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31/12/16

Round Up do 11º Sweet World - Saint Lucia Saffron Buns




Um dos temas que, pessoalmente, mais surpreendeu foi este da 11ª edição do Sweet World.
Talvez por ser pouco chegada a massas levedas, quando a Lia o sugeriu confesso que não lhes dei o devido valor. Assumo agora que depois de os fazer me rendi completamente.

Os Lussekatter ou Saint Lucia Saffron Buns fecham quase um ano de desafio e demonstram-se cheios de qualidades que desafiaram e encantarem muita gente.
Além de lindos são deliciosamente leves e saborosos. Tem uma personalidade única realmente especial.

Cá ficam as participações de quem aceitou o tema deste mês, e se juntou a nós na execução e aprendizagem sobre este doce típico tão querido por terras suecas.

Assim se fecha mais um ano com um enorme Obrigada que fazemos questão de vos dirigir, acompanhado do desejo de um 2017 fantástico, cheio de estimulantes desafios que nos possam continuar a enriquecer desta forma. Acreditem que adoramos que estejam aí e aceitem as propostas de forma tão dedicada e entusiasmada.

Excelente ano a todos!   



Lia, blog Lemon & Vanilla 



Joana, blog Prazer a Cozinhar 



Ana, blog Anasbageri



Rute, blog L'air du Temps



Marta, blog Intrusa na Cozinha



Paula, blog Sugar Bites



Cláudia, blog Dona Biscoito  



Célio, blog Sweet Gula



Carla, blog Guloso qb



Susana, blog Basta Cheio 




25/11/16

Round Up do 10º Sweet World - Prinsesstårta




Numa das edições do Sweet World mais exigentes tecnicamente, ficamos muito felizes por contar com estas belíssimas participações, que tão bem materializaram o especial Prinsesstårta, neste que é já o 10º tema do desafio.

Abordamos um doce sueco de características muito próprias, que cativou e encantou os que não se deixaram assustar pela sua personalidade, e no final ainda tiveram o privilégio de o degustar.

Mais uma vez, Muito Obrigada a todos pelas fantásticas e irrepreensiveis participações.


Lia, blog Lemon & Vanilla



Rui, blog Faz e Come



Ana, blog Anasbageri 



Carla, blog Guloso qb



Cláudia, blog Dona Biscoito



Susana, blog Basta Cheio



20/11/16

Saint Lucia Saffron Buns (Lussekatter)










































Dezembro transporta-nos para um universo único. Remete-nos para um sem número de recordações. Provoca-nos emoções de carácter muito diverso. Frequentemente faz-nos rir e chorar.
Porque é o último mês do ano. Porque nos mostra que novos dias e resoluções se aproximam. E porque é o mês do Natal. Aquela festa especial, a mais especial de todas, com a qual é cada vez mais comum estabelecer-se uma relação pouco consensual e cheia de bipolaridades. Uma relação que, quer se queira quer não, vai sofrendo mutações ao longo da vida.

O que não muda é a intensidade deste mês. Neste últimos 31 dias do ano é costume pararmos pouco e corrermos muito entre presentes, jantares e afazeres. E quase mecanicamente irmos pensando e preparando as iguarias natalícias.
Numa onda de "respira fundo" o Sweet World, na sua 11º Edição, vem apresentar e sugerir uns bolinhos que prometem obrigar a abrandar, descomprimir e usufruir.

E se estiverem a estranhar o facto deste mês o tema estar a ser lançado aqui e não no cantinho da Lia, devemos dizer que dificuldades técnicas (daquelas que também nos fazem respirar bem fundo) assim o obrigaram. O essencial é estarmos aqui uns para os outros, e na próxima edição tudo retomará a normalidade.  

A fôfa e bela iguaria deste mês, os Saint Lucia Saffron Buns ou Lussekatter chegam-nos da Suécia e marcam o dia 13 de Dezembro. Dia que abre oficialmente a temporada de Natal por terras escandinavas.
Feitos para celebrar o Santo Padroeiro da Luz, numas das celebrações mais importantes do país, onde uma impressionante e mágica procissão decorre, este evento pretende marcar o regresso de dias mais leves e iluminados ao escuro Inverno escandinavo, sendo que estes bolinhos são consumidos durante toda a época do Natal.






































