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20/02/16

Brooklyn Blackout Cake






O ingrediente-base para a 2ª edição do Sweet World, desafio ainda fresquinho que eu e a Lia estamos a adorar partilhar convosco, é simplesmente o mais consumido, adorado e idolatrado do mundo, quando nos referimos ao universo gastronómico doce. 
Este é um facto que prescinde de qualquer tipo de estudo ou pesquisa. Afinal, estamos a falar do Chocolate!

O bolo que hoje é aqui proposto, um verdadeiro clássico americano, criado e popularizado em Brooklyn durante a II Grande Guerra Mundial, por uma famosa cadeia de panificação com várias lojas na cidade, a Ebinger's Bakery Company, deve o seu nome aos apagões que a cidade se viu obrigada a praticar durante um dos mais difíceis e conturbados períodos da nossa história, sendo este o método usado para não serem localizados pelo inimigo.
Assim vos apresentamos o Brooklyn Blackout Cake.






Voltando a coisas mais doces e à nossa iguaria, as suas características essenciais passam pelo facto de ser um bolo de cacau, escuro, estruturado em camadas, recheado com um rico pudim de chocolate, coberto com o mesmo pudim ou com buttercream de chocolate, levando ainda uma camada finalizadora constituída por "migalhas" de massa do próprio bolo. 
Se este menino, de aspecto simples mas do mais fôfo e apetecível que há, não encarna na perfeição O verdadeiro bolo de chocolate, não sei qual encarnará!? 
A sua massa é leve mas intensa e a sua execução é relativamente simples. Em algumas versões são usados apenas dois elementos - bolo e pudim - sendo que o pudim serve de recheio e cobertura. Ao passo que outras apresentam três elementos na sua constituição - bolo, pudim e buttercream
Tem a vantagem, que eu tanto gosto, de permitir preparar o recheio com antecedência, facilitando a organização da sua realização. Este aspecto ajuda-me sempre imenso pelo prático que é preparar o creme num dia e o bolo no outro, além de que ter o creme/pudim tempo suficiente no frio é essencial para o bom resultado desta receita.
Depois de muita pesquisa e de várias versões encontradas, tentei manter-me fiel às menos "modernas", com o intuito de me aproximar o máximo possível do conceito original. Assumo, porém, que esta ideia não trouxe bons resultado, uma vez que a receita inicialmente escolhida ficou longe do esperado ao nível do comportamento da massa.
Depois de alguns ajustes apresento esta como a minha versão do Brooklyn Blackout Cake, que bebeu inspiração daqui e dali, sempre com o cuidado de não comprometer a sua natureza primordial. 
As minhas únicas adaptações passaram por intensificar um pouco o pudim ao introduzir-lhe gemas e cacau, já que considero este elemento a alma do bolo, e adicionar café à massa, como consta nas receitas mais antigas.

Digo, de boca cheia, que este bolo é uma ode bem digna ao chocolate. Eu, que assumo que não é qualquer doce achocolatado que me convence, atesto que este menino é exímio em mostrar porque este ingrediente é um assunto muito sério, porque tantas vezes é sinónimo de decadência e indulgência, deixando ainda claríssimo o motivo de ser tão amado mundialmente.
This is The OneUm puro clássico americano ainda hoje comercializado e muito consumido em Nova York, que não defraudará nenhum chocolatelover.

Relembrando que os objectivos do desafio passam por querermos fazer coisas novas, dentro do universo doce que as diferentes culturas nos dá, tentando ir sempre mais além, importa referir que ainda estamos no início e como tal dentro de um grau de dificuldade controlado. Se aceitam o desafio basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Março para nos apresentarem o vosso Brooklyn Blackout Cake, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Março, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • O roud up desta 2ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Março.

Vamos lá desdramatizar este cenário de guerra e reinterpreta-lo da forma mais doce e empenhada que conseguirmos?








