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08/04/16

Sponge Cake com Morango e Curd de Tamarilho




Este é um dos mais conhecidos clássicos britânicos que povoa alguns dos meus livros mas que ainda não tinha chegado ao meu forno. 
Basicamente é o equivalente ao nosso pão de ló, que facilmente se traduz para bolo esponja, mas acrescenta gordura na sua composição.

Tinha experimentado fazer curd de tamarilho, já que é um fruto que abunda por cá no inverno, e entendi que combinava muito bem com um bolinho de massa seca, as suas natas e morangos. Sendo estes dois últimos ingredientes uma companhia muito frequente dos Sponge Cakes, principalmente na versão Victoria, usando fruto vermelho em compota.

Não é difícil de perceber porque sempre fui adiando experimentar este clássico. Olhava para a textura da massa e achava-a... pois... bem seca!
Avessa que sou a esta sensação quando saboreio um bolo, ainda não me tinha atrevido. Posto isto, o curd de tamarilho deu-me a confiança necessária para concluir que bem acompanhado até é um bolo para ser interessante.

Lá fiz e o resultado está à vista! Ainda que ache a massa, por si só, efectivamente seca, foi um bolinho que soube bem e vale pela interacção que cria com o recheio. 
Gostei e apreciei. É um bolo bem simples com resultados muito bonitos e elegantes.

Primavera é para ti. Decide-te por favor!!!







































SPONGE CAKE COM MORANGO E CURD DE TAMARILHO
(Adaptado da receita Classic Sponge Cake, do livro "Delia's Cakes", de Delia Smith)

Ingredientes
(8-10 fatias)

|Massa 
2 ovos, grandes
115 gr de açúcar
115 gr de manteiga amolecida
115 gr de farinha
1 colher (chá) de fermento
1 colher (chá) de extracto de baunilha

|Curd de Tamarilho
80 ml de sumo de tamarilho
30 ml de sumo de limão
3 ovos
 
100 g de açúcar
 
50 g de manteiga à temperatura ambiente


|Recheio
200 ml de natas
80 gr de açúcar em pó + para decorar
10-12 morangos grandes

Preparação

Começar por preparar o curd que deve ser feito com antecedência. Levar ao lume, em banho maria, os ovos bem misturados com o açúcar, o sumo de tamarilho e o sumo limão. Mexer sempre para não ganhar grumos, até engrossar. Pode demorar cerca de 8-10 minutos. 
Retirar do lume e incorporar a manteiga cortada em pedaços pequenos. Mexer até a manteiga estar bem derretida e envolvida no creme.
Colocar num frasco esterilizado, fechar bem e deixar arrefecer com a tampa virada para baixo. Refrigerar. Dura cerca de 15 dias no frigorífico.
De seguida bater as natas do recheio até ficarem firmes e adicionar o açúcar. Bater um pouco mais e colocar no frio até usar.
Para o bolo: pré-aquecer o forno a 170ºC.
Untar com manteiga e forrar o fundo com papel vegetal, também untado, de duas formas redondas de 18 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar a farinha e o fermento para um recipiente, permitindo que arejem bastante. Juntar os restantes ingredientes e com a batedeira misturar tudo até a massa ficar cremosa e homogénea (evitar bater demasiado).
Distribuir o preparado em igual quantidade pelas formas, e levar ao forno cerca de 25 minutos. Fazer o teste do palito, e se sair seco retirar do forno.
Passados 30 segundos passar a faca delicadamente pela lateral para soltar a massa da forma. De seguida retirar das formas e coloca-los sobre uma grelha de arrefecimento, com o fundo virado para cima. 
Se os bolos formarem altos acentuados no topo, aparar pelo menos um, que será o disco da base.
Montagem:
Espalhar as natas generosamente sobre o disco inferior, dispor os morangos e de seguida espalhar o curd a gosto.
Colocar o segundo disco por cima, polvilhar com bastante açúcar em pó e decorar com morangos.
Servir.

Nota: para um melhor resultado do recheio, colocar a embalagem das natas 15 minutos no congelador antes de bater.



16/03/16

Mini-Pavlovas de Chocolate com Mascarpone de Tangerina e Avelã




O que representa o Dia do Pai?
Talvez algo que não devesse necessitar de um dia específico para ser celebrado. Talvez um sentimento, uma atenção, uma relação que diariamente devesse ser alimentada e cimentada. Talvez a celebração de vínculos tão naturais e basilares que nem fizessem sentido ser festejados. 

