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16/12/16

Salame de Côco e Granola










































Salame em tempos de Detox.
É neste delicado contexto, e quase em véspera de Natal, que surge esta versão de um doce tão comum entre nós e tradicionalmente carregado de calorias, daquelas que tanto gostamos.

Numa fase, pré-natalícia, em que me dispus a cumprir 30 dias sem alguns ingredientes específicos, bem familiares ao meu organismo, surgiu a vontade de comer um denso e saboroso rolinho de chocolate. Adaptando, para o efeito, esta receita, já de si mais ligeira em relação às versões tradicionais.

Para quem aprecia sabores intensos esta sugestão não podia ter corrido melhor. Pouco doce e bem envolvente, recheada qb, e com o big bónus de ser saudável, veio preencher aquelas pequenas descompensações que naturalmente surgem num contexto destes.
Não possuindo lácteos, soja, trigo ou açúcar, tendo a cevada de malte a garantir o efeito adoçante, este salame passa para um dos lugares de destaque da lista dos doces saudáveis favoritos. 
  
Mostra-se igualmente perfeito para variar das bolachinhas e dos bombons que tanto gostamos de oferecer na época natalícia, destacando-se como uma interessante e deliciosa alternativa aos doces presentes comestíveis. 
De qualquer das formas experimentem e digam-me vocês! 







































SALAME DE CÔCO E GRANOLA 

Ingredientes
(10-12 fatias)

1 colher (sopa) de cevada de malte
80 gr de manteiga de amêndoa, caseira
3 colheres (sopa) de creme de côco 
60 gr de chocolate negro para culinária (92% de cacau), partido em pedaços pequenos
1 colher (sopa) bem cheia de cacau magro em pó
1/2 colher (sopa) de extracto de baunilha
2 colheres (sopa) de lascas de côco tostadas
60 gr de amendoim torrado
60 gr de noz 
30 gr de sultanas douradas 
100 gr de granola caseira

Preparação

Num recipiente juntar os amendoins, grosseiramente partidos, a noz, as sultanas e as lascas de côco e reservar.
Levar o creme de côco a aquecer juntamente com a manteiga de amêndoa e a cevada de malte, em lume brando, mexendo sempre. Quando começar a ferver, retirar do lume e acrescentar o chocolate, mexendo bem até este derreter completamente. Adicionar o cacau e a baunilha, envolver bem e deixar arrefecer muito ligeiramente.
Misturar os frutos secos e a granola no preparado de chocolate e envolver. Ficará uma pasta algo densa. Transferir para cima de um pedaço de papel vegetal e com as mãos moldar uma forma cilíndrica. Apertar bem o papel em forma de rebuçado a fim de compactar bem o salame.
Levar a refrigerar 3-4 horas ou, idealmente, de um dia para o outro.
Antes de servir, fatiar e retirar o papel.
Conservar no frio.

Nota: Usar creme de côco, não leite de côco. 
Nota_1: Os frutos secos podem facilmente ser substituídos e ajustados ao gosto de cada um.



25/07/16

Round Up do 6º Sweet World - Black Florest Cake




Depois desta edição quase todas as participantes podem deixar de dizer: "andava para fazer este bolo há taaanto tempo!!!". De facto é dos mais conceituados e conhecidos clássicos de chocolate que toda a gente conhece mas nem todos chegaram a executar.

Convenceu e agradou imenso, o que faz desta experiência mais uma em que a aplicação e o investimento compensaram.  
Mais uma edição feliz e uma vez mais um grande Obrigada pela forma sempre carinhosa e dedicada com que dão resposta aos desafios que vamos propondo.

Cá ficam as várias maravilhas deste mês, em que o tema era Black Florest Cake.





