de padeiro
40 gr de manteiga
2 ovos médios
120 ml de leite morno
120 ml de água fria
100 gr de pepitas de chocolate negro 
Raspa de laranja
Raspa de limão
1 maçã média, descascada e ralada
1 colher (sobremesa) de canela

|Cruz
75 gr de farinha
75 ml de água

|Glaze
1 colher (sopa) de doce de alperce
Água

Preparação

Num recipiente largo colocar a farinha. Acrescentar o sal e o açúcar num dos lados e o fermento no outro. Adicionar a manteiga, os ovos, o leite e metade da água e começar a envolver tudo delicadamente com os dedos. Ir adicionando a restante água aos pouco e envolvendo bem a massa até a farinha ficar totalmente absorvida e a massa começar a descolar das paredes. Quando estiver mais homogénea passa-la para uma superfície enfarinhada e amassar durante cerca de 5 minutos. (a massa fica bastante pegajosa e algo difícil de trabalhar nesta fase, pelo que, se pode recorrer à ajuda da farinha para facilitar).
Formar uma bola e colocar a massa dentro de um recipiente ligeiramente untado com óleo. Tapar bem tapado com um pano grosso ou uma toalha, e deixar levedar em local de temperatura amena e resguardado de correntes de ar, uma hora no mínimo (idealmente duas ou três), até que duplique o volume.
Passado este tempo voltar a colocar a massa numa superfície enfarinhada e juntar as pepitas de chocolate, as raspas dos citrinos e a maçã, e envolver bem sem precisar bater muito a massa. Coloca-la novamente no recipiente por mais 1 hora.
Ao fim deste tempo colocar novamente a massa na superfície enfarinhada e molda-la dando-lhe uma forma cilíndrica, de modo a poder-se cortar fatias que se moldarão em bolas.
Cortar em 10 fatias (a receita indicava 12) e arranjar a massa para ficar com forma de bolinho.
Dispor num tabuleiro de forno previamente forrado com papel vegetal, com um afastamento de cerca de 3 cm entre elas (ter atenção que a massa cresce durante a cozedura e elas juntam-se). Tapar o tabuleiro com um pano e deixar a levedar mais cerca de 1 hora (neste passo deixei apenas 20 minutos) até que os bolinhos aumentem de tamanho.
Pré-aquecer o forno a 220ºC.
Entretanto fazer a pasta para a cruz, juntando a água com a farinha e mexer muito bem até obter uma pasta homogénea. Colocar a pasta numa seringa ou saco de pasteleiro com bico fino e fazer uma cruz nos bolinhos.
Levar o tabuleiro ao forno cerca de 30 minutos ou até a massa estar bem douradinha.
Retirar do forno e, ainda quentes, pincelar com o doce de alperce diluído num fio ligeiro de água.
Servir morninhos.  

Nota: em relação à receita original substitui as passas pelas pepitas de chocolate, retirei a casca de laranja picada e introduzi casca de limão.
Note_1: é uma massa um pouco difícil de trabalhar, no sentido de se mostrar inicialmente bastante pegajosa, mas começando a repousar torna-se mais fácil.
Nota_2: não se assustem se a cruz desaparecer no início da cozedura, pois assim que a massa começar a dourar ela fica visível novamente. Para um efeito mais definido aconselho a carregar mais na quantidade de pasta.




05/02/16

Salada Morna de Brócolos, Quinoa e Laranja




Brócolos! Aquele legume denso e verdíssimo, composto por botões florais ou floretes, com uma textura bem curiosa e, se pretendermos, crocante, cujo potencial benéfico para a nossa saúde é mais do que reconhecido. 
Desde as suas propriedades anti-oxidantes e anti-cancerígenas, até ao facto de ser rico em Ácido Fólico, Ferro, Vitamina A, C e do Complexo B, faz desta espécie de couve um dos alimentos fixos na lista dos que deveriam marcar presença assídua na nossa alimentação. 
Um super alimento, portanto, com a vantagem acrescida de ter poucas calorias.