Nunca valorizei particularmente este dia, e a minha relação com o mesmo não mudou desde que perdi o meu pai. O que contou sempre foram todos os dias. E agora todos os dias continuam a contar e a valer pelas lembranças fortes e sensação de presença que não desaparece. Ainda que falte o som da voz, o bocejar único ou o arrastar da perna.

Passei, no entanto, a ver o dia 19 de Março pela perspectiva do meu filho, sendo impossível passar ao lado das imposições escolares e sociais que este dia trás. Porque há sempre um desenho, uma prendinha, uma actividade, mostra-se obrigatório vive-lo com o empenho necessário.

E para quem festeja o Dia do Pai fica esta sugestão. Que é para todos os pais, que como o meu, se deliciariam com uma pavlova destas, sóbria mas bem intensa e vibrante.







































MINI-PAVLOVAS DE CHOCOLATE COM MASCARPONE DE TANGERINA E AVELÃ

Ingredientes
(4 unidades)

|Pavlovas
4 claras, grandes
100 gr de açúcar
100 gr de açúcar em pó
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de vinagre branco
1 colher (sopa) de cacau em pó

|Creme de Mascarpone e Tangerina
200 gr de queijo mascarpone
80 gr de açúcar em pó
3 colheres (sopa) de natas
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha 
2-3 colheres (sopa) de doce tangerina, caseiro
1 pitada de canela

|Ganache de Chocolate
100 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
100 ml de natas ou creme de soja para culinária

Avelãs, grosseiramente partidas e tostadas

Preparação

Pré-aquecer o forno a 120ºC. Forrar um tabuleiro com papel vegetal, desenhar 4 círculos de cerca de 12-14 cm de diâmetro. Reservar.
Peneirar o açúcar em pó com o cacau e reservar. Bater as claras em castelo até começarem a espumar. Ir juntando aos poucos o açúcar branco e continuar a bater. Acrescentar o açúcar em pó com o cacau, o amido e o vinagre e bater mais um pouco até estar tudo bem envolvido.
Por cima dos círculos desenhados no papel vegetal verter um pouco de merengue e dar-lhe a forma pretendida, alisando as laterais com uma espátula. Levar ao forno e passado cerca de 15 minutos reduzir a temperatura para 100ºC. Deixar no forno, sem abrir a porta, cerca de 1 hora. Desligar o forno e deixar que as pavlovas arrefeçam completamente lá dentro.  
Para o ganache: levar as natas ao lume quase até ferverem e verter sobre o chocolate partido em pedaços pequenos. Deixar repousar 2 minutos e mexer bem até o chocolate se dissolver completamente nas natas e resultar num preparado macio e homogéneo. 
Para o creme de mascarpone: bater o mascarpone com o açúcar até se encontrar macio, acrescentar a baunilha e as natas e bater um pouco mais. Adicionar o doce de tangerina e envolver "por alto", sem mexer demasiado, de forma a permanecerem à vista pedaços de doce. Reservar até usar.
Montagem: sobre cada mini-pavlova colocar um pedaço de creme de mascarpone e tangerina, a gosto, verter um pouco de ganache de chocolate por cima e salpicar com avelã.

Nota: A base destas pavlovas foi adaptada das receitas da formação de "Merengues e Roll Cakes Decorados", com a Patrícia e a Vânia do Com Amor & Carinho.





05/01/16

Bolo de Claras com Buttercream de Rum e Praliné de Cajú




Antes demais, Excelente Ano! 
Que o vazio do copo de 2015, se mostre o cheio de 2016. Que as realizações não sejam travadas por estagnadas intenções e se transformem em muita e boa felicidade. 

E para iniciar um prometedor ano, este foi o bolo novo escolhido para o receber.
Um bolo em si muito simples, excelente para usar as claras excedentes destes dias de festa, que se torna encantador pelo tipo de cobertura que leva e jogo de texturas que oferece.
É essencialmente leve, muito saboroso e marcante.