BROOKLYN BLACKOUT CAKE

Ingredientes
(8-10 fatias)

|Pudim de recheio/cobertura (receita adaptada daqui)
75 gr de açúcar branco
2 colheres (sopa) de amido de milho
1 colher (sopa) de cacau magro, de boa qualidade
1 pitada de sal
300 ml de leite
2 gemas
120 gr de chocolate negro para culinária (70% de cacau), partido em pedaços pequenos
1 colher (chá) de extracto de baunilha

|Massa (receita adaptada daqui)
160 gr de manteiga, cortada em cubinhos
220 gr de açúcar
2 ovos, grandes
1 colher (chá) de extracto de baunilha
260 gr de farinha
1,5 colher (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de bicabornato de sódio
1/2 colher (chá) de sal
50 gr de cacau magro, de boa qualidade
200 ml de leite 
60 ml de café forte
Raspas de chocolate para decorar (opcional)

Preparação

Começar por preparar o pudim que deverá ir ao frio no mínimo 4 horas, ou idealmente, de um dia para o outro. O importante é estar bem fresco e consistente quando se for usar.
Diluir bem metade do amido de milho numa colher de sopa de leite e juntar às gemas. Mexer bem até estar um creme homogéneo e sem pedacinhos de amido visíveis e reservar.
Num tachinho juntar o açúcar, o restante amido de milho, o cacau e o sal. Acrescentar o leite e diluir tudo muito bem. Levar a lume médio até começar a ferver e engrossar ligeiramente e reduzir o lume para o mínimo. 
Juntar uma colher (sopa) do preparado quente às gemas/amido e mexer bem para as destemperar. De seguida verter as gemas no tacho mexendo sempre e deixar cozinhar cerca de 1 minuto, acrescentando de seguida o chocolate e mexer bem até este se encontrar totalmente derretido. 
Retirar do lume, acrescentar o extracto de baunilha e transferir para um recipiente que possa ir ao frio. Deixar arrefecer um pouco, tapar com película aderente e levar ao frigorífico até ao momento de usar, no mínimo 4 horas.  
Para a massa: Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e revestir o fundo com papel vegetal também untado, duas formas redondas com 18 cm de diâmetro. Polvilhar ligeiramente com farinha e reservar (as receitas originais indicam forma de 20 cm).
Peneirar para os secos um recipiente - cacau, farinha, fermento, bicabornato de sódio e sal. Reservar.
Bater a manteiga com a açúcar durante 4 a 5 minutos até obter um preparado fôfo. Acrescentar os ovos, um a um, batendo entre cada adição.
Com a batedeira a baixa velocidade, ir acrescentando o leite misturado com o café e a baunilha, alternadamente com a mistura de secos, em várias vezes e sem bater demasiado.
Distribuir a massa em quantidades iguais pelas duas formas, e levar ao forno cerca de 30-35 minutos. Atenção para não deixar cozer e secar demais. Verificar a cozedura com um palito e retirar do forno.
Deixar arrefecer cerca de 10-15 minutos e desenformar sobre uma grelha de arrefecimento.

Montagem: Estando os bolos completamente frios, cortar cada um em duas partes iguais. Neste caso os altos que se formam nos topos do bolo foram suficientes para as migalhas de cobertura, pelo que, usei as 4 fatias na composição do bolo. Se tal não acontecer, usar 3 fatias para montar o bolo e a 4ª para triturar em migalhas finas para a camada de cobertura final.
Barrar a fatia da base com o pudim de chocolate, colocar nova fatia por cima, voltar a barrar e repetir a operação até à 3ª fatia. Se possível levar o bolo 15 minutos ao frio para "prender" e ficar mais estável.
De seguida, com uma espátula, barrar todo o bolo com o restante pudim, começando pela superfície e continuando pelas laterais, até estar totalmente coberto.
Triturar a fatia sobrante ou os topos do bolo, em migalhas e, com as mãos em concha, espalha-las pela superfície e cola-las nas laterais do bolo, até que adirem e cubram todo o pudim. Aconselho a fazê-lo com delicadeza e evitar apertar as migalhas na mão, pois facilmente se aglomeram e perdem o ar leve e solto que devem ter, além de ser mais difícil de aderirem ao pudim.
Espalhar um pouco de raspas de chocolate por cima (opcional). Colocar mais um pouco de migalhas.
Conservar no frio até ao momento de servir.
Sugestão: acompanhar com natas batidas ou iogurte grego.

Nota: O bolo deve ser conservado no frio.
Nota_1: É essencial que todos os ingredientes estejam à temperatura ambiente.
Nota_2: Independentemente da receita de pudim usada é essencial que este tenha boa consistência, para o que importa a sua composição e tempo de refrigeração. Este resultou muito bem.






