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20/04/16

Donauwelle Torte








































E de Sweet World em Sweet World é impossível parar de explorar, conhecer, aprender, babar e, por vezes também, dar algumas cabeçadas na parede.
Já na 4ª edição, pretendíamos algo interessante (critério essencial e obrigatório!) relativamente simples e preferencialmente bem aliciante. 
Um bolo com grande impacto visual cujo nome significa "Ondas do Danúbio" pareceu-nos que cumpria muito bem os requisitos.
O bolo Donauwelle, de seu nome original Donauwelle Torte e de seu nome carinhoso Donald, diminutivo que adquiriu entre nós, mostrou-se perfeito para encaixar numa primavera indecisa e confusa que claramente necessita de uma boa dose de saborosa beleza para espevitar.

Trata-se de um conhecido bolo de origem alemã e austríaca, cujo significado do nome se deve ao efeito turbulento e ondulado que o marmoreado cria no seu interior, e ainda às ondas desenhadas no chocolate da cobertura, aludindo à natureza do rio Danúbio que atravessa os 2 países e é o segundo maior da europa.
Curiosamente apresenta um nome alternativo, Schneewittchenkuchen, que significa Bolo Branca de Neve, e se deve às suas cores. 

É um bolo bonito e elegante que desperta grande curiosidade, onde se destaca a mescla de sabores, cores e texturas.
Estruturalmente é composto por 3 camadas de execução, ainda que se possa considerar que apresenta 4 elementos: o bolo da base, que se divide em massa branca e massa de cacau, as cerejas, o creme de manteiga e o chocolate de cobertura que finaliza a composição. É baixo, montado e cozido em forma quadrada e servido em fatias do mesmo formato.

Longe de ser difícil, foi, contudo, um bolo que consciente e estupidamente sub-valorizei.   
Apresenta alguns passos que se fazem muito bem e não devem assustar ninguém, mas que me surpreenderam na fase da montagem.
Considero que o resultado final justifica completamente o trabalho que, repito, é relativo, mas que nos pode mostrar como às vezes o simples evidente rapidamente se transforma num simples descontrolado.
Amadora que sou, olhei para os elementos prontos e tudo me parecia encaixar perfeitamente: o bolo estava bem cozido, o creme tinha imensa firmeza, mesmo depois de batido, e trabalhar chocolate simples derretido não tinha nada que enganar. Mas não é que tinha?!
Ora, o creme mostrou-se pouco resistente ao corte e o chocolate ao ser aplicado começou a secar com tal rapidez (devido ao frio do creme!) que dificultou o espalhar e quase não me permitia fazer as ondas.
Optando por não o repetir, porque este projecto também passa por isto de mostrar que estamos aqui para aprender e melhorar, garanto que numa próxima terei todo o respeito pela iguaria a executar, no sentido de prestar mais atenção até aos pequenos pormenores, porque não gosto de resultados assim-assim.

Não sou fã de cerejas de calda, mas enquanto anfitriã do desafio, que se compromete a apresentar a proposta na sua condição mais original e basilar, naturalmente que as tinha de usar. E não é que no conjunto vão muito bem? Neste contexto, passei a gostar de cerejas em calda, que pontuam e conferem ainda mais vida a um bolinho que vale pela sua riqueza de sabores e mescla incrível de texturas. 

Pesquisei diversas receitas que acabei por adaptar chegando a esta, que mantém e respeita o essencial do bolo original. Por cá destaco este da Patrícia que me apaixonou assim que o vi e de onde trouxe a receita do creme. 

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução de um bonito bolo Donauwelle, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 20 de Maio para nos apresentarem o vosso Donauwelle Torte, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Maio, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • roud up desta 4ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Maio.