Soube há bem pouco tempo que pertence à familia das Brássicas, resultado da parceria com a Dra. Carla Fernandes, que para esta rubrica "Inspirar & Nutrir" me desafiou a fazer algo com esta espécie verde específica, que tanto gosto e uso.
Para esta edição nem precisei de pensar muito, pois a opção recaiu automaticamente sobre um prato que repito muitas vezes e curiosamente nunca tinha partilhado. Esta salada morna é de uma simplicidade de execução tal que até contrasta com o seu vibrante sabor e imensidão de texturas.
Uso muito o brócolo na sopa, em arroz solto ou simplesmente cozido como acompanhamento, mas aqui ele fica mesmo como gosto, bem firme, quase crocante. 
Combina especialmente bem com o cogumelo e a quinoa, e o molho de soja juntamente com a acidez da laranja, dão-lhe uma certa estridência viciante. 
Repleto ainda de texturas, é um prato diferente, super delicioso e absolutamente intemporal.

É leve mas simultaneamente saciante, e morno fica no ponto certo. 
Bom apetite!  






































SALADA MORNA DE BRÓCOLOS, QUINOA E LARANJA

Ingredientes
(3-4 doses)

1 cebola roxa, grande
2 dentes de alho, médio
300 gr de brócolos
3 cogumelos portobello, grandes
125 gr de quinoa branca, cozida
Azeite
Pimenta
Pimentão doce fumado
3-4 colheres (sopa) de molho de soja
Coentros frescos
1 laranja, grande
1 colher (sopa) de pistáchio tostado e partido grosseiramente

Preparação

​Colocar um fio de azeite numa wok ou frigideira anti-aderente e adicionar a cebola laminada, seguindo-se do alho esmagado. Deixar amolecer 1 a 2 minutos e acrescentar os brócolos cortados em floretes pequenos. Saltear durante 4-5 minutos abanando sempre a frigideira, e com o lume alto acrescentar os cogumelos laminados, uma colher de sopa de coentros frescos, uma pitada de pimenta e outra de pimentão doce fumado. Ir abanando a frigideira para saltear bem os legumes, evitando mexer muito com colher.
Quando os cogumelos se mostrarem quase prontos, adicionar o molho de soja e deixar cozinhar mais 2-3 minutos.
Acrescentar de seguida a quinoa e envolver delicadamente nos legumes.

Retirar do lume e deixar repousar 3 a 5 minutos.
Passar para um prato/travessa de servir, espalhar a laranja em pedaços por cima, polvilhar com coentros picados e com os pistáchios e servir morna.


​Nota: Dado o uso de molho de soja, não necessita de sal.
Nota 1: Também resulta muito bem se incluirmos grão cozido, aumentando a poder saciante do prato.





28/01/16

Portokalopita




A história deste doce, que pelo nome facilmente se consegue perceber a origem, confunde-se com a história dos portugueses.
A primeira parte da palavra, "Porto", captou automaticamente a minha atenção. Logo depois desta ser totalmente absorvida pela imagem do Pintrest que a acompanhava. A bela foto mostrava um doce bem reluzente e apelativo com uma denominação grega por baixo. Matando a curiosidade lá fui pesquisar e cheguei até este Bolo Grego de Laranja.

Ao introduzirem a laranja na Europa, vinda da China, os portugueses permitiram que a exploração deste fruto acontecesse, e que as mais diversas iguarias pudessem surgir em vários países do velho continente. Daí "portokali" significar laranja em turco, segundo apurei, ou também português. 

A execução não podia ser mais fácil. A textura é ligeira mas algo semelhante a um pudim denso. É húmida, vibrante e, obviamente, repleta de aromas cítricos.
Esta versão surgiu da mescla do resultado de algumas pesquisas, que naturalmente apresentavam diferenças entre si, garantindo assim que se adaptasse mais ao meu gosto, nomeadamente, pela substituição de óleo por azeite e do açúcar por mel.
Com muita pena ainda não consegui apresentar uma Baklava ao meu forno, mas acredito que este Portokalopita também lhe encheu as medidas. 