Célia, blog Love´s Kitchen



Helena, blog Cooking



Márcia, blog Prata da Casa



Sílvia, blog Bocadinhos de Açúcar



Marília, blog Tá consolando



Paula, blog Sugar Bites



Marta, blog Intrusa na Cozinha



Carla, blog Guloso qb



Ana e Carla, blog Cromas da Cozinha



Cláudia, blog Bonne Femme Kitchen



Cláudia, blog Dona Biscoito



Ana, blog Anasbageri



Susana, blog Basta Cheio


20/06/16

Black Florest Cake










































A cereja, bem fresca, carnuda e vermelhinha, aos pares ou sozinha, traz o tema para a 6ª edição do projecto Sweet WorldMas não vem só. Vem antes na melhor das companhias. 
Quando se pensa em doces de mundo famosos e se fala neste fruto tão bonito e amado, o que nos ocorre de imediato? O Black Florest Cake, ou Bolo Floresta Negra, obviamente. 
Um dos mais famosos bolos de chocolate do mundo, de origem alemã (ainda que existam alguns rumores que possa ter vindo da Suiça) e de seu verdadeiro nome Schwarzwälder Kirschtorte, que significa "bolo de cereja floresta negra"mostra-se perfeito para celebrar um dos grandes frutos desta época, resgatando o chocolate que já vai fazendo falta no desafio.

Nesta perfeita conjugação encontramos um bolo de massa de cacau que deverá ser envolvido em Kirschwasser, um licor de cereja negra, estruturado em camadas, recheado com chantili e cerejas, coberto igualmente com chantili e decorado com raspas de chocolate e cerejas.
Ainda que em alguns países a apropriação desta iguaria faça com que não inclua o kirsch, na Alemanha só é comercializado com o seu nome original se incluir esta bebida alcoólica. É portanto um elemento essencial à manutenção da natureza original do doce. Diz a tradição que o licor se assuma perfeitamente e o seu toque espirituoso se faça sentir devidamente quando saboreamos o bolo. Não se mostra, de todo, uma sobremesa indicada para crianças.

Lê-se que a inspiração para o seu nome veio das misteriosas florestas do sudoeste alemão, assim como também se lê que os seus ingredientes surgiram inspirados pelas cores e formas dos trajes tradicionais das mulheres solteiras.
O que é certo é que independentemente das suas fontes de inspiração, o chocolate, o chantili, o licor e as cerejas, originam uma formula quase mágica que faz sucesso em todo o mundo, materializando um dos bolos mais conceituados de sempre.
Ainda que sem confirmação oficial acredita-se que esta iguaria tenha sido inventada em 1915 pelas mãos do pasteleiro Josef Keller. 






































Não sendo o tema mais inovador no contexto deste nosso desafio, na medida em que, mesmo quem nunca o fez seguramente já ouvir falar dele, não deixa de ser com toda certeza igualmente desafiante, se o encararmos e quisermos executar de forma fiel à sua essência. E só respeitando alguns pontos chaves se mostra possível executa-lo e prova-lo sabendo que é suposto parecer e saber daquela exacta maneira. Aqui reside o objectivo central do desafio.

É efectivamente um bolo fácil de executar, sem grandes truques ou segredos. A massa deverá ficar fôfa, bem parecida com pão de ló de chocolate, que será depois humedecida pelo licor. O recheio e cobertura são em chantili com as cerejas a dar aquele toque especial. As raspas de chocolate conferem o duplo efeito, crocante e decorativo, que tão bem finaliza a composição.
Confesso que adoro vê-los naked mas neste caso a cobertura foi total como manda a tradição. Apenas fugi ao preenchimento das laterais do bolo com raspa de chocolate, como originalmente deve ser.
Verificando em mais do que uma fonte que apenas a camada inferior de recheio levava cereja, ainda que a maioria das versões a inclua em todas as camadas, optei por fazer desta forma.

Não é nem é suposto ser um bolo muito doce, mas antes, uma iguaria de sabores intensos e forte personalidade, com o aroma do licor em grande destaque, com bastante frescura conferida pelas natas e um toque frutado ácido que só as cerejas podem garantir.
É, peremptoriamente, um bolo para adultos que não se importam de ficar ligeiramente tontos depois de alimentarem a alma com duas ou três fatias desta maravilha (dizem os alemães). 
Para animar os serões de Verão que estão aí à porta, quem se atreve? 