Diz a história que Lucia foi dos primeiros mártires cristãos, morto pelos romanos devido às suas crenças religiosas.
Na procissão que marca este dia, as crianças vestem-se a rigor, com traje branco, uma fita vermelha e "luz no cabelo", à semelhança de Lúcia. Essa luz é representada por uma coroa de velas elétricas sobre uma coroa de flores. Todos os intervenientes levam uma ou mais velas, numa celebração que conjuga tradições cristãs e pagãs.
Todos os anos existem concursos para ver quem representará o papel de Lucia nas procissões e festividades. Todos querem personificar esta figura mítica que tem o importante papel de trazer luz aos invernos suecos. 

Reza a história que a forma de "S" dos bolinhos representa um gato enrolado e as duas cerejas os seus olhos. Daí o nome Lussekatter, ou Gato de Lucia.
As origens deste doce levantam muitas dúvidas e a sua relação com Saint Lucia não é clara.    
Além desta forma de apresentação mais comum existem outros exemplos muito interessantes de desenhar o bolinho. 


Imagem retirada da net


É um doce de massa leveda muito simples de executar.
Vão a levedar em duas fases, e no forno surpreenderam-me pelo que ainda cresceram.
O seu sabor é bem suave e ameno, destacando-se o toque das especiarias. A massa é leve e fôfa, ainda que fiquem secos rapidamente. Por isso, são óptimos ainda morninhos. 
Sendo já sabido que este tipo de massa não é realmente onde me movo melhor, fiquei muito feliz com os resultados e bem surpreendida quando os provei. 
Mostram-se uma alternativa bem interessante aos habituais e mais comuns pães doces, pelo toque exótico que os caracteriza, além de serem visualmente encantadores.  

Se aceitarem o convite e nos quiserem acompanhar neste desafio, basta seguirem as seguintes regras:
  • Tem até ao dia 27 de Dezembro para nos apresentarem o vossos Saint Lucia Saffron Buns, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • No dia 20 de Dezembro será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 11ª edição será publicado aqui no blog no dia 31 de Dezembro.

Nota: Esta alteração da data limite para participação, relativamente às edições anteriores, é de carácter excepcional, e prende-se com o facto de estarmos na época do Natal, e assim terem a possibilidade de integrarem este doce na vossa mesa de festa, se assim o desejarem.







































SAINT LUCIA SAFFRON BUNS (LUSSEKATTER)
(Receita do livro Scandilicious Baking, de Signe Johansen

Ingredientes
(15-16 unidades)

350 ml de leite
1 colher (café) de açafrão em pó (a receita original indica fio de açafrão)
15 gr de fermento fresco ou 7 gr de fermento seco (usei seco)
50 gr de manteiga
350 gr de farinha de trigo ou espelta (normal)
150 gr de farinha de trigo ou espelta (integral)
1 colher (sobremesa) de cardamomo em pó
4 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (café) de sal fino
1 ovo médio + para pincelar
30-32 cerejas secas (usei arandos)

Preparação

Levar o leite a aquecer juntamente com o açafrão.
Deixar arrefecer o leite até ficar bem morno e diluir o fermento.
Derreter a manteiga, deixar arrefecer ligeiramente e juntar ao leite.
Polvilhar as farinhas, o açúcar, o cardamomo e o sal para um recipiente largo. Misturar ao leite e acrescentar o ovo, mexendo sempre até obter uma massa uniforme e pegajosa. 
Transferir a massa para uma superfície enfarinhada a amassar durante cerca de 5 minutos até ficar macia e elástica.
Colocar a massa novamente no recipiente e tapar com um pano. Deixar a repousa numa zona sem correntes de ar, cerca de 1h-1h.30m, até duplicar de tamanho.
Voltar a colocar a massa no balcão, molda-la um pouco em forma de rolo e cortar em partes iguais (a olho, ou pesando cada pedaço para uma maior precisão). Esta receita deu-me para 16 pedaços/bolinhos.
Moldar os pedaços em forma de rolinho comprido e dar a forma de "S", começando por enrolar as duas extremidades até se encontrarem no centro.
Dispor cada bolinho no tabuleiro de ir ao forno, sobre papel vegetal, e com algum espaço entre eles, e voltar a tapar com um pano ou com película aderente ligeiramente untada com óleo. Deixar repousar em local ameno e sem correntes de ar, cerca de 20-30 minutos, para voltarem a levedar e crescer.
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Quando os bolinhos tiverem crescido, colocar uma ou duas cerejas secas na dobra do "S", pressionando ligeiramente sobre a massa para que não saltem ao assar. De seguida pincelar levemente com ovo batido e colocar no forno, cerca de 15-18 minutos.
Assim que os bolinhos estiverem firmes, douradinhos, e soarem a oco ao toque, retirar do forno.