12/02/16

Pudins de Café e Chocolate




Esta é mais uma. Daquelas propostas que vemos, imediatamente nos apaixonam, cheias de entusiasmo marcamos para fazer e passado vários meses finalmente lá consumamos o acto.
Adorava ter todo o tempo desejado para experimentar todas as receitas que me fascinam por esta blogosfera fora, nos livros, revistas, pintrest... Mas simplesmente não é possível.

Uns simples copinhos, preenchidos com um creme fruto de uma daquelas combinação de sabores infalível, que me cativou pela sua incrível intensidade, apresentados em tempos pela Suzana no seu delicioso blog que sempre me ensina tanto, o Gourmets Amadores, ficaram muito bem guardados para reproduzir.
A receita é simples e executa-se muito bem. Por uma questão de logística optei por reduzir a quantidade para metade, e, na impossibilidade de encontrar o Cubania, já que foi uma edição limitada da Nespresso, tive de recorrer ao Kazaar, da mesma marca, sendo o que mais se aproxima em termos de intensidade.
Ainda que não tenha conseguido atingir a densidade e ar arrebatador do pudim original, o seu sabor delicioso e bem intenso obrigam à sua partilha. Conquistaram fãs por aqui! 

Já que S. Valentim nos visita nos próximos dias, achei esta proposta perfeita para adoçar o serão. Até porque se não houver com quem partilhar, de muito bom grado se saboreia a solo.

Feliz Dia dos Namorados!







































PUDINS DE CAFÉ E CHOCOLATE

Ingredientes
(3-4 copinhos/taças pequenas)

100 ml de natas
100 ml de café forte (usei 2 cápsulas de Kazaar, Nespresso)
40 gr de açúcar mascavado claro
40 gr de chocolate para culinária (70% de cacau), picado
20 gr de cacau em pó
1 gema
1/2 colher (sopa) de amido de milho
Framboesas/Morangos e iogurte grego ou natas para acompanhar (opcional)

Preparação

Levar as natas a aquecer.
Num recipiente grande juntar a gema ao amido de milho e mexer bem até formar uma pasta. Aos poucos acrescentar as natas quentes e mexer bem. Levar a mistura a lume brando mexendo sempre até engrossar, durante cerca de 2-3 minutos.
Retirar do lume e juntar o chocolate, envolvendo bem até que este derreta completamente.
Juntar o açúcar ao café acabado de fazer e mexer até que esteja totalmente dissolvido.
Acrescentar o café ao pudim e envolver bem até obter um creme homogéneo.
Distribuir o pudim por copinhos e deixar arrefecer completamente.
Levar ao frigorífico pelo menos 2 horas antes de servir.
Para dar um toque especial, decorar com iogurte ou natas e frutos vermelhos, e servir.









28/02/15

Mousse de Chocolate e Bolacha com Morangos e Pistáchio




Sendo um grande clássico das nossas mesas, estranhamente (ou não) é a primeira mousse de chocolate negro que trago ao blog.

Resolvi faze-la para o aniversário da minha mãe, que valoriza muito mais um gelado ou doce de colher bem cremoso e fresquinho, do que um bolo. Os ingredientes, esses são, idealmente, sempre os mesmos: chocolate, bolacha e café. Obrigatoriamente!

Este doce veio abalar um pouco a minha típica afirmação "gosto de chocolate mas não sou a maior amante", visto ter exagerado na dose. E de que maneira.

Adorei o resultado pelo facto da bolacha ajudar a cortar a densidade da mousse e os morangos equilibrarem imenso o seu sabor e força. O crocante do pistáchio teve igualmente um papel essencial no bom resultado final.