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução do clássico Floresta Negra, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 20 de Julho para nos apresentarem o vosso Black Florest Cake, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Julho, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 6ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Julho.

Vamos lá e Guten Appetit!







































BLACK FLOREST CAKE (Bolo Floresta Negra)

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa (adaptada daqui)
5 ovos médios
100 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
40 gr de cacau
100 gr de farinha (sem fermento)
1 colher (café) de fermento
25 gr de amido de milho
1 pitadinha de canela

|Recheio, Cobertura e Decoração
200-250 gr de cerejas frescas
75 ml de Kirsch (usei Ginginha)
600 ml de natas para bater (colocar no congelador 10 minutos antes de bater)
150 gr de açúcar em pó
120 gr de chocolate para culinária (70% cacau)

Preparação

Começar por descaroçar as cerejas (reservando algumas inteiras para a decoração), envolve-las no licor e deixa-las a macerar durante a noite.
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar duas forma de 20 cm de diâmetro com manteiga, forrar o fundo com um disco de papel vegetal e voltar a untar. Reservar.
Levar os ovos a bater com o açúcar e o extracto de baunilha cerca de 5 minutos até a massa fica esbranquiçada e bem fôfa.
Peneirar os secos - farinha, amido de milho, cacau, fermento e canela - para um recipiente.
Aos poucos ir juntando ao preparado anterior, envolvendo delicadamente até terminar.
Verter metade do preparado em cada forma e levar ao lume cerca de 20-25 minutos até a massa estar cozida e firme. Retirar do lume, deixar arrefecer e desenformar. (não é suposto crescer muito).
Quando a massa estiver fria cortar em dois discos iguais, fazendo quatro elementos de massa.
Bater as natas até estarem bem firmes e adicionar de seguido o açúcar em pó batendo um pouco mais.
Para as lascas de chocolate, partir o chocolate em pedaços pequenos e levar a derreter em banho maria. Quando estiver perfeitamente liquido, espalhar sobre uma folha de papel vegetal e com a ajuda de uma espátula espalha-lo bem, enrolando de seguida a folha, formando um canudo. Levar ao frio e quando estiver completamente duro abrir a folha. O chocolate vai-se partindo em pedaços de várias formas e tamanhos. Usar a gosto. 

Montagem: colocar o primeiro disco de massa no prato de servir, pincelar generosamente com o licor de cerejas, barrar com uma boa generosa de chantili e espalhar as cerejas maceradas por cima. Colocar o segundo disco,voltar a pincelar bem com licor e espalhar chantili. Repetir até ao último disco de bolo. Para terminar barrar o bolo todo - laterais e topo - com chantili. Decorar a gosto com lascas e/ou raspas de chocolate e cerejas.
Conservar no frio e servir fresco.

Nota: pesquisei e analisei várias receitas, chegando a esta versão ligeiramente simplificada, mas conservando os ingredientes essenciais e pontos chaves do doce original.
Nota_1: achei a massa um pouco seca e senti que devia ter usado mais licor para a humedecer. Por um lado melhorava a sua textura, por outro conferia-lhe o sabor à bebida que é suposto ser bem pronunciado. Portanto, não tenham medo de encharcar bem a massa.
Nota_2: considerando o papel do chantili neste bolo é essencial que as natas estejam mesmo firmes antes de aplicar. Não esquecer de as colocar no congelador 10 minutos antes de bater e usar uma marca que não falhe (para este efeito, por aqui é sempre Agros).



20/04/16

Donauwelle Torte








































E de Sweet World em Sweet World é impossível parar de explorar, conhecer, aprender, babar e, por vezes também, dar algumas cabeçadas na parede.
Já na 4ª edição, pretendíamos algo interessante (critério essencial e obrigatório!) relativamente simples e preferencialmente bem aliciante. 
Um bolo com grande impacto visual cujo nome significa "Ondas do Danúbio" pareceu-nos que cumpria muito bem os requisitos.
O bolo Donauwelle, de seu nome original Donauwelle Torte e de seu nome carinhoso Donald, diminutivo que adquiriu entre nós, mostrou-se perfeito para encaixar numa primavera indecisa e confusa que claramente necessita de uma boa dose de saborosa beleza para espevitar.