E boas ondas. Sempre com toda a atenção!









































DONAUWELLE TORTE

Ingredientes
(12-15 quadrados)

|Bolo 
2 ovos grandes
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar
200 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
80 ml de leite
1 colher (sopa) de cacau
300 gr de cerejas em calda

|Pudim
250 ml de leite
100 gr de açúcar
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 ovo + 1 gema
50 gr de amido de milho
100 gr de manteiga, à temperatura ambiente.

|Cobertura
80 gr de chocolate negro (70% de cacau)
40 gr de chocolate de leite

Preparação

Começar pelo creme que deve ser feito com antecedência.
Levar ao lume num tachinho, o leite com o açúcar e o extracto de baunilha até ferver, e colocar no mínimo.
Misturar muito bem os ovos com o amido de milho, até o amido estar totalmente desfeito. Adicionar duas colheres de sopa do leite quente e mexer rapidamente. De seguida acrescentar os ovos ao leite, mexendo sempre até que engrosse, com o lume sempre no mínimo. Retirar do lume e tapar com película aderente junto à superfície do creme. Deixar arrefecer completamente e conservar no frio.
Quando for para usar, bater bem o creme e ir juntando a manteiga aos poucos, batendo sempre, até ficar bem macio. 
Colocar as cerejas a escorrer durante 30 minutos.
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar uma forma quadrada de 20x20 cm com manteiga e forrar com papel vegetal também untado. Reservar.
Bater a manteiga até ficar bem macia. Noutro recipiente bater os ovos com o açúcar até ficar fôfo e esbranquiçado. Juntar a manteiga e bater um pouco mais. Com a batedeira no mínimo, acrescentar o extracto de baunilha e a farinha misturada com o fermento, de forma alternada com o leite, até terminar.
Colocar 2/3 do preparado na forma e à restante massa juntar o cacau e uma colher de sopa de leite. Misturar bem e verter este preparado por cima do outro. Alisar a superfície.
Distribuir as cerejas por cima (se a massa estiver muito firme, pressiona-las ligeiramente para que entrem um pouco na massa e ajudem a criar o efeito de onda).
Levar ao forno cerca de 25 minutos até a massa estar bem firme e o palito sair seco. Retirar do forno e deixar arrefecer.
Para iniciar a montagem, colocar o bolo novamente na forma e espalhar o creme de manteiga por cima até ao topo da forma. Levar ao frio 30-45 minutos.
Retirar do frio cerca de 1 hora antes de aplicar o chocolate. (nesta fase é essencial que o creme esteja à temperatura ambiente).
Para a cobertura levar a derreter os chocolates em banho maria. Quando estiver bem macio e uniforme deixar arrefecer ligeiramente e espalhar por cima do creme. Com um garfo, de forma suave, desenhar ondas no chocolate.
Servir.

Nota: Conservar no frio depois de pronto.
Nota_1: Esta receita foi adaptada, ao nível das quantidades, para uma forma de 20x20x5 cm. A altura da forma é essencial para se conseguir as camadas desejadas.
Nota_2: O creme deve estar à temperatura ambiente quando se espalhar o chocolate por cima, para que este não seque rapidamente e dificulte ou até impossibilite o barramento e o desenho ondulado.






16/03/16

Mini-Pavlovas de Chocolate com Mascarpone de Tangerina e Avelã




O que representa o Dia do Pai?
Talvez algo que não devesse necessitar de um dia específico para ser celebrado. Talvez um sentimento, uma atenção, uma relação que diariamente devesse ser alimentada e cimentada. Talvez a celebração de vínculos tão naturais e basilares que nem fizessem sentido ser festejados. 

Nunca valorizei particularmente este dia, e a minha relação com o mesmo não mudou desde que perdi o meu pai. O que contou sempre foram todos os dias. E agora todos os dias continuam a contar e a valer pelas lembranças fortes e sensação de presença que não desaparece. Ainda que falte o som da voz, o bocejar único ou o arrastar da perna.