É altamente cremosa, equilibrada e viciante. Mesmo para os não "chocólatras".








































MOUSSE DE CHOCOLATE E BOLACHA COM MORANGOS E PISTÁCHIO

Ingredientes
(6-8 porções)

200 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
1,5 chávena (chá) de café forte
1 colher (sopa) cheia de Vaqueiro líquida (ou outra margarina)
3 ovos médios
80 gr de açucar
100 ml de natas
1 colher (sopa) de rum
200 gr de bolacha maria ou torrada
150 gr de morangos
3 colheres (sopa) de pistachio, triturado grosseiramente e torrado

Preparação

Em banho maria derreter o chocolate com a vaqueiro líquida. Quando estiver derretido juntar uma chávena (café) de café e mexer bem até estar totalmente envolvido. Retirar do lume e reservar.
Separa as gemas das claras e bater as gemas com o açúcar cerca de 10 minutos.
Juntar as natas e bater mais 5 minutos.
Acrescentar o chocolate, já arrefecido, e envolver bem.
Bater as claras em castelo e envolver delicadamente, com uma espátula, ao preparado anterior.
Num prato fundo misturar o restante café com o rum.
Montar o doce, colocando no fundo do recipiente de servir, ou em taças individuais, uma camada de bolacha ligeiramente embebida no café, seguida de uma camada de creme. Repetir o procedimento até acabarem os ingredientes, terminando com creme.
Levar ao frigorífico cerca de 4 horas, ou idealmente, de um dia para o outro.
Antes de servir, polvilhar com bolacha ralada, seguindo-se de morangos cortados ao meio e finalizar salpicando abundantemente com pistachio, triturado grosseiramente, e torrado.
Servir fresquinho.




23/01/15

Pão de Tâmaras e Café




O aspecto rico, intenso e altamente rústico deste pão foi o que me levou a faze-lo.
Não conclui de imediato se o meu paladar iria aprovar a junção de café com tâmaras. Considerando, porém, que gosto do café adoçado e que para esse efeito as tâmaras são mais do que perfeitas, não seria difícil de prever o estrondoso sucesso deste belíssimo pão. 

A sugestão é de David Loftus, um extraordinário fotógrafo de comida, no seu livro "Volta ao Mundo em 80 Pratos". Uma espécie de caderno de notas internacional, que em cada receita nos dá a conhecer propostas ímpares e rapidamente nos remete para um qualquer ponto deste fantástico planeta. Um livro que nos faz sonhar e viajar.

Este pãozinho tipo bolo, ainda morno e acompanhado de um chá quentinho, segue diretamente para o 2º Aniversário do "Ponto de Rebuçado - Receitas". 
Maria João, espero que gostes. Acredita que é fan-tás-ti-co e vai lindamente com este gelo que se impôs. Muitos Parabéns!








































PÃO DE TÂMARAS E CAFÉ

Ingredientes
(8-10 fatias)

200 gr de tâmaras sem caroço, picadas
1 colher (chá) bicabornato de sódio
250 ml de café forte
2 colheres (sopa) de manteiga amolecida
2 colheres (sopa) de açúcar branco
1 ovo batido
1 colher (chá) extracto de baunilha
150 gr de farinha
1 colher (café) de sal
150 gr de nozes, picadas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar uma forma de bolo inglês (20x10cm) e forrar o fundo com papel vegetal. Reservar.
Colocar as tâmaras picadas num recipiente e polvilhar com bicabornato de sódio.
Ferver o café e verter sobre as tâmaras. Reservar.
Noutro recipiente bater vigorosamente a manteiga com o açúcar e o ovo até ficarem bem ligados.
Com uma colher juntar o extracto de baunilha e misturar bem. Juntar de seguida a farinha e o sal e envolver bem.
Por fim acrescentar as nozes e a mistura das tâmaras com o café.
Verter o preparado na forma.
Levar ao forno e deixar cozer cerca de 45-50 minutos, até a superfície estar firm. Fazer o teste do palito para verificar a cozedura.
Quando estiver cozido, retirar do forno e deixar repousar uns minutos. De seguida desenformar, tirar o papel e deixar arrefecer sobre uma grelha.
Servir.

Sugestão: fica óptimo polvilhado com açucar em pó misturado com canela e comido morno com manteiga.

Nota: a únicas alterações que fiz à receita original foi reduzir 50 gr à quantidade de tâmaras, e usar noz normal em vez das pecan indicadas. 






































Fonte:

http://www.wook.pt/ficha/a-volta-ao-mundo-em-80-pratos/a/id/14824167?a_aid=54775e8533ab4

22/12/14

Pudins de Aletria de Café e Especiarias com Praliné de Amêndoa




Mudar a forma e apresentação de pratos que sempre vimos de um determinado modo, e usar ingredientes em novos contextos, é algo que tenho adorado fazer.