Foi uma experiência de fim de Verão que encaixa perfeitamente nesta época em que a natureza é fértil na oferta de citrinos. 
É uma receita que reforça a minha paixão pela Grécia e me recorda o quanto a quero conhecer. Porque um dia, longe das crises e das troikas, estes e outros sabores alimentarão o meu palato "in loco". Oh se alimentarão!







































PORTOKALOPITA

Ingredientes
(6 pessoas)

|Massa
300 gr de massa filo
4 ovos, médios
4 colheres (sopa) de mel de flor de laranjeira
150 gr de iogurte grego
80 ml de azeite
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 colher (chá) de fermento
3 laranjas

|Calda
80 ml de água
2 laranjas
1 colher (sopa) bem cheia de mel de flor de laranjeira
1 pau de canela

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar um recipiente (travessa ou forma) de forno com azeite.
Desfazer a massa filo em bocados pequenos e colocar dentro da travessa (usei de 20x15cm). Deixar um pouco ao ar para secar.
Reservar uma laranja para decorar. Raspar a casca e espremer o sumo das restantes e reservar.
Colocar no liquidificador os ovos, o açúcar, o azeite, a baunilha, o sumo e a raspa de laranja, e triturar bem até ficar um preparado homogéneo. Acrescentar o fermento e envolve-lo com uma espátula.
Verter o preparado sobre a massa filo e com a ajuda de uma espátula fazer com que toda a massa filo absorva bem o líquido, que deverá ficar bem distribuído pela forma. (este passo é essencial a um bom resultado final, onde se espera uma textura uniforme por todo o doce)
Decorar com fatias finas de laranja e levar ao forno cerca de 40 minutos, até a massa estar firme e sem partes liquidas.
Enquanto a massa coze, preparar a calda, espremendo o sumo das laranjas e juntar a todos os outros ingredientes num tachinho, incluindo as metades da laranja espremida. Levar ao lume e deixar ferver em lume brando cerca de 10 minutos. Retirar do lume e deixar arrefecer.
Estando o bolo cozido, retirar do lume e imediatamente regar com a calda.
Deixar arrefecer 1 hora e servir.

Nota: verificar bem se o centro está perfeitamente cozido. Por vezes parece estar mas pode precisar de apenas mais uns minutinhos para solidificar essa zona (como aconteceu nesta experiência).





12/11/15

Pavlova de Abóbora, Laranja e Noz para o 2º Aniversário









































Chegou o 2º Aniversário do blog! Consigo trás uma proposta cheia de vida, luz e cor.
É incrível perceber como algo impensável para mim até há 2 anos, dá agora forma a uma parte tão boa, positiva e relaxante dos meus dias. 
O tempo que nos "rouba", impedindo-nos de fazer outras coisas que a vida nos impõe, é compensado por todo o entusiasmo e boa energia, enfim, por toda a realização pessoal que dele obtemos. 
 
Do post de parabéns do ano passado, recordo e reforço a aprendizagem e a constante vontade de fazer mais e melhor, como maiores consequências da decisão de o criar. A juntar às pessoas que fui e vou conhecendo, seja virtual ou pessoalmente, constituem, sem dúvida, o melhor que este cantinho me dá.

As receitas e inspirações surgem de todo o lado. Dos livros que chegam, do Pintrest que vicia, das conversas com outros apaixonados por este delicioso tema, dos blogs vizinhos sempre tão estimulantes. A sua leitura e absoluta absorção é imediata. A vontade de as por em prática é gigante.
Ainda que o tempo nos obrigue a definir prioridades, enquanto esta curiosidade e sede de fazer mais e melhor continuarem, acredito que siga no bom caminho. E é só isso que lhe desejo, um excelente e produtivo percurso.
A este pedacinho de mim, este ano presenteado com um lindo Cake Stand da Patrícia, prometo continuar a alimenta-lo com a dedicação e carinho que merece, fazendo os possíveis para que consiga crescer e evoluir de forma construtiva e interessante.

