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12/02/16

Pudins de Café e Chocolate




Esta é mais uma. Daquelas propostas que vemos, imediatamente nos apaixonam, cheias de entusiasmo marcamos para fazer e passado vários meses finalmente lá consumamos o acto.
Adorava ter todo o tempo desejado para experimentar todas as receitas que me fascinam por esta blogosfera fora, nos livros, revistas, pintrest... Mas simplesmente não é possível.

Uns simples copinhos, preenchidos com um creme fruto de uma daquelas combinação de sabores infalível, que me cativou pela sua incrível intensidade, apresentados em tempos pela Suzana no seu delicioso blog que sempre me ensina tanto, o Gourmets Amadores, ficaram muito bem guardados para reproduzir.
A receita é simples e executa-se muito bem. Por uma questão de logística optei por reduzir a quantidade para metade, e, na impossibilidade de encontrar o Cubania, já que foi uma edição limitada da Nespresso, tive de recorrer ao Kazaar, da mesma marca, sendo o que mais se aproxima em termos de intensidade.
Ainda que não tenha conseguido atingir a densidade e ar arrebatador do pudim original, o seu sabor delicioso e bem intenso obrigam à sua partilha. Conquistaram fãs por aqui! 

Já que S. Valentim nos visita nos próximos dias, achei esta proposta perfeita para adoçar o serão. Até porque se não houver com quem partilhar, de muito bom grado se saboreia a solo.

Feliz Dia dos Namorados!







































PUDINS DE CAFÉ E CHOCOLATE

Ingredientes
(3-4 copinhos/taças pequenas)

100 ml de natas
100 ml de café forte (usei 2 cápsulas de Kazaar, Nespresso)
40 gr de açúcar mascavado claro
40 gr de chocolate para culinária (70% de cacau), picado
20 gr de cacau em pó
1 gema
1/2 colher (sopa) de amido de milho
Framboesas/Morangos e iogurte grego ou natas para acompanhar (opcional)

Preparação

Levar as natas a aquecer.
Num recipiente grande juntar a gema ao amido de milho e mexer bem até formar uma pasta. Aos poucos acrescentar as natas quentes e mexer bem. Levar a mistura a lume brando mexendo sempre até engrossar, durante cerca de 2-3 minutos.
Retirar do lume e juntar o chocolate, envolvendo bem até que este derreta completamente.
Juntar o açúcar ao café acabado de fazer e mexer até que esteja totalmente dissolvido.
Acrescentar o café ao pudim e envolver bem até obter um creme homogéneo.
Distribuir o pudim por copinhos e deixar arrefecer completamente.
Levar ao frigorífico pelo menos 2 horas antes de servir.
Para dar um toque especial, decorar com iogurte ou natas e frutos vermelhos, e servir.









21/12/15

Chamuças de Batata Doce e Amêndoa




De típico este doce pouco ou nada tem. A sua forma e aspecto remetem-nos para o salgadinho picante e de sabores exóticos por quem tanta gente se apaixonou. 

Não se imaginava que no centro destes leves triângulos, um creme doce e ligeiro pudesse resultar tão bem.
E não é só a forma que o faz destacar-se, definitivamente, dos doces tradicionais de Natal. A sua leveza é realmente o ponto mais distante quando pensamos na intensidade e excesso de açúcar dos habituais iguarias natalícias. 
Estas chamuças são deliciosamente leves mas marcantes, suaves, estaladiças e perfeitas ainda morninhas. 

Encontrei a ideia ao folhear um pequeno suplemento de revista, com receitas que normalmente as acompanham em épocas festivas como estas. Como nunca tinha feito chamuças pareceu-me perfeito para a estreia.
Com a introdução das alterações que achei mais enriquecedoras, deram forma a uma bonita e pouco calórica goluseima. Se a batata doce for de boa qualidade pouco açúcar necessita e a amêndoa fornece o toque crocante essencial.

De Natal ou de qualquer outro dia é um excelente doce, que hoje acompanha os desejos de Boas Festas e um Extraordinário 2016 para todos.
    






































CHAMUÇAS DE BATATA DOCE E AMÊNDOA

Ingredientes
(20 unidades)

500 gr de batata doce
80 gr de açúcar (se a batata for pouco doce passar para 100 gr)
100 ml de água
1 pau de canela
2 casquinhas de limão
2 gemas
2 colheres (sopa) de amêndoa sem pele, tostada e grosseiramente triturada
10 folhas de massa brick
Manteiga qb

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºc.
Assas as batatas doces com a casca até estarem macias. Retirar do forno, Retirar a pele e reduzir a polpa a puré.
Num tachinho levar ao lume a água, o açúcar, o pau de canela e o limão, até a calda reduzir e obter ponte de cabelo.
Juntar o puré de batata, envolver bem e deixar arrefecer um pouco.
Acrescentar as gemas e levar novamente a lume brando até fazer ligeiro ponto de estrada.
Acrescentar a amêndoa e envolver bem. Reservar.
Cortar cada folha de massa brick ao meio, dobrar a parte redonda sobre o centro até ficar um rectângulo com cerca de 6-7 cm de largura. Colocar um pouco de recheio numa ponta e ir dobrando em triângulos até fechar e acabar a massa. 
Pincelar com manteiga derretida dos dois lados e colocar no tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Repetir até acabar a massa.
Levar ao forno cerca de 10 minutos até as chamuças estarem douradinhas e vira-las para dourar do outro lado.
Retirar do forno e servir simples ou regadas com calda de mel (mel diluído num pouco de água quente). 