Tinha visto recentemente uma receita de "Coroa de Frankfurt" (clara e inconscientemente ando numa fase alemã!), e aquele praliné de caju ficou-me retido na memória.
Queria uma receita de claras mais ligeira, uma vez que a minha antiguinha é demasiado amanteigada. Ao encontrar esta cujo interior me agradou, fiz os ajustes que entendi e resolvi mesclar as coisas. 

O toque do rum faz toda a diferença num buttercream bem puro da receita da coroa. O efeito deliciosamente crocante do praliné remata na perfeição o conjunto.

É uma receita com vários iténs mas super simples de executar, podendo fazer-se algumas partes antecipadamente. Algo que faço sempre com o praliné e o creme de caramelo, já um habitué por cá.

Acho essencial mostrar o interior dos bolos mas neste caso, e lamentavelmente, foi mesmo impossível fazê-lo.
Não se assustem com o tamanho da receita e não deixem de testar pois, garantidamente, vale a pena.

E Bem Vindo 2016!








































BOLO DE CLARAS COM BUTTERCREAM DE RUM E PRALINÉ DE CAJÚ

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Massa
6 claras
180 gr de açúcar
80 gr de manteiga
2 colheres (sopa) de óleo de girassol
150 ml de buttermilk (misturar 140 ml de leite + 1 colher de sopa de sumo de limão e aguardar uns minutos)
280 gr de farinha
Raspa de uma lima
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sobremesa) de bicabornato de sódio
1 pitada de sal

|Creme de caramelo
1/2 chávena (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de água
1 colher (sopa) de manteiga
1/2 chaváne (chá) de natas

1 colher (café) de extracto de baunilha

|Creme de recheio e cobertura
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar em pó
1 gema
2 colheres (sopa) de rum

|Praliné 
100 gr de cajú tostado
150 gr de açúcar

|Decoração
Bolachas waflle com recheio de caramelo
Mirtilos

Preparação

Para o creme de caramelo: num tachinho levar a lume brando/médio o açúcar com a água, até este dissolver. Aumentar o lume e deixar cozinhar até começar a ganhar cor de caramelo claro, sem deixar que escureça demasiado. Acrescentar a manteiga e deixar que derreta completamente. 
Retirar do lume e adicionar as natas e a baunilha. Vai borbulhar bastante mas acalmará em segundos. Mexer, deixar que arrefeça, transferir para um recipiente e guardar.
Para o praliné: colocar o açúcar num tachinho e levar a lume brando até o açúcar derreter completamente e ficar em caramelo. Espalhar os cajús sobre a pedra da bancada e verter o caramelo por cima até que os cubra. Deixar arrefecer completamente, retirar da pedra e triturar grosseiramente num almofariz ou na máquina. Reservar. 
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de bolo inglês e forrar o fundo com papel vegetal também untado. Polvilhar com farinha e reservar.
Bater as claras em castelo com uma pitada de sal, até estarem bem firmes. Reservar.
Bater o açúcar com a manteiga até obter um preparado fôfo e homogéneo. Adicionar a farinha intercalando com o buttermilk e bater um pouco mais. Acrescentar a raspa de lima e o óleo. 
Adicionar delicadamente as claras à massa, em várias vezes, com uma espátula.
Quando bem envolvido verter na forma e levar ao forno cerca de 30-35 minutos. 
Retirar do forno, deixar arrefecer e desenformar.
Para a cobertura: bater bem a manteiga com o açúcar e a gema. Quando o preparado estiver suave e uniforme acrescentar o rum e envolver um pouco mais. Reservar no frio até à hora de usar.
Para a montagem: cortar o bolo ao meio no sentido longitudinal, barrar a parte inferior com creme, espalhar um pouco de praliné por cima e verter um pouco de creme de caramelo. Colocar a parte superior e barrar as laterais e o topo com o creme de manteiga. Poderá reforçar a cobertura ou deixa-la mais fina, como fiz.
De seguida espalhar o creme de caramelo por cima, deixando verter sobre as laterais em alguns pontos. Espalhar o praliné a gosto.
Decorar com bolacha waffle e mirtilos.
Servir.






23/09/15

Bolo de Pêra, Amêndoa e Gengibre

 
 
 
Ainda que seja um fruto que marca presença todo o ano, acho que a pêra combina especialmente bem com o Outono. Talvez por ligar deliciosamente com algumas especiarias que cheiram e espalham as cores desta estação.
 