Trata-se de um conhecido bolo de origem alemã e austríaca, cujo significado do nome se deve ao efeito turbulento e ondulado que o marmoreado cria no seu interior, e ainda às ondas desenhadas no chocolate da cobertura, aludindo à natureza do rio Danúbio que atravessa os 2 países e é o segundo maior da europa.
Curiosamente apresenta um nome alternativo, Schneewittchenkuchen, que significa Bolo Branca de Neve, e se deve às suas cores. 

É um bolo bonito e elegante que desperta grande curiosidade, onde se destaca a mescla de sabores, cores e texturas.
Estruturalmente é composto por 3 camadas de execução, ainda que se possa considerar que apresenta 4 elementos: o bolo da base, que se divide em massa branca e massa de cacau, as cerejas, o creme de manteiga e o chocolate de cobertura que finaliza a composição. É baixo, montado e cozido em forma quadrada e servido em fatias do mesmo formato.

Longe de ser difícil, foi, contudo, um bolo que consciente e estupidamente sub-valorizei.   
Apresenta alguns passos que se fazem muito bem e não devem assustar ninguém, mas que me surpreenderam na fase da montagem.
Considero que o resultado final justifica completamente o trabalho que, repito, é relativo, mas que nos pode mostrar como às vezes o simples evidente rapidamente se transforma num simples descontrolado.
Amadora que sou, olhei para os elementos prontos e tudo me parecia encaixar perfeitamente: o bolo estava bem cozido, o creme tinha imensa firmeza, mesmo depois de batido, e trabalhar chocolate simples derretido não tinha nada que enganar. Mas não é que tinha?!
Ora, o creme mostrou-se pouco resistente ao corte e o chocolate ao ser aplicado começou a secar com tal rapidez (devido ao frio do creme!) que dificultou o espalhar e quase não me permitia fazer as ondas.
Optando por não o repetir, porque este projecto também passa por isto de mostrar que estamos aqui para aprender e melhorar, garanto que numa próxima terei todo o respeito pela iguaria a executar, no sentido de prestar mais atenção até aos pequenos pormenores, porque não gosto de resultados assim-assim.

Não sou fã de cerejas de calda, mas enquanto anfitriã do desafio, que se compromete a apresentar a proposta na sua condição mais original e basilar, naturalmente que as tinha de usar. E não é que no conjunto vão muito bem? Neste contexto, passei a gostar de cerejas em calda, que pontuam e conferem ainda mais vida a um bolinho que vale pela sua riqueza de sabores e mescla incrível de texturas. 

Pesquisei diversas receitas que acabei por adaptar chegando a esta, que mantém e respeita o essencial do bolo original. Por cá destaco este da Patrícia que me apaixonou assim que o vi e de onde trouxe a receita do creme. 

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução de um bonito bolo Donauwelle, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 20 de Maio para nos apresentarem o vosso Donauwelle Torte, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Maio, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • roud up desta 4ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Maio.

E boas ondas. Sempre com toda a atenção!









































DONAUWELLE TORTE

Ingredientes
(12-15 quadrados)

|Bolo 
2 ovos grandes
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar
200 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
80 ml de leite
1 colher (sopa) de cacau
300 gr de cerejas em calda

|Pudim
250 ml de leite
100 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 ovo + 1 gema
50 gr de amido de milho
100 gr de manteiga, à temperatura ambiente.