Passei, no entanto, a ver o dia 19 de Março pela perspectiva do meu filho, sendo impossível passar ao lado das imposições escolares e sociais que este dia trás. Porque há sempre um desenho, uma prendinha, uma actividade, mostra-se obrigatório vive-lo com o empenho necessário.

E para quem festeja o Dia do Pai fica esta sugestão. Que é para todos os pais, que como o meu, se deliciariam com uma pavlova destas, sóbria mas bem intensa e vibrante.







































MINI-PAVLOVAS DE CHOCOLATE COM MASCARPONE DE TANGERINA E AVELÃ

Ingredientes
(4 unidades)

|Pavlovas
4 claras, grandes
100 gr de açúcar
100 gr de açúcar em pó
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de vinagre branco
1 colher (sopa) de cacau em pó

|Creme de Mascarpone e Tangerina
200 gr de queijo mascarpone
80 gr de açúcar em pó
3 colheres (sopa) de natas
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha 
2-3 colheres (sopa) de doce tangerina, caseiro
1 pitada de canela

|Ganache de Chocolate
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ou creme de soja para culinária

Avelãs, grosseiramente partidas e tostadas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 120ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, desenhar 4 círculos de cerca de 12-14 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar o açúcar em pó com o cacau e reservar. Bater as claras em castelo até começarem a espumar. Ir juntando aos poucos o açúcar branco e continuar a bater. Acrescentar o açúcar em pó com o cacau, o amido e o vinagre e bater mais um pouco até estar tudo bem envolvido.
Por cima dos círculos desenhados no papel vegetal verter um pouco de merengue e dar-lhe a forma pretendida, alisando as laterais com uma espátula. Levar ao forno e passado cerca de 15 minutos reduzir a temperatura para 100ºC. Deixar no forno, sem abrir a porta, cerca de 1 hora. Desligar o forno e deixar que as pavlovas arrefeçam completamente lá dentro.  
Para o ganache: levar as natas ao lume quase até ferverem e verter sobre o chocolate partido em pedaços pequenos. Deixar repousar 2 minutos e mexer bem até o chocolate se dissolver completamente nas natas e resultar num preparado macio e homogéneo. 
Para o creme de mascarpone: bater o mascarpone com o açúcar até se encontrar macio, acrescentar a baunilha e as natas e bater um pouco mais. Adicionar o doce de tangerina e envolver "por alto", sem mexer demasiado, de forma a permanecerem à vista pedaços de doce. Reservar até usar.
Montagem: sobre cada mini-pavlova colocar um pedaço de creme de mascarpone e tangerina, a gosto, verter um pouco de ganache de chocolate por cima e salpicar com avelã.

Nota: A base destas pavlovas foi adaptada das receitas da formação de "Merengues e Roll Cakes Decorados", com a Patrícia e a Vânia do Com Amor & Carinho.





11/03/16

Bolo de Ricota e Limoncello




Sem nunca ter provado limoncello decidi avançar para a sua execução em casa. E não foi nada difícil encontrar receitas, ainda que com métodos diferentes, que me ajudassem.
Sendo uma bebida tipicamente italiana que tem o limão como protagonista, e deve ser consumida bem gelada, sabia de antemão que agradaria muito.
Ora em Dezembro lá meti a mãos à obra e passado 1 mês este delicioso licor estava pronto a ser prazeirosamente devorado.

Além do seu consumo em estado líquido que tão bem sabe, usa-lo para enriquecer os bolos era ponto assente.
Aqui na companhia do ricota deu forma a um dos melhores bolinhos dos últimos tempos, daqueles bem simples e de carácter bem caseirinho.
Tem uma textura firme mas não é nada seco, e o sabor acaba por nos ser familiar. Cá em casa, seguramente pelo uso do ricota, foi-me dito que fazia lembrar o bolo de iogurte. Já eu destaco o toque concentrado do limão que adorei.