É um fruto versátil, capaz de produzir sobremesas fantásticas, tanto em termos visuais como de sabor, e não é, na minha opinião, demasiado marcante, primando por alguma subtileza. 
 
Este bolo foi feito por impulso num domingo de fim de Verão. Queria muito um bolinho fofo, leve e não seco, delicioso claro, não demasiado pesado (ainda que não tenha conseguido resistir ao básico ganache de chocolate negro, que adoro) e de preferência bem simpático em termos de imagem.
 
O resultado foi daqueles que nem sempre acontece: correspondeu com total sucesso às expectativas! No dia seguinte, continuava fôfo e fresco como se tivesse saído do forno há 2 ou 3 horas.
É um bolo simples mas que se destacou pela qualidade do resultado final, sendo claramente uma receita a guardar.

E tudo isto para desejar que este Outono que hoje se inicia seja igual a si próprio. Outono, apenas! Ligeiro e ameno nas temperaturas, mas intenso nas cores, cheiros e sabores.
 


 
 
BOLO DE PÊRA, AMÊNDOA E GENGIBRE

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Bolo
3 ovos grandes
120 gr de açúcar mascavado, claro
1 iogurte grego natural açucarado
80 ml de óleo de girassol
1 colher (sobremesa) de extrato de baunilha
1 colher (café) de canela
1 colher (sobremesa) de gengibre em pó
1 pitada de sal
100 gr de farinha
80 gr de farinha de amêndoa (amêndoa ralada)
1 colher (café) de fermento
2 pêras, médias e maduras

|Cobertura/Ganache
80 gr de chocolate de culinária (70% de cacau)
120 ml de natas ligeiras
1 pitada de canela
Amêndoa laminada torrada
1 pêra, madura mas firme
2 colheres (sopa) de mel
1 pau de canela
Bolachas belgas tipo waffle

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma redonda de fundo amovível (usei de 20 cm). Reservar.
Bater os ovos com o açúcar, durante cerca de 5 minutos, até obter um preparado fôfo.
Adicionar o iogurte, o óleo e o extrato de baunilha e bater um pouco mais.
Peneirar as farinhas, as especiarias, o sal e o fermento para um recipiente e acrescentar à massa, envolvendo delicadamente com uma espátula, sem bater. Por fim acrescentar a pêra, previamente descascada e ralada finamente, e envolver no preparado, sem bater.
Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 35-40 minutos.
Enquanto o bolo coze, levar ao lume um tachinho meio com água, duas colheres de sopa de mel, um pau de canela e uma pitada de gengibre. Quando ferver introduzir uma pêra inteira, descascada mas com o pé. Retirar do lume quando estiver cozida mas ainda firme. Deixar arrefecer. Reservar.
Verificar a cozedura do bolo com um palito e retirar do forno.
Deixar arrefecer cerca de 20 minutos e desenformar cuidadosamente. Colocar sobre uma grelha de arrefecimento o restante tempo.
Entretanto preparar o ganache de chocolate: partir o chocolate em pedaços pequenos e colocar numa taça com uma pitada de canela. Levar as natas ao lume, deixando que aqueçam sem que fervam. Verter as natas sobre o chocolate e aguardar 1-2 minutos. De seguida mexer bem até que o chocolate esteja completamente envolvido nas natas e o creme bem uniforme, sem grumos.
Quando o bolo estiver completamente frio, espalhar o ganache sobre a cobertura e deixar cair para as laterais.
Decorar a gosto com a pêra cozida, amêndoa laminada tostada e bolacha waffle.
Servir.

Nota: todos os ingredientes deverão estar à temperatura ambiente


 

14/07/15

Lemon Bars




É mais do que sabido que uma imagem vale por mil palavras. Mas ainda assim existem impactos visuais que são imprevisíveis.

Quando publiquei uma imagem, muito simples, da minha primeira e improvisada experiência com as famosas Lemons Bars, ainda sem post preparado nem nada, apenas com foto do momento, nunca imaginei que fosse deliciar e despertar o interesse de tanta gente no facebook
Realmente surpreendeu-me, ainda que até consiga entender, pois este interior também foi o que sempre me cativou.
Vai daí este post passa à frente da listinha deles que aguardam publicação.