|Cobertura
80 gr de chocolate negro (70% de cacau)
40 gr de chocolate de leite

Preparação

Começar pelo creme que deve ser feito com antecedência.
Levar ao lume num tachinho, o leite com o açúcar e o extracto de baunilha até ferver, e colocar no mínimo.
Misturar muito bem os ovos com o amido de milho, até o amido estar totalmente desfeito. Adicionar duas colheres de sopa do leite quente e mexer rapidamente. De seguida acrescentar os ovos ao leite, mexendo sempre até que engrosse, com o lume sempre no mínimo. Retirar do lume e tapar com película aderente junto à superfície do creme. Deixar arrefecer completamente e conservar no frio.
Quando for para usar, bater bem o creme e ir juntando a manteiga aos poucos, batendo sempre, até ficar bem macio. 
Colocar as cerejas a escorrer durante 30 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar uma forma quadrada de 20x20 cm com manteiga e forrar com papel vegetal também untado. Reservar.
Bater a manteiga até ficar bem macia. Noutro recipiente bater os ovos com o açúcar até ficar fôfo e esbranquiçado. Juntar a manteiga e bater um pouco mais. Com a batedeira no mínimo, acrescentar o extracto de baunilha e a farinha misturada com o fermento, de forma alternada com o leite, até terminar.
Colocar 2/3 do preparado na forma e à restante massa juntar o cacau e uma colher de sopa de leite. Misturar bem e verter este preparado por cima do outro. Alisar a superfície.
Distribuir as cerejas por cima (se a massa estiver muito firme, pressiona-las ligeiramente para que entrem um pouco na massa e ajudem a criar o efeito de onda).
Levar ao forno cerca de 25 minutos até a massa estar bem firme e o palito sair seco. Retirar do forno e deixar arrefecer.
Para iniciar a montagem, colocar o bolo novamente na forma e espalhar o creme de manteiga por cima até ao topo da forma. Levar ao frio 30-45 minutos.
Retirar do frio cerca de 1 hora antes de aplicar o chocolate. (nesta fase é essencial que o creme esteja à temperatura ambiente).
Para a cobertura levar a derreter os chocolates em banho maria. Quando estiver bem macio e uniforme deixar arrefecer ligeiramente e espalhar por cima do creme. Com um garfo, de forma suave, desenhar ondas no chocolate.
Servir.

Nota: Conservar no frio depois de pronto.
Nota_1: Esta receita foi adaptada, ao nível das quantidades, para uma forma de 20x20x5 cm. A altura da forma é essencial para se conseguir as camadas desejadas.
Nota_2: O creme deve estar à temperatura ambiente quando se espalhar o chocolate por cima, para que este não seque rapidamente e dificulte ou até impossibilite o barramento e o desenho ondulado.






07/03/16

Salame de Noz Pecan e Porto




Salame era coisa que nunca tinha feito. Lembro-me de ser dos poucos doces que a minha mãe fazia quando era miúda e de adorar. Lembro-me também de já na altura o achar viciante! 
Afinal é mesmo super fácil e rápido de fazer, não justificando de todo comprar.

Chocolate não é o meu ingrediente de eleição, e o que, neste doce, tem tanta influência em mim é nitidamente o efeito denso e a textura conferida pelos frutos secos e pela bolacha. Adoro o facto de se sentir a conjugação perfeita de todos aqueles ingredientes de naturezas tão diferentes, e de se colar ligeiramente aos dentes quando devorado. 

Há imenso tempo que andava para fazer um rolinho destes, e depois de ver esta versão super saudável da Elisabete não perdi mais tempo. Neste caso não fui tão radical (num sentido positivo) mas dei o twist necessário para o tornar mais ligeiro e menos calórico, não comprometendo, no entanto, o seu sabor e textura inconfundíveis. 

A manteiga de amendoim dá-lhe a intensidade necessária, e o facto de usar chocolate ajuda a conferir sabor e riqueza, principalmente quando ligado ao belo vinho do porto.
O carácter doce é assegurado pelo mel e o leite ou natas são substituídos pelo creme de soja. Aspectos que reduzem a carga menos saudável do doce original e que se dissipam completamente quando envolvidos nos restantes ingredientes.
Tem ainda a vantagem de ser versátil quanto ao tipo recheio a usar, podendo adaptar-se o fruto seco e bolachas ao gosto de cada um, que fica sempre bem.

Um embrulho de rebuçado que oferece muito mais que um simples doce e se mostra um verdadeiro atentado. Vale-nos o facto de ser mais aligeirado nas calorias e dar um prazer incrível a degustar.