É um bolo super simples que dispensa o uso da batedeira (gosto tanto!). 
E que mais uma vez nos trás Itália em grande forma numa conjugação perfeita de sabores.







































BOLO DE RICOTA E LIMONCELLO

Ingredientes
(8-10 fatias)

3 ovos, médios
150 gr de açúcar mascavado claro
150 gr de queijo ricota
80 ml de óleo de girassol
100 ml de limoncello*
Raspa de 1 limão
200 gr de farinha
50 gr de amido de milho
1 colher (sobremesa) de fermento
1 colher (sobremesa) de bicabornato de sódio
1 pitada de sal

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma de bolo e reservar (ver nota!).
Num recipiente juntar os ovos batidos, o ricota, o óleo e a raspa de limão e mexer bem à mão, com batedor de varas ou colher.
Adicionar de seguida o açucar e o limoncello e mexer até estar bem envolvido.
Peneirar a farinha, o fermento, o sal e o bicabornato e envolver delicadamente no preparado anterior, sem mexer demasiado.
Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos. Verificar a cozedura com um palito e retirar do forno. 
Deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar. 
Servir simples ou polvilhado com açúcar em pó.

Nota: aconselho a usar uma forma onde a massa não se concentre tanto ao centro (como esta que usei), mas antes, tipo bolo inglês ou bundt. Neste caso a massa acabou por secar um pouco mais nas extremidades para poder cozer completamente no meio.









































*LIMONCELLO
(Receita daqui)

Ingredientes

6 limões
100 ml de água
250g de açúcar
700ml de vodka 

Preparação

Lavar bem os limões e retirar-lhes a casca. Deve apenas retirar-se a parte amarela, evitando levar o branco. Cortar de seguida os limões ao meio e espreme-los. Reserve o sumo e a casca.
Levar ao lume uma panela com 100 ml de água, juntar as cascas de limão e o açúcar e levar a lume brando até o açúcar dissolver. Assim que começar a ferver aguardar 15 minutos, com o lume muito brando, e acrescentar depois o sumo de limão, deixando ferver mais 5 minutos. Retirar do lume e deixar arrefecer completamente.
Colocar depois a vodka num frasco grande previamente esterilizado e juntar à mistura anterior, com as cascas de limão incluídas. Fechar o frasco e misturar bem.
Guardar num local fresco e seco durante uma semana, agitando o frasco todos os dias.
Retirar depois as cascas de limão e passar o licor por um filtro de café antes de o colocar em garrafinhas.
Deve beber-se bem fresco.



12/02/16

Pudins de Café e Chocolate




Esta é mais uma. Daquelas propostas que vemos, imediatamente nos apaixonam, cheias de entusiasmo marcamos para fazer e passado vários meses finalmente lá consumamos o acto.
Adorava ter todo o tempo desejado para experimentar todas as receitas que me fascinam por esta blogosfera fora, nos livros, revistas, pintrest... Mas simplesmente não é possível.

Uns simples copinhos, preenchidos com um creme fruto de uma daquelas combinação de sabores infalível, que me cativou pela sua incrível intensidade, apresentados em tempos pela Suzana no seu delicioso blog que sempre me ensina tanto, o Gourmets Amadores, ficaram muito bem guardados para reproduzir.
A receita é simples e executa-se muito bem. Por uma questão de logística optei por reduzir a quantidade para metade, e, na impossibilidade de encontrar o Cubania, já que foi uma edição limitada da Nespresso, tive de recorrer ao Kazaar, da mesma marca, sendo o que mais se aproxima em termos de intensidade.
Ainda que não tenha conseguido atingir a densidade e ar arrebatador do pudim original, o seu sabor delicioso e bem intenso obrigam à sua partilha. Conquistaram fãs por aqui! 

Já que S. Valentim nos visita nos próximos dias, achei esta proposta perfeita para adoçar o serão. Até porque se não houver com quem partilhar, de muito bom grado se saboreia a solo.