02/12/15

Arroz Doce Especial




Esta ideia, cada vez mais facto, de que o açúcar é veneno, no sentido em que se mostra totalmente vazio sob o ponto de vista nutricional, mas principalmente tóxico para o nosso organismo, tem ganho uma importância cada vez mais proeminente na minha cabeça.

Há muito que leio sobre, e há algum tempo que comecei a procurar alternativas ao seu uso. Não consegui, ainda, suprimi-lo em absoluto da minha alimentação. Não sou adepta de extremismos e sei que não sou obrigada a fazê-lo, mas sinto que devia e, sinceramente, gostava muito.

Tenho tentado compatibilizar a paixão por fazer bolos, doces e experimentar receitas novas, com esta vontade de excluir o açúcar cá de casa (e aqui a coisa começa a complicar-se!). 
Sei que em algumas receitas é impossível. Quanto muito faço o que sempre fiz, corto imenso às quantidades indicadas. Mas para conseguir chegar a uma solução doce bem sucedida, sem recurso a refinados, recorro frequentemente às geleias e xaropes naturais - agave, ácer, cevada, etc.
Há muito a ideia que certos doces sem açúcar simplesmente não funcionam, perdem a sua natureza e passam a ser outra coisa qualquer. Consigo concordar, mas também acho que, em algumas situações, é uma questão de habituação do nosso palato a essa nova roupagem, que, não tendo eventualmente a textura e o sabor exactamente iguais ao que estamos habituados, pode ser igualmente deliciosos.

Para esta receita, que teria de estar associada ao Natal, criada no âmbito da parceria com o site Nutrição Feminina, diz-me a Dra. Carla: "Consegues adoçar sem recurso a xaropes ou geleias? Simplesmente com fruta, por exemplo?".
Claro que a resposta foi positiva. Para um bom resultado o desafio seria maior, o que adoro, mas teria de ser igual e certamente funcional.

Bom, a reinterpretação deste doce tão típico da mesa portuguesa, anulou completamente o açúcar de qualquer tipo, mel ou xaropes naturais, assim como o glúten. Contou com a inclusão das tâmaras, do puré de maçã e das especiarias, para obter os mesmos efeitos de sabor e textura. E acreditem que ficou bem docinho e extra cremoso.

Para quem pretender abusar menos um bocadinho nesta quadra que se aproxima, ou mesmo para os que conseguem portar-se bem todo o ano, fica esta alternativa, do mais delicioso que há, para o tradicional Arroz Doce.







































ARROZ DOCE ESPECIAL

Ingredientes
(4-6 doses)

150 gr de arroz para arroz doce
600 ml de bebida com sabor a baunilha (usei Shoyce)
2 maças, grandes, maduras e pouco ácidas
8 tâmaras secas
Água
4 raspas de limão
1 pau de canela
1 pitada de sal
2 gemas
1/2 colher (café) de canela
1/2 colher (café) de erva doce
1/4 de colher (café) de gengibre

Preparação

Começar por retirar os caroços das tâmaras, corta-las em quartos e coloca-las de molho num pouco de água. Deixar repousar cerca de 1,30h.
Descascar e descaroçar as maçãs, cortar em pedaços e levar ao lume a cozer em cerca de 150 ml de água e uma pitada de canela. Quando estiverem moles retirar da água (coar e reservar esta água!) e reservar.
Num tacho médio colocar a bebida com sabor a baunilha, o pau de canela e as raspas de limão. Quando estiver bem quente juntar o arroz, mexer e reduzir o lume para o mínimo. 
Entretanto juntar num processador de alimentos ou trituradora, o puré de maça e as tâmaras. Triturar durante cerca de 5 minutos até se obter um preparado bem cremoso e homogéneo. Se necessário triturar um pouco mais.
Deixar o arroz cozer cerca de 15 minutos, sempre no mínimo e mexendo para não agarrar, e acrescentar a água de cozedura da maçã.
Deixar cozer mais 10 minutos e verificar se o arroz já se encontra quase no ponto. Acrescentar o puré de maçã, a canela, a erva doce e o gengibre e envolver bem e deixar cozinhar mais 1-2 minutos.
Retirar do lume, juntar uma colher de arroz às gemas e mexer energicamente. Juntar as gemas ao arroz, no tacho, e envolver bem. Levar novamente ao lume até quase começar a ferver e retirar.
Verter num prato/travessa de servir, deixar arrefecer um pouco, polvilhar com especiarias a gosto e servir. 
Sugestão: Decorar com gomos de maçã caramelizada.
  
Nota: Para uma opção vegan, as gemas podem ser substituídas por uma colher de sopa de amido de milho, diluída num pouco de água.
Nota 1: Para conferir um toque mais amarelinho pode juntar-se ao amido uma pitada de açafrão.