Declaração de amor feita, resta dizer que a Pavlova de comemoração ficou brutal! Bem intensa, com sabores da época e repleta de texturas e contrastes. 
Nada saudável e cheia de exageros como se espera de um bom dia de festa.

A vocês, Muito Obrigada por estarem ai.
 

 

PAVLOVA DE ABÓBORA, LARANJA E NOZ

Ingredientes
(8-10 pessoas)

|Merengue/Base
5 claras
200 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de vinagre
1 colher (sopa) de amido de milho

|Curd de Laranja e Abóbora
3 ovos
1 gema
100 gr de açúcar
80 ml de sumo de laranja
100 gr de puré de abóbora (usei hokkaido)
1 colher (café) de canela
50 gr de manteiga

|Chantilly
200 ml de natas para bater
40 gr de açúcar em pó
1 colher (sobremesa) de extrato de baunilha

|Caramelo de noz
2 colheres de sopa de noz, grosseiramente partida
3/4 de chávena (chá) de açúcar
1/2 de chávena (chá) de água

|Decoração
Noz, grosseiramente partido
Sementes de Abóbora, tostadas
Hortelã fresca

Preparação

Começar por fazer o curd (com pelo menos com 1-2 dia de antecedência).
Levar ao lume, em banho maria, os ovos bem misturados com o açúcar e o sumo de laranja. Mexer sempre para não ganhar grumos, até engrossar. Demora cerca de 10 minutos. 
Retirar do lume e incorporar o puré de abóbora misturado com a canela, mexendo bem até ficar totalmente envolvido. De seguida acrescentar a manteiga cortada em pedaços e voltar a mexer até estar derretida e perfeitamente envolvida no creme.
Colocar em frascos esterilizados, fechar bem e deixar arrefecer com a tampa virada para baixo. Refrigerar. Dura cerca de 15 dias no frigorífico.
Para a pavlova: Pré-aquecer o forno a 150ºC. Colocar uma folha de papel vegetal e desenhar um círculo com cerca de 20 cm de diâmetro. Reservar.
Bater as claras em castelo firme. Juntar de seguida o açúcar aos poucos, duas colheres de cada vez, até estar bem incorporado. De seguida adicionar o vinagre, envolver, e por fim o amido de milho.
Espalhar o preparado dentro do círculo desenhado, e moldar a gosto com uma espátula ou colher. Ter atenção para deixar o centro um pouco mais baixo que os limites exteriores.
Colocar no forno e passado 15 minutos reduzir a temperatura para 140ºC. Deixar cozer durante 1 hora, não abrindo nunca a porta do forno. Ao fim deste tempo desliga-lo e deixar a pavlova lá dentro até arrefecer completamente. (frequentemente deixo de um dia para o outro).
Preparar o chantilly, batendo as natas até estarem bem firmes. Acrescentar o açúcar em pó e a baunilha e bater até estarem incorporados. Levar ao frigorífico até à hora da montagem.
Preparar o caramelo, levando o açúcar ao lume num tachinho, juntamente com a água. Deixar ferver até fazer ponto de caramelo. Espalhar os pedaços de nozes, grosseiramente picados, numa pedra/balcão de granito e verter o caramelo por cima. Deixar enrijecer e secar completamente, e com delicadeza, descolar da bancada com  a ajuda de uma faca fina.
 
Montagem: Descolar delicadamente o merengue do papel vegetal e coloca-lo no prato de servir. Espalhar por cima as natas/chantilly. Distribuir o curd por cima do chantilly, acentuando no limite exterior de forma a que escorra pelo merengue. Partir o caramelo de noz a gosto e espalhar por cima das natas. Salpicar com as sementes de abóbora, noz partida e mais uns pingos de curd, a gosto. Finalizar decorando com folhinhas de hortelã fresca.
Manter no frio.