Feliz Dia dos Namorados!







































PUDINS DE CAFÉ E CHOCOLATE

Ingredientes
(3-4 copinhos/taças pequenas)

100 ml de natas
100 ml de café forte (usei 2 cápsulas de Kazaar, Nespresso)
40 gr de açúcar mascavado claro
40 gr de chocolate para culinária (70% de cacau), picado
20 gr de cacau em pó
1 gema
1/2 colher (sopa) de amido de milho
Framboesas/Morangos e iogurte grego ou natas para acompanhar (opcional)

Preparação

Levar as natas a aquecer.
Num recipiente grande juntar a gema ao amido de milho e mexer bem até formar uma pasta. Aos poucos acrescentar as natas quentes e mexer bem. Levar a mistura a lume brando mexendo sempre até engrossar, durante cerca de 2-3 minutos.
Retirar do lume e juntar o chocolate, envolvendo bem até que este derreta completamente.
Juntar o açúcar ao café acabado de fazer e mexer até que esteja totalmente dissolvido.
Acrescentar o café ao pudim e envolver bem até obter um creme homogéneo.
Distribuir o pudim por copinhos e deixar arrefecer completamente.
Levar ao frigorífico pelo menos 2 horas antes de servir.
Para dar um toque especial, decorar com iogurte ou natas e frutos vermelhos, e servir.









12/01/16

Leite Creme




O enorme prazer que me dá experimentar e partilhar receitas novas levam-me por vezes a esquecer outras que, de tão agarradas à minha mesa, acabam por permanecer meio adormecidas na lista de posts.

Este leite creme é seguramente das receitas mais antigas cá de casa. Sei-a de cor e salteado, tem aquele sabor único e inconfundível, é presença obrigatória em todos os Natais e Páscoas e resulta sempre mas sempre bem.
Os homens da família, os principais apreciadores deste doce tão português, exigem a sua presença à mesa sempre que há festa, e em jeito de brincadeira chegam a "pegar-se" por ela. 

Saiu de uma revista de culinária bem antiga e é das poucas receitas onde uso leite condensado. Pode perfeitamente ser feito com açúcar, aliás, como o é tradicionalmente, mas a receita que comecei a seguir usava a medida da lata como referência e habituei-me a fazê-lo. Dado o excelente resultado nunca a alterei.

Por cá não é crucial que seja queimado, a maioria das vezes é apenas polvilhado com canela. Desta vez estreei um pacote de açúcar da cana integral, que reagiu muito melhor e rapidamente ao queimador, criando aquela crosta firme, linda e deliciosa, tanto ao palato como ao ouvido, que quebrou de forma exemplar.

Para reconfortar, queimado ou simples, é com toda a segurança uma receita tão nossa que funciona e encanta sempre.
Porque faz muita gente feliz por aqui, eu incluída, que adoro que me peçam para o fazer em dose tripla, já há muito que merecia ser partilhado.







































LEITE CREME

Ingredientes
(6-8 doses)

1 lata de leite condensado
1 medida da lata de leite condensado de água + 2 colheres (sopa) de água
1 medida da lata de leite condensado de leite
1 pau de canela
3 casquinhas de limão
1 colher (sopa) de amido de milho
4 gemas, grandes
Açúcar da cana integral qb

Preparação

Num tacho misturar o leite condensado, a lata de água, a lata de leite, o pau de canela e as cascas de limão. Mexer para o leite condensado diluir bem, e levar ao lume até começar a ferver.
Entretanto passar as gemas num coador para retirar películas e pedaços de claras.
Desfazer o amido de milho em duas colheres de sopa de água e juntar às gemas. Envolver bem para evitar grumos.
Adicionar duas ou três colheres de sopa de preparado do leite condensado às gemas e mexer rapidamente.
Com o tacho fora do lume acrescentar as gemas e mexer energicamente.
Voltar a colocar o tacho ao lume, no mínimo, e mexer sempre até o creme começar a engrossar. Quando borbulhar retirar do lume.
Rejeitar as cascas de limão e o pau de canela e distribuir por tacinhas individuais ou travessa de servir. Deixar arrefecer. 
Antes de servir polvilhar generosamente com o açúcar e queimar, com ferro quente ou maçarico.




11/12/15

Tronco de Natal de Cenoura e Queijo Creme




O Tronco de Natal nunca foi um doce que preenchesse a nossa mesa. Volta e meia é feito mas não é peça obrigatória desta época.

Este ano quis criar uma alternativa um pouco menos tradicional, com um tipo de massa algo cheese e declaradamente mais húmida e leve, mas que, essencialmente, não fosse apenas mais um bolo.

Não sendo a primeira vez que faço esta massa de cenoura, como podem ver aqui, desta vez acabou por assumir uma textura mais densa, talvez pela absorção da humidade do próprio queijo creme. Contudo, nem por isso ficou presa ou menos deliciosa. 

O resultado é o que está à vista. Acredito que desperte a atenção dos mais curiosos, agradando claramente aos apaixonados por estas mesclas. 
É uma proposta leve e fresca, que faz justiça à clássica conjugação de ingredientes que adoro - cenoura e chocolate.

Nada como experimentar e tornar o Natal ainda mais bonito.







































TRONCO DE NATAL DE CENOURA E QUEIJO CREME

Ingredientes 
(10-12 fatias) 

|Massa de cenoura
3 ovos, grandes, batidos
1 chávena (chá) de açúcar mascavado claro
1,5 chávena (chá) de puré de cenoura 
3/4 chávena (chá) de óleo de girassol
1 chávena (chá) de farinha de trigo
1 chávena (chá) de farinha de aveia
1 colher (chá) de fermento
1 colher (café) de canela
1 colher (café) de bicabornato de sódio

|Massa de queijo creme
120 gr de queijo creme (usei Philadelphia)
75 gr de açúcar em pó
1 ovo, médio
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 colher (sobremesa) de amido de milho
Raspa de lima

|Cobertura/Ganache
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ligeiras
1/2 colher (café) de canela

|Decoração
Amêndoa sem pele, tostada
Folhas de hortelã fresca
Açúcar em pó

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Neste caso usei forma de silicone, de meio cano, mas no caso de ser tradicional, untar com manteiga e enfarinhar. Reservar.
Num recipiente colocar os ovos, o açúcar mascavado, o puré de cenoura e o óleo e mexer bem com uma colher ou batedor de varas (não precisa de batedeira).
Misturar os secos - farinhas, fermento, canela e bicabornato - e peneirar sobre a mistura anterior, aos poucos, em 3 vezes. Envolver bem com uma colher ou espátula.
Entretanto bater o queijo creme com o açúcar em pó até ficar um preparado cremoso e homogéneo. Acrescentar o ovo, o extracto de baunilha, a raspa de lima e o amido de milho, e bater um pouco mais até estar tudo perfeitamente envolvido.
Verter cerca de metade da mistura de cenoura na forma e de seguida o queijo creme. Verter a restante massa de cenoura. Passar um garfo na massa, de forma ligeira, em movimento de onda, apenas para envolver um pouco as massas. 
Levar ao forno cerca de 35-40 minutos.
Retirar do forno, deixar arrefecer cerca de 15 minutos e desenformar.
Preparar o ganache, triturando ou partindo o chocolate em pedaços pequenos. Colocar numa taça, juntamente com a canela, e verter por cima as natas previamente bem aquecidas (sem ferver). Deixar repousar dois minutos e mexer energicamente até o chocolate estar perfeitamente derretido e o creme suave, mas algo espesso. Deixar arrefecer um pouco se estiver demasiado liquido (este creme deve ser aplicado com alguma consistência).
Cobrir abundantemente o bolo com o creme de chocolate. Desenhar com os dedos ranhuras largas no chocolate de modo a criar um efeito texturado.
Decorar a gosto com as amêndoas e a hortelã. Servir.