Há muito que os meus serões pelo Pintrest me fizeram apaixonar pelas barrinhas de limão, tão famosas por outras andanças. Pela densidade do seu interior e claro, pelo sabor que sempre imaginei intensamente cítrico, queria muito testa-las.

Sem receita escolhida achei que podia, de forma bem sucedida, adaptar esta receita que me acompanha há uns bons aninhos, uma vez que há algo na componente visivel das suas texturas que as aproxima, fazendo naturalmente os ajustes necessários, dada a natureza bem distinta das duas receitas. 
Foi o que fiz! Acentuando o aroma a limão, com um toque de lima e de côco, lá resultou muito bem. 
Só posso desejar que corresponda às expectativas. 








































LEMON BARS
(8-10 fatias)

Ingredientes

1 embalagem de massa quebrada
1,5 dl de água
180 gr de açúcar
2 limões grandes e sumarentos
1 lima grande ou 2 pequenas
4 ovos
3 gemas
80 ml de leite de côco
2 colheres (sopa) de amido de milho

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Untar com manteiga uma forma de tarte rectangular (ou outra à escolha) e moldar a massa apenas ao fundo da tarte, deixando as paredes livres. Picar a massa com um garfo e reservar no frigorífico.
Raspar finamente os limões e a lima e espremer o seu sumo para o mesmo recipiente. Deixar repousar enquanto se prepara o resto.
Levar ao lume num tachinho a água e o açúcar com 3 raspas grandes de limão. Deixar ferver até o açúcar se dissolver e formar uma calda ligeira. Retirar do lume e rejeitar as casca de limão. Reservar.
Bater os ovos com as gemas. Diluir o amido de milho no leite de côco e mexer bem até ficar completamente envolvido, sem grumos (se necessário coar para retirar possíveis grumos mais resistentes). Juntar aos ovos e envolver bem.
Coar o sumo dos citrinos de forma a retirar as raspas e acrescentar aos ovos.
Juntar o preparado à calda e mexer até ficar um liquido homogéneo.  
Verter o preparado na forma e levar ao forno, cerca de 30-35 minutos, até estar firme. Não é suposto que ganhe cor, pelo que, se necessário proteger com papel de alumínio.
Retirar do forno, deixar arrefecer antes de cortar em fatias ou barras.
Polvilhar abundantemente com açúcar em pó e servir frescas. 
Conservar no frio.

Nota: O açúcar em pó confere um efeito visual bem apelativo e bonito, no entanto, para quem não gosta de doce excessivo, pode e deve ser suprimido. 
 



13/05/15

Bundt Cake Napolitano




Esta ediçao da Bundtmania trouxe-me claras recordações de uma anterior em que decidi que o meu Zebra deveria ser também Napolitano!
Decidido estava, fácil de lá chegar é que nem por isso.
Depois de várias tentativas, mal ou bem, lá zebrou e ficou um bom bolo, que pode ser visto aqui.

Este napolitano, simplesmente marmoreado, saiu à segunda. Menos mal. Ficou saboroso mas, sinceramente, pretendia um efeito mais definido e elegante. 
A cobertura simples, de iogurte e nata, combina super bem com os sabores da massa. O toque finalizante das bolinhas de acucar reforçam o caracter divertido e, de alguma forma até infantil, deste bolinho.
 
Assim respondo ao desafio da Lia e da Mena, nesta edição da Bundtmania.
Meninas, foi o Napolitano possível. Espero que gostem








































BUNDT CAKE NAPOLITANO

Ingredientes
(10-12 fatias)

|Bolo
150 gr de manteiga, amolecia à temperatura ambiente
180 gr de açucar mascavado claro
2 iogurte gregos, naturais açucarados
1 colher (sobremesa) de extracto de baunilha
1 colher (café) de bicabornato de sódio
5 ovos, médios
250 gr de farinha
1 colher (sobremesa) de fermento
3 colheres (sopa) de gelatina de morango
1 colher (sobremesa) de corante vermelho
3 colheres (sopa) de cacau em pó
2 colheres (sopa) de água (acrescentar à massa de cacau em caso de necessidade)