O resultado é, por isso, apaixonante!  









































SALAME DE NOZ PECAN E PORTO

Ingredientes
(10-12 fatias)

1 colher (sopa) de mel
80 gr de pasta/manteiga de amendoim, caseira
3 colheres (sopa) de creme de soja 
80 gr de chocolate negro para culinária (70% de cacau), partido em pedaços pequenos
1 colher (sopa) bem cheia de cacau magro em pó
2 colheres (sopa) de vinho do Porto
100 gr de nozes pecan, partidas grosseiramente e tostadas
150 gr de bolachas digestivas (ou outros a gosto)

Preparação

Partir os biscoitos em pedaços pequenos para um recipiente, juntar as nozes, previamente partida e tostadas, e reservar.
Levar o creme de soja a aquecer juntamente com a manteiga de amendoim e o mel, em lume brando, mexendo sempre. Quando começar a ferver, retirar do lume e acrescentar o chocolate, mexendo bem até este derreter completamente. Adicionar o cacau e o vinho do porto, envolver bem e deixar arrefecer muito ligeiramente.
Misturar as bolachas e as nozes no preparado de chocolate e envolver. Ficará uma pasta algo densa. Transferir para cima de um pedaço de papel vegetal e com as mãos moldar uma forma cilíndrica. Apertar bem o papel em forma de rebuçado a fim de compactar bem o salame.
Levar a refrigerar 3 horas ou de um dia para o outro.
Antes de servir, fatiar e retirar o papel.
Conservar no frio.




04/03/16

Trufa Pops




Para que os miúdos possam abusar um pouco mais nas festinhas, sem que a absorção de quantidades industriais de açúcar seja uma preocupação para os pais, esta proposta vem tirar partido das chamadas trufas energéticas/saudáveis, adaptando-as à realidade infantil.

Fazendo alguns twists ao nível do aspecto e acessórios, conjugando sabores ligeiros e texturas que tenham boa aceitação ao palato dos mais pequenos, surgem umas bolinhas que, à semelhança dos Cake Pops, os impele à prova. Daí o nome de Trufa Pops, que, não possuindo açucares mas garantindo o devido aporte energético e nutritivo, se mostram ideais para adoçar e animar os dias dos miúdos.    

Estas deliciosas bolinhas dão forma à rubrica semanal Inspirar & Nutrir, do site de nutrição da Dra. Carla Fernandes, e apesar de poderem encaixar num ambiente mais infantil, farão, igual e seguramente, as delícias de qualquer adulto.

Porque os ares primaveris já se começam a sentir e porque fazê-las é do mais fácil que há, aconselho vivamente a experiência. Por cá fizeram sucesso! 







































TRUFA POPS (Cenoura, Côco e Amêndoa)

Ingredientes
(7-8 trufas)

2 cenoura médias 
2 colheres (sopa) de côco ralado + 1 para polvilhar
2 colheres (sopa) de amêndoa ralada
2 colheres (sopa) de manteiga/pasta de amêndoa, caseira
6 tâmaras, sem caroço e previamente demolhadas durante 30 minutos
1 pitada de canela
1 pitada de gengibre
1 colher (sopa) de grué de cacau
50 gr de chocolate de culinária (70%) de cacau

Preparação

Descascar, ralar e espremer bem a cenoura para que perca o máximo de liquido possível.
Num triturador/processador colocar todos os ingredientes, à excepção do grué de cacau e do chocolate, e triturar até se encontrarem perfeitamente envolvidos e formarem uma pasta algo densa. Se a pasta estiver demasiado fina, acrescentar mais uma colher de côco ralado.
Com as mãos formar bolinhas um pouco maiores que brigadeiros.
Misturar uma colher de sopa de côco ralado com o grué de cacau e passar as trufas na mistura até estarem bem preenchidas. Levar ao frigorífico cerca de 30 minutos.
Entretanto derreter o chocolate em banho maria e quando estiver perfeitamente liquido usar para decorar as trufas a gosto, mergulhando-as parcialmente no chocolate ou "pintando-as" com ele.
Esperar um pauzinho em cada uma e colocar na base/prato de servir.
Conservar no frio.