20/10/16

Prinsesstårta (Princess Cake)












































Chegados à 10ª edição do Sweet World, que muito me/nos tem ensinado e estimulado, a opção do tema afasta-se de pressupostos sazonais e vem apostar num aumento do grau de dificuldade, a fim de puxar um pouco mais por nós. Sendo que, é sempre bom relembrar, este é um dos objectivos essenciais do desafio.

Neste contexto hoje apresentamos o Prinsesstårta, Princess Cake ou Bolo Princesa. Um tradicional bolo de origem sueca, de carácter festivo e aspecto curioso, bem elaborado e elegante. 
É um bolo tão querido pelos suecos que originou a promoção do evento Prinsesstårta Week, que decorre anualmente na terceira semana de Setembro.

A primeira referência à receita original remonta a 1948, num livro da autoria de Jenny Åkerström, professora das três filhas do rei Carl. Sendo que as princesas Margaretha, Märtha e Astrid, o tinham como seu favorito. 
Daí o seu nome actual, uma vez que originalmente assumia a denominação de grön tårta (bolo verde), dada a cor da sua superfície em massapão colorido. 
É também frequente encontra-lo noutras cores e variantes, que acabam por corresponder a outras denominações. Quando rosa ou vermelho o bolo chama-se operatårta (opera cake) e quando azul denomina-se de prinstårta (prince cake).

Quando visualizamos o seu interior facilmente percebemos que é estruturado por camadas que se dividem entre massa de bolo, creme e doce. Finalizando com um interessante massapão verde que lhe garante o efeito semicircular. A decoração final passa pelo uso de uma flor em massapão cor de rosa e açúcar em pó.
Segundo apurei diz a tradição que essa rosa seja comida pelo aniversariante, no caso do bolo ser usado para essa celebração, como é habitual.

Ora, para obtermos um verdadeiro Princess Cake necessitamos de seguir este tipo de camadas:
- Bolo (Massa Genoise)
- Doce de Framboesa ou Morango
- Creme Pasteleiro/Custard Cream
- Natas/Chantili
- Massapão

Ainda que existam algumas pequenas variações, achei interessante esta imagem que encontrei na net, onde facilmente de percebe a estruturação do doce, que da base para o topo apresenta a seguinte ordem: bolo; doce; creme pasteleiro; bolo; creme pasteleiro; natas; bolo; massapão.



Estrutura do Bolo (imagem retirada da net)


Há ainda quem utilize calda de açúcar ou rum para humedecer a massa de bolo, mas é puramente opcional. E muito sinceramente não achei que fizesse falta nenhuma dados os elementos húmidos que já o preenchem. 

Depois de várias pesquisas e percepção dos seus componentes, conjuguei várias receitas para chegar a este resultado final. 
Pelo caminho descobri, no cantinho da Ana, muita informação útil e interessante que merece ser partilhada. Como sempre, esta pasteleira de mão cheia que nos costuma dar o prazer da sua participação, executa um excelente exemplar deste bolo sueco, pelo que, aconselho a não deixarem de espreitar.
Da receita da Ana aproveitei a dica de juntar o creme pasteleiro ao chantili, ao contrário da imagem esquemática acima apresentada, e de muitas outras receitas, em que se usam em separado.

Confesso que assim que olhei para o bolo fiquei apreensiva quanto à eventual técnica necessária para conseguir dar-lhe a estrutura e forma necessárias. E, claro, se estaria à altura de o conseguir.
Mas como este nosso desafio passa por isso mesmo, superação, lá agarrei a tårta com a garra possível, face às semanas complicadas que este Outubro me trouxe. E com toda a honestidade não o achei demasiado complexo. 
Sendo um bolo com vários elementos distintos executa-se bem por fases, permitindo maior permeabilidade nos timings.
Depois de fazer o bolo e o creme pasteleiro, avancei para o massapão com uma receita já conhecida e segura, que correu perfeitamente bem.
Chegada à altura da montagem (o único momento que poderia assustar) a coisa flui com naturalidade e deu-se favoravelmente.