|Cobertura
1 iogurte grego, natural açucarado
50 ml de natas ligeiras 
2 colheres (sopa) de açucar baunilhado, em pó
Bolinhas de açucar coloridas para decorar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º.
Preparar uma forma de Bundt, untando com manteiga e polvilhando com farinha. Reservar.
Bater muito bem a manteiga com o açucar em velocidade média-baixa cerca de 2 minutos. 
Juntar os iogurtes e a baunilha e bater mais um pouco até estar bem combinado. 
Sem parar de bater ir juntando os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. 
Com a batedeira em baixa velocidade ir adicionando a farinha já misturada com o bicabornato e o fermento.
Dividir a massa em 3 porções idênticas. Numa das massas acrescentar o corante vermelho e a gelatina de morango, e envolver muito bem.
Noutra parte acrescentar o cacau em pó e, igualmente, envolver bem. Neste caso se a massa ficar demasiado espessa em relação às outras acrescentar água. É importante que as massas apresentem consistências idênticas.
A parte restante fica como está, massa simples de baunilha.
Montar o bolo começando por colocar cerca de 1/3 da massa de cacau, seguida de 1/3 da massa de morango e por fim 1/3 da massa de baunilha. Repetir o procedimento até as massas acabarem.
Levar ao forno cerca de 35-40 minutos. Verificar a cozedura com o palito, retirar e reservar.
Deixar o bolo arrefecer cerca de 15 minutos, desenformar com cuidado e colocar numa grelha de arrefecimento.
Para a cobertura, juntar o restante o iogurte, as natas e o açucar em pó e mexer bem até estar perfeitamente uniforme.
Deixar o bolo arrefecer completamente, cobrir a gosto e decorar com bolinhas de açucar coloridas.




26/04/15

Bolo de Maçã e Côco





As opiniões tão positivas sobre este bolinho foram mesmo o principal motivo para o querer experimentar.
Isso a juntar ao facto de adorar bolo de maçã e não o fazer há imenso tempo. Gosto mais destes sabores no Outono, mas resolvi não resisitir a este num dia de Primavera que mais parece pleno Inverno.

Achei que o toque do côco o deveria tornar bem interessante e tanta maçazinha no inteiror lhe conferiria aquela textura que gosto.

Foi a mais recente sugestão do grupo Dorie às Sextas, que nem sempre consigo acompanhar, e foi realmente uma excelente experiência. 
É uma excelente receita, com um resultado fôfo, húmido, texturado e cheio de sabor. 

Em relação à receita original apenas alterei o tipo de óleo, usei girassol, e a geleia, pois substitui por doce de abóbora.

É domingo e o lanche teve um bocadinho desta maravilha. 







































BOLO DE MAÇÃ E CÔCO
(Receita original "Apple-Coconut Family Cake", de Dorie Greenspan)

Ingredientes
(10-12 fatias) 

1 chávena + 2 colheres (sopa) de farinha
2 colheres (chá) de fermento
1/4 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/4 colher (chá) de canela
1/4 colher (chá) de sal
3 maçãs descascadas e descaroçadas
2 ovos grandes, à temperatura ambiente
1/2 chávena + 2 colheres (sopa) de açúcar
1/2 chávena de iogurte natural
6 colheres (sopa) de um óleo sem sabor, canola ou cártamo, por ex. (usei girassol)
2 colheres (chá) de extrato de baunilha
1 chávena de côco ralado
1/2 chávena de geleia de maçã (usei abóbora)

Praliné de amêndoa para decorar

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180ºC. 
Untar uma forma de mola com 20cm de diâmetro e polvilhá-la com as 2 colheres de sopa de farinha. Reservar.
Misturar bem a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela e o sal. 
Cortar duas maçãs em cubos pequenos e uma em fatias finas. Reservar, cobrindo com película aderente.
Numa taça grande, bater os ovos com o açúcar durante um minuto. Juntar o iogurte, o óleo e a baunilha e bater durante mais um minuto. 
Envolver de seguida a mistura de farinha com uma espátula. Juntar a maçã em cubos e o coco, envolvendo bem, e deitar a massa na forma, alisando-a bem. Decorar com as fatias de maçã e polvilhar com o açúcar. 
Levar ao forno durante 45-50 minutos ou até o topo estar caramelizado e um palito inserido no centro sair seco.
Retirar o forno e deixar arrefecer durante 20 minutos na forma. Entretanto, preparar a cobertura, aquecendo a geleia com um pouco de água até ficar líquida.
Desenformar o bolo para um prato de servir e pincela-lo com a geleia.
Decorar com um pouco de praliné amêndoa