A aletria, que costuma ser apresentada em prato ou travessa, espalmadinha, normalmente aromatizada com limão e polvilhada com canela, surge assim em forma de pudim, enriquecido com o aroma do café e das especiarias e embelezado com um belo praliné.

É uma forma diferente e super elegante de servir este doce tão tradicional e obrigatório na mesa de natal. 

Fica a proposta de uma aletria renovada e o desejo de umas excelentes festas!








































PUDINS DE ALETRIA DE CAFÉ E ESPECIARIAS COM PRALINÉ DE AMÊNDOA

Ingredientes

350 ml de leite
150 ml de água
6-8 col. sopa de açucar amarelo
3-4 cascas de lima
200 gr de aletria
1 café forte (chávena normal de café)
1 col. sobremesa de amido de milho
1 col. café de canela
1/2 col. café noz moscada
1/2 col. café de açafrão
3-4 col. sopa de praliné de amêndoa 
 
Preparação

Levar ao lume num tachinho a água, o leite, o açúcar e as cascas de lima até ferver.
Juntar a aletria, bem partida previamente, e mexer bem.
Deixar cozer em lume brando cerca de 6-7 minutos.
Entretando diluir muito bem o amido de milho no café. Acrescentar a canela, a noz moscada e o açafrão e mexer bem até estarem bem diluidos.
Acrescentar lentamente o café com as especiarias na aletria, mexendo sempre.
Deixar cozer mais 1-2 minutos e retirar do lume.
Em forminhas para queques, preferencialmente de silicone, colocar um pouco de praliné de amêndoa até tapar o fundo. Verter aletria por cima até encher.
Alisar a superfície e deixar arrefecer completamente até ficar bem firme.
Desenformar, se necessário polvilhar com mais praliné e servir. 



13/10/14

|comer e viajar| Bolo de Outono



 
Assim que olhei para a imagem de um belissimo bolo na Sweet Paul Magazine derreti. Era a cara chapada do Outono!

A associação a uma cidade que há muito quero visitar foi quase imediata. E logo agora que ando numa fase de considerável ressacagem em relação a viagens! 
Bateu tão forte que passou à frente de variadíssimas marcações e rascunhos que por aqui andam.

Este bolo soa-me a Praga, no Outono. 
Sempre foi uma cidade que quis visitar no frio, de preferência com neve. Desequilibrado como o nosso clima anda, provavelmente, no Outono até nevaria em Praga. Mas não era preciso, as cores e aromas deste bolo combinam com tons ocres, mas amarelados ou mais acastanhados, mas tons quentes e outonais. Combinam com o som de música clássica pelas ruas, com cheiros de conforto e com imagens de uma arquitectura única e cheia de carácter, com tanto para contar.



Fotos: Google - Blog "Ligia Fascioni" 

 
É um bolo simples, mas belo e marcante, perfeito para saborear em qualquer lugar. Idealmente, na capital da República Checa.
  
O conceito "tasty and moist" funciona sempre por aqui e é, de facto, daqueles bolos que sabem ainda melhor no dia a seguir. De textura húmida mas nem por isso demasiado densa, é um excelente doce.

Uma perdição outonal, cujo nome tomei a liberdade de personalizar, que aquece e tranquiliza qualquer corpinho mais desconfortável e com sede de viagem.

 





































BOLO DE OUTONO 
(Inspirado na Receita "Expresso Cake" da Sweet Paul Magazine)
 
INGREDIENTES
(10-12 fatias) 
 
100 gr. de manteiga amolecida
85 gr. de açucar mascavado claro
1 ovo
150 gr de farinha
1 col. chá de fermento
1/3 cháv. de café forte

1/3 cháv. de leite
1/2 col. chá de gengibre
2 col. sopa de mel
150-200 gr de frutos secos variados

PREPARAÇÃO 
 
Pré-aquecer o forno a 180º.
Untar e polvilhar uma forma redonda sem buraco. Reservar.
Bater bem a manteiga com o açucar até ficar uma massa fôfa.
Acrescentar o ovo e bater um pouco mais.
Adicionar a farinha, o fermento, o gengibre, o café e o leite e misturar bem.
Colocar a massa na forma e levar ao forno cerca de 40-45 minutos até estar douradinho e cozido. Verificar com um palito e retirar.
Deixar arrefecer cerca de 20 minutos e desenformar.
Ainda morno, pincelar com o mel (dilui-lo um pouco, se necessário) e dispor os frutos secos por cima. 
Servir.