O Princess Cake mostra-se um bolo muito interessante, com um assumido contraste de texturas e sabores, promovido pelas distintas naturezas das camadas e, se assim quisermos e controlarmos, não demasiado doce.
Foi mais uma surpresa bem agradável que realmente só o Sweet World me podia dar o prazer de ter.
Se se mostrava um bolo que à primeira vista acharia algo artificial (sugestão claramente dada pela sua camada verde), depois de executado e provado, passou a ser um bolo super qualificado para ocupar um espaço em qualquer mesa de festa cá em casa. 
Um nórdico aprovadissimo!

Se aceitam este desafio basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Novembro para nos apresentarem o vosso Prinsesstårtadeixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Novembro, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 10ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Novembro.







































PRINSESSTÅRTA (PRINCESS CAKE)

Ingredientes
(8-10 pessoas)

|Bolo/Massa Genoise (adaptada do blog Be Nice, Make a Cake)
4 ovos + 2 gemas
200 gr de açúcar
220 gr de farinha sem fermento
1 colher (sobremesa) de fermento 

|Creme Pasteleiro (adaptada da receita do Chef Luis Francisco)
350 ml + 50 ml de leite
100 gr de açúcar
6 gemas
1/2 colher (sopa) de extracto de baunilha (ou 1 vagem)
30 gr de amido de milho
20 gr de farinha de trigo
2 folhas de gelatina
200 ml de natas para bater
1 colher (sopa) de açúcar em pó
1/2 colher (sopa) de sumo de limão

3 colheres (sopa) de doce de framboesa

|Massapão 
100 gr de açúcar em pó + algum para polvilhar
100 gr de açúcar granulado "normal"
1 ovo grande, ligeiramente batido
200 gr de amêndoa ralada
2 gotas de corante verde (gel)
1 gota de corante rosa (gel)

|Decoração
1 flor em massapão rosa
Açúcar em pó

Preparação 

Começar pelo creme de pasteleiro. Levar ao lume o leite com as sementes de baunilha ou o extracto até ferver. Retirar do lume.
Hidratar as folhas de gelatina, cobrindo-as de água fria durante 7-8 minutos.
À parte bater ligeiramente as gemas com o açúcar e, mexendo sempre, verter muito lentamente o leite sobre as gemas.
Diluir a farinha e o amido de milho no restante leite e acrescentar ao preparado anterior.
Levar novamente ao lume brando, mexendo sempre, até que engrosse.
Nesta altura retirar do lume, escorrer bem a gelatina e adicionar ao creme, assegurando que diluem completamente. Mexer bem e reservar protegendo com película aderente junto ao creme.
Bater as natas até estarem bem firmes e juntar o açúcar e o sumo de limão. Bater um pouco mais e acrescentar ao creme de pasteleiro, já frio. Batendo lentamente até estar tudo bem envolvido num creme uniforme. Conservar no frio até usar (deverá estar no frio o tempo suficiente para que fique bem firme).

Para o bolo, pré-aquecer o forno a 190ºC. Untar com manteiga e forrar com papel vegetal o fundo de duas formas redondas de 20 cm de diâmetro. Polvilhar com farinha e Reservar.
Bater o açúcar com os ovos e as gemas até triplicar o volume e a massa estar fôfa e esbranquiçada.
De seguida adicionar a farinha peneirada juntamente com o fermento, sem bater, apenas envolvendo com a vara de arames.
Distribuir o preparado pelas formas em quantidades iguais e levar ao forno cerca de 25 minutos até a superfície estar firme e a massa seca ao teste do palito.
Deixar arrefecer e desenformar. Cortar um dos bolos em 2 discos iguais e no outro cortar um disco o mais fino possível (o restante deste bolo não usei). Reservar.

Para o massapão, peneirar o açúcar em pó juntamente com o açúcar "normal". Juntar ao ovo e mexer um pouco. Colocar a mistura sobre um recipiente com água a ferver e mexer durante 10 minutos, até a mistura ficar macia e mais espessa.
De seguida retirar do calor e colocar o recipiente em água fria, até cerca de 5 cm de altura.
Nesta altura acrescentar a amêndoa ralada (peneirei antes) e depois desta estar envolvida, retirar cerca de 70-80 gr e adicionar o corante verde ao restante. Mexer bem até o tom da massa estar homogéneo, e numa superfície polvilhada com açúcar em pó, amassar até formar uma pasta firme e uniforme.
Ao massapão reservado juntar uma gota de corante rosa e amassar bem. Moldar uma flor/rosa a gosto. Conservar no frio.
Quando for para usar, colocar a massa numa superfície ligeiramente polvilhada com açúcar em pó, com o rolo pressionar, virando sempre em quartos de volta, de modo a criar a forma redonda pretendida. Quando estiver no tamanho certo usar. Se a massa estiver demasiado pegajosa e difícil de trabalhar, levar ao frigorífico 30-40 minutos e esticar de seguida (seguindo estas quantidades sobraram-me cerca de 100gr depois de cobrir o bolo)

Montagem:
No prato de servir colocar um dos discos mais altos, barrar com o chantili e distribuir o doce de framboesa por cima. Colocar o outro disco igual por cima.
De seguida distribuir o creme pasteleiro dando a forma semi circular que o bolo apresenta.
Pegar no disco fininho de massa de bolo e moldar ao creme, pressionando ligeiramente e reforçando a forma semi circular.
Por fim cobrir com a folha de massapão verde, já bem esticada, ajustando delicadamente ao bolo. Cortar os excessos com uma faca afiada ou cortador de pizza e garantir que a massa fica perfeitamente ajustada aos elementos interiores.
Levar ao frio umas horas, ou idealmente, de um dia para o outro.
Na hora de servir polvilhar com açúcar em pó e decorar com a flor em massapão.

Nota: entendo que os pontos cruciais para o sucesso deste bolo passam simplesmente por fazer um creme de pasteleiro bem consistente, e por deixar o bolo bastantes horas no frio para firmar bem. 
Não o consegui deixar de um dia para o outro e isso reflectiu-se na firmeza do creme.  
Todos os restantes passos são super acessíveis.

De qualquer das formas aqui fica uma útil ajudinha:
https://www.youtube.com/watch?v=jcySM0cMYv8




25/09/16

Round Up do 8º Sweet World - Trifle




De entre os doces de colher mais famosos de sempre, parece-me seguro dizer que o Trifle surge destacado na linha da frente.

Sendo este o tema da 8ª edição do Sweet World, as propostas de quem quis conhecer este doce britânico a fundo, executa-lo e saboreá-lo na sua essência, foram bem apelativas e visualmente perfeitas.

Uma vez mais, só podemos agradecer a quem continua a deixar-se desafiar pelos pecados do mundo que vamos propondo. Muito Obrigada a todas!


Lia, blog Lemmon & Vanilla 



Paula, blog Sugar Bites



Helena, blog Cooking



Ana, blog Anasbageri


Carla, blog Guloso qb



Isabel, blog Orquestra de Panelas



Cláudia, blog Dona Biscoito 



Susana, blog Basta Cheio



20/08/16

Trifle












































Ainda estamos praticamente a meio de Agosto, sensivelmente a um mês do fim do Verão. Ainda muito calor virá (ou talvez não), mas o que é certo no meio de tanta incerteza é a vontade de fechar a primeira época quente do Sweet World com um doce que reflicta a cara e o espírito desta estação. 
Um doce que traga a frescura e a leveza que se procura nesta altura do ano, sabendo que, seguramente, dentro de pouco tempo dará lugar à busca e exploração de novos sabores, aromas e ambientes. 
Basicamente um doce de colher com fruta da estação, na forma de um bom Trifle, verdadeiro e original, pareceu-nos perfeito para responder a este propósito, sendo este o tema da 8ª edição do desafio.

O Trifle é uma sobremesa típica inglesa, que embeleza as mesas britânicas há mais de quatro séculos. Peça central da sua cultura gastronómica, a primeira referência conhecida a este doce data de 1585, e está presente no livro The Good Huswifes Jewell de Thomas Dawson, escritor inglês autor de temáticas relacionadas com a culinária e a manutenção do lar.

É um facto que dá forma ao doce de camadas mais famoso e, provavelmente, reproduzido de sempre. Contudo, o que normalmente acontece (e por mim falo) é fazermos uma bonita sobremesa com uma camada de bolo, uma camada de creme e uma camada de fruta, adicionando eventualmente algumas crocâncias, mais coisa menos coisa, e chamarmos de Trifle, quando na realidade é apenas uma espécie de. 







































As variações são tantas e tão diversas que só depois de bastante pesquisa e com a ajuda preciosa da Lia, que já teve a sorte e prazer de poder provar verdadeiros Trifles, se chegou à versão considerada mais próxima possível da original.
Confesso que alguns pormenores me surpreenderam bastante. Simplesmente nunca tinha visto ou feito o doce desta forma. Destaco o uso da gelatina que realmente desconhecia, e que não sendo usada em todos os trifles, se apresenta associada à origem do doce, pelo que, faz todo o sentido respeitar.

Resumidamente, para executarmos um verdadeiro Trifle, devemos pegar numa taça ou copo alto, idealmente de vidro, e começar a dispor as camadas no fundo do recipiente pela seguinte ordem:
- Pão de Ló embebido em licor ou vinho madeira
- Morangos ou mistura de Frutos Vermelhos
- Gelatina de Morango
- Creme Custard (uma espécie de leite creme mas mais abaunilhado)
- Chantili/Natas batidas
- Sprinkles (formigos colocridos) e Amêndoa laminada (opcional)  

Relembrando os principais objectivos do Sweet World, nesta edição, principalmente, vamos ser o mais fiéis possível ao original. Bem sei como é fácil extravasar, mas neste caso, se o fizermos, dificilmente teremos o doce original e passamos a ter apenas um qualquer doce de camadas.
Neste tema, naturalmente, que o desafio não passa pela dificuldade, mas antes pelo prazer do conhecimento e pelo gosto de saber que é assim que um dos mais famosos doces do mundo dever ser executado e saboreado.
E desta experiência obtenho o resultado de um bonito, elegante e expressivo doce que, confesso, superou imenso as minhas expectativas. A mistura de todas as camadas, de sabores, texturas e densidades tão distintas, resulta efectivamente impecavelmente bem. 
É fresco, é vibrante, é delicioso. Uma lufada de ar fresco, que com certeza por cá será repetido várias vezes.

Se aceitam o desafio e se querem juntar a nós na execução deste belo doce, basta seguirem as seguintes regras:

  • Tem até ao dia 20 de Setembro para nos apresentarem o vosso Trifle, deixando aqui neste post o link da vossa participação;
  • Só participações enviadas até este dia serão consideradas; 
  • Neste mesmo dia, 20 de Setembro, será publicado no blog da Lia o tema da próxima edição;
  • round up desta 8ª edição será publicado aqui no blog no dia 25 de Setembro.







































TRIFLE

Ingredientes
(8-10 doses)

1/2 pão de ló (esta receita)
3 colheres (sopa) de sherry (usei ginginha)
350 gr de morangos frescos ou mistura de frutos vermelhos
500 ml de gelatina de morango (1 saqueta de preparado de gelatina)
500 ml de creme custard*
350 ml de natas para bater + 1.5 colher (sopa) de açúcar em pó
Sprinkles (formigos coloridos) e amêndoa laminada torrada para decorar

*Creme Custard
600 ml de leite
1 vagem de baunilha
1 pitada de sal
90 gr de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de amido de milho
4 gemas

Preparação

Preparar o creme custard com antecedência. Abrir a vagem de baunilha raspar as sementes e juntar num tachinho com o leite, o açúcar, o sal, a manteiga e o amido de milho. Mexer bem e levar a lume brando mexendo sempre. Quando começar a ferver retirar do lume. Colocar um pouco do preparado lentamente sobre as gemas, mexendo sempre. De seguida juntar as gemas ao preparado que está no tacho. Levar novamente a lume brando, mexendo sempre durante 2-3 minutos, até engrossar. Retirar do lume, proteger com película aderente junto ao creme e deixar arrefecer completamente.
Preparar a gelatina de acordo com as indicações da embalagem e deixar arrefecer e prender ligeiramente, mantendo, no entanto, alguma fluidez. 
Bater as natas bem firmes com o açúcar e conservar no frio até usar.
Lavar e cortar os morangos em quartos. 
Montagem: numa taça ou copo largo grande de vidro começar por colocar fatias ou pedaços de pão de ló, de forma a preencher bem o fundo. Salpicar com o licor de ginga, e de seguida distribuir os morangos cortados em pedaços. Verter a gelatina por cima dos morangos e levar ao frio, cerca de 2-3 horas, até a gelatina estar totalmente sólida.
De seguida verter a camada de creme custard (não usei a totalidade, reservei 100-150ml), espalhar nova camada de morangos laminados (opcional), e finalizar com as natas batidas, que poderão ser aplicadas com saco de pasteleiro, se se mostrar mais fácil.
Polvilhar abundantemente com sprinkles e amêndoa laminada torrada.
Conservar no frio e servir bem fresco.