Nota: aligeirei bastante a receita ao nível da quantidade de açucar, uma vez que leva mel. Reduzi também um pouco a manteiga e optei por substituir a canela por gengibre. 






































PS: Este post podia-se fazer acompanhar de um Goulash, mas não era a mesma coisa!
 

22/09/14

|comer| Bolo Crocante de Café e Amêndoa





Quando se oferece um livro de culinária que gostamos, e que ainda não temos, o que se pode fazer antes? Retirar algumas receitas que consideramos interessantes, claro!

Não sabendo que receberia de presente, agora no meu aniversário, o livro "Cozinhar para Amigos" do Ramsay, no Natal passado antes de o oferecer a um amigo tirei cópia de 3 ou 4 receitas que queria muito experimentar. Este bolinho foi uma delas.

Adoro Setembro. Porque é o meu mês. Porque o considero um mês de alguma forma especial, marcado por reinicios, energias renovadas, novas fases, expectativas e resoluções pós-férias. Para algumas pessoas é mesmo o substituto de Janeiro no que diz respeito a "reinício de ano". Não deixa de fazer sentido.

Por todas estas boas ligações e por este projecto ter nascido também em Setembro, senti que fazia todo o sentido dedicar este bolinho à Lúcia e ao seu delicioso cantinho. 
O blog "O Barriguinhas" faz 4 anos este mês. Uma idade de respeito, uma vida de intensidade e qualidade, que só pode reflectir muito amor e total dedicação ao que se faz.

É com todo o carinho que a minha contribuição segue, crocante e despachada, para a tua festa, Lúcia. Espero que gostes. Muitos Parabéns!

A combinação de sabores é perfeita e a textura fôfa, húmida e marcante, como gosto. Uma receita a reter.








































BOLO CROCANTE DE CAFÉ E AMÊNDOA 
(Livro "Cozinhar para Amigos", Gordon Ramsay)

INGREDIENTES
(10-12 fatias)

|Bolo
3 ovos
170 gr de manteiga 
170 gr de açucar
1/2 col. chá de extracto de amêndoa
100 gr de amêndoa ralada
4 col. sopa de café forte
100 gr de farinha
1/2 col. chá de fermento
açucar em pó para polvilhar

|Cobertura Crocante (Crumble)
60 gr de farinha
40 gr de açucar mascavado claro
40 gr de manteiga partida aos cubinhos 
2 col. sopa de amêndoa palitada 

PREPARAÇÃO

Pré-aquecer o forno a 150º.
Barrar com manteiga e forrar com papel vegetal o fundo e os lados de uma forma redonda de fundo amovível.
Preparar a cobertura crocante, misturando a farinha com o açucar e juntar os pedaços de manteiga. Com os dedos envolver até se obter uma consistência de areia grossa. Reservar.
Para o bolo começar por bater a manteiga com o açucar até obter um creme fôfo. 
Acrescentar os ovos, um a um, até estarem bem incorporados.
Juntar a essência de amêndoa e misturar bem.
Acrescentar a amêndoa ralada e 2 colheres de café.
Peneirar a farinha com o fermento e incorporar na mistura.
Por fim acrescentar o restante café.
Colocar a massa na forma, alisar a superficie com uma espátula, espalhar a cobertura crocante por cima, finalizando com a amêndoa palitada.
Levar ao forno cerca de 40-45 minutos, até a cobertura estar douradinha. Verificar com um palito no centro do bolo e retirar do forno.
Deixar arrefecer ligeiramente, desenformar e transferir para uma grelha, removendo o papel vegetal.
Quando o bolo estiver completamente frio, polvilhar com açucar em pó e servir.
Sugestão do autor: servir acompanhado de queijo mascarpone ligeiramente adoçado.

Nota: é aconselhavel o uso de uma boa manteiga para que o crumble fique mais firme e não seja absorvido pela massa do bolo, como aconteceu um pouco aqui.

Nota_1: respeitei a receita na íntegra, introduzindo apenas a amêndoa palitada para reforçar o efeito crocante.







